domingo, 29 de abril de 2012

Há pedaços de desporto a cair das fracturas formadas e que não se sabe como emendar ou construir novo

Talvez o mais espantoso da actualidade desportiva seja o suicidio de um partido pela destruição de uma oportunidade que teve ao conquistar o poder.

Existem inúmeros líderes desportivos da área do PSD que desapareceram e foram ignorados por pessoas com um nível de auto-convencimento imenso.

A sua incapacidade observa-se na destruição de tecido desportivo em múltiplos níveis e que a realidade económica envolvente faz acelerar os aspectos duros e principais contradições da produção desportiva.

O PSD está cego e impotente e vai pagar por esta incompetência.

Espantosamente o PSD é incapaz de compreender o que aconteceu ao PS,perspectivar que lhe pode ou está a fazer o mesmo, e retirar ilações enquanto o interesse do desporto no sentido que politicamente o pode beneficiar.

Parece que vai haver mil milhões de euros para o desemprego jovem o que mimetiza os coelhos que Sócrates tirava da cartola às 8 horas da noite todos os dias.

Há problemas técnicos e científicos do nosso desporto e é neste domínio que o PSD, copiando o PS, soçobra, mesmo que vilipendiando o opositor e a sua obra.

A falta de humildade, a incapacidade de ouvir e conversar e a promoção do debate democrático e científica e tecnicamente elevado é marca do nosso desporto há algumas décadas.

Euro2012: Cavaco deseja sucesso à seleção nacional


Segundo a TSF


"O Presidente da República, Cavaco Silva, desejou hoje o maior sucesso à seleção portuguesa de futebol para o Europeu de 2012, que se disputa na Polónia e na Ucrânia, entre 8 de junho e 1 de julho.

«Quero, daqui, desejar o maior sucesso à nossa seleção para o Europeu», disse Cavaco Silva, durante o discurso no jantar do centenário do Olhanense, que juntou cerca de 500 pessoas na cidade algarvia, entre as quais os presidentes da Liga Profissional e da Federação Portuguesa de Futebol.

Segundo o Presidente da República, os portugueses «confiam na seleção nacional e esperam de todos os jogadores o maior empenho, o maior desportivismo e o maior esforço, para colocarem bem alto o nome de Portugal».

Na sua intervenção, Cavaco Silva recordou a sua «ligação afetiva» de mais de 50 anos ao Olhanense, clube que começou a gostar ainda no tempo de estudante na Escola Comercial e Industrial de Faro.

«Não foi só no futebol que o Olhanense se destacou», disse o Chefe de Estado, recordando as vitórias do clube algarvio em modalidades como o basquetebol e o ciclismo.

A concluir, Cavaco Silva disse ainda: «O Olhanense tem-se revelado um clube aberto à sociedade, aberto à prática desportiva e ao associativismo a milhares de jovens, o que me enche de orgulho»."


Isto está uma açorda, nós a pensar na falência do modelo desportivo e há pessoas que necessitam de se pôr em bicos dos pés sobre a crise do desporto para beneficiarem as suas vidas!

sábado, 28 de abril de 2012

As ilhas afundam no desporto

Maria José Carvalho comenta o 'descalabro' no Colectividade Desportiva

Rescisão dos jogadores do Leiria é "caso de polícia"

Diz João Bartolomeu no Diário de Notícias

Palavras de Eduardo Lourenço

No Diário de Notícias


"O ensaísta Eduardo Lourenço mostrou-se hoje preocupado com a nova vaga de emigração, que atinge particularmente os jovens, considerando que "defraudam, sem querer" o país onde se formaram.

O pensador disse estar preocupado com o fenómeno "porque as pessoas formam-se" em Portugal e "em vez de contribuírem para a criatividade do país, nas diversas áreas, vão lá para fora, para países mais ricos e vão a ajudar ainda a riqueza desses países".

