quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

José Manuel Constantino será um possível candidato ao COP

Segundo a Bola de hoje há várias federações apoiantes da candidatura de José Manuel Constantino que convidam para uma conversa na FMH um destes dias, não tenho aqui o jornal mas deve ser fácil saber o dia e a hora.

Começa a fechar-se o leque de hipóteses das presidenciais do COP.

As alternativas vão-se evidenciando:
  • Fernando Mota apoiado por federações provenientes de um grupo formado há algum tempo
  • Manuel Brito parece ter condições de candidatura próprias ilustradas já numa entrevista dada ao jornal a Bola
  • José Manuel Constantino terá sido convidado por algumas federações debatendo agora numa faculdade as suas condições de candidatura
Qualquer um dos candidatos é uma excelente possibilidade, continuemos, pois, a acompanhar este Combate dos Chefes.

A eminência de eleições e o comportamento de cada um

As queixas de mau comportamento de terceiros deve ser vista com alguma bonomia.

O processo de eleição do presidente do COP é suficientemente determinante para qualquer vencedor para que isto mexa com as pessoas.

São sonhos e perspectivas de vida é agora ou nunca é aquela competição em que metemos e nos metemos quando competimos nas pistas e em todo o lado afinal.

Trata-se tão só da competição de que no desporto todos somos profissionais e envolvidos.

Afinal o denominador comum da eleição parece corriqueira mas, há sempre o mas, talvez esta eleição seja diferente e maior no seu grau de exigência.

Trata-se da eleição daquele e da equipa que vai condicionar todos os outro, o país e dar o máximo nacional mundialmente.

Esta diferença coloca o grau de exigência em cada um de nós e na responsabilidade de contribuir na justa medida do extraordinário dando o máximo de cada um um de forma irrepreensível sob os prismas de maior exigência.

Podendo haver quem não o compreenda a questão está em cada um e menos nos outros.

Já Kennedy dizia que contem convosco e não esperem pelo país.

Não se espere pelo desporto.

Esta atitude é tão decisiva quanto o desânimo que por aí grassa face à desqualificação dos actos nacionais leva a pensar que nada há a fazer.

É necessária uma força muito grande, uma capacidade de diálogo e consensualização imensas e descontar ao máximo acções marginais procurando 'dizê-lo com um sorriso' como diziam há anos os espanhóis.

O melhor resultado de todos começará com o trabalho de cada um, independentemente do que 'o outro' faz, sugere-se na economia e espera a democracia.

As próximas eleições do COP são um acontecimento extraordinário que vai valer a pena lutar para que o resultado beneficie muito mais do que no passado a população portuguesa e os nossos jovens talentos e campeões.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Hoje no Público o céu voltou a cair sobre Laurentino Dias

O que acham disto os candidatos à presidência do COP?

Concordam que Tiago Monteiro seja financiado pelo Orçamento do ex-IDP?

Ou se não: não de todo? ou doutra forma?

Ou como se sugere por aí, a hipótese é fechar o automobilismo?

O que pensam sobre esta matéria os partidos com assento parlamentar BE, Verdes, PCP, PS, PSD, CDS?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

IAKS

Mais notícias IAKS sobre infraestruturas desportivas, o que há, o que se vai fazendo, para nosso conhecimento e reconhecimento das nossas incapacidades, aumentadas com a incapacidade dos políticos em não entenderem qual o rumo do país, embora essa seja a função deles.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Governo quer preparação olímpica e paralímpica até 2024

Objectivamente o presidente do COP é relevante?

Ontem 5 de Dezembro terá sido a data final de entrega de pareceres das federações acerca do estudo de uma multinacional sobre o olimpismo.

As eleições do COP contraditoriamente avançam a toda a velocidade a passo de caracol negando a sua modernidade, adequação à globalização e à necessidade de equacionar soluções boas para o desemprego estrutural do desporto nacional.

Estaremos a meio da legislatura, só a falta de debate e de democracia e a placidez pacata e bonacheirona de quem vive acomodado ao dinheiro dos contribuintes pode sugerir que haja coisas bem ou a correr bem.

Vai alguém reunir-se neste deserto olímpico com cada um dos candidatos que já se propuseram e já são para aí uma meia dúzia, o que parece não assustar mesmo que não haja apoiantes para tanto candidato.

Os falsos candidatos contaminam, os candidatos objectivamente sólidos e neste ínterim quem com poder ou não fala com nenhum candidato ou fala apenas com os do seu interesse o que falseia a democracia e a ética do acto eleitoral e a olímpica, afinal de contas.

