sexta-feira, 20 de julho de 2012

Expresso edita revista com os atletas para Londres 2012


















A comunicação social aproveita estes momentos olímpicos para vender mais alguns produtos.

Esta é a característica de produtor de conteúdos que o desporto tem e que modernamente largos sectores aproveitam para gerar rendas legítimas do produto desportivo.

O Expresso faz agora a segunda revista tendo a primeira sido sobre as glórias do passado e a de amanhã sobre as esperanças.

Houve também o acompanhamento do Euro2012 o que corresponde a um envolvimento que não é casuístico ou esporádico.

Na verdade o Expresso cujo proprietário é uma sociedade cotada em bolsa poderia maximizar o seu produto económico procurando contribuir para a reforma e a maximização do produto económico do desporto.

Actualizado às 9,13 horas.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Decorreu a partir das 19 horas a Tertúlia Francisco Lázaro

Foi interessante assistir à apresentação dos diferentes especialistas história, psicologia, medicina e treino, penso eu de que...

Algum contraditório mostrou que as novas provas da morte são possíveis e que a matéria debatida por especialistas trás novas vertentes.

Espero que os organizadores publiquem as intervenções ou as disponibilizem na Internet.

Foi prometido haver no futuro do Museu do Desporto, no Palácio Foz, uma Tertúlia Francisco Lázaro que segundo o modelo de defrontar especialistas de diferentes áreas aparece como uma solução agradável.

O debate estando marcado para as 19 horas terminou já perto das 22 horas o que merecerá uma reapreciação.

Ver a revista The Lancet sobre actividade física

Como especialista em economia do desporto estou aberto aos elementos que a ciência coloca à disposição para melhor compreender esta realidade tão global, controversa e dinâmica.

Na definição de desporto que uso na análise económica a actividade física é o núcleo do bem produzido e consumido, seguindo-se-lhe a competição como segunda componente fundamental desse mesmo bem.

A The Lancet enquanto revista de saúde trata da actividade física enquanto elemento gerador de benefícios para a boa saúde física e mental e que reconhece que vão para além da saúde física e mental e chegam aos benefícios tangíveis e intangíveis para a população, a economia e a sociedade mundial.

O Público chama aqui a atenção para o trabalho da The Lancet.

O link da ravista The Lancet dedicado à actividade física está neste local.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sem palavras


A crise manchará a excelência do desporto espanhol?


A crise instalou-se com força em Espanha tal como antes já o fizera por aqui (e continua...), pelo que também em relação ao desporto, as novidades não são boas: o financiamento para o desporto municipal (a nível de “Ayuntamientos”) será este ano inferior em 28%, as “Diputaciones” (estrutura comarcal) também reduziram em 67% o seu orçamento desportivo desde 2008 e, por seu turno, as Comunidades Autónomas diminuiram em 51% o seu investimento para o desporto também desde 2008 (dados da revista Deportistas nº 44, 45 e 46 publicada pelo portal Munideporte.com).

Tenho alguma curiosidade em relação aos dados do desporto federado mas não encontrei valores concretos, apenas documentos de estudo delineando medidas futuras.

Do meu ponto de vista, a questão que se coloca perante esta nova realidade económica do desporto espanhol é se nuestros hermanos serão capazes de, com menos financiamento, manter o nível de excelência na promoção e fomento da prática desportiva e também a nível de resultados internacionais. É um caso diferente do nosso, porque com ou sem financiamento nunca sequer vislumbrámos a excelência.

Aquela frase proferida como pontapé de saída no discurso do Vereador do Desporto de Barcelona antes do jantar de Natal de 2008 dizendo “Caríssimos, temos dinheiro para gastar!” tem-me vindo à memória ultimamente.

Será possível fazer as mesmas coisas com a mesma qualidade e com menos dinheiro?

Eu diria que sim. Ainda que os dados económicos não espelhem esse meu otimismo.