Em declarações à Lusa, na Guarda, à margem do lançamento do livro "Obras Completas de Eduardo Lourenço: I - Heterodoxias", também reconheceu que aqueles que emigram "defraudam, sem querer, a energia cultural e a energia criadora" do país.

No entanto, Eduardo Lourenço que também vive no estrangeiro, em Vince (França), reconhece que "essas coisas são imperativas, não é culpa deles [dos que emigram]".

Apontou que "uma pessoa quando está num país onde o mínimo de condições não lhes é assegurado vai procurar qualquer outra coisa longe" da pátria."

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Como se fazem coisas no desporto bem feitas

No Jornal Público
Faltam 100 dias para o início dos Jogos Olímpicos de Londres. E os organizadores aproveitaram para revelar o lema da competição: "Inspirar uma geração". A ocasião foi ainda assinalada com várias iniciativas, como esta parada de guardas do exército britânico a formar um 100. Foto: AFP/Londres 2012

César das Neves: "Tenho visto muito poucas reformas estruturais"

João César das Neves é um professor da Universidade Católica e não pode ser considerado como uma pessoa cujas posições sejam apressadas ou ligeiras.

Provavelmente a falha de roformas que parece existir nos sectores mais pequenos e nas franjas da governação como no desporto que têm sido indicadas neste blogue correspondam afinal a um posicionamento político de fundo.

Principalmente fica a sugestão por uma voz acima de qualquer suspeita que a carência de reformas é um facto ou que face aos descontentamento do professor que a oportunidade de reformas são momentos que se estão a perder.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Algumas frases de Joaquim Evangelista sobre o futebol



"Toda a gente sabe qual é a realidade do futebol português. Se há actividade que gera dinheiro é o futebol português. Outra coisa diferente é se ele é bem gerido ou não. Essa é responsabilidade dos dirigentes, os jogadores não têm de pagar essa factura", afiançou.

Joaquim Evangelista diz ainda ter dificuldade em perceber o altruísmo que leva alguns dirigentes a "estar 20 anos ligados ao futebol gratuitamente".

O sucesso da Taça da Liga


O sucesso da Taça da Liga deve ser atribuído à Direcção de Hermínio Loureiro que a criou o que corresponde ao actual quadro de competições profissionais em que se encontra a diminuição do campeonato da Liga para 16 clubes.

A crítica à distribuição de dinheiros da Taça da Liga é pertinente porque há um equilíbrio e uma tensão entre os clubes maiores e os mais pequenos que tem de ser trabalhado visando a maximização do benefício do futebol.

O factor relevante é o da criação de instrumentos de equidade e competitividade que o regime jurídico não consegue equacionar.

O golo que não o foi na Premier League


O novo erro no futebol inglês é grave e as razões do erro devem ir direitas para o International Board da FIFA.

A evolução tecnológica no mercado do futebol já exige, há alguns anos a esta parte, meios que o International Board se tem recusado a assumir.

O descontentamento dos adeptos ainda não se fez sentir com força bastante.


Estes erros independentemente de serem inadvertidos prejudicam o produto do futebol.

Pinto Monteiro e a Justiça no desporto

Na SIC: "O Procurador-Geral da República (PGR) defendeu esta sexta-feira que o futebol deve ser investigado como qualquer outra área de actividade, quando houver razões para tal, e não ser uma "virgem intocável", como considerou ter acontecido "durante anos e anos"."


Seria útil considerar também que João Pinto solicitou que o seu caso deixe de se arrastar nos tribunais há muitos anos.

Pinto da Costa e a longevidade dos líderes desportivos


O exemplo de Pinto da Costa deveria chamar a atenção para a possibilidade dos líderes das federações e dos clubes não possuírem limite temporal.

O que não está esclarecido no caso das federações é o regime jurídico, assim como, a legislação relacionada com as organizações desportivas.

Se os líderes se mantêm com prestações desportivas medíocres ou com actos sem ética e a melhor governance, então há que olhar para os seus corpos directivos.

