quinta-feira, 31 de maio de 2012

BIBLIOGRAFIA DESPORTIVA

Hoje, 31 de Maio, pelas 19h00 vai ser apresentado, por Mónica Jorge (Directora da Federação Portuguesa de Futebol [Futebol Feminino] e Afonso de Melo [jornalista e escritor], no Auditório 1, Torre B, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa,  o livro

Futebol Português. Política, Género e Movimento
Coordenação de Nina Tiesler & Nuno Domingos (ICS-UL)

Fonte: Newsletter N.º 215 - 2012-05-30, da APS

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Texto íntegro del “Compromiso por el deporte federado y olímpico”

Coisas do Conselho Superior de Desporto e do Comité Olímpico de Espanha.

Em Portugal esta 'coisa' nunca acontecerá!

COI SELECCIONOU TRÊS CIDADES PARA OS J.O. DE 2020

O Comité Internacional Olímpico (CIO) anunciou que Istambul (Turquia),  Tóquio (Japão) e Madrid (Espanha) concorreram com as respectivas cidades candidatas para a realização dos Jogos Olímpicos de 2020.

Estas cidades foram escolhidas de um lote de cinco cidades candidatas, a saber:

Istambul (Turquia)

Tóquio (Japão)

Baku (Azerbeijão)

Doha (Qatar)

Madrid (Espanha)

A quem interessar apresenta-se o  Relatório do Grupo de Trabalho.

 

AGONIA NA EDUCAÇÂO FÍSICA E NO DESPORTO

As notícias correspondem ao estado de espírito dos governos lusos atacados de amnésia induzida ou de alzheimer, ou de racismo contra a educação física e o desporto, ou talvez ódio visceral.


Quando se diz e observa que:

"No próximo ano lectivo, os alunos vão ter menos tempo para a Educação Física. A carga semanal no ensino secundário reduz--se de 180 para 150 minutos. É meia hora que se perde todas as semanas e cinco semanas de aulas que são eliminadas no fim do ano. No 3.o ciclo, a redução irá variar consoante a decisão das direcções escolares, dado que a disciplina passou a estar agrupada com outras três – Educação Visual, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Oferta de Escola – dando origem a uma nova área intitulada Expressões e Tecnologia."

Intui-se e transmite-se a ideia de que as quatro disciplinas agrupadas são marginais, e irão ter o seu toque a finados, através de medidas que se irão afinando até darem o seu último suspiro.

Quando na mesma medida se propõe que as direcções escolares farão o rateio das horas daquelas disciplinas condenadas à morte, o processo permite o desaparecimento mais acelerado das mesmas, porque cada uma exigirá mais tempo de leccionação, e fica implantado o desentendimento entre os respectivos professores, os conflitos instalados, e o governo com as mãos limpas como Pilatos.

Entende-se por outro lado que, não havendo algumas instalações de educação física, ou havendo com carências, a distribuição dos horários acabarão por ser rateadas pelas restantes três disciplinas.

Implantado o inferno, o governo vai aparecer para salvar e resolver uma situação intencionalmente provocada. O sistema é assim que funciona, criar problemas e depois oferecer soluções, como esclarece Noam Chomsky.

O Conselho Nacional de Associações de Professores e Profissionais de Educação Física e a Sociedade Portuguesa de Educação Física são os únicos culpados do desemprego que vai chegar aos seus associados

Obviamente o país quando não tem princípios de política desportiva e perde legislaturas para dar colares e milhões a empresários de mega-eventos e de mega-estrelas pensa que não precisa de professores e técnicos que façam o trabalho de base.

A culpa porque é de culpa que se trata deve-se à sociedade desportiva às suas federações o descalabro em que o desporto cai acentuadamente há um ano.

A destruição do ex-IDP pelo PS através da nomeação sem restrições de pessoas não qualificadas e sem princípios seguiu-se um programa de governo do PSD à espera de facturas e de 'fait-divers' jornalísticos para se afirmar.

