domingo, 8 de julho de 2012

Em Memória de Francisco Lázaro Centenário da sua morte – Jogos Olímpicos de Estocolmo 1912


Programa 19 de julho de 2012 – 19:00h 


19:00h- Filme sobre a Maratona de Estocolmo 1912;

19:10h- A Maratona fatídica de Estocolmo 1912 - subsídios da história, por António Simões, Jornalista de “A Bola”, vencedor do prémio Norberto Lopes;

19:25h- A Maratona de 1912: da preparação de Francisco Lázaro ao Treino dos 42,195 Km na atualidade, por João Campos, licenciado em Desporto e Educação Física, Treinador Olímpico de Atletismo;

19:40h- Francisco Lázaro e a Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912 – a dimensão Psicológica, por Jorge Silvério, Docente da Universidade do Minho, consultor e psicólogo de treinadores e atletas olímpicos;

19:55h- 14 de julho de 1912, uma corrida fatal, por Pedro Branco, Médico da Federação Portuguesa de Atletismo;

20:10h- Debate, moderado por Cecília Carmo, Jornalista da RTP;

20:30h- Palavras finais, pelo Exmo. Sr. Presidente do Comité Olímpico de Portugal, Comandante José Vicente de Moura e S. Exa. o Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Mestre Alexandre Miguel Mestre.

Auditório do Centro de Medicina Desportiva, Av. Professor Egas Moniz (Estádio Universitário) 1600-190 Lisboa

Novo livro de Gustavo Pires


Gustavo Pires lança novo livro intitulado “Francisco Lázaro - O Homem da Maratona”.

O evento ocorrerá na Faculdade de Motricidade Humana no próximo dia 12 pelas 18.00 horas.



Portugueses nos Jogos Olímpicos na Visão História, n.º 16

A Visão de Junho de 2012 apresenta um exemplar dedicado ao Portugueses que estiveram nos Jogos Olímpicos no século XX e XXI

Heróis olímpicos

Está a decorrer ao longo de dia de hoje na RTP 1 um programa de homenagem aos atletas olímpicos que se estenderá ao longo da noite.

Durante o dia as acções decorrem na Sagres com convidados e à noite o Pavilhão Atlantico abre-se a todos os que quiserem participar na homenagem.

Faleceu Luís Vieira Caldas

Luís Vieira Caldas foi um ex-atleta olímpico e ex-dirigente das lutas amadoras e do desporto nacional.

Cruzei-me com ele inúmeras vezes em reuniões e debates onde Luís Caldas fazia questão de acrescentar algum contributo e também encontrava-o na Lapa, onde creio que residia e eu trabalhava, e sempre irradiando uma simpatia contagiante.

Notícias do José Manuel Chabert

O José Manuel Chabert teve um problema de coração e segundo se conta está em boa recuperação.

Esperemos que a recuperação seja segura para lhe permitir voltar às lides.

Isto sem o Chabert não tem a mesma piada.

Um grande abraço de melhoras minhas e certamente de muito mais pessoas.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tribunal Arbitral do Desporto aprovado pelo Conselho de Ministros


Ver o Diário de Notícias 
"O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma proposta de lei que cria o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), sob a égide do Comité Olímpico de Portugal (COP).

"Este diploma institui, sob a égide do Comité Olímpico de Portugal, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), com competência específica para administrar a justiça relativamente a litígios que relevam do ordenamento jurídico desportivo ou relacionados com a prática do desporto", indica o comunicado.

A proposta de lei de Governo refere que o TAD "é uma entidade jurisdicional independente, nomeadamente dos órgãos da administração pública do desporto e dos organismos que integram o sistema desportivo, desgovernamentalizada e dispondo de autonomia administrativa e financeira, tendo jurisdição em todo o território nacional".

De acordo com o diploma aprovado esta quinta-feira, a futura sede do TAD será em Lisboa, no Comité Olímpico de Portugal, "a quem incumbe promover a respetiva instalação, bem como o seu funcionamento".
Na sexta-feira passada, os deputados na Assembleia da República aprovaram na generalidade um projeto de lei do PS que também visa criar o Tribunal Arbitral do Desporto em Portugal, tendo o diploma baixado à discussão na especialidade na Comissão de Assuntos Constitucionais.

No projeto de lei do PS, a "independência e qualificação das individualidades que possam integrar" o futuro TAS é considerado um "elemento fulcral", razão pela qual os socialistas defendem que a sua criação seja feita à margem do COP.

Na exposição de motivos, é referido o exemplo do TAS de Lausana, que só adquiriu "prestígio internacional" após "uma profunda reforma dos seus estatutos com vista a torná-lo totalmente independente do Comité Olímpico Internacional sob cuja égide fora inicialmente constituído"."

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O exemplo da Saúde

O desporto português tem lacunas institucionais graves, como tenho sustentado repetidamente.

No sábado passado Isabel do Carmo publicou um artigo no jornal Expresso em que apresenta resultados de intervenções políticas de três personalidades da Saúde, incluindo cargos públicos, Constantino Sakellarides, Daniel Sampaio e Paulo Mendo, todos de vários quadrantes políticos, para sustentar que existe um programa político de destruição do Sistema Nacional de Saúde.

Quando se olha para o desporto o deserto de intervenção política fora dos cargos políticos é a imagem de marca.

Os líderes de instituições como o instituto do desporto e a secretaria de Estado, o Conselho Nacional do Desporto ou a Fundação do Desporto passam pelas instituições e dão-se por satisfeitos desaparecendo e surgindo de novo saindo-lhes na rifa novo protagonismo governamental mas sendo incapazes de manter um registo de vida que os identifique com os desafios sociais e institucionais do sector. Esta é a imagem de marca e geral. Não tenho de conhecer particularidades e a questão é que os currículos de intervenção pública devem ser isso mesmo, devem ser públicos e abundantes para uma percepção evidente. Na escassez do desporto será possível destacar alguma variância de constância de protagonismo mas o protagonismo no desporto é tradicionalmente ínfimo e esse é o dado a reter como desafio para atacar as causas dessa menoridade.

Para concretizar, há que aumentar o grau de exigência na fronteira do conhecimento pela exigência de produção de documentos de política, manifestos, relatórios, estudos, etc, aos ex-dirigentes.