Caso essas prestações negativas tenham um financiamento público então talvez o problema esteja no Estado e no seu regime jurídico que sustenta a menor performance com níveis de financiamento público ineficientes e que não permitem ao Estado a remuneração adequada dos apoios públicos disponibilizados a essas entidades privadas.

O fracasso público parece ser a determinante do insucesso desportivo nacional.

sábado, 14 de abril de 2012

Quantos euros vale um jovem em Portugal?

Artigo publicado no Expresso de 14 de Abril de 2012

"Elísio Estanque[1] e Cristina Galvão[2] falam respectivamente no défice de formação cívica das actuais gerações e na educação para a cidadania mas se nos questionarmos quanto vale a vida de um jovem, concluímos que se justifica conceber uma nova política de Juventude como forma de resolvermos o analfabetismo ancestral de que fala Maria Filomena Mónica[3].

No Expresso são revelados dados sobre o alcoolismo e a violência nas escolas que pela precocidade do consumo e de desregramento continuado tem impactos confirmados na saúde e na ineficácia educacional das futuras gerações. Com tantas famílias de baixa educação e rendimento Portugal nunca teve políticas eficazes de protecção e potenciação da sua Juventude. Quando tanto se fala em bens transacionáveis a relevância da importância económica da Juventude é uma matéria ausente das políticas públicas. As políticas de Juventude são tradicionalmente as ‘coisas das jotas’: geram soberanos, claques governamentais e parlamentares e passam incólumes pelos seus fracassos.

A morte do jovem, a segunda em dois anos nas mãos da mesma empresa, não sobressalta. Há gerações de jovens que suportam soluções corporativas e mercantis facilitadoras de álcool e desbarato para coroar o secundário e a entrada na universidade. As praxes são o exemplo da incapacidade em promover conteúdos universais, desportivos e culturais. As claques do Benfica, Sporting e Porto são a incapacidade das políticas de Educação, Cultura, Desporto, Juventude, Ética e de cortar o mal pela raiz. Fazem-se programas de Ética, o PNED, para que altos dignitários da nação coloquem a sua imagem sem que se lhes conheçam exemplos de ética desportiva no passado e para o resto dos tempos. É inaceitável que dos milhões de jovens menos de 15% pratiquem Desporto quando na Europa os países dão Desporto para 80% dos seus jovens. Saberá Francisco José Viegas quanta Cultura deveriam consumir os jovens? No Parlamento a discussão do Desporto faz-se sobre o pagamento das facturas do anterior Governo, as audiências aos clubes de futebol, o desemprego gerado pela fusão e fim de organismos públicos, o jogo online e o sempiterno Totonegócio.

Falta ao país saber promover o bem da sua Juventude. Sem políticas eficazes os acidentes acontecem e o país aconselha a Juventude a ir para longe (morrer?)."

[1] Público, 6ABR12, pg 53
[2] Expresso, 6ABR12, pg 16
[3] Expresso, 6ABR12, pg 17

Como se perde um ano

Ao tempo de José Sócrates e Laurentino Dias contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que alertavam para as contradições e as possibilidades de desenvolvimento reais e as que se perdiam.

No limite das minhas possibilidades chamei à atenção e critiquei esperando que o futuro trouxesse comportamentos distintos.

O tempo trouxe elementos piores pela cópia do passado e pela cópia do pior do passado como a existência de estruturas fechadas e como o assédio profissional.

Os documentos da presente legislatura também aí estão para mostrarem como se fazem fracassos materiais para o desporto e os seus parceiros e a cópia das ideias como as que resultam na fusão de instituições terão consequências negativas porque não existe a espessura científica e de qualidade intelectual desportiva que medidas dessa dimensão exigiriam.

Pela performance dos protagonistas, públicos e privados, este não é o espaço para apresentar detalhes.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Os custos totais dos estádios dos Europeus de futebol (de 2004 a 2016)


No Futebol Finance vê-se como os custos dos estádios dos países menos desenvolvidos é proibitivo.