Pensa-se o curto prazo diz o não-candidato Manuel Brito. (Nos meus postes vou falando do Manuel Brito pelo seu mérito inequívoco de ter dado a cara à candidatura pública com um diálogo na Bola)

A outra hipótese é que apesar de se pensar muito há muito erro, falsas questões e empecilhos como o do porteiro da instituição que até pertence a uma empresa de segurança especializada e por causa disso não deixa entrar quem quer tratar de assuntos urgentes porque as instruções que cumpre assim o instruem. A instituição ou a organização existe para uma missão social mas quem tem um problema concreto não entra!

No desporto português, no seu modelo, não se tratam as questões nem com objectividade, nem atempadamente, nem segundo boas leis e regulamentos.São desafios que impedem todo o futuro de curto, médio e longo prazo.

É neste espúrio que está o novo presidente do COP, quem quer que seja, de ter um regulamento que nenhum dos candidatos ou o antigo/actual presidente fala ou propõe a alteração e de ser relegado para um momento quando a sua opinião sobre o que se vai liderar já não faz sentido e vai ter de governar com as decisões de outros.

Esta é a realidade desportiva em que o passado sistematicamente contamina negativamente o futuro e os poderes, candidatos e a comunicação social são reverenciais e obrigados.

Deixo à consideração do Presidente do COP a hipótese da realidade do cargo, que actualmente ocupa, para nada servir e todos os parceiros públicos e privados no desporto concordarem e participarem nessa ópera e que os candidatos apesar de cheios de convicções se enquadram num contexto em que materialmente são nulidades ou peças de corpo presente.

O COP e as federações: quem manda em quem?

O que é que correu bem e o que é que correu mal nas relações entre o COP e as Federações?

O que têm a dizer sobre isto os candidatos à presidência?

Perceber-se-á que cada candidato imprimirá uma liderança com as federações de acordo com a sua personalidade e ao perfil que consideram adequado passar para o exterior.

A questão é outra.

O desporto falhou porque as federações não conseguiram transmitir os seus ideais ou eles foram cristais como a água e a performance do presidente do COP é que foi inferior ao pretendido?

Estas questões são relevantes quando se define um timing de política desportiva em que se pedem pareceres às federações e os putativos candidatos a líder dos líderes não são abrangidos claramente nos procedimentos que irão marcar os próximos ciclos olímpicos.

À partida as federações sabiam e sabem mais de produção de desporto do que o presidente das federações, na realidade o COP ocupa um lugar central na negociação e na geração de uma imagem social do desporto que se tornou cada vez mais importante no desporto moderno e em todo o mundo.

Há informação que escapa a quem lidera e este tem um risco de assumir responsabilidades de matérias mais complexas do as responsabilidades e as decisões que toma em determinado momento.

Aqui chegado é relevante haver mecanismos de acompanhamento e análise das performances assim como incentivos para a obtenção de resultados específicos de parte a parte.

Estão a acontecer vários processos que se sobrepõem e limitam o futuro.

O Governo avança no seu diálogo com as federações com prazos curtos que parecem ser do seu interesse implementar. Reconheça-se que terá coarctadas as relações com os candidatos uma vez que as regras informais de candidatura não foram formalizadas pelo COP e postas em igualdade tanto quanto possível para todos os candidatos. 

Por outro lado, o prazo de formalização das candidaturas será em 2013 o que retira do caminho os candidatos à direcção do COP das políticas e processos negociais que decorrem em 2012.

Mais uma vez se assiste ao entalar das federações e do COP em processos de negociação institucional que deveriam atentar a correcção de processos negociais distintos mas que se deveriam respeitar e interpenetrar.

Apesar das boas palavras como o planeamento e a ciência de Manuel Brito, ou de objectivos e estratégia de José Manuel Constantino parece que que o processo não é nada disso e será de 'mais do mesmo'.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Não é eticamente correcto se não for cumprido estritamente

Manuel Brito disse que o lugar de presidente do COP é benévolo.

Há duas hipóteses éticas:

  1. cumprir o princípio do cargo benévolo e sem leituras parciais
  2. rever o conceito
Este é um tema para a campanha: Devem os presidentes do COP ser remunerados ou não?

Como se fará com um presidente eleito que não tenha meios de subsistência?

O cargo é só para aqueles que têm posses?