Os líderes e a 'inteligência' do desporto nem sequer começou a correr atrás do prejuízo.

O desporto está a cair com consequências negativas nacionais imensas e não há um interlocutor.

Recentemente chamei à atenção de um colega sobre os limites da sua área de intervenção. Sustentei que economicamente a situação tinha de ser alterada sob pena dos agentes no terreno actuarem em sentido contrário ao pretendido e o desporto ser prejudicado. Não consegui fazer valer a necessidade de actuações complementares para aprofundar conceitos e instrumentos.

Os erros possuem causas profundas de sectores fechados sob si mesmos e sem diálogo ou capacidade de compreensaão e capacidade de uso de instrumentos para transformação da sua posição e aproveitamento do respectivo potencial.

etc.

Quando não se assumem princípios e se planeia o desporto e se anda ao sabor dos outros e da incompetência 'as coisas (com m) acontecem'


Secundário. Alunos com menos cinco semanas de educação física

jornal i Por Kátia Catulo, publicado em 30 Maio 2012 - 03:10 | Actualizado há 4 horas 30 minutos
Horário também é reduzido no básico. Docentes alertam para perigos num país onde os jovens são vice-campeões europeus da obesidade
No próximo ano lectivo, os alunos vão ter menos tempo para a Educação Física. A carga semanal no ensino secundário reduz--se de 180 para 150 minutos. É meia hora que se perde todas as semanas e cinco semanas de aulas que são eliminadas no fim do ano. No 3.o ciclo, a redução irá variar consoante a decisão das direcções escolares, dado que a disciplina passou a estar agrupada com outras três – Educação Visual, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Oferta de Escola – dando origem a uma nova área intitulada Expressões e Tecnologia.

domingo, 27 de maio de 2012

O DNA DO ATLETA OLÍMPICO

 HUMOR - DNA 1

  Com a devida vénia do blog De Rerum Natura, de hoje


 


A propósito da ciência

O fracasso, ou usando o termo do basquetebol o afundanço na presente década do desporto nacional tem razões relacionadas com todo o sistema desportivo.

As pessoas estão a fazer coisas e elas têm mérito mas o que falha, está errado são as más condições de trabalho cujos erros se repetem  com inúmeros interlocutores e com os mesmos que se eternizam.

De quando em vez dou conta de iniciativas que parecem novas como as de Mário Figueiredo, antes outras de Fernando Gomes, ou as actuais do grupo de federações à margem do que faz o SEDJ.

O facto de actualmente apresentarem uma posição comum não é mais nem menos do que das outras vezes em que se zangavam e se reuniam apenas com o SED que gostava de ter todas na mão a bicarem as promessas e as margens das perdas do seu negócio.

Os governantes são agentes activos da destruição do mercado em primeiro lugar por incutirem comportamentos de risco social elevado e que fracassando a realização de metas desportivas e sociais validam situações económicas de falência económica individual e colectiva.

A proliferação de juristas e do seu pensamento arrasa em plenitude qualquer racionalidade distinta a começar pela desportiva.

Não há como pequenos exemplos:

  • Houve um arquitecto que desenhou a planta de um edifício a qual inclui as casas de banho. Na dos homens coloca os urinóis a 20 centímetros da cabeça da pessoa que se senta na retrete. O indivíduo é inimputável e é elogiado diz-se que tem um cartão de partido, é jovem e tem amigos grandes.
  • O urinol afecta o funcionamento do serviços? Ora bem é possível escrever muitos erros pequenos da preciosidade feita com o dinheiro de cada um em nome da Nação. Estes erros acumulados estão a dar a funcionários do Estado condições de trabalho péssimas e afectando a sua produtividade e o seu equilíbrio emocional para cumprir com mérito os seus deveres. Quem faz por vezes pequenos erros tem a oportunidade de as emendar mas primeiro é preciso saber se o homem ou mulher, respeitemos o género, 'tem unhas para a guitarra'.
  • Seria interessante saber o que dirão a ASAE (?), a Ordem dos Arquitectos, ou alguma instituições de salubridade dos espaços de trabalho. Aliás um licenciado em condições de trabalho foi excluído das listas de funcionários a entrar na nova instituição.