Recorde-se que em 2008 a Áustria e a Suíça racharam os custos ao meio e fizeram-no com menos 100.000 lugares.


Haverá um comportamento dúplice por parte da UEFA?


Exigindo aos menos desenvolvidos o que não exige aos mais ricos?


Quem ganha com esta situação?

A morte prematura de um campeão olímpico

Morreu Mark Lenzi, ouro olímpico nos saltos para a água em 1992, ver a notícia no Público

O abandono do investimento de Pequim 2008

No jornal Público, uma notícia exemplar dos benefícios da organização dos Jogos Olímpicos



Em 2008 a China foi o centro do mundo. Os Jogos Olímpicos de Pequim atraíram a atenção de milhões. Quatro anos depois, o efeito passou e algumas das instalações construídas para o evento estão ao abandono. É o caso do pavilhão para o voleibol de praia (na foto), mas também dos recintos para o remo e canoagem, basebol e a pista de BMX. Obras mais emblemáticas, como o estádio “Ninho de Pássaro” ou o pavilhão “Cubo de Água”, têm sido utilizados para eventos não exclusivamente relacionados com desporto. Foto: David Gray/Reuters

A perfeição está no detalhe

Uma das questões que se encontra no sucesso diferenciado dos grupos de trabalho está no detalhe das políticas desportivas.

As leis por tradição são concebidas por juristas e decididas por responsáveis com formação jurídica o que transforma o desporto num paraíso jurídico no mercado do desporto e num inferno para líderes e técnicos que produzem o desporto que a população portuguesa consome.

José Luís Arnaut até se pode queixar que não tinha estudos para suportar as propostas do seu Grupo de Trabalho.

Essa queixa cai direitinha no regaço de Laurentino Dias e dos seus rapazes que são tão garbosos como os actuais e que não suscitam estudos sistemáticos e fracturantes sobre as condições de produção desportiva portuguesa.

A criação de grupos de trabalho, por intelectualmente bem formados que sejam, são um risco para os seus coordenadores devido às condições de trabalho que impedem a circulação de ideias e de democracia fortalecedoras do detalhe e da correcção dos princípios e da justeza da sua aplicação.

O trabalho de José Luís Arnaut peca por cortar epistemologicamente o produto desportivo para responder às necessidades do futebol profissional baseando-se no quadro jurídico tradicional.

Esta é uma área que as universidades não investigam, que a administração pública esmagou internamente no ex-IDP e seus congéneres anteriores e que os parceiros privados do desporto preferem acautelar com caldos jurídicos e retóricos continuando a tradição de política desportiva que não sai da cauda da Europa.

Leal Amado teve mais sorte e contou com o estudo técnico e económico de Hermínio Loureiro e Vítor Pereira o qual contribuiu para uma proposta simplificadora da profissionalização dos árbitros.

Numa palavra, a criação de Grupos de Trabalho no desporto é um risco elevado para os seus coordenadores que são apanhados numa estrutura de conhecimento desportivo ineficiente para a complexidade do mercado do desporto do século XXI.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A propósito das praxes

É da praxe que os meninos que são doutores nas secretarias dizem aos outros o que fazer.

É da praxe que eles dizem que eles é que sabem tudo.

É da praxe que esses meninos se enganam amiúde.

É da praxe que esses meninos acham que mesmo quando se enganam isso é por bem.

É da praxe que por vezes há outros meninos que se aleijam com os actos dos meninos doutores.

É da praxe que esses meninos não sabem os limites do que fazem.

É da praxe que quando há quem se prejudique esses meninos dizem "a culpa não foi minha!"