Para isso um factor determinante é a nomeação não de ilustres deconhecidos partidários, mas de cidadãos que curricularmente estejam dentro de um escrutínio qualificado e sério quanto às competências e quanto às capacidades de produção de pensamento e de suporte à decisão visando a maximização do bem comum desportivo e nacional.

domingo, 1 de julho de 2012

O Atletismo chega ao ouro


Do afogamento dos jovens em planos de água


  1. Um jovem afogou-se em Oeiras
  2. Jovem de 12 anos afoga-se no Rio Ave
  3. Uma criança afogou-se na piscina da família
  4. Jovem de 14 anos morre afogado no Douro
Estas notícias são recorrentes e já delas falei noutros anos.

O ministro da educação retira valências e tempo de desporto às actuais gerações em idade escolar e os professores de educação física agem à uma em defesa do emprego, o que nunca fizeram quanto aos conteúdos e aos impactos da sua profissão em décadas.

Desisti de falar e de escrever porque a tarefa é imensa.

Os governos, os parlamentos e as autarquias legislam e retiram usufruto desportivo às novas gerações: quanto à disciplina de educação física, na degradação dos espaços de prática, em órgãos públicos que fracassam a sua função maximizadora do produto social.

Os agentes privados como as corporações dos professores de educação física e dos catedráticos só se mexem contra o perigo de perderem a formalidade das suas rendas.

Falta-lhes tratar em profundidade e assumindo o respectivo risco o mister do seu saber e a ética da sua acção visando os jovens como gerações insubstituíveis de portugueses e como futuro.

A sua impotência é das coisas mais tremendas do desporto português.

É uma situação abjecta o seu comportamento ensimesmado, alguns assumem funções que degradam princípios e factos objectivos que não são de hoje, são recorrentes.

Há  lugares principescamente remunerados depois de falharem uma e outra vez, ou manterem um perfil de mediocridade intocado durante anos. Há coros de chefias secundárias e dirigentes menores preocupados apenas em manter o seu emprego. Há jornalistas e fazedores de opinião amestrados à voz do seu dono nos principais jornais.

Os nossos filhos e as gerações futuras que se lixem.

O país de medíocres que somos assim o determina.

Foi a Olivedesportos que enriqueceu com os clubes e não o contrário


Entrevista de Paulo Curado no Público a Mário Figueiredo

Mário Figueiredo foi mandatado para centralizar na Liga Portuguesa de Futebol Profissional a negociação dos direitos televisivos. Promete desafiar o monopólio da Olivedesportos e alcançar receitas entre os 120 e 147 milhões de euros. Em entrevista ao PÚBLICO o dirigente mostrou-se ainda surpreendido com a decisão da assembleia geral da Liga de proibir os empréstimos de jogadores entre clubes do mesmo escalão: “É passar do oito ao 80.”

A centralização dos direitos televisivos é um triunfo?
É um projecto meu e foi a minha bandeira eleitoral. Esta foi a segunda vitória e uma confirmação. Já tinha sido apresentado um estudo jurídico no conselho de presidentes [que reúne os presidentes dos clubes profissionais] do passado dia 12 de Março, que indiciava a invalidade de muitas cláusulas existentes nos actuais contratos televisivos, nomeadamente ao nível da exclusividade e da duração.

O que é que os clubes aprovaram nesse momento?
Na altura, a questão que se colocava era a de quanto valeriam os mesmos direitos se fossem centralizados na Liga. A resposta foi dada no conselho de presidentes desta quinta-feira, com um estudo esclarecedor a comprovar os ganhos potenciais para os clubes, que oscilarão entre os 120 e os 147 milhões de euros, contra os 65 milhões actuais. No cenário mais conservador, é praticamente o dobro. Assim, ficou aberta, em 12 de Março, a possibilidade de se apresentar uma queixa junto da Comissão Europeia (CE), tendo como base a violação das normas da concorrência e o monopólio da Olivedesportos.

Quem realizou o estudo conhece a realidade nacional?
Foi uma empresa inglesa de consultadoria. Trabalha para a Bundesliga [campeonato alemão], Endemol [produtora holandesa], FA [Federação Inglesa de Futebol], Premier League [Liga inglesa], Red Bull, etc. É especialista também do mercado televisivo europeu, com um conhecimento transversal do seu funcionamento.

A Liga vai tentar renegociar com a Olivedesportos?
Não abdicamos do princípio de centralizar a negociação dos direitos televisivos, mas não descartamos a possibilidade de procurar um acordo com o operador. Preferimos sempre uma solução negociada. Temos a queixa pronta para dar entrada em Julho na CE, mas vamos esperar, até Setembro, para se tentar chegar a um acordo.

Quantos presidentes estiveram presentes na votação?
Entre 15 e 16 [de um universo de 32]. Mas participaram também representantes de outros clubes, ainda que sem direito a voto.

Faltaram Benfica, FC Porto e Sporting?
O Benfica esteve representado pelo dr. Paulo Gonçalves [assessor jurídico da SAD “encarnada”].

Muitos clubes podem argumentar que a votação não foi representativa...
Penso que não, porque a decisão já vinha de uma anterior reunião, já mencionada, a 12 de Março. Na altura, já tinha ficado estabelecido que a Liga seria mandatada para centralizar a negociação dos direitos televisivos se o estudo apresentado confirmasse que os clubes poderiam ganhar até ao dobro do que ganham actualmente. Nessa altura votaram favoravelmente 28 presidentes.

Na altura também não votaram os três “grandes”...
Eles vão perceber que também podem ganhar mais com uma nova realidade, que será, ao mesmo tempo, mais solidária e equitativa entre os clubes. Em 2017, os direitos televisivos podem atingir os 165 milhões de euros. O sistema que queremos introduzir em Portugal já existe em Inglaterra e traduz-se em vender os direitos de transmissão, divididos em pacotes, que irão depois ser leiloados publicamente, sem que nenhum comprador possa ficar com uma percentagem superior a 60 ou 70% do total. Queremos abrir o mercado. Dizem que a Olivedesportos tem sido um “pai” para o futebol português, com sucessivos adiantamentos financeiros a clubes desesperados, mas a realidade é inversa, com o futebol a enriquecer esse grupo. Deve mais aos clubes do que o contrário.