Aparentemente, a organização estrutural montada com vista à organização dos JO 92 em Barcelona – e que reformou todo o desporto espanhol! – mantém-se com oxigénio suficiente para continuar a dar cartas. Trabalha-se com base em planeamentos estratégicos (ainda agora Barcelona lançou o novo Pla Estratègic de l'Esport 2012-2020), assume-se uma visão e uma missão articulada nos seus diferentes níveis e setores (veja-se a profundidade e alcance do Plan Integral de la Actividad Física y el Deporte em www.planamasd.es e note-se a frequência com que são realizadas e publicadas as diferentes ações perspetivadas) e há técnicos – e não tecnocratas – competentes nos lugares adequados que permitem a necessária qualidade e orientação dos processos inerentes. Acima de tudo, há cultura desportiva e esse fato torna-se por si só uma exigência para a manutenção dos níveis até aqui alcançados. O desporto não é fenómeno menor em termos de intervenção política nem o é, nas suas diferentes dimensões, em termos de opinião pública. E se observarmos a dinâmica que o CSD mantém (basta visitar o site), os próprios resultados das seleções jovens espanholas nas diferentes modalidades e os dados sobre participação desportiva que continuam a aumentar, o meu otimismo torna-se suportado por uma evidência elementar.

Já em relação à empregabilidade no desporto, o cenário Público apresenta-se bem mais negro e não se vislumbram caras novas nos próximos anos que possam ajudar a empurrar o carro. Mas disso não depende o sucesso desportivo, ou pelo menos, neste caso, dependerá em menor escala. 

Os recordes chegaram aos limites do corpo humano?

Ver a resposta no Diário de Notícias

Livro «Ou Ganho ou Morro» - Francisco Lázaro: A Lenda Olímpica, de Alexandre Mestre

Segundo os editores por ocasião do centenário da morte de Francisco Lázaro (no passado domingo, 15 de julho) e da primeira participação portuguesa nos Jogos Olímpicos (Estocolmo-1912), saiu o livro «Ou Ganho ou Morro» - Francisco Lázaro: A Lenda Olímpica, da autoria de Alexandre Miguel Mestre.




Coleção História e Desporto, das Edições Afrontamento, actualizado em 18/07/2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

As maiores felicidades a todos para Londres 2012

Creio que fui talvez demasiado duro com o chefe de missão no poste anterior, mesmo que falando indirectamente e não me estando a preocupar muito com ele.

Mas a questão é que o discurso agora deveria ser outro e o facto do chefe de missão não o estar a conseguir fazer quer dizer que houve coisas, inclusive fora da sua mão, que poderiam ter sido melhores no ciclo 2009-2012 e que simplesmente não ocorreram.

O processo de transformação de tudo, de todo o desporto nacional e de todos nós tem de ser mais profundo.

Há certamente ideias, muitas mais do que havia há 10 anos e ainda mais do que havia há 20 anos.

A acumulação de conhecimento desportivo tem crescido e tem sido ineficaz e ineficiente.

O esforço tem sido imenso e as perdas e fugas de recursos ainda são muito grandes e outros países com menos recursos potenciam mais os seus resultados do que nós fazemos.

Menos do que pedir a cabeça de quem quer que seja justifica-se encontrar mecanismos e formas de trabalhar em que possamos todos lá meter a cabeça e conseguirmos assumir as nossas responsabilidades e produzir mais e melhor desporto.

Era bom que os resultados de Londres 2012 fossem bons, 2 ou 3 medalhas, e então com determinação avançássemos para a reforma que o século XXI nos exige.

Agora é o chefe de missão a mostrar com maior clareza que os responsáveis do desporto estão a descarregar nos atletas a responsabilidade das medalhas

Ver no Público 'Chefe da Missão olímpica não quer "tiros nos pés" como em Pequim 2008'.


Vamos por partes:

  1. a responsabilidade de conquistar medalhas olímpicas é uma função de liderança
  2. há vários parceiros que assumem esta responsabilidade e outros que as cumprem
  3. os atletas estão claramente nos segundos e não nos primeiros
  4. depois de 4 anos com a cabeça na areia e a não decidir sobre as condições óptimas para marcar Londres ou Rio de Janeiro com a conquista de medalhas 
  5. o chefe de missão não conseguiu sublimar politicamente Pequim e o resultado agora é um discurso de descaracterização do espírito olímpico
  6. há pessoas que não querem assumir as suas responsabilidades de transformar profundamente
  7. há pessoas que não compreendem ainda, eventualmente por sobrevivência, que é preciso correr riscos e ter coragem para assumir as responsabilidades que são públicas dos seus cargos
  8. há pessoas que estão velhas, refiro-me mais aos velhos prematuros e menos àqueles com maior idade natural, e que são os piores opositores a um futuro inovador e potenciador da juventude portuguesa no desporto do século XXI
  9. que soluções adoptar: não sei!
  10. sei que os atletas, na carreira e no pós-carreira, devem ser protegidos e potenciados; sei que se nada vencerem, face ao passado nacional, devem ser elogiados pelo trabalho realizado; e sei que a partir de Setembro há que fazer um trabalho profundo com cada um para compreender se vão continuar e como, e se não vão continuar qual a melhor forma de potenciar a riqueza que construíram até hoje na competição olímpica 
  11. sei, por fim, que os últimos 4 anos foram de arrastar os pés e que o futuro da média europeia não se faz como tem sido