É da praxe ... também no desporto ... mesmo depois de alguém se aleijar.

domingo, 8 de abril de 2012

As malfeitorias ao Desporto


Texto publicado hoje no Público na página 54 do caderno principal

O PSD errou ao não criar um ministério agregando a Cultura, o Desporto e a Juventude. O INATEL ficou fora da fusão da Juventude e do Desporto e é um absurdo da administração pública central porque vende retalho cultural, desportivo e turístico. O CDS, de Pedro Mota Soares, não o entende ou não quer largar a mão da FNAT da ‘Alegria no Trabalho’ de Oliveira Salazar.

Ouvir/ler Francisco José Viegas permite compreender a performance desigual do XIX governo e da armadilha que o país não resolve no desporto. A Cultura marca a actualidade com projectos estruturantes das indústrias criativas, o acordo ortográfico, a relação com o turismo e as rotas do património e os polos excelência dos teatros e companhias nacionais. Apenas lhe falta olhar para as políticas de consumo cultural de massas a fim de promover o consumo privado ao longo da vida e de sustentação da oferta de excelência cultural que o país produz.

O Desporto fala do futebol, nem sempre pelos motivos lisonjeiros, a ida aos Jogos Olímpicos faz-se envergonhadamente e o património do Euro2004 é ineficiente.

Na prática desportiva juvenil sabe-se que apenas pouco mais de 15% dos jovens em idade escolar praticam desporto quando na Europa se procura que a maior parte o consumam incluindo a paridade de prática desportiva entre rapazes e raparigas, que em Portugal está em 3 rapazes para 1 rapariga.

Tal como José Sócrates viu e mal, o desporto e o Euro2004 como projecto de conquista do PS e do país, também noutros lados há quem siga o exemplo e construa inverosimilhanças à custa da cultura desportiva da população. De momento na nova orgânica do Estado a Juventude ‘papa’ o Desporto, e do INATEL não se fala nada. Os grupos de trabalho governamentais para o desporto, juntando catedráticos e venerandos seniores produzem ‘o seu melhor’ sem um rumo na legislatura, assistindo o desporto ao assédio laboral, de conhecimento e de competências estreitas impostas pelo actual poder político tão equivalente ao poder anterior.

A Cultura e o Desporto necessitam um do outro para o consumo de toda a população. Esta equação tem funções de produção económica distintas e que são relevantes no consumo de massas e na produção do sublime, as quais são segmentos económicos e sociais que geram externalidades cruzadas como única forma de potenciar o bem-estar nacional.

Diz Francisco José Viegas “Seria ridículo que encerrássemos as portas, … Pusemos as administrações em contacto com os trabalhadores, e garantimos tranquilidade aos corpos de bailarinos, músicos, atores e técnicos.” Este discurso parece fazer sentido económico mas no desporto seria necessário mais, onde tanta falta faz uma cultura e uma política, outras.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Greek federation Segas suspends athletics because of spending cuts

 
"Greece's athletics federation (Segas) has suspended domestic events because of severe spending cuts in the country.

The governing board of Segas has stopped all track and field activity until cuts to funding are reviewed by the country's government.

The suspension will not affect Greece's representation in this summer's Olympic Games in London or the Olympic flame lighting ceremony in Ancient Olympia.

Greece has faced the threat of bankruptcy since 2009.

In a statement the federation said it had decided to suspend events "until the decisions of the unfair and selective cuts" are reviewed by the government.

On Tuesday, Segas president Vassilis Secastis said coaching staff and suppliers had not been paid for months because of funding reductions.

All competition is now suspended until funding cuts are reconsidered, including a meet planned for 12 May.

Although the suspension does not currently affect international competitions, the federation could toughen its stance if the government fails to respond."

IDP e IPJ fundidos no novo Instituto Português do Desporto e Juventude

Notícia do jornal Público, que se copia

O processo de fusão do Instituto de Desporto de Portugal (IDP) e do Instituto Português da Juventude (IPJ) foi concluído, dando origem ao novo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ, IP), anunciou nesta quarta-feira o Governo.