Ficou surpreendido com a decisão de acabar com os empréstimos de jogadores entre clubes que disputam o mesmo escalão?
Muito surpreendido e a medida coloca-me grandes reservas, até pela rapidez com que foi aprovada [durante uma assembleia geral extraordinária, de quinta-feira passada]. Acho que fazia mais sentido limitar o número de empréstimos. Passámos do oito para o 80.

Os 38 clubes que vão participar no sorteio dos dois campeonatos profissionais, no dia 5 de Julho, já estão licenciados?
Não propriamente. O que tem sido prática nos últimos anos é os clubes inscreverem-se e só posteriormente, até 15 dias úteis antes da respectiva competição ter início, apresentarem as certidões de ausência de dívidas à Segurança Social e ao fisco.

Quando teremos árbitros estrangeiros a arbitrar em Portugal?
Ainda não sei. A ideia [intercâmbio de árbitros entre algumas das principais ligas europeias] partiu do presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira [e já foi aprovada pela Federação Portuguesa de Futebol e pela Liga], mas não tem determinada uma temporada específica para entrar em vigor. Para já, é uma possibilidade em aberto, mas ainda faltam determinar muitas questões logísticas: como irá decorrer a observação destes árbitros para efeitos de avaliação, quais os critérios de nomeação, etc. São questões complicadas que se colocam.

sábado, 30 de junho de 2012

JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES


Uma visão panorâmica da organização dos Jogos Olímpicos de Londres, a 28 dias do seu começo, em 27 de julho



Duas ou três questões sobre o TAD

Agradeço ao anónimo que me enviou a sua opinião e aqui lhe deixo a minha.

O TAD não pode ser tornado um órgão do Estado como a Fundação do Desporto, o Conselho Nacional do Desporto, o Instituto Português do Desporto e da Juventude.

Enchê-lo de pessoas do direito também parece excessivo.

Há um problema maior é que a solução para o TAD só surgirá depois de resolvida a realidade actual Comité Olímpico de Portugal e Confederação do Desporto de Portugal.

Há um desafio institucional cuja solução não se vê como se pode resolver porque já passou um ano do novo governo e vê-se que este tempo cria ferrugem.

O Jamor não estava assim há 12 meses e o tempo que passou levou a uma degradação que se acentuou.

O mesmo se passa institucionalmente com as federações a conversarem para um lado, o COP e CDP sem representatividade para o outro e o governo com grupos de trabalho que trabalham com materiais antigos, e sem princípios para a legislatura.

O Governo já deixou de ser novo.

Numa palavra o TAD do PS parece pesado corporativamente da parte do direito, institucionalmente público e sem uma ideia de valorização dos agentes privados. O modelo parece ser mais Estado para o Estado.


A proposta de lei do PS para a criação do Tribunal Arbitral do Desporto

Com o devido agradecimento retirei do blogue 'Re(flectir) sobre o direito e desporto'.

O texto do PS tem 31 páginas e pode ser encontrado aqui em word.

Educação Física E Matrizes Curriculares – Tomada De Posição De Professores Catedráticos




Exmo Senhor
Ministro da Educação Prof. Doutor Nuno Crato
Excelência

A publicação do documento “Matrizes Curriculares dos Ensinos Básico e Secundário” suscita-nos a maior perplexidade, no que à disciplina de Educação Física diz respeito, dadas as suas implicações na formação e desenvolvimento harmonioso dos alunos e nas consequências que necessariamente terá na sociedade portuguesa.

Não se vislumbram razões de ordem pedagógica e científica nas medidas adoptadas. Pelo contrário, são decisões que contrariam não só recomendações de instituições internacionais credíveis (Comissão Europeia, Parlamento Europeu, Organização Mundial de Saúde, para citar apenas algumas), mas também a própria evidência científica.

Refira-se um exemplo:
Childhood is an important period to instil a preference for healthy behaviours, and to learn the life skills necessary to maintain a healthy lifestyle. Schools clearly play a crucial role in this respect. This is also an area where there is already firm evidence of the effectiveness of intervention: studies show that locally focussed actions, with very wide ownership, targeting 0-12 year olds will be effective in changing behaviour in the long run. Work should focus onnutrition education, and on physical activity. Health education and physical education areamong priority themes in the new Lifelong Learning Programme (2007-2013)(In, White Paper “A Strategy for Europe on Nutrition, Overweight and Obesity related health issues”, 2007,Commission of the European Communities, 2007, pag. 8).

As chamadas de atenção da parte da Comissão Europeia foram feitas considerando que:

1) Estão muito bem documentados os benefícios para a saúde da prática das actividades físicas e desportivas na infância, na adolescência e na idade adulta.

2) É muito preocupante a percentagem de crianças e jovens que apresenta baixos níveis de actividade física. A situação apresenta-se particularmente grave nas raparigas, nas crianças e jovens portadores de deficiência, e nos alunos oriundos de famílias com fracos recursos económicos.

3) É cada vez maior o número de crianças e jovens com excesso de peso e obesidade, como resultado de uma dieta inadequada, ou pouco variada, e reduzida actividade física.

4) As crianças e jovens sedentários estão mais predispostos a converterem-se em adultos inactivos.

5) Reconhece-se não ser possível resolver o problema do sedentarismo e da obesidade nas crianças e jovens sem o contributo da Escola e da Educação Física.

Acontece que, infelizmente, Portugal está entre os Países com taxas mais elevadas de sedentarismo e obesidade entre a população infantil e juvenil. Assim, torna-se totalmente incompreensível a decisão de reduzir a carga horária da disciplina de Educação Física no 3º ciclo e no ensino secundário, ou deixá-la à decisão última das Escolas.

Procurar solucionar o fraco rendimento escolar dos estudantes portugueses, em algumas áreas disciplinares, à custa da redução do tempo lectivo atribuído à Educação Física, é um preconceito que não tem qualquer sustentação científica, e que terá necessariamente efeitos perversos no desenvolvimento harmonioso da população escolar e agravará os custos do país com a saúde pública.

A decisão do Ministério da Educação e Ciência de reduzir a carga horária da Educação Física ocorre, paradoxalmente, quando um número crescente de estudos tem vindo a demonstrar que:

1) A prática estruturada da actividade física e do desporto, na Escola, exerce uma influência positiva no comportamento, na atenção, na aprendizagem e no rendimento escolar dos alunos.