sábado, 14 de julho de 2012

INE: 1,8 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza em 2010

Segundo a TSF 'Cerca de 1,8 milhões de portugueses estavam em risco de pobreza em 2010, sendo as famílias com crianças dependentes as mais atingidas, segundo um relatório do INE.'

Esta dimensão é relevante para o desporto e nem sempre tem sido considerada.

As medalhas olímpicas e as palavras

Francis Obikwelu diz no Diário de Notícias:

  • "Um presidente não pode dizer isso. É necessário dar confiança aos atletas que estão nos Jogos. Neste momento os que lá estão são os melhores, mesmo sem a presença do Nélson [Évora], da Naíde [Gomes] ou do Rui Silva. A motivação é muito importante e não se pode dizer que há quatro anos estávamos mais fortes", defendeu o atleta de 33 anos.
O 'isso' são as seguintes palavras de Vicente Moura:
  • "As minhas previsões não são muito otimistas em termos de pódio, mas não em termos de final. Às vezes as coisas acontecem. Há quatro anos enganei-me e espero que me volte a enganar novamente em Londres", afirmou Vicente Moura.
  • “Eu pessoalmente acho que o Comité Olímpico não tem de traçar metas nem objectivos”, confessa, destacando que nem sempre o Comité acompanha de perto o percurso dos atletas. “Nas Olimpíadas anteriores esperavam-se cinco medalhas e afinal só apareceram duas. De onde é que vêm essas cinco que estavam à espera? Não sei até que ponto às vezes não se deixam levar pelo entusiasmo...”
Vamos repetir aquilo que Marco Fortes já aprendeu uma vez em Economia do Desporto e que parece que se esquece actualmente:
  • As cinco medalhas devem-se a uma extrapolação que se realiza entre o produto económico e a dimensão demográfica dos países europeus que asseguram que países com as características de Portugal alcançam cerca de 5 medalhas em cada realização dos Jogos Olímpicos de Verão. As 5 medalhas são um objectivo nacional legítimo que Portugal tem dado possuir cerca de 10 milhões de habitantes e o seu Produto Nacional Bruto ser da ordem dos 163 mil milhões de euros em valores correntes.
Já Nuno Delgado, também no DN, tem outra interpretação que nos deixa no domínio do onírico, à semelhança de um treinador de futebol:
  • "Tivemos uma geração em Pequim que era extraordinária. Tínhamos vários campeões da Europa e do Mundo. Neste momento temos dois campeões da Europa. Isso é uma limitação, até porque perdemos todos os nossos medalhados olímpicos em edições anteriores. Temos de ser realistas, mas isso não nos impede de sonhar", realçou.
Colocando os pés na Europa pode deixar-se a seguinte questão:
  • Se Portugal aplicasse os processos de trabalho que essa Europa Olímpica tem, seria ou não expectável que um atleta que se qualifica entre os dez melhores do mundo com regularidade nos dois últimos anos e estivesse no gozo de uma carreira ascendente, é legítima a candidatura a uma medalha sem temer que lhe 'caísse o Carmo e a Trindade' em cima se não a alcançasse?
A candidatura a uma medalha olímpica nestes jogos e em todos os outros é um acto só possível a gigantes, a seres com uma capacidade de entrega e sacrifício tão grandes que as Nações que se fazem grandes não recusam o apoio incondicional e o reconhecimento para a vida.

Falta-nos alguma complexificação de procedimentos e de salvaguardas que nos permitam construir um capital olímpico ao nível das nossas possibilidades históricas e aspirações dos portugueses e principalmente daqueles que desportivamente se podem da 'lei da morte se libertarem' no século XXI.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A legitimidade social e desportiva não cai do céu!