Augusto Fontes Baganha, que era presidente do IDP, assume a presidência do novo organismo, que terá como vice-presidente João Manuel Bibe.

Ricardo Silva Araújo e Lídia Rodrigues Praça são os vogais do novo IPDJ, IP

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mourinho espera o ovo da galinha

Segundo o Expresso Mourinho espera ser o primeiro treinador a ganhar alguma coisa de importante com a selecção portuguesa.

Esta não surpreendente notícia embora perspectivada no longo prazo tem um pequenino problema que é contar que Portugal vai continuar a produzir Figos e Ronaldos como fez nos últimos 20 anos.

Só resta desejar o pleno sucesso àquele que 'nunca se engana' e que voga a espuma do futebol mundial ao seu belo prazer, seu mérito absoluto e nosso gozo pleno.

Obviamente todos gostaríamos que Portugal mantivesse um perfil de competitividade no futebol entre os 10 melhores da FIFA e da UEFA mas os resultados desportivos de excelência constroem-se com políticas desportivas equivalentes e no mínimo o que se sabe da situação em Portugal é que há uma certa distância entre os resultados e as políticas.

A 'ver vamos' como diz o cego.

Portugal «tem de proteger talentos desportivos»

Por SAPO Desporto c/Lusa artigo que se copia a seguir
"O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu esta terça-feira que Portugal «tem de proteger os talentos desportivos» e realçou que «o desporto é uma grande atividade exportadora».
Miguel Relvas disse que «os talentos desportivos são transacionáveis», mas referiu que «só o podem ser se tiverem uma oportunidade» de atuarem nas respetivas modalidades e salientou que Portugal tem «bons atletas» e «precisa de ter sucesso, mais do que um país grande».

Por isso, o governante, que encerrou a sessão de discussão pública do relatório de um grupo de trabalho sobre proteção de seleções nacionais e jovens praticantes, advogou a necessidade de criar «uma estratégia nacional» e de se aplicarem «políticas adequadas» para proteção dos talentos desportivos
Lembrando os êxitos de Portugal nos Jogos Olímpicos, em particular no atletismo, Miguel Relvas notou que, atualmente, não há a excelência de décadas anteriores e deixou «uma injeção de esperança e confiança».

«Vamos lançar as sementes e criar condições para que, daqui a quatro anos, possamos ter uma maior capacidade de ter resultados», disse o governante, ladeado pelo secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre.

Miguel Relvas aludiu também à qualidade dos equipamentos desportivos em Portugal e questionou: «Como é possível, depois de se terem gastos milhões em infraestruturas, termos piores resultados agora?».
O grupo de trabalho que elaborou o relatório sobre medidas de proteção das seleções nacionais e de jovens praticantes foi coordenado por José Luís Arnaut e reúne um total de 29 recomendações legislativas para o Governo.

Uma delas tem a ver com o número expressivo de jogadores estrangeiros a atuar em modalidades, como acontece no futebol, basquetebol, andebol e voleibol.

«O estudo ‘Football Finance’ revela que Portugal é o segundo país da Europa que mais se destaca em número de praticantes estrangeiros: 53 por cento contra 59 de Inglaterra», revelou José Luís Arnaut.
O coordenador, que foi ministro-adjunto do Primeiro-Ministro Durão Barroso, elencou o conjunto de propostas, entre as quais a introdução de novos modelos competitivos na formação de base, de incentivos em sede fiscal à contratação de desportistas nacionais e referiu ainda a necessidade de alterar o regime de compensação pela formação e a introdução de critérios de qualidade para os desportistas estrangeiros, exemplificando com a obrigatoriedade de internacionalização nas seleções dos países de origem."

Mais de dois mil alemães proibidos de entrar em estádios


Os registos da polícia alemã revelam que 2.134 adeptos alemães de futebol estão proibidos de entrar em estádios, mas os números tornam-se ainda mais assustadores se tivermos em conta que há total de 13.032 adeptos registados como criminosos violentos.
 