2) O rendimento escolar é mantido, e algumas vezes aumentado, quando existe um incremento dos níveis de actividade física formal na Escola, situação que se verifica mesmo nos casos em que há uma redução do tempo curricular ou do tempo livre dedicado ao estudo de conteúdos predominantemente cognitivos.

Reduzir a carga horária da Educação Física não tem como consequência apenas privar a população escolar de uma parte da actividade física a que tem direito e necessita para o seu pleno desenvolvimento. É limitar significativamente a oportunidade de todas as crianças e adolescentes adquirirem os conhecimentos e desenvolverem as atitudes e competências necessárias para uma participação emancipada, satisfatória, consciente e prolongada na cultura do movimento ao longo de toda a vida. Significa ainda desvalorizar, perante a sociedade em geral, a importância de uma prática regular das actividades físicas e desportivas e a responsabilidade de cada cidadão assumir um estilo vida activo e saudável.

As reformas educativas (e curriculares) só ganham verdadeiro significado pedagógico e social quando contribuem para melhorar a formação daqueles que frequentam o sistema educativo, beneficiando a sociedade no seu conjunto. Não se conseguem apreender os benefícios que resultarão para os alunos e o país da concretização das medidas constantes no documento “Matrizes Curriculares dos Ensinos Básico e Secundário”.

Se por hipótese, com a publicação do documento “Matrizes Curriculares dos Ensinos Básico e Secundário”, o Ministério da Educação e Ciência pretende alcançar objectivos que nada têm a ver com a formação da população escolar, então V. Exª tem o dever ético de os dar a conhecer à população portuguesa.

Nem a actual situação de crise financeira e económica justificam tal medida; há já algum tempo que estudos de organismos internacionais concluíram que o investimento em Educação Física e Desporto representa a melhor poupança nos gastos com a saúde.

Na expectativa de que não deixará de reconsiderar a decisão tomada, colocamo-nos à disposição de V. Exª, e do Ministério da Educação e Ciência, para os esclarecimentos que possa entender úteis.

Com os melhores cumprimentos,
  1. António Manuel Fonseca, Prof. Catedrático, Universidade do Porto afonseca@fade.up.pt
  2. António Marques, Prof. Catedrático, Universidade do Porto amarques@reit.up.pt
  3. António Rosado, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa arosado@fmh.utl.pt
  4. António Veloso ,Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa apveloso@fmh.utl.pt
  5. Carlos Ferreira Neto, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa cneto@fmh.utl.pt
  6. Francisco Bessone Alves, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa falves@fmh.utl.pt
  7. Francisco Carreiro da Costa, Prof. Catedrático, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologiasfcarreiro.costa@gmail.com
  8. Francisco Sobral Leal, Prof. Catedrático, Instituto Superior Dom Afonso III fjsobral@gmail.com
  9. João Abrantes, Prof. Catedrático, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologiasjoao.mcs.abrantes@ulusofona.pt
  10. João Barreiros, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa jbarreiros@fmh.utl.pt
  11. João Paulo Vilas-Boas, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jpvb@fade.up.pt
  12. Jorge Bento, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jbento@fade.up.pt
  13. Jorge Ferreira Crespo, Prof. Catedrático, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
  14. Jorge Mota, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jmota@fade.up.pt
  15. Jorge Proença Martins, Prof. Catedrático, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias defdl@ulusofona.pt
  16. José Alberto Ramos Duarte, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jarduarte@fade.up.pt
  17. José Alves Diniz, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa JADiniz@fmh.utl.pt
  18. José Gomes Pereira, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa jgpereira@fmh.utl.pt
  19. José Maia, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jmaia@fade.up.pt
  20. José Soares, Prof. Catedrático, Universidade do Porto jmsoares@fade.up.pt
  21. Leonor Moniz Pereira, Profª. Catedrática, Universidade Técnica de Lisboa lmpereira@fmh.utl.pt
  22. Luís Bettencourt Sardinha, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa lsardinha@fmh.utl.pt
  23. Pedro Cordeiro Sarmento, Prof. Catedrático, Universidade Lusíada pacsarmento@hotmail.com
  24. Pedro Teixeira, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa pteixeira@fmh.utl.pt
  25. Rui Proença Garcia, Prof. Catedrático, Universidade do Porto rgarcia@fade.up.pt
  26. Sidónio Serpa, Prof. Catedrático, Universidade Técnica de Lisboa sserpa@fmh.utl.pt

Tribunal Arbitral do Desporto o contributo de um anónimo

Enviado por um anónimo aqui fica o poste sobre o TAD:


'Aqui vai, então, um pequeno contributo para saciar a sede de saber de FERNANDO TENREIRO e procurar contribuir para que ele, no futuro, consiga não andar a escrever sobre assuntos de que nada percebe e textos que, confessadamente, não leu:

A Assembleia da República, hoje, dia 29 de Junho de 2012, aprovou na generalidade o Projecto de Lei apresentado pelo Partido Socialista que cria o Tribunal Arbitral do Desporto.

A aprovação em causa não teve votos contra - o PSD e o CDS, nomeadamente, abstiveram-se.

É, pois, este o momento de solicitar a TENREIRO que, depois de fazer o inaudito esforço de ler tal Projecto de Lei (disponível no site do Parlamento) e com a habitual argúcia que o caracteriza, tente descortinar a razão pela qual:

a) só existe no Parlamento o Projecto de Lei do PS;

b) o Governo ainda não apresentou no Parlamento qualquer anteprojecto de Tribunal Arbitral, não obstante ter (alegadamente…) aprovado em Conselho de Ministros um anteprojecto para discussão pública no dia 3 de Maio de 2012 sobre esta matéria;

c) esta aprovação do projecto do PS não teve qualquer voto contra;

d) este Projecto de Lei do PS coloca o TAD fora da alçada do COP, pela razão - que certamente TENREIRO considerará especiosa e algo exotérica - de que o TAD não pode ser ums espécie de conselho de justiça do COP e não se deve permitir ao COP interferências sobre um Tribunal que, no futuro, poderá vir a ter que decidir um litígio de que seja parte o próprio COP.'

Campeonatos da Europa de Atletismo de 2012



Também o Atletismo marca resultados na Europa.