Como disse, nesta fase, o indivíduo é inimputável. Ele demonstrou com dinheiro dos portugueses que era incapaz de num momento de crise como o que se vive criar o melhor rendimento para o escasso orçamento do desporto. O que acontece é que a inimputabilidade atinge níveis assombrosos no desporto português.

O facto dos dirigentes desportivos trabalharem sem ciência e com isso não marcarem presença nos três primeiros lugares das competições mundiais está a par do compadrio e corrupção de valores profissionais que no desporto se é useiro e vezeiro.

O desporto através do PSD está a perder a legislatura e o partido não vê e não quer ver porque está a olhar para o viver do desporto, que é de vida que se trata, com os mesmos olhos de outros no passado.

Corre atrás de ilusões como as facturas ou o congresso, ou a Volvo Race ou o Jorge Mendes. De essencialidade desportiva é a vacuidade.

Actualmente estão a perder-se qualidades porque nem uma final no Jamor já se sabe organizar sem vergonhas para os que gostam de futebol, nacionais e estrangeiros, que pagaram para o jogo e ficaram à porta. Futebol para quem e com quem se tem trabalhado de manhã, à tarde e à noite. Depois dos processos jurídicos do Carlos Queiroz agora temos os grupos de trabalhos jurídicos e os pareceres jurídicos do Mário Figueiredo para aprovar o inverosímil como sempre se faz.

O desporto afundou na década passada, está a afundar-se actualmente e vai levar muito tempo a recuperar do desastre destas legislaturas do PS, PSD e do CDS.

sábado, 26 de maio de 2012

Na tabela periódica de Jorge Calado na revista Actual do expresso de hoje, pg 19

"Na natureza tudo é feito de mudança: o alfa é Turner e o ómega é Kandinski, o pintor-músico ("A cor é o teclado, os olhos as harmonias, a alma é o piano com as suas cordas"). Em Portugal, o impressionismo ficou-se pela 'troca de impressões'. Nunca se vai ao fundo das coisas.

Isto a propósito do projecto SPLISS e das afirmações de circunstância que se dizem desde o investigador a outras pessoas.

Dou os parabéns a Pedro Guedes de Carvalho e desejo que leve o projecto a bom porto porque é isso que o exige o desporto português.

Quando o projecto foi criado propus ao COP fazer o o projecto em Portugal o que foi negado.

Tenho uma lista infindável de negas a inúmeras organizações públicas e privadas.

Certamente que a economia não é tudo nem a ciência tem respostas quando os agentes se fecham os privados e os públicos.

Como se captura (copiando) e se destrói um projecto

A ética é um projecto desportivo com décadas de afirmação e os mais altos níveis de princípios em todo o mundo desenvolvido.

Em Portugal é uma dificuldade tradicional por parte dos governos conseguirem esboçar um projecto correcto do ponto de vista da concepção e dos princípios e na eficácia e acompanhamento firme na sua aplicação.

O actual projecto da ética nomeou embaixadores e teve cerimónias públicas até rebentar o novo conflito entre o Porto e o Benfica.

Os ditos embaixadores meteram todos a viola no saco, não era para aquilo que lhes pagavam e porque os donos da bola falam sempre mais alto e quando isso acontece não há embaixadores destes que valham.

Em vez de trabalhar com quem fez propostas sérias e concebeu instrumentos eficazes sobre ética, os partidos políticos nacionais preferem ter as pessoas do seu partido que escrevem uma coisa qualquer e o seu contrário e mais alguma e depois põe ministros, primeiros-ministros ou presidentes da república a assinar, os quais não procuram acautelar o seu bom nome e disponibilizam-se a assinar de cruz qualquer cowboiada desportiva que lhe coloquem à frente.