E mesmo esses a partir de determinada altura, sabe-se lá o que poderia acontecer.

A coisa é nebulosa e justifica-se que os candidatos tenham contributos antes da eleição, com os princípios que gostariam de ver aprovados para todo o ciclo olímpico.

Eleições segundo o Modelo Português de Desporto

Cada novo ciclo olímpico começa no dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos que o antecedem.

Oa ingleses são exímios em fazer eleições gerais num curto espaço de tempo e de dar posse de imediato ao novo governo saído das eleições.

As eleições para o COP vão fazer-se cerca de 9 meses depois dos JO o que parece uma inutilidade e um prejuízo para quem vai tomar posse de coisas que deveria ser ele a assumir e não a gerência anterior.

Está tudo em aberto desde deixar tudo como está considerando-a óptima, até encontrar uma melhor solução.

Esta a proposta de um tema para debate entre os chefes candidatos às eleições do COP no longínquo mês de Março de 2013.

Poderá haver consenso entre os candidatos para o que parece ser uma pequena questão de governança olímpica?

Atletas olímpicos podem testar performance em novo laboratório de biomecânica no Porto

Os atletas olímpicos portugueses podem começar a testar a sua performance desportiva no novo laboratório de biomecânica do Porto, que é inaugurado na sexta-feira, após 1,7 milhões de euros de investimento.

Há um Modelo Português de Desporto

Ter um Modelo é saber como se está e como se respira.

Sem a concepção do Modelo, do que é e do que faz bem podem fazer-se coisas imensas sem nunca obrigar o corpo ao stress físico e mental correcto que lhe permite desenvolver-se bem e suportar e combater melhor as adversidades.

Tenho procurado ao longo dos anos compreender economicamente o comportamento dos agentes no mercado desportivo português indicando as suas características e limitações.

As séries estatísticas que construi acentuam cada vez mais tendências de fundo que nunca se resolveram e que pouco a pouco acabam por sugerir tipos de lacunas complexas, cada vez mais, e uma paralesia dos líderes desportivos quanto ao padrão dos seus comportamentos e à sua capacidade de liderarem com eficiência.

Os dados estruturais apontam atrasos numa perspectiva europeia, limitações e contradições dentro do próprio desporto e também atrasos que se observados outros sectores nacionais se verificam comportamentos competitivos nesses sectores e uma inaptidão abissal acumulada ao longo das décadas.

Face às minhas abordagens e sugestões surgem duas respostas típicas: há líderes que sempre se oposeram à economia e dizem que a teoria económica de nada serve e dizem isto hoje como disseram e se comportaram da mesma forma há vinte anos muito antes das actuais crises mundial, europeia e nacionais. Outros líderes assumem uma posição mais sobranceira como se a sua insensibilidade e incapacidade de lidar com a dimensão económica do desporto não prejudicasse as suas modalidades, as suas organizações e a população portuguesa e os seus praticantes e técnicos que deles dependem.

Face a estes comportamentos sistémicos de impreparação para a liderança onde a economia é um elemento fundamental o resultado foram outputs negativos e mediocres pontuais e estruturais que se ilustram na constatação de que o Modelo desses líderes desportivos o Modelo Português de Desporto Faliu.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Os professores de educação física chegam-se ao poder

Fernando Mota, Manuel Brito e José Manuel Constantino são os candidatos que as federações poderão votar ou não em 2013 e são oriundos da mesma escola universitária e da vida.

Andaram pela FMH, pelos principais partidos e viveram o 25 de Abril por dentro, desde antes e até hoje.

Conhecem-se, concordarão menos do que discordarão entre si dos factos da vida e para o desenvolvimento desportivo.

Recentemente em Coimbra atirei aos congressistas da Apogesd que o Modelo Português de Desporto faliu.

Seria interessante ouvi-los sobre esta constatação de 6 palavras: O Modelo Português de Desporto Faliu!

Os jornais desportivos deveriam explorar esta realidade.

Talvez estejam satisfeitos com as suas tiragens e assumirão que se houvesse 6 milhões de portugueses a praticar desporto, em vez dos actuais 4,5 milhões, isso não aumentaria as tiragens. Ou então caso Portugal ganhasse várias medalhas olímpicas isso também não aumentaria as tiragens. Estes comportamentos dos jornais dão cabo de mim. Isto já acontece há tanto tempo que tem de haver algum motivo muito grande por detrás.

O que é preocupante é a possibilidade dos melhores candidatos ao cargo de presidente do COP não poderem contar com jornais conhecedores dos desafios e das limitações desportivas nacionais.