Patrícia Mamona ganha medalha de prata no triplo salto.

Marco Fortes ficou em quinto no peso.

Sara Moreira ganhou bronze nos 5000 metros.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O Presidente da arbitragem da FPF, Vítor Pereira, está de parabéns

I

Artigo do Público refere que Pedro Proença foi nomeado para a final da Liga dos Campeões e para a final do Campeonatop da Europa de selecções.

O sucesso de Pedro Proença não caiu dos céus inesperadamente.

Vítor Pereira, o actual dirigente da arbitragem da federação Portugesa de Futebol, demonstra que não só soube ser o melhor árbitro de futebol da sua geração como também soube formar árbitros do mais alto gaberito enquanto líder da arbitragem da Liga de Clubes e agora da federação.

Quando José Cordovil foi Vice-Presidente de José Constantino, no Centro de Estudos e Formação Desportiva, sedeado no Complexo Desportivo da Lapa, havia debates intensos entre os técnicos e onde trabalhava Vítor Pereira.

Em determinada altura VP foi para a Liga de Clubes e pouco depois soube-se que ia apresentar um modelo para a arbitragem profissional suportado por um estudo económico.

Esse modelo foi apresentado e o poder político da altura preferiu diminuir o projecto que tinha sido proposto por Hermínio Loureiro e coordenado por VP.

Se o modelo era um conjunto de propósitos do melhor árbitro português e profundamente conhecedor da arbitragem europeia e mundial e respeitado pela UEFA, FIFA e pelos melhores companheiros de profissão, a nomeação e reconhecimento da excelência de Pedro Proença é a demonstração do sucesso do modelo e da continuada performance de excelência de Vítor Pereira.

Não será curial separar a nomeação de PP, do momento da selecção, de José Mourinho e de Cristiano Ronaldo. Tudo isto pode estar relacionado e a diminuição de um grau de um deles teria impactos consequentes em todos os outros. Por isso não haja dúvida que todos são importantes e que as performances estão todas ao nível da excelência europeia e mundial.

Sem dúvida que Vítor Pereira levará a arbitragem do futebol aos níveis mais elevados que a sua forma de actuar for capaz e nos habituou.


II
Importa fazer a leitura política do que aconteceu.

Houve um primeiro erro de percepção de política desportiva, o qual contrariou um projecto sério e meritório de HL e VP e que prejudicou o desporto e o futebol.

Houve um segundo precalço relacionado com a formação do Grupo de Trabalho da Arbitragem em 2011. Hoje é possível dizer que houve duas lacunas de política desportiva: quando à definição política do objecto; e quanto à nomeação de algumas pessoas.

Se a liderança do GT foi correcta por parte de Leal Amado negando a tendência jurisdicional do direito e da política desportiva portuguesa, concluindo não haver espaço para desenvolvimentos legislativos, já a definição de política exclusiva para o futebol e a constituição do GT impediu uma avaliação mais profunda dos desafios da arbitragem nacional.

O sucesso da arbitragem funda-se no trabalho com os jovens, com os escalões amadores e com os profissionais não só do futebol mas de todas as modalidades. Esta perspectiva teria permitido criar um GT incluindo árbitros e líderes de inúmeras modalidades individuais e colectivas e agregando os contributos de VP e os de outros árbitros e dirigentes de outras modalidades como, por exemplo, ligando a experiência e o trabalho de VP ao projecto desenvolvido por Jorge Salcedo na Federação Portuguesa de Atletismo e na Federação Mundial de Atletismo, IAAF. Existem outros exemplos como no Ténis.


III
O erro político cometido nos dois momentos relaciona-se com a dificuldade tradicional das equipas políticas conseguirem dialogar e estabelecer equipas plurais com capacidade de distinção do nível técnico, do político.

Ao transformarem toda a realidade desportiva em pseudo políticas servidos por um instrumental jurisdicional, os decisores governamentais abrem fossos abissais de compreensão da produção desportiva mesmo que definidas segundo os interesses e a perspectiva particular dos principais dirigentes desportivos privados e do futebol.

Está por demonstrar que a desmesurada atenção ao futebol e aos principais parceiros desportivos, visando a utilidade política de curto prazo, tenha os melhores resultados de política desportiva.

Aliás, cabe perguntar quanto mais interessantes seriam os resultados desportivos nacionais caso as políticas desportivas beneficiassem de outras formulações distintas das praticadas?

Competição, recreação e actividade física

Vários comentários no blogue Colectividade Desportiva ao discutir o conceito de desporto, competição e actividade física, sugerem a oportunidade de compreender o que os economistas chamam as 'peculiaridades' do bem desportivo.

A ideia do desporto ser peculiar significa que ele é distinto de outros bens o que condiciona a sua economia.

Um comentário de FdoE refere:
A incompreensão que L.Leite mostra relativamente à «competição» é comum (sem ofensa). É essa incompreensão que está na base de diferenças de opinião, que, não têm razão se ser. Apenas peço para se darem à possibilidade de pensarem que não há apenas um «tipo» («espécie») de competição. Que há várias espécies de competição, e que a que corresponde ao Desporto é apenas uma das do espectro «antropológico». Foi isso que foi inovador em 776 a.C. relativamente aos outros tipos de competição que existiam. Foi essa invenção cultural, de um novo tipo de competição, que marcou a génese daquilo que, depois, se viria a chamar «desporto». Se fizerem essa distinção entre «tipos de competição» a discussão ganha outra clareza, e deixa de ficar presa ás questões absolutamente laterais e secundárias da «recreação», «atividade física», etc.


 Luís Leite disse...
Concordo, por uma vez, com o (tal) homem da Função Pública.
A competição é uma característica humana e está presente em todas as áreas de atividade.
Menos em certas "caminhadas" politicamente corretas, em que não existe sequer qualquer motivação de auto-superação.
Mas de uma forma geral, o dia-a-dia das pessoas é feito de competição (a diferentes níveis), embora algumas pouco se preocupem com isso.
Mas no Desporto, mesmo no informal ou de recreação, há sempre competição.
Senão houver, não é Desporto.
29 de Junho de 2012 09:26
Blogger 
 
Eu inclui o seguinte comentário:
O Guiness também é uma competição e o circo outra, assim como, quando estamos a correr sozinhos competimos contra algo, nós próprios ou o relógio.