Quando se tem presidentes da república que não se dão ao desporto e não apresentem uma coluna vertebral de um discurso coerente para um sector como o desporto, Portugal está entregue aos bichos e deixado a estes projectos que são indecentes.

O comportamento dos governantes e dos presidentes da república prejudica o desporto o mesmo é dizer prejudica a população que os elegeu.


Porque é que esta desdita acontece ao desporto, coitadinho?

Acontece porque o benefício marginal (ou melhor dizendo o prejuízo marginal) de patrocinar maus projectos e projectos negativos não é socialmente perceptível nem pelos presidentes da república, nem pelo parlamento ou sequer pela comunicação social.

Uma excepção está no Expresso que através de Nicolau Santos noticia a trapalhada da final da Taça.


O actual projecto da ética deveria ter morrido com os comportamentos dos treinadores e jogadores e da polícia e das afirmações dos presidentes do Benfica e do Porto.

Noutro país o projecto seria revisto e levaria uma barrela mas é provável que em Portugal e no seu desporto uma coisa que não serve para nada, como para penalizar afirmações incendiárias de presidentes dos maiores clubes e o fracasso da Liga e da Federação em regularem os princípios de comportamento, continue nos sites do governo e nenhum embaixador afirme o seu propósito de se afastar da inutilidade.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma solução inovadora 'alterar o quadro regulamentar e legal em vigor'

Segundo Joaquim Evangelista  para '"proteger a viabilidade do futebol português", sendo para isso necessário "alterar o quadro regulamentar e legal em vigor"'.

Dá a ideia que o quadro regulamentar é ineficiente.

Se calhar até é ... Enfim, tenho a certeza que é.

Deveríamos ver em primeiro lugar o que é a viabilidade.

Este critério de eficiência é que deveria ser o elemento a trabalhar.
"Alterar o quadro regulamentar e legal em vigor" é 'chover no molhado' e todos os juristas de Portugal e todos os membros do Conselho Nacional do Desporto de todos os tempos vão concordar.
Não foi isso que se fez durante os últimos 40 anos?


De uma forma estruturada Fernando Gomes fez um estudo económico quando estava na Liga de Clubes.

Não quero avançar argumentos mas a decisão fez sentido.

O desafio agora na FPF é outro e FG perde-se, porque o seu modelo de governação estará a confundir-se com o de Gilberto Madail?!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O novo IPDJ

Juntar duas áreas pode ter várias fases.

Pode dizer-se que uma fase acabou agora com a junção física de Desporto e Juventude.

Isto para dar os parabéns e para chamar a atenção que há mais coisas para fazer até conseguir um organismo capaz de dar passos um à frente do outro e num contexto aceite consensualmente..

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Conselho de amigo

Pode não parecer mas a Economia é o conselho para fazer mais pelo nosso desporto e também ser melhor reconhecido no futuro.

Tanto mais, tanto mais repita-se, que anteriormente se degradou a economia como mostram tantos factos no desporto recente e actual.

A economia do desporto português necessita de ser tratada e é sempre possível fazer como Mário Figueiredo e pedir ao enésimo especialista jurídico para jurisdicionalizar ainda mais o aumento do número de clubes.

Estas coisas de encharcar tudo em direito e mais direito, quando não se apreendem de pequenino nunca mais se atinge um ponto de bom senso.

O direito tem umas costas muito largas mas no caso do aumento do número de clubes é de menor relevância, nomeadamente não é o único instrumento como parece ao presidente Mário Figueiredo.

Desta forma a Economia deveria ter uma maior relevância principalmente quando as coisas correm menos bem.

Mas quem sou eu para dar conselhos de amigo?

O dilema do prisioneiro

Existe na análise económica o 'dilema do prisioneiro' que Pedro Pita Barros discute em termos do político e do jornalista.