Voltando aos três mosqueteiros que atrás refiro há algumas coisas que gostaria de acrescentar às barbaridades que já aqui avancei.

Acho que o José Manuel Constantino sendo o melhor candidato do PSD estará lixado (é assim que se diz agora, não é?) porque o partido tem outras preocupações, nomeadamente as empresariais.

Quanto ao PS acho que devia pensar bem o que quer do futuro e equacionar uma aposta ousada.

Essa aposta seria rifar os juristas que habitualmente coloca no poder público do desporto e entregar esse poder à educação física.

O resultado da liderança dos juristas no poder político desportivo é, como demonstra o estudo insuspeito da PWC, miserável pelo menos no que respeita às medalhas olímpicas. há muito tempo já eu tinha dito que 5 medalhas era adequado mas sempre houve quem dissesse que o bom e o bonito era a presença honrosa pago pelo pessoal ao fisco. Afinal agora as medalhas é o que está a dar.

Daí que António José Seguro deveria assegurar-se do momento de mudança da agulha e do cuidado a colocar nessa alternativa.

Obviamente nada tenho contra o pessoal do direito do desporto mas considerando os resultados produzidos em 30 anos de política desportiva há uma dificuldade muito grande em compreender a falta dos resultados positivos sustentados e com dimensão europeia.

Outra questão que me parece pacífica é o interesse do atletismo em conseguir uma liderança com a dimensão da do COP.

Ainda por cima com o currículo de vencedor que apresenta a situação torna-se relevante na criação de um elã transversal ao desporto mas que se deveria apoiar numa perspectiva de transformação do Modelo Português de Desporto. Na minha perspectiva marginal e humilde.

Aqui chegado a questão que se coloca é: e então o que têm os professores de educação física a oferecer ao país de diferente que os juristas fizeram durante este tempo todo?

A questão pode parecer inocente mas era importante que quem pede para mandar no desporto todo pensasse bem naquilo que tem para oferecer diferente dos militares e juristas e já agora dos políticos em que todos se transformam.

Também seria útil que aceitassem dividir o bolo e compreender que se puxarem todos para o mesmo lado será mais fácil a todo o desporto avançar mais e mais depressa.

Enfim, eu não sou professor de educação física e corro o risco de ser sovado nos sítios certos onde estas coisas se fazem a preceito.

Aguardo com expectativa imensa a próxima entre vista no jornal A Bola a outro candidato e já agora nos outros jornais, caso tenha a felicidade de as conhecer.

DO REAL COLÉGIO DE NOBRES NA 7.ª COLINA DE LISBOA E DO COLÉGIO EM FONTENAY-AUX-ROSES A 7 KMS DE PARIS

Post publicado no De Rerum Natura em 01.12.2012



I – Real Colégio de Nobres



No reinado de D. João V, na Gazeta de Lisboa Ocidental n.º 1, 07.01.1740, ainda se pode  ler que na “Sexta feira primeiro dia do ano foi a Rainha nossa Senhora ao sítio da Cotovia  visitar a Igreja do Noviciado dos Padres da Companhia de Jesus, onde se achava o Lausperene”, retratando simbolicamente o louvor perene da Monarquia absoluta à Igreja, mesmo inseridos os actores da Ordem dos Jesuítas, ou seja, a aliança perene entre Estado e Igreja.



É verdade, como afirma Habermas, que “a separação cada vez maior entre as esferas  pública e privada” terá feito com que o Rei, “concentrando o poder em suas mãos, passasse a necessitar do reconhecimento público de sua dominação”. O que parecia insuficiente não fosse a Igreja reforçá-la com a imagem de que todo o poder real derivava da sua entronização pelo poder de Deus, mais forte que um exército para manter a força do Rei. O que reforçava também, como retorno, o poder da Igreja. A pompa das procissões e a magnificência da Igreja e do Paço Real irmanavam-se nos símbolos do domínio.