A questão da normalização das actividades e das competições implica uma aceitação de regras vasta por um conjunto largo de indivíduos dispostos a praticar esse tipo de actividade/competição e também dispostos a observar outros a praticá-la.

A normalização e a estrutura de regras são instrumentos fundamentais quando a produção e o consumo se estende a milhões de indivíduos, organizações e instituições à volta do mundo.

Há ainda um factor relevante que é o direito de propriedade que é atribuído a apenas uma instituição. O direito de propriedade é reconhecido nacional e internacionalmente e caso ele não existisse seria impossível o maior nível técnico e tecnológico alcançado pelas federações.

É o direito de propriedade privado que assegura o desenvolvimento tecnológico de Ronaldo e Messi, Barcelona e Real Madrid, e das selecções mais vencedoras em geral. Havendo mais de uma federação de futebol o produto desportivo e o económico são mais baixos, como por exemplo acontece com as artes marciais orientais.

Estamos a falar no seio de uma determinada federação à especialização que cria os mísseis à Ronaldo e as fintas à Messi que não servem para absolutamente mais nada que não seja a perspectiva de resultar aleatória dos jogos em que participem.

Foi desta forma, FdoE, que desenvolvi a relação entre a competição desportiva e a sua utilidade económica para a estrutura de produção das federações desportivas.

Como acima sugiro a recreação e a actividade física são fundamentais para a competição. Quanto maior é a massa dos aprendizes da actividade desportiva que se ficam pelo recreio e pelo lazer, maior é o consumo directo e indirecto, presencial ou tecnológico, da competição profissional.

Se do ponto de vista da competição em si, a recreação e a actividade física são laterais, elas são fundamentais para a percepção óptima da competição e dos seus protagonismos, os quais dependem do respectivo consumo por consumidores conhecedores e exigentes quanto à qualidade e técnica do produto competitivo oferecido.

A essência da minha tese é a afirmação de que a pirâmide de uma determinada actividade desportiva tem três níveis de produção interligados: o informal e o formal, dividindo-se este último em recreação e alto rendimento.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Petição em defesa da Educação Física

Assine a petição neste link

Para:Presidente da Assembleia da República Portuguesa

A Sociedade Portuguesa está a assistir a um ataque concertado e generalizado à formação no âmbito das atividades físicas e desportivas das crianças e jovens em idade escolar, consubstanciado no conjunto de decisões anunciadas pela tutela:

- na redução da carga horária de Educação Física (EF), apresentada na proposta de matriz curricular dos ensinos básicos e secundários, contrariando todas as recomendações nacionais e internacionais que enquadram a promoção de estilos de vida ativos e o desenvolvimento dos jovens;

- na redução da carga horária destinada a atividades de complemento curricular no âmbito das atividades físicas e desportivas – Desporto Escolar, reduzindo as oportunidades de formação desportiva dos jovens e a ocupação de tempos livres em atividades físicas e desportivas, especialmente dos que não encontram alternativas no sistema desportivo;

- na discriminação negativa da disciplina de EF, no que respeita ao seu estatuto avaliativo, relegando-a para uma posição de menoridade comparativamente com as demais disciplinas. Esta medida, pedagogicamente injustificada, tem inevitáveis repercussões negativas no investimento dos alunos na superação das suas dificuldades, no seu aperfeiçoamento e no seu desenvolvimento pessoal e social.

Considerando que a EF é uma área ímpar no currículo do nosso sistema educativo, na promoção de estilos de vida saudáveis, na educação para a cidadania, no desenvolvimento integral e multilateral de todas as crianças e jovens, os signatários, não querendo assistir à degradação da educação dos jovens desta geração, repudiam e pedem a suspensão imediata das medidas propostas. 

Os signatários

No pormenor é que se entendem os treinadores

Vicente del Bosque o treinador espanhol deixou de fora Torres, enquanto o treinado português Paulo Bento usou e manteve Meireles e Nani.

Estes dois últimos estiveram abaixo do seu habitual.

Caso Nani e Meireles tivessem conseguido o nível anterior Ronaldo teria tido outras hipóteses?

Terá VdB compreendido que o estilo de jogo inglês não era o mais adequado para levar Portugal de vencida?

Sendo a manta curta, o que terá pensado PB?

António Costa anuncia a posse do Complexo Desportivo da Lapa para a Câmara Municipal de Lisboa

Segundo o Público o CDL passará a ser gerido pelo Instituto Superior de Economia e Gestão e será aberto à comunidade.

Esta é sem dúvida uma boa notícia para o desporto, para a cidade de Lisboa e para o Bairro da Lapa.

A venda à Estamo, empresa do Estado, pelo Governo de José Sócrates tinha na sua base financiar o orçamento do ex-Instituto do Desporto de Portugal, o que foi feito tendo o ex-IDP beneficiado da ilegalidade desportiva de venda de património desportivo consolidado para especulação imobiliária.

Desde princípio a CML opôs-se a este acto da política desportiva de Laurentino Dias à altura Secretário de Estado do Desporto.

Realçaria quatro aspectos que interessa analisar para este complexo desportivo:
  1. A prática desportiva da população local e em particular nos jovens em idade escolar de todo o bairro.
  2. A pluralidade de funções desportivas, culturais e de voluntariado do interesse da população do bairro.
  3. A necessidade de obras de modernização tendo em consideração os dois primeiros pontos.
  4. A obrigação de definir um modelo de desenvolvimento sustentado ligado às forças vivas públicas e privadas e aos parceiros com as características contraditórias que a Lapa como área de embaixadas, de residência de 'grandes' famílias, de hoteis de 5 estrelas e de uma população alfacinha oferece.
Obviamente não é de deixar passar grandes felicitações à mão esquerda do PS, aquilo que a mão direita nunca percebeu de política desportiva nacional.

O Governo PSD também está de parabéns pela decisão e era bom que lhe servisse de inspiração em relação a outros actos que os governos tendem a praticar com fraco entendimento dos impactos sociais e desportivos nacionais ou locais.

Terá faltado eficácia nas substituições e capacidade de chutar dentro dos postes

Paulo Bento não resolveu a lacuna de finalização e pontaria desta geração e não acertou com o timing das substituições.