A CNAPEF e a SPEF queixam-se do Ministério da Educação e Ciência (MEC) por não ter estado presente no Congresso Extraordinário de ontem, reconhecendo que o MEC também não os tinha ouvido para as decisões mais recentes do Governo.

A questão que as organizações de professores não compreendem é que o seu valor social e o capital acumulado é suficientemente baixo para o MEC não os ouvir e não ter uma perda significativa.

Houve ao longo dos anos vários elementos que se acumularam sem que ninguém no desporto se sobressaltasse:
  • as mortes em actividades desportivas por desleixo ou mau uso do desporto ou pela iliteracia desportiva dos acidentados, iliteracia desportiva cuja causalidade surge dos fracassos da educação física.
  • o desleixo das aulas de educação física que a classe e as suas duas organizações explicaram socialmente com sobranceria e corporativamente.
  • o divórcio ou insuficiente casamento entre a escola e o associativismo desportivo.
  • as universidades que dormem a sono solto, roncam, e estremunhadas agem corporativamente com o topo das suas corporações preocupadas com as suas rendas.
Enfim, há que ter outros voos para ajudar o desporto.

O Congresso Extraordinário parece ser um esforço imenso que gerou uma maior atenção, que trocando por miúdos é muito pouco ou nada.

O desporto dos nossos filhos está entregue a pessoas que vão prestar atenção ao MEC.

Haverá maior declaração de impotência de toda uma classe e dos seus líderes?

O Basquetebol em crise ou a crise do desporto nacional

Depois do Sporting, há muitos anos, o Porto agora abandona o basquetebol.

Será consequência da saída de Mário Saldanha para presidir ao COP?

Ou a saída do Porto é uma consequência da liderança de Mário Saldanha que se prepara para aplicar o modelo de gestão do basquetebol noutras organizações desportivas nacionais, em particular no seu topo, no COP?

A matéria merece atenção.

O basquetebol é aquela modalidade que mais teóricos gerou para o desporto e para a sociedade portuguesa e, contudo, a performance internacional do basquetebol português é pobre de entre as modalidades de maior sucesso, particularmente o futebol e o atletismo.

Era bom ter em consideração alguns destes factos para se compreender que futuro se abre para o nosso desporto no século XXI.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Olimpismo Recomenda-se!

Às 18 horas houve a relevante apresentação do livro de Gustavo Pires sobre "Francisco Lázaro; O Homem da Maratona" com introdução de Manuel Sérgio, o qual foi apresentado por João Campos. A sala do velho ginásio da FMH estava cheia com uma assistência erudita, atenta e cúmplice. A emborcação por FL é a hipótese de GP como fundamento maior da morte de FL sobre as hipóteses do sebo de historiadores anteriores.  Noutro capítulo o livro explica alguns dados da fundação do COP, que GP tem apresentado no seu blogue.

Às 6 da tarde no Palácio Foz foi inaugurado pelo Ministro do Desporto Miguel Relvas, a nova exposição do Museu do Desporto, numa cerimónia fortemente concorrida, eventualmente com o triplo ou o quadruplo das pessoas da outra sessão, com pessoas do desporto e da juventude, e a presença da comunicação social (TVs). As várias salas ilustram o século de participação olímpica observando-se a presença de atletas, treinadores e dirigentes que a viveram como Moniz Pereira, Rosa Mota e Nuno Delgado, entre outros.

Num e noutro evento respirava-se um ar de elevado desportivismo de um momento festivo e singular.

O desporto está de parabéns por conseguir gerar estes momentos de exaltação com os Jogos Olímpicos de Londres, assim como gerou a transmissão de uma longa cerimónia de despedida dos atletas candidatos às competições de Londres 2012.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Notícias sobre FSB 2013

No. 1 / jusch / Cologne, June 2012
FSB puts the focus more sharply on municipalities and clubs
New schedule: FSB will be open from Tuesday to Friday
FSB features “Municipality Day” and “Sports Club Day”
Swimming pool areas of FSB + aquanale in Halls 10.1 and 10.2