O ministro do Interior, responsável pela pasta de Desporto na Alemanha, revelou estes números na sequência de uma petição do partido Die Linke sobre violência nos espetáculos desportivos, especialmente no futebol.
 
Entre os motivos que levam a ser considerados criminosos violentos estão delitos contra a integridade, propriedade e a vida de terceiros, resistência à autoridade, usar símbolos anticonstitucionais ou proclamar discurso de ódio.

sábado, 24 de março de 2012

Centenário Olímpico - 1912-2012

A Revue Olympique n.º 73, de Janeiro de 1912, anunciava a realização dos Jogos Olímpicos de Estocolmo, de 29 de junho a 22 de julho, através deste anúncio que foi incluído em todos os Boletins Oficiais do CIO, de Janeiro a Julho de 1912.

                                                                               

O futebol demonstra aos partidos políticos que a realidade desportiva pode trazer dissabores

I
A crise do futebol cujos problemas surgem de múltiplos vertentes deveriam sugerir aos partidos duas questões bem distintas:
  1. a necessidade de uma política alternativa ao passado desportivo e que parece continuar-se a mimetizar com ligeiras diferenças.
  2. a ineficácia de políticas acabadas de lançar como a da ética e a oportunidade que deixa à oposição de marcar diferenças propondo projectos bem concebidos e estruturalmente relevantes para o desenvolvimento desportivo nacional.
II
É patente que a crise tradicional do futebol se agravou nos últimos meses e importaria conhecer devido a que causas:
  1. consequência natural da crise de contexto político, económico e social do país
  2. razão directa das suas próprias dificuldades que se agravam 'naturalmente'
  3. se pela ineficácia das medidas de política que afectam tradicionalmente o sector
  4. se pela carência de novas medidas e eficácia política 
Os problemas do futebol com a força e urgência que são colocados, prejudicam o restante sistema desportivo por exigirem uma constante atenção da sociedade que, temerosa, não tem tempo nem olhos para o restante desporto.

Os conceitos insuficientes surgem como por exemplo:
Mas a realidade é dinâmica, plural, complexa e o programa da ética nada diz ou faz sobre o que surge debaixo dos seus pés:

III
No desporto os partidos têm um enorme espaço de actuação política, em particular actuando onde os programas governamentais são uma montra de figuras políticas e carecem de substância política.

Novos posicionamentos políticos já deveriam ter dito que a ética não se decreta e que se pratica.

Em termos de eficácia política os maiores responsáveis pela violência e marginalidade estão fora do programa e dir-se-ia, pela tradição, que são inimputáveis.

No desporto a violência e o hooliganismo, das palavras e dos actos, têm custos directos e indirectos onerando os recursos desportivos escassos que são retirados à prática desportiva para alimentar os prevaricadores sejam os clubes com claques ou as corporações como as policiais e as do aparelho judiciário.

Desconhece-se se os partidos políticos acham que os custos indirectos da falta de ética são benéficos ou se achando que são cancros, que alastram na sociedade e cujas consequências são invisíveis e imprevisíveis, quais as medidas que defendem para a sua resolução.

Por tradição em Portugal a política desportiva faz uma leitura ligeira da ética, contenta-se com a montagem de cenas políticas para a comunicação social e contenta-se consigo própria, vejam-se as fotografias tradicionais das ocasiões políticas nos sites e na comunicação social.

Em concreto, se o programa da ética é substantivo, os partidos deveriam responder:
  • o que tem o programa a dizer sobre as medidas necessárias para combater os actos de violência mais graves comuns no futebol da I liga?
  • quem beneficia e quem paga as despesas da violência nos jogos, das claques e dos árbitros?
  • face à ineficácia do programa vai criar-se um grupo de trabalho para lidar com a violência no futebol?
  • ...
IV
Os partidos deveriam atentar que o espaço de intervenção político se mantém amplo no desporto português.