No reinado de D. José, essa prática jurisdicional foi quebrada pelo regalismo pombalino, em dois tempos: primeiro, pelo decreto de 06.06.1758 que legalizava a criação da Direcção-Geral dos Estudos, com o objectivo de retirar a tutela do ensino aos jesuítas – como se os jesuítas só actuassem no campo educacional –, e, no segundo tempo, em lentas doses, dá como  provadas as acusações à Companhia de Jesus, ordena o total sequestro dos bens móveis e  de  raiz dos seus padres, proíbe-os de confessar e pregar, quer nos noviciados quer no Paço Real, extingue as escolas reguladas pelo fundador da Societas Iesu, para criar o ensino secundário – como se ele não existisse –, e finalmente, pelo decreto de 03.09.1759, expulsa a Companhia de Jesus, donde resultou, pelo normativo de 25.12.1761, a incorporação de todos os bens seculares na Coroa. Estava dado o primeiro passo para a secularização do ensino atribuindo ao Estado a responsabilidade da instrução pública, separando a Igreja do Estado, pelo menos nesta matéria. 




Fique assente que os jesuítas eram avançados para a sua época, não desconheciam o Verdadeiro método de Vernei – a mesma obra que também servirá ao Marquês de Pombal para fundamentar o ensino no Real Colégio de Nobres – nem as obras de Locke e de Descartes, e as suas escolas espalhadas pela Europa configuravam um iluminismo traduzido pelas fontes mais modernas da época colhidas pelos jesuítas nas diversas capitais onde exerciam o seu magistério, patentes na rica biblioteca do noviciado jesuíta da Cotovia que o Real Colégio herdaria. Com a expulsão dos jesuítas, Portugal ficou sem os respectivos professores das 34 faculdades e dos 17 colégios por eles criados.

Mas, enfim, com aquelas medidas pombalinas já foi possível – como se antes, algo o tivesse  impedido – criar o Real Colégio de Nobres – inspirado nos Apontamentos para a educação de um menino nobre, que para seu uso particular faz, de Martinho de Mendonça de Pina e Proença (1693-1743),  nas Cartas sobre a educação da mocidade, de Ribeiro Sanches (1699-1783), e nos Tomo I  e  Tomo II  do Verdadeiro método de Estudar, de Luís António Vernei (1713-1792) – e regular os respectivos estatutos, pela Carta de Lei de 07.03.1761. Mas o Colégio só abriria em 19.02.1766, com um discurso do prefeito dos estudos seguindo-se o juramento, do prefeito, do vice-prefeito, e dos 24 alunos já matriculados, de defender a Imaculada Conceição da Virgem Maria.   


Na possibilidade de defenderem a Imaculada Conceição pouco ficou para defenderem o bom funcionamento do Colégio. Entre a sua criação e a abertura do mesmo, no decurso de cinco anos Pombal aproveitou-os para contratar professores estrangeiros conforme conselho de Ribeiro Sanches, até porque em Portugal não os havia em determinadas matérias como a Física e a Matemática. Estrangeiros eram já o prefeito, o médico e o cirurgião, mas faltavam os de Francês, Italiano, História, Arquitectura, Física e Esgrima. Da dança, contratou-se um italiano que, pelas faltas que dava obrigou a um normativo  estipulando multas a aplicar. A picaria teve um mestre picador português a partir de 1790. Para a esgrima contratou-se um francês que, à data da abertura, juntamente com um italiano de Matemática, entrado em 1862, eram os únicos que estavam presentes. O de Física, italiano, também chegado em 1862, depois de esperar três anos pela abertura, desistiu e voltou para Itália. O professor de História só foi possível em 1773, e os de Francês e Inglês só vieram em 1875, ficando vagos os lugares de Arquitectura e Italiano. Para grego e latim, dois irlandeses. Uma torre de Babel em línguas: francês, inglês e italiano, para meninos dos 7 aos 13 anos. 


                                   
 O antigo noviciado jesuíta da Cotovia, depois Real Colégio de Nobres  
                                                                              (Fonte: portal Restos de Colecção)



Picadeiro e cavalariças do Colégio de Nobres, construídos
possivelmente em 1766, data da abertura do Colégio.
Fica situado em frente da Imprensa Nacional
(Fonte: Marcas das Ciências e das Técnicas) 


                                                                                                         
Picadeiro à esquerda dentro do quadrado e
a Escola Politécnica à direita com o Jardim Botânico
(Fonte: Picadeiro do Colégio de Nobres)
   

Independentemente desta arquitectura um tanto ou quanto falhada, o colégio teve alguns percalços em matéria disciplinar, não se sabe se desmotivados os alunos pelos idiomas dos professores, igualmente desmotivados pelo desinteresse consequente daqueles, donde resultou a publicação de um alvará para impor a disciplina. A norma não teve os efeitos esperados porque o professor italiano de Aritmética que se iniciou no 3.º ano, abandonou o magistério no ano escolar seguinte e voltou para o país de origem; no 4.º ano ocorreu o mesmo com os professores italianos de Álgebra e Física que abandonaram o Colégio no ano seguinte, em virtude de aos alunos faltarem as bases da matemática. Este abandono parece ter ainda como causa, além da desmotivação mútua de professores e alunos, os atrasos nos vencimentos, em meses, uns, e alguns em anos, outros.