Se a primeira condição estivesse resolvida com o encostar da Espanha às cordas a segunda seria diferente ou indiferente.

Esta geração é campeã em perder bolas.

Como refere Abel Xavier às televisões Portugal perde gerações de talentos no futebol não ganhando quando a França e a Espanha potenciam as suas gerações ao ponto de ganharem campeonatos da Europa e do mundo.

Outra situação é a inexistência de equipas nacionais que tenham os jogadores da selecção. os alemães fazem a selecção a partir do Bayern e os espanhóis do Barcelona e Real Madrid. Nenhum clube Benfica, Sporting e Porto tem até agora esta filosofia, nem se vê como é que a poderão ter caso houver novas estrelas mundiais no futebol português.
Sem políticas no desporto as falhas finais devem-se à falhas a montante.

Possivelmente este foi o canto de cisne da geração de Cristiano Ronaldo.

Sem políticas apenas o acaso que terá de ser de muito mais sorte do que no passado.

As actuais políticas de austeridade ainda estão a fazer o seu caminho e no futuro as vitórias de Portugal serão mais complexas e raras.

Este é um vaticínio que preferiria não ter feito.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Porque é que ...?

Se assiste à nova bancarrota de um clube da primeira liga como o Leiria e o Sporting que anda a fazer promessas de igual grandeza?

Até A Bola constata a ferrugem avançada no Estádio Nacional?

A Educação Física acorda estremunhada para as maldades do ministro da Educação, está tudo bem?

Agora que Portugal quer ganhar o Euro2012, tudo está bem?

O COP e a CDP, sem liderança e sem concentrar o debate das federações vão bem, e lideram outras coisas sem a legitimidade das suas constituintes?

Agora que existem tantos pareceres jurídicos sobre a legalidade, a sua margem e a margem da margem da legalidade jurídica no desporto e das possibilidades legais e regulamentares, o desporto português respira saúde?

Onde encontrar respostas?

Como encontrar respostas?

Ninguém vê nenhum resultado mas haverá reuniões desportivas de horas e horas. O que fará ou falará tanta gente?

Não quero ser desrespeitoso mas os sinais são contraditórios e existe um grande peso da tradição e outros imobilismos ou desconversas.

Era bom fazer boas perguntas e bons debates para ter boas respostas.

Mas isso é insuficiente não havendo líderes capazes de liderar sob pressão e não temerosos do risco daquilo que assumiram e juraram trabalhar.

Faltará muito dirão uns, faltará tudo dirão outros.

Diria que falta pormo-nos ao caminho com gente capaz de caminhar afoitamente e de cabeça levantada.

terça-feira, 26 de junho de 2012

CNAPEF e SPEF Congresso Nacional Extraordinário

Junto se transcreve a Carta de Apresentação do
CONGRESSO NACIONAL EXTRAORDINÁRIO
“NÃO HÁ EDUCAÇÃO SEM EDUCAÇÃO FÍSICA”
Pavilhão Multiusos de Odivelas
12 de julho de 2012

Caros Colegas,

Mais uma vez a sociedade portuguesa assiste a um ataque concertado e generalizado à formação no âmbito das atividades físicas e desportivas das crianças e jovens em idade escolar, expressa nas decisões anunciadas pelo Ministério da Educação, nomeadamente, no que se refere:

- à redução da carga horária de Educação Física, apresentada na proposta de matriz curricular dos ensinos básicos e secundários, contrariando todas as recomendações nacionais e internacionais que enquadram a promoção de estilos de vida ativos e o desenvolvimento dos jovens;

- à redução da carga horária destinada a atividades de complemento curricular no âmbito das atividades físicas e desportivas – Desporto Escolar, reduzindo as oportunidades de formação desportiva dos jovens e a ocupação de tempos livres em atividades físicas e desportivas, especialmente dos que não encontram alternativas no sistema desportivo;

- à discriminação negativa da disciplina de EF, no que diz respeito ao seu estatuto avaliativo, no acesso ao ensino superior, relegando-a para uma posição de menoridade comparativamente com as demais disciplinas. Esta medida, pedagogicamente injustificada, tem inevitáveis repercussões negativas no investimento dos alunos na superação de dificuldades e/ou no seu aperfeiçoamento e desenvolvimento pessoal e social.

Mais uma vez, também, os professores de Educação Física reagiram, por todo o país, a estas injustificadas medidas do Ministério da Educação com a convicção e dignidade profissional que os caracteriza, firmes na luta contra a desvalorização social e educativa da nossa área disciplinar, plenamente conscientes da gravidade que estas medidas representam para a educação e formação dos nossos alunos.

Apoiados por este movimento de indignação e sentindo a solidariedade profissional dos nossos colegas, o CNAPEF e a SPEF tem desenvolvido múltiplas ações de divulgação e esclarecimento, junto de diferentes instituições e individualidades direta e indiretamente ligadas à nossa área, com o objetivo de promover a justeza das nossas razões e de aprofundar e ampliar o protesto contra tão inexplicáveis decisões do Ministério da Educação (consultar os sítios do CNAPEF e da SPEF).

É no sentido de fortalecer a nossa luta que convocamos o CONGRESSO NACIONAL extraordinário. Pretendemos com este congresso refletir sobre os graves problemas que, neste momento, afetam a qualidade da nossa intervenção profissional procurando encontrar as melhores soluções para os resolver, chamando ao debate outras instituições, entidades e individualidades que permitam alargar a influência social da nossa luta.
Desta forma, convidamos cada um dos colegas a participar ativamente no Congresso Nacional e solicitamos, igualmente, que nos ajudem na melhoria da sua preparação, fazendo a sua divulgação junto de todos os colegas nas escolas, nos ginásios, nos clubes, nas autarquias, em todos os locais onde se exerça a nossa atividade profissional.

Juntos seremos mais fortes na defesa do nosso lema:

NÃO HÁ EDUCAÇÃO SEM EDUCAÇÃO FÍSICA

Com as melhores saudações,
O Presidente do CNAPEF João Lourenço
O Presidente da SPEF Marcos Onofre

Crise do Jamor - artigo de A Bola

O artigo de A Bola de dia 24 de Junho

A parte final da segunda folha sai truncada. Pelo facto que não consigo resolver as minhas desculpas.