Deixem-me trabalhar

Isto dizia Cavaco Silva há imenso tempo e depois tanto se desejou o mesmo nas décadas seguintes.

Dizem-me uns amigos que a obra de engenharia e de arquitectura de um determinado edifício estão mal feitas.

Outra pessoa insuspeita de alguma vez se rebelar contra o 'chefe' mas impecável diz que está nas últimas e que as condições de trabalho são ínfimas.

Os únicos felizes são o 'IDP' e o 'IPJ' os dois que vieram um de cada lado e tratam das questões administrativas mais simples.

A questão de Cavaco na altura estava errada e hoje continua a estar.

Não há um modelo, uma democracia, instituições capazes de debater e assumir as melhores políticas, assumir os erros e emendar a mão, informação do desporto e sobre o impacto das crises e dos seus remédios no desporto, falta discutir as medidas que se aplicam ao desporto e se fazem bem às suas diferentes crises, faltam pessoas capazes de discutir estas coisas, pessoas capazes de se sentar e assumir projectos e compromissos.

São boas pessoas? Nem isso está em causa.

Interessa saber quem são as pessoas para analisar os actos e saber quem os assume.

Correndo mal as coisas há que mudar a agulha e isso é o mínimo que não acontece no desporto.

Não era disto que esperava estar a escrever.

Não há espaço para mais, neste tempo.

É muito difícil, tudo isto

Os problemas são grandes pela complexidade e características do que se vai entortando e há coisas imprestáveis.

A essência da democracia está contaminada e o estupro é socialmente aceitável entre as hienas.

Por breve que seja o trajecto passarão 1003 anos, o número de mulheres de Casanova em Espanha.

Enquanto outros percorrem o desporto em gozo e prazer há sítios onde o desporto é feito de trevas e esclavagismo.

domingo, 20 de maio de 2012

Vítor Pereira, o melhor árbitro português

Pouco se fala dele e por vezes nem sempre pela verdade dos factos e dos desafios do futebol português.

VP não só foi árbitro mas tem a inteligência de criar um modelo de arbitragem para o futebol português.

A este facto junta a capacidade de saber que o domínio técnico apenas teria sucesso com uma base económica bem sustentada.

Propôs, e Hermínio Loureiro aceitou, apresentar um documento do seu modelo de arbitragem e da viabilidade económica respectiva.

Agora tendo assumido o centro da decisão da arbitragem nacional na FPF coloca um árbitro português na final da Champions.

Acontece que agora temos Mourinho e Ronaldo mas sem um presidente da arbitragem portuguesa visível além-fronteiras seria possível ter o árbitro Pedro Proença na final entre alemães e ingleses?

Creio bem que não.

Grandes Parabéns, Vítor Pereira, e força para tudo.

O novo anuncio da Nike, uma superprodução ou nem tanto?


quinta-feira, 17 de maio de 2012

O congreso de economia do desporto de Valência

É interessante como a Espanha consegue reunir num congresso iberoamericano perto de quatro dezenas de comunicações enquanto outros países iberoamericanos têm uma expressão muito mais reduzida na área da economia do desporto.

O que se realça é a Espanha não só se ter afirmado no campo desportivo como ter investido nas ciências do desporto numa perspectiva alargada.

Ou seja, o sucesso sugere que a conquista de medalhas e resultados mundiais e olímpicos estar numa capacidade de actuação alargada e pela presença plural e não afunilada no direito como acontece em Portugal.

Dizia um dirigente de uma federação que Portugal é pioneiro mundial com a modalidade desportiva do 'direito'.

Onde estão as esperanças de sucesso no desporto

Há dois corpos bem constituídos com meios humanos qualificados na administração pública.

O primeiro é a área da formação cuja responsabilidade está entregue a Mário Moreira com Jorge Adelino, Cristina Almeida, Francisco Silva, entre outros, e que é um corpo sólido tecnicamente com provas dadas e altos níveis de conhecimento, capacidade de conceptualização de políticas desportivas e de prestação profissional.