 In response to the wishes of the majority of FSB exhibitors and with the agreement of the advisory committee, FSB, the International Trade Fair for Amenity Areas, Sports and Pool Facilities, will be following a different schedule starting in 2013. The event will now be held over four days, from Tuesday to Friday (Tuesday to Thursday from 10 a.m. to 6 p.m., Friday from 10 a.m. to 4 p.m.). Taking place in parallel, aquanale, the International Trade Fair for Sauna, Pool, Ambience will also shift to Tuesday to Friday. As a result, the next FSB and the next aquanale will be held from 22nd to 25th October 2013 at exactly the same time in Cologne. “The goal of the change in schedule is to give decision-makers from municipalities and clubs — and of course the many international visitors — four days, which means more time, to visit FSB,” explained Katharina C. Hamma, Chief Operating Officer of Koelnmesse GmbH. “We are also putting the focus on themes and challenges that municipalities and clubs are currently addressing. With the new measures, we want to attract more representatives from these target groups to FSB.” A “Municipality Day” and a “Sports Club Day” are also planned. Visitors from these target groups will enjoy their own workshops as part of the specialist support programme. These workshops are being prepared in conjunction with diverse national sport and municipal associations. Starting in 2013, the swimming pool areas of the FSB and aquanale will be located in joint halls, Hall 10.1 and Hall 10.2. The swimming pools and wellness areas will be clearly divided into “theme worlds”. “In this way we will create a holistic, clearly laid out representation of the public swimming pool, private swimming pool and sauna segments.” said Hamma.

Fonte: IAKS n.º 4/2012, 10.07.2012

A medida pontual e a crise mais profunda

Diz o Público que:

"A direcção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou nesta terça-feira a criação de um fundo de garantia salarial para o futebol não profissional, que estará disponível para acudir a situações de incumprimento salarial."


O futebol necessita de uma reforma estrutural e ao fugir dela lança medidas que são contraditórias. A medida até justificará o momento de crise nacional, mas a reforma do futebol não deve ser adiada por estas medidas.

O Primeiro-ministro de Portugal deseja sorte aos atletas para Londres 2012

A notícia do Sol descreve a recepção do PM Passos Coelho aos olímpicos 2012.



Bom seria que o desporto conseguisse nesta legislatura reformas estruturais que transformassem o modelo de desenvolvimento de tal forma que a aproximação à média europeia fosse tangível no espaço de uma geração.

Se tal acontecesse poderia acontecer que outro PM, porventura do PSD, pudesse enaltecer o governante que tivesse lançado as bases de tal feito nacional.

Nessa altura futura o PM, eventualmente do PSD, não teria de estar tão dependente da 'sorte' como actualmente está Passos Coelho.

A minha expectativa é que Portugal vai conseguir 1 ou 2 medalhas por sorte ou porque os atletas estavam lá e porque o nível de desenvolvimento organizativo e tecnológico de Portugal consegue sustentadamente alcançar as 1 ou 2 medalhas de sorte.

Tais medalhas de sorte não dão nenhum crédito adicional.

A média seria 5 medalhas e o que acontece com os pequenos e médios países europeus é estes pequenos países suplantarem esse valor e a performance relativa dos grandes países como naturalmente Portugal faz com a selecção nacional de futebol ou está a fazer no Rugby de 7.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Notícia da Lusa/SOL que nos deixa muito orgulhosos


Crianças portuguesas estão a emigrar para trabalhar

O comissário do Conselho da Europa para os direitos humanos alertou hoje que há crianças portuguesas a emigrar para trabalhar por causa da crise e famílias a retirar idosos das instituições para beneficiar das suas reformas.

Os alertas do comissário Nils Muiznieks surgem num relatório que resulta de uma visita a Portugal, entre 7 e 9 de Maio, durante a qual se debruçou sobre o impacto da crise e das medidas de austeridade sobre os direitos humanos.

«Durante a sua visita, o comissário foi informado de que, desde o início da crise, tem havido casos de crianças a migrar por motivos de trabalho para outros estados-membros da UE», pode ler-se no relatório de 18 páginas.

O documento acrescenta, citando especialistas, organizações da sociedade civil e sindicatos ouvidos pelo comissário, que «a crise financeira, o aumento do desemprego e a diminuição das fontes de rendimento das famílias devido às medidas de austeridade levaram as famílias a fazer novamente uso do trabalho infantil, nomeadamente no sector informal e na agricultura».