Rómulo de Carvalho é bastante explícito ao referir que:

 No 5.º ano (1769-1770) a desordem era completa; no 6.º ano (1770-1771) é aberta uma devassa ao funcionamento do Colégio; no decurso do 7.º ano (1771-1772) é publicado um alvará reformando a escola, e em 10 de Novembro de 1772 é abolido nela o ensino das disciplinas científicas que já não se praticavam e com as quais se acabou de vez. (História do Ensino em Portugal, 2.ª ed., 1996, p. 451, ed. Fundação Calouste Gulbenkian).

À expulsão dos jesuítas pela desactualização do ensino, segundo Pombal, seguiu-se o fracasso do Real Colégio de Nobres, que pouco mais fez, o que obrigou à revisão do campo da educação, expressando-se no alvará de 04.06.1771 que de futuro é “cometida à Real Mesa Censória toda a Administração, e Direcção dos Estudos das Escolas Menores destes Reinos, e seus domínios; incluindo nesta Administração, e Direcção não só o Real Colégio de Nobres, mas todos, e quaisquer outros Colégios, e Magistérios… Desta feita, estendido o manto do poder a todos os colégios, diluía-se o fracasso do Colégio de Nobres, acentuando o Alvará de 13.03.1772 que, devido à má administração do mesmo, encarrega a Real Mesa Censória da venda, por bons preços, de bens do Colégio de Nobres. Idêntica medida tomaram os constituintes liberais ao estipular, depois do incêndio de 22.04.1843, decorridos que foram dois meses, pela lei de 28.06.1843, determinava que é autorizado o governo para vender os bens que eram administrados pelo extinto Colégio de Nobres, e hoje administra a Escola Politécnica, ou para contratar seus rendimentos, e com aplicação destes o empréstimo da quantia que for necessária… à reconstrução do respectivo edifício (…).

Mas Pombal esclarece esmiuçadamente as causas da decadência do Real Colégio e as medidas adequadas em normativo da mesma data, no mesmo Alvará de 13.03.1772.

Para Camilo Castelo Branco, no curso de Literatura Portuguesa (1876), o Real Colégio de Nobre teria passado por duas fases: 
A primeira, desde 1761 a 1772, teria funcionado como um liceu, e ao mesmo tempo como uma academia, destinada a proporcionar conhecimentos especiais de navegação,  fortificação e arquitectura civil.
A segunda, de 1772 a 1837, teria funcionado mais modestamente, com o carácter de um iceu, embora especial e privativo de uma classe de alunos, dita ptivilegiada.

E, para esvanecer o fracasso do Colégio, a Real Mesa Censória apresentou o relatório das inspecções feitas aos colégios e cuja redacção o apaga de vez: Sendo fatal o estrago causado nas Escolas Menores deste Reino pela negligência e educação positivamente má dos jesuítas a que elas foram confiadas…

Com o advento do Liberalismo e a instituição da Monarquia Constitucional que, na concepção de Oliveira Martins “mais não era do que uma república com uma presidência hereditária”, os constituintes nortearam o seu combate às mercês e aos privilégios régios pelo que, além da extinção das ordens religiosas e a venda dos bens do clero ordenou, pelo Decreto de 04.01.1837, abolir o Colégio, afirmando-se no respectivo preâmbulo que Sendo o Real Colégio de  Nobres uma instituição que não está em harmonia com a Constituição Política da Monarquia, em razão de ser seu instituto uma escola privilegiada; e devendo colocar-se no respectivo edifício as escolas que vão ser organizadas, decretava que os edifícios, equipamentos e rendimentos ficassem disponíveis para outras escolas. Oito dias depois era criada a Escola Politécnica de Lisboa, instituição que herdou o imóvel, rendimentos e equipamentos.

          Escola Politécnica   

Em 22.04.1843, o fogo destruiu e reduziu a escombros o Colégio de Nobres, onde estavam estabelecidas as Escolas Politécnica e do Exército que tiveram de instalar-se em locais diferentes e distantes.