O segundo está no Estádio Nacional cuja equipa agora constituída por João Graça, Paulo Pires e Vitor Pataco oferece possibilidades futuras de realização equivalentes.

É importante indicar as pessoas para que não se pense que as coisas aparecem caídas não se sabe de onde como aconteceu no passado e agora se está a fazer diferente no Estádio Nacional.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A trajectória da política desportiva e a sua correcção

O pombo vinha por entre as árvores em direcção ao edifício e de repente no meio de uma curva, a cinco metros de distância, deve ter-se apercebido da sua imagem na janela e da necessidade de manobrar.

Inflecte o voo e mesmo assim bate na janela com estrondo, seguindo depois o seu curso.

Ou seja, mesmo a cinco metros foi-lhe impossível evitar o choque.

O pombo pareceu o desporto nacional vogando por entre os seus desafios.

Em determinados momentos procura inflectir o curso de decisões anteriores, sem a necessária visão abrangente, choca e prejudica os seus constituintes.

sábado, 12 de maio de 2012

É prejudicial à saúde fazer as perguntas correctas

A TVCN1 passou esta tarde o filme Fair Game com Naomi Watts e Sean Penn. O filme está explicado aqui.

A história verídica conta o trajecto da agente da CIA Valerie Plame e do seu marido ex-diplomata e que este último ao denunciar como fraudes, os relatórios em que se baseava George Bush para declarar guerra ao Iraque.

Esta é uma situação recorrente em muitas partes do mundo, mesmo o desenvolvido, em que as pessoas que denunciam os erros políticos muitas vezes vêem-se atacadas e vilipendiadas tendo prejuízos nas suas vidas.

O filme tem o exemplo dos Estados Unidos e da capacidade deste país conseguir com relativa rapidez reagir aos fracassos políticos e erros e com vitalidade manter princípios e comportamentos éticos e de governance social que Portugal por exemplo tem muita dificuldade em responder com igual rapidez e acerto.

No domínio do desporto, então, Portugal é o oposto.

Que critério de decisão para a viabilidade da I e da II liga

Mário Figueiredo o presidente da Liga de Clubes meteu-se num beco:

  • Por um lado, comprometeu-se em aumentar a liga.
  • Por outro, como jurista, trabalha com juristas e contrata especialistas juristas para definirem regras jurídicas que sustentem a sua decisão política de aumento da liga.

Está fechado e sem saída e não é um beco em que se encontra ou então poderia voltar para trás, é um poço muito fundo e ele está longe da superfície.

O desafio de Mário de Figueiredo é encontrar o seu critério de decisão que lhe permita satisfazer aqueles que o elegeram e simultaneamente dê benefícios àqueles que ele ignorou e derrotou em eleições.

A viabilidade económica é um critério alternativo a usar.

Tem duas hipóteses:

  1. usar o estudo da Faculdade de Economia do Porto e da Deloitte e eventualmente aprofundá-lo, colocando-lhe as suas novas questões políticas
  2. procurar outros especialistas económicos procurando equacionar aspectos inovadores
Será extremamente difícil que o futebol português tenha viabilidade jurídica, sem um suporte eficiente economicamente.

O patrocínio ao futebol que elogia o atletismo

Pinto da Costa é divertidíssimo e quando fala é interessante constatar que a estrutura do seu pensamento é de fino recorte e fala para ser compreendido pelo mais simples dos adeptos.

O anúncio do BES de homenagem à selecção de futebol deveria pôr os sinos todos a tocar nos quartéis generais do futebol e naturalmente a Pinto da Costa.

O que está em causa são as rendas que se obtêm em promover as actividades desportivas e que pela proposta do BES são colocadas no regaço de Fernando Mota, presidente do Atletismo.