Recordando que o país já regista uma elevada taxa de abandono escolar, o comissário apela às autoridades portuguesas que monitorizem a evolução deste problema e que não descontinuem programas que visam prevenir o trabalho infantil.

O responsável refere, por exemplo, ao Programa Integrado de Educação e Formação, que visa prevenir o trabalho infantil, alertando ter sabido, durante a sua visita, de que este «poderá ser descontinuado».
Nils Muiznieks manifesta também preocupação com relatos de que a pobreza infantil está a aumentar em Portugal, como consequência do aumento do desemprego e das medidas de austeridade, nomeadamente os cortes nos abonos de família.

O comissário teme que as medidas de austeridade dos últimos dois anos ameacem seriamente as melhorias alcançadas na última década e apela às autoridades que tomem particular atenção ao possível impacto da crise no trabalho infantil e na violência doméstica contra as crianças.

Isto porque «uma situação socioeconómica cada vez mais difícil para as famílias, que são sujeitas a elevados níveis de ‘stress’ e pressão, pode resultar em sérios riscos de violência doméstica contra as crianças».

O risco de violência doméstica afecta também os idosos, alerta o responsável, que diz ter tido conhecimento de que muitos casos de violação dos direitos humanos, incluindo violência, «resultam de famílias que estão a retirar os idosos das instituições e a levá-los para casa para poderem beneficiar das suas pensões».

«Interlocutores do comissário que trabalham com idosos relataram um aumento dos casos de extorsão, maus-tratos e por vezes negligência depois de idosos com problemas de saúde serem retirados das instituições», especifica o texto, que cita números da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima que atestam um aumento de 158% no número de casos de violência contra idosos entre 2000 e 2011.

O comissário reconhece que o programa de emergência social, lançado pelo governo no ano passado, inclui uma série de medidas que visam mitigar os efeitos da austeridade nos idosos, mas considera que, sozinhas, estas medidas «podem não ser suficientes para responder de forma abrangente às crescentes dificuldades que enfrentam muitos idosos».

Atletas portugueses em Londres 2012

Ver a lista aqui


domingo, 8 de julho de 2012

Em Memória de Francisco Lázaro Centenário da sua morte – Jogos Olímpicos de Estocolmo 1912


Programa 19 de julho de 2012 – 19:00h 


19:00h- Filme sobre a Maratona de Estocolmo 1912;

19:10h- A Maratona fatídica de Estocolmo 1912 - subsídios da história, por António Simões, Jornalista de “A Bola”, vencedor do prémio Norberto Lopes;

19:25h- A Maratona de 1912: da preparação de Francisco Lázaro ao Treino dos 42,195 Km na atualidade, por João Campos, licenciado em Desporto e Educação Física, Treinador Olímpico de Atletismo;

19:40h- Francisco Lázaro e a Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912 – a dimensão Psicológica, por Jorge Silvério, Docente da Universidade do Minho, consultor e psicólogo de treinadores e atletas olímpicos;

19:55h- 14 de julho de 1912, uma corrida fatal, por Pedro Branco, Médico da Federação Portuguesa de Atletismo;

20:10h- Debate, moderado por Cecília Carmo, Jornalista da RTP;

20:30h- Palavras finais, pelo Exmo. Sr. Presidente do Comité Olímpico de Portugal, Comandante José Vicente de Moura e S. Exa. o Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Mestre Alexandre Miguel Mestre.

Auditório do Centro de Medicina Desportiva, Av. Professor Egas Moniz (Estádio Universitário) 1600-190 Lisboa

Novo livro de Gustavo Pires


Gustavo Pires lança novo livro intitulado “Francisco Lázaro - O Homem da Maratona”.

O evento ocorrerá na Faculdade de Motricidade Humana no próximo dia 12 pelas 18.00 horas.



Portugueses nos Jogos Olímpicos na Visão História, n.º 16

A Visão de Junho de 2012 apresenta um exemplar dedicado ao Portugueses que estiveram nos Jogos Olímpicos no século XX e XXI

Heróis olímpicos

Está a decorrer ao longo de dia de hoje na RTP 1 um programa de homenagem aos atletas olímpicos que se estenderá ao longo da noite.

Durante o dia as acções decorrem na Sagres com convidados e à noite o Pavilhão Atlantico abre-se a todos os que quiserem participar na homenagem.