Imagens paradigmáticas da Bola sobre o Jamor

(texto actualizado)

O artigo pgs 24 e 25 de 24 de Junho é um exemplo do que se passa em inúmeros sectores do desporto português.

A herança para Alexandre Mestre é significativa o que eleva a níveis superiores a exigência de fazer bem, corrigindo ou cortando com o passado.

Quando critiquei no Colectividade Desportiva, aqui neste blogue, e em artigos no Expresso e no Público a degradação sustentada do modelo e das instituições do desporto nacional referia-me, e tantos outros também o fizeram, ao que se apercebia e agora se vê.

Institucionalmente há imenso que fazer.

O artigo de A Bola é um instantâneo.

Outra situação é a vacuidade das posições de política e que é uma tradição quanto à busca e actuação sobre as causas.

Realço aquilo que parece a afirmação de um dirigente associativo referido pelo jornal: 'Mas a situação é delicada e afrontar o Estado em tempo de contenção é opção a evitar'.


Esta afirmação é toda ela um tratado de impotência e incapacidade de política desportiva.


Tenho-a ouvido em diferentes registos a líderes e amigos que prezo.

A limitação e auto-limitação de diálogo de política desportiva é o mais fundo dos constrangimentos da política desportiva nacional.

O próprio jornal A Bola não vai atrás da caça.

Tenho dois gatos em casa: o primeiro mata e come qualquer pássaro que passe num raio esférico de menos de 75 centímetros; o segundo já teve um pássaro quase pousado na cabeça e não compreendia o que tinha à sua frente.

A reportagem de A Bola está a meio caminho entre os dois gatos: deu com o pássaro mas não sabe dar-lhe caça.

Parece que A Bola interiorizou a afirmação do dirigente associativo e não consegue perguntar como é que é afrontar o Governo dialogar politicamente sobre a necessidade de 'intervenção urgente' no Complexo do Jamor.

domingo, 24 de junho de 2012

A destruição da economia do desporto português: o caso da bolha do direito do desporto português

Há vários casos paradigmáticos de como se destrói produto desportivo em Portugal, sejam no caso as actividades, sejam áreas a montante e a jusante que engrandecem e contribuem com substância para um mercado, seja desportivo, seja outro qualquer.

O caso da Liga de Clubes de Mário Figueiredo: Hermínio Loureiro fez um estudo económico sobre a arbitragem. Laurentino Dias na apresentação do estudo criticou o estudo implicitamente e mostrou aquilo que fez durante as legislaturas que foi não trabalhar a economia do desporto. Fernando Gomes faz um estudo económico e vem Mário Figueiredo e, para além do departamento jurídico que possui, contrata um especialista, José Manuel Meirim no caso, para demonstrar que juridicamente podia aumentar o número de clubes. O desafio da dimensão do campeonato é desportivo, de gestão, económico e social antes de ser jurídico. Os homens do direito do desporto em Portugal não o sabem, ou sabem e não querem fazer bem feito.

O sinal de investimento no direito para além do comportamento de décadas do PS vem do governo PSD/CDS que forma vários grupos de trabalho cuja liderança é de direito.

O direito não tem respostas económicas, nem sociais, nem de gestão e ainda por cima a situação é gravosa porque o desporto português não estuda, nem investiga para resolver os desafios colocados e muitos investigadores estão fechados nas suas universidades sem conhecer a realidade da produção desportiva. Os grupos de trabalho não são a solução única para os desafios como está a ser feito.

Pode afirmar-se existir uma bolha de direito do desporto que leva a que a cada parecer a decisão relativiza-se, surge novo novo parecer num processo sem limites e sem princípios de produção e de governance fundamentais do desporto. A resposta de José Manuel Meirim a outro jurista que não se identificou no comentário acerca do Tribunal Arbitral de Desporto no blogue Colectividade Desportiva é claramente a perda de sentido sobre o que é o óptimo para o bem-estar e o bem comum do desporto e da população portuguesa, no caso sobre o TAD.

Esta bolha faz mal ao desporto e aos seus protagonistas. Criar grupos de trabalho do governo nomeando líderes divorciados dos seus constituintes como é o caso do COP e da CDP menoriza a liderança desses grupos, por catedráticos que sejam, e trabalham com a matéria colectada e conhecida e são incapazes de avançar com profundidade visando a média de produção desportiva europeia.

Outro caso ainda da forma de engrandecer a bolha é usar a economia para sustentar o que se quer fazer. Esse é o caso de dizer que Lisboa se poderia candidatar a Jogos Olímpicos porque existem estudos económicos que o demonstrariam. Os economistas são almas iguais a todas as outras e a bolha financeira demonstrou como eles também erram e erram em grande, levando à ruína populações, empresas, países e mercados continentais. Esta argumentação do COP tem segundas intenções e é inaceitável. O COP defende-a há décadas e a bancarrota portuguesa e a falência dos estádios de futebol do Euro2004 deveria dizer a estas instituições que há processos e projectos que são simplesmente inaceitáveis.

Estamos portanto perante juristas do direito do desporto de altíssimo perfil que se anulam mutuamente, ocupam os mais altos lugares da magistratura desportiva e arredores, usam os gestores de desporto e outras profissões para assegurarem o cumprimento dos despachos, das leis e dos artigos da lei do desporto.

Como economista observei no último ano a evolução do PSD de Alexandre Mestre e tenho dúvidas que esteja a obter o melhor do desporto para o seu PSD. O processo sendo distinto do de Laurentino Dias do PS não terá resultados contrastantes.

Mesmo que ganhemos o Euro2012, falta desporto ao nosso desporto.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Portugal nas meias com a presença de 'tutti quanti' 'in situ'

O desporto segue dentro de momentos.

A forma de seguir é a questão.

O país político está colocado estrategicamente nas bancadas dos estádios e na colocação das felicitações.

É uma alegria muito grande ver a equipa de futebol ter sucesso internacional.

A qualidade dos actos políticos poderiam ser melhores é um ponto que nunca será demais realçar.

Alguma coerência ética exigiria a estreita correlação entre os festejos e o 'venha a mim' com decisões de politica desportiva adequadas aos desafios do desporto moderno.

A palavra e a coerência a quem vai festejar de tão alto tudo o que se passar com a selecção de CR7.