Um amigo falou com alguém do gabinete do SEDJ e verificou como ele estava contente consigo próprio e tudo o que tinha sido feito no último ano. Segundo parece o importante assessor não conseguiu compreender o horror do que ele dizia no dirigente federativo que estava com 'os cabelos em pé'.

Também em 2006 um funcionário da ex-SED estava felicíssimo e dizia que a ex-SED era unanimemente elogiada pelo bom trabalho realizado até esse momento.


Acontece que o futebol tem alguns desafios que se observam nesta 'deslocação da retina' que o BES tem ao usar o atletismo para elogiar o futebol.

No caso do aumento do campeonato o caso toma outra feição mais catastrófica.

As organizações desportivas que já possuem líderes e corpos jurisdicionais ainda contratam juristas para conseguir pareceres jurídicos que lhes garantam a legalidade das decisões.

Ora, as decisões são de política e arriscam não dar aos parceiros a melhor decisão quando olham apenas para a legalidade do acto.

O problema da legalidade é relevante se o líder desportivo tiver na mão os elementos técnicos que o ajudem a tomar a decisão correcta.

Se e quando o líder olha apenas através das lentes jurídicas para as dificuldades e os desafios dos seus parceiros ficam de fora então a situação torna-se mais complexa necessariamente.

A actual SEDJ é toda ela jurídica, de alto a baixo, e de futebol para a frente, apesar da tremenda crise nacional e ainda mais que tremenda crise do desporto nacional.

O presidente da Liga diz coisas interessantes como quando fala de monopólios e depois já diz coisas menos certas quando fala dos salários em atraso ou então tenta descalçar a bota do alargamento com argumentos jurídicos usando pareceres de especialistas.

À questão do alargamento, ao ser tratada apenas com o casaco jurídico, há que desejar a maior das felicidades e esperar que os patrocinadores tentem estar de bem com Deus e o Diabo para obterem um máximo de rendas para aos seus produtos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Acção Preparatória Parceria Europeia para o Desporto

Candidatura a programa comunitário ou nacional

Vigência a 2012-07-31

Descrição:

O presente convite à apresentação de candidaturas destina-se a pôr em prática a Acção Preparatória «Parceria Europeia para o Desporto», em conformidade com a Decisão da Comissão relativa à adopção do programa de trabalho anual de 2012 em matéria de subvenções e contratos relacionados com a Acção Preparatória - Parceria Europeia para o Desporto e com o Projecto-Piloto - Parcerias do Conhecimento.
O presente convite à apresentação de candidaturas apoiará os projectos transnacionais que venham a ser apresentados por entidades públicas ou organismos sem fins lucrativos com o objectivo de identificar e testar redes apropriadas e boas práticas no domínio do desporto, nas seguintes áreas:


- Luta contra a viciação de resultados

- Promoção do exercício físico para um envelhecimento activo

- Divulgação de modos eficazes de promover o desporto a nível municipal

- Organização conjunta de competições transfronteiriças de desporto de base em regiões e Estados-Membros vizinhos

 

Objectivos

 

Preparar a realização das futuras acções da UE no campo do desporto, enquadradas pelo capítulo «Desporto» da proposta de Programa da União para o Ensino, a Formação, a Juventude e o Desporto para 2014-2020 «Erasmus para Todos», com base nas prioridades enunciadas no Livro Branco sobre o Desporto, de 2007, e na Comunicação «Desenvolver a Dimensão Europeia do Desporto», de 2011.

 

Público Alvo

 

- Entidades públicas

- Organizações sem fins lucrativos

 

Contactos

 

Comissão Europeia

Direcção-Geral da Educação e da Cultura - Unidade D3

MADO 20/73

1049 Bruxelles/Brussel

Belgique
E-mail:
EAC-SPORT-PREPARATORY-ACTION@ec.europa.eu

 

Ler mais

 

Fonte: Centro de Informação Europeia Jacques Delors

Filosofia versus Desporto. Encontro à melhor de cinco partidas


No âmbito do Doutoramento em Filosofia da Universidade de Évora e em parceria com o NICPRI (Núcleo de Investigação em Ciência Política e Relações Internacionais) irá realizar-se no próximo dia 12 de Maio uma aula aberta subordinada ao tema "Filosofia versus Desporto. Encontro à melhor de cinco partidas".