Mas, tal como uma Fénix, a Escola de Nobres  ressuscitará em  Fontenay-aux-Roses, a sete quilómetros de Paris.

Fontes:
(1840) Portelli, José; Saraiva, José; Henriques, José, Cópia de um ofício dirigido pela
            Junta de Fazenda do abolido Colégio Real de Nobres a S. Ex.ª o Ministro e
           Secretário de Estado  dos Negócios da Guerra, Lisboa: na Tipografia da
          Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis.
(1841) Herculano, Alexandre, "Da Escola Politécnica e do Colégio dos Nobres", in Opúsculos, Tomo VIII,
           Questões Públicas, Tomo V , 1.ª ed., Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão Editores
          Tomo I, Lisboa: Tipografia da Academia Real das Ciências [pp 282-295}
(1872)  id.ibid., Tomo II, id.ibid.  [pp 97-101]
(1876) id.ibid., Tomo VI,  id.ibid. [pp 25 e 26; e 320-331]
(1876) Branco, Camilo Castelo, Curso de Literatura Portuguesa, Lisboa: Livraria Editora de
            Matos Moreira & C.ª. (Nota: Este autor considerava que a primeira fase do Colégio, de
           1761 a 1772, configurava um liceu, destinado a proporcionar conhecimentos, e a
           segunda fase, de 1772 a 1837, considerava-o mais modesto, apesar de liceu, mas
           privado por destinado a alunos privilegiados.)
(1878) Ribeiro, José Silvestre,  Tomo VII, ibid. [pp.129-134] 
(1995) Marques, A.H.de Oliveira Breve História de Portugal, 1.ª ed., Lisboa: Editora
               Presença
(1996) Carvalho, Rómulo de História do Ensino em Portugal, 2.ª ed., Lisboa: Fundação
               Gulbenkian
(2010) Ramos, Rui História de Portugal, 3.ª ed, Lisboa: A Esfera dos Livros 

Objectivos e Estratégias do Combate dos Chefes

Segundo José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva "O futuro desportivo do país precisa efetivamente de referências e de objetivos e de um conceito estratégico claro. E essa deve ser função do Estado. Mas tem de ter uma doutrina que o suporte e um consenso com os parceiros desportivos."

Segundo a teoria económica a intervenção do Estado faz sentido face aos fracassos do mercado e ao comportamento dos agentes privados.

A actuação privada e a actuação pública são duas mãos uma invisível e outra visível para alcançar o óptimo de resultados através da produção do mercado.

Acontece que por vezes o Estado deixa-se levar pelos agentes privados e vice-versa estes últimos aceitam o comportamento do Estado face a benefícios alternativos que são afinal inferiores ao óptimo social.

Estes conceitos suscitados pelo poste de José Manuel Constantino não tem sido tratado pelos outros candidatos à liderança do COP.

Seria interessante desenvolver-se algum debate sobre estes pontos que afinal não são abordados nem pelos líderes desportivos, privados ou públicos ou pelos professores universitários da área do desporto.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A realidade está diferente

O conceito de combate dos chefes parte de um princípio que não se trata por exemplo no colectividade desportiva.

A situação do desporto é / está diferente e há a necessidade de um comportamento diferente.

Aceitar este posicionamento da diferença situacional de todo o desporto sem olhar bem a autores e ovelhas é determinante.

A realidade nova exige desde já um diálogo que o passado não trouxe no seio das instituições.

Os partidos agem como no passado e fracturam-se como acontece no PSD a ponto de perder a candidatura a líder dos líderes. Não ter uma candidatura mostra como o PSD algures no passado perdeu uma perspectiva de futuro.

Já o PS tem vários candidatos mas o que também se coloca a estes partidos é o facto de terem uma perspectiva longa e larga e escolherem pessoas que por vezes podem não ser da sua estrutura central mas elementos que concitem a predisposição da sociedade e do desporto para uma realidade nova. 

A adesão ao colectividade desportiva é uma realidade aceite em geral pelas pessoas do desporto e esse trabalho é importante porque se relaciona com a democracia.

Outro aspecto é o comportamento das instituições como dos partidos políticos e do parlamento.

É neste contexto que surge a perspectiva da liderança acima de todas e reconhecida socialmente com amplitude.

A partir destes quatro  conceitos surgem perguntas que importa responder, como por exemplo:
  • Para que serve o novo Presidente do COP?
Manuel Brito e a Bola não tocaram neste ponto.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Porque não te calas?