É tão amplo quanto as políticas dos governos nacionais apresentam ineficiências usuais e são incapazes de resolver os desafios colocados pela produção desportiva do século XXI.

Seria lamentável que os partidos se contentassem uma vez mais em mimetizar o goveno. Seria eticamente incongruente que agora os partidos se calassem às contradições e insuficiências e sejam incapazes de uma perspectiva nova face à actual dificuldade de criar um novo desporto.

Os partidos poderão também fazer o que fizeram inúmeras vezes em décadas passadas que é voltar a tocar a mesma música com o mesmo chefe da banda do passado.

Caso seja este o objectivo que materialmente está a ser construído por algum dos protagonistas então é definitivamente melhor pensar alternativas porque o filme da incapacidade política já passou mais do que uma vez e a realidade nacional e europeia definitivamente não se coaduna com modelos das décadas passadas.

Não será ético passar a mesma música e eleger o chefe da banda do passado, mesmo que as rendas que se ganharam com estes procedimentos tenham parecido satisfatórias aos olhos dos líderes políticos nacionais do passado.

Também não parece aceitável algum partido ficar contente com o resvalar de eficácia política que os tempos trazem e mostram a dificuldade de atinar outro futuro para o desporto.

Nestes meses todos que passam o futebol é o teste do algodão para a política desportiva nacional e o futebol demonstra como o algodão não está limpo.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Assembleia da República, audição ao SEDJ

A 28 de Março de 2012 haverá uma audição do Secretário de Estado do Desporto e Juventude às 10 horas, sobre política geral da Secretaria de Estado.

Tabela dos atletas para Londres 2012

No site do COP é possível analisar a tabela dos atletas e das suas características no ciclo 2009-2012.

Os nossos campeões olímpicos para Londres 2012


FEDERAÇÃO ATLETAS/EQUIPAS
Atletismo Alberto Paulo
Ana Cabecinha
Ana Dulce Félix
Arnaldo Abrantes
Edi Maia
Francis Obikwelu
Inês Henriques
Jessica Augusto
João Vieira
Marco Fortes
Marcos Chuva
Maria Leonor Tavares
Marisa Barros
Naide Gomes
Nelson Évora
Patrícia Mamona
Rui Silva
Sara Moreira
Susana Feitor
Vânia Silva
Vera Barbosa
Vera Santos
Equipa Estafeta Masculina 4x100m (4 Atletas)
Badminton Pedro Martins
Telma Santos
Canoagem Beatriz Gomes
David Fernandes
Emanuel Silva
Fernando Pimenta
Hélder Silva
Helena Rodrigues
Joana Sousa
Joana Vasconcelos
João Ribeiro
Teresa Portela
Ciclismo Manuel Cardoso
Nelson Oliveira
Rui Costa
Equipa Masculina (1 Atleta)
Equestre Luciana Diniz
Ginástica Ana Rente
Diogo Ganchinho
Manuel Campos
Nuno Merino
Zoi Lima
Judo Ana Hormigo
Joana Ramos
João Pina
Leandra Freitas
Telma Monteiro
Yahmina Ramirez
Lutas Amadoras Hugo Passos
Liliana Santos
Natação Carlos Almeida
Diogo Carvalho
Sara Oliveira
Simão Morgado
Remo Equipa Masculina (5 Atletas)
Nuno Mendes
Pedro Fraga
Ténis Rui Machado
Ténis de Mesa Marcos Freitas
Maria Xiao
Equipa Masculina (3 Atletas)
Tiro Joana Castelão
João Costa
Triatlo Bruno Pais
João Pereira
João Silva
Equipa Masculina (1 Atleta)
Vela Afonso Domingos
Álvaro Marinho
Bernardo Freitas
Diana Neves
Francisco Andrade
Frederico Melo
Gustavo Lima
João Rodrigues
Mariana Lobato
Miguel Nunes
Rita Gonçalves