Faleceu Luís Vieira Caldas

Luís Vieira Caldas foi um ex-atleta olímpico e ex-dirigente das lutas amadoras e do desporto nacional.

Cruzei-me com ele inúmeras vezes em reuniões e debates onde Luís Caldas fazia questão de acrescentar algum contributo e também encontrava-o na Lapa, onde creio que residia e eu trabalhava, e sempre irradiando uma simpatia contagiante.

Notícias do José Manuel Chabert

O José Manuel Chabert teve um problema de coração e segundo se conta está em boa recuperação.

Esperemos que a recuperação seja segura para lhe permitir voltar às lides.

Isto sem o Chabert não tem a mesma piada.

Um grande abraço de melhoras minhas e certamente de muito mais pessoas.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tribunal Arbitral do Desporto aprovado pelo Conselho de Ministros


Ver o Diário de Notícias 
"O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma proposta de lei que cria o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), sob a égide do Comité Olímpico de Portugal (COP).

"Este diploma institui, sob a égide do Comité Olímpico de Portugal, o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), com competência específica para administrar a justiça relativamente a litígios que relevam do ordenamento jurídico desportivo ou relacionados com a prática do desporto", indica o comunicado.

A proposta de lei de Governo refere que o TAD "é uma entidade jurisdicional independente, nomeadamente dos órgãos da administração pública do desporto e dos organismos que integram o sistema desportivo, desgovernamentalizada e dispondo de autonomia administrativa e financeira, tendo jurisdição em todo o território nacional".

De acordo com o diploma aprovado esta quinta-feira, a futura sede do TAD será em Lisboa, no Comité Olímpico de Portugal, "a quem incumbe promover a respetiva instalação, bem como o seu funcionamento".
Na sexta-feira passada, os deputados na Assembleia da República aprovaram na generalidade um projeto de lei do PS que também visa criar o Tribunal Arbitral do Desporto em Portugal, tendo o diploma baixado à discussão na especialidade na Comissão de Assuntos Constitucionais.

No projeto de lei do PS, a "independência e qualificação das individualidades que possam integrar" o futuro TAS é considerado um "elemento fulcral", razão pela qual os socialistas defendem que a sua criação seja feita à margem do COP.

Na exposição de motivos, é referido o exemplo do TAS de Lausana, que só adquiriu "prestígio internacional" após "uma profunda reforma dos seus estatutos com vista a torná-lo totalmente independente do Comité Olímpico Internacional sob cuja égide fora inicialmente constituído"."

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O exemplo da Saúde

O desporto português tem lacunas institucionais graves, como tenho sustentado repetidamente.

No sábado passado Isabel do Carmo publicou um artigo no jornal Expresso em que apresenta resultados de intervenções políticas de três personalidades da Saúde, incluindo cargos públicos, Constantino Sakellarides, Daniel Sampaio e Paulo Mendo, todos de vários quadrantes políticos, para sustentar que existe um programa político de destruição do Sistema Nacional de Saúde.

Quando se olha para o desporto o deserto de intervenção política fora dos cargos políticos é a imagem de marca.

Os líderes de instituições como o instituto do desporto e a secretaria de Estado, o Conselho Nacional do Desporto ou a Fundação do Desporto passam pelas instituições e dão-se por satisfeitos desaparecendo e surgindo de novo saindo-lhes na rifa novo protagonismo governamental mas sendo incapazes de manter um registo de vida que os identifique com os desafios sociais e institucionais do sector. Esta é a imagem de marca e geral. Não tenho de conhecer particularidades e a questão é que os currículos de intervenção pública devem ser isso mesmo, devem ser públicos e abundantes para uma percepção evidente. Na escassez do desporto será possível destacar alguma variância de constância de protagonismo mas o protagonismo no desporto é tradicionalmente ínfimo e esse é o dado a reter como desafio para atacar as causas dessa menoridade.

Para concretizar, há que aumentar o grau de exigência na fronteira do conhecimento pela exigência de produção de documentos de política, manifestos, relatórios, estudos, etc, aos ex-dirigentes.

Para isso um factor determinante é a nomeação não de ilustres deconhecidos partidários, mas de cidadãos que curricularmente estejam dentro de um escrutínio qualificado e sério quanto às competências e quanto às capacidades de produção de pensamento e de suporte à decisão visando a maximização do bem comum desportivo e nacional.