A coordenação científica está a cargo do Professor João Tiago Lima, sendo convidado o Professor Francisco Pinheiro (CEIS 20 da Universidade de Coimbra) que realizou o seu Doutoramento na área da História do Desporto.
A Acção decorrerá no Colégio do Espírito Santo (na sala 208) a partir das 9h, com a abordagem aos seguintes tópicos:
1. A importância do Desporto: o problema da definição
2. Desporto e História: alguns conceitos fundamentais
3. Ética, fair-play e dopagem: o caso Wayne Arthurs
4. Redesenhando novos caminhos da História com o Desporto
5. Desporto e Estética: a percepção competitiva.
Com vista a preparar a sessão a organização solicita que os interessados em participar na acção enviem um email para:
Fonte: AOP 04/05/2012

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O cinema não faz como o desporto

Três realizadores de cinema deslocaram-se / foram recebidos no Parlamento onde apresentaram as razões das suas preocupações sobre o sector.

Ver a notícia do DN.

Ultimamente o Secretário de Estado Alexandre Mestre tem aparecido numa série de iniciativas tanto da juventude como do desporto mostrando a actuação do governo.

Estas presenças não eliminam a acção dos parceiros privados visando a opinião pública.

São como o sal que as federações deveriam usar para mostrar a sua estratégia e as suas expectativas face ao futuro.

Porém, o associativismo permanece mudo e quedo como antes.

Os realizadores de cinema como outros actores demonstram que a sociedade se move.

Sem o sal das federações e de outros agentes e parceiros desportivos o secretário de Estado fica perdido.

O que faz os grandes homens de Estado e líderes governamentais de sectores que a sociedade reconhece é a presença dos parceiros privados com voz própria e assertividade.

No desporto esse não foi o hábito das legislaturas anteriores e daí se observe que enquanto Gabriela Canavilhas por exemplo continue a aparecer e a dar a voz da Cultura pelo PS há outros secretários de Estado que desapareceram como os seus constituintes de antes de 2011.

Quando é que as boas das federações desportivas portuguesas decidem arriscar e exigir condições de trabalho para alcançar objectivos europeus e assim ajudar os secretários de Estado portugueses a vingarem no desporto?

Não fazer nada ou ter uma opinião pública activa

Poder-se-ia dizer que no caso do Complexo Desportivo da Lapa não havia necessidade de fazer nada e tudo correu bem.

Levado ao extremo este pensamento aceita que o regime de antes do 25 de Abril acabou por acabar e nada mais havia para fazer.

No caso da Lapa o que se passa é que desde início a administração pública do desporto não conseguiu ter uma orientação política clara.

Efectivamente vendeu património desportivo, o que é um erro tremendo.

A falta de uma orientação de política desportiva substancial impediu o amadurecimento do projecto Lapa desde antes de 2008 e fez perder tempo às federações e aos praticantes locais, para além da destruição institucional do ex-IDP.

Portanto, a venda foi um fracasso perpetrado em 2008 e a incapacidade de criar um complexo plural numa zona histórica da capital é um desafio que se arrasta e que poderia ser projectado beneficamente a outras cidades e a outros complexos desportivos nacionais.

O exemplo do que se fez na Lapa é o que se deve evitar.

As soluções encontradas pela autarquia de Lisboa são úteis por preservarem valores intangíveis e que deveriam/poderiam contar com inputs institucionais adicionais e inovadores por parte do capital de conhecimento e saber-fazer desportivo.

O debate público contra o fracasso e pela criação de soluções inovadoras é uma virtude da democracia política que há partidos que se negam a pôr em prática.