Os meus candidatos às eleições do COP são Fernando Mota, Manuel Brito e José Manuel Constantino.

Pelo que conheço deles qualquer um tem um perfil pessoal e de capacidade de liderança para responder ao desafio de ser o líder dos líderes do desporto português.

O cargo de líder dos líderes é novo e tem um alcance nunca assumido no passado.

Nesta altura a entre vista de Manuel Brito à Bola mostra que a própria comunicação social como a Bola, Record e Jogo ainda não se aperceberam da relevância do cargo para o seu plano de negócios. Quanto às televisões e rádios acompanho-os pouco e apenas aquilo que vou apanhando de forma parcial não me permite saber o que fazem.

O Fernando Mota, o Manuel Brito e o José Manuel Constantino são bons candidatos a líder do desporto português e o respeito que tenho por eles exige que seja imparcial e respeitando também o desporto coloque em cima da mesa as dúvidas e as limitações que a sua actuação sugere, as características que o desporto português exige trabalhar na minha perspectiva e com o objectivo de potenciar o resultado desportivo final.

Não me preocupa que um ganhe mas preocupa-me que se encontrem soluções de continuidade para esta geração de líderes que têm estado esmagados por um perfil institucional errado.

Preocupa-me também que algum deles ganhando imite o passado pensando estar a fazer o seu melhor comparando-se com o passado recente ou histórico.

Claramente alguns deles ou todos contribuíram para o desastre actual não sendo possível terem atravessado toda esta borrasca sem se terem molhado e mesmo encharcado do prejuízo corrente.

Porque não me calo?

Era fácil calar e esperar para ver o que as federações faziam enclausuradas que estão pelos poderes políticos, pelos seus comissários dentro das direcções das federações e pelo silêncio de política desportiva pública dos partidos parlamentares.

De facto não devia ser eu a fazer a oposição ao que se passa.

Este som, ou este ruído que também produzo, paga-se caro mas é a única posição coerente de respeito pelos jovens que dão tudo de si sem sequer compreenderem minimamente a missa em que estão metidos e face àqueles desprovidos de meios e de conhecimento para compreenderem como e porque devem retirar mais do desporto e do desporto que nem sempre lhes é disponibilizado.

Cabe às federações votarem naquilo que pensam ser a sua utilidade desportiva corporizada nas três hipóteses de candidatura postas à votação.

Não me cabe eleger, cabe-me conversar abertamente e em democracia para que o melhor candidato seja eleito.

Da votação das federações depende o meu futuro desportivo e o Vosso mesmo que não estejais a ler este blogue.

sábado, 1 de dezembro de 2012

A entre vista(1) de Manuel Brito à Bola

MB dixit 'Portugal tem lacunas grandes e estratégicas de base ... pensamos a curto prazo'.

Nada de mais certo e poderíamos acrescentar mais lacunas, das estratégicas.

Por exemplo, também nunca pensamos a economia do desporto.

E depois como afirmei no congresso da APOGESD, no caso dos gestores de desporto ou estão empregados, ou desempregados ou emigrados, para acompanhar a magnífica futurologia de quem governa.

Como nunca por nunca falamos de economia, talvez por economia das entre vistas, o que acontece é que as federações e os seus líderes assistem à diminuição do seu orçamento público central de 1996 até 2012 em 80 milhões de euros e bico calado.

Interessa a algum candidato a presidente do COP o Orçamento de Estado do Desporto para 2013?

Ou colocando a pergunta de outra forma: é importante para as federações olímpicas ter um candidato que saiba como discutir e aumentar ou diminuir o Orçamento de Estado para 2013 ou ter princípios de actuação para o futuro no domínio amplo da política económica?

Em determinada altura talvez as federações não considerem relevante o financiamento público para o seu output desportivo.

Se assim é e nenhuma federação se preocupa com a economia em que está inserida a sua federação e o que pensa o candidato A ou B, então a economia do desporto português não interessa. 

A minha parca sugestão a uma outra lacuna, das estratégicas, cai por terra!

Aguardam-se novas entre vistas de outros candidatos.

Nota (1): uso aqui o termo entre vista para realçar a complexidade do quadro de debate o qual permite breves incursões de aprofundamento ou complexificação na impossibilidade de tomar um todo absoluto como determinante do combate dos chefes.

Não há debate sobre o Estado Social no Desporto porque não há líderes capazes de marcarem a agenda com as suas posições nesta matéria

Vale a pena debater o Estado Social no desporto português?

Está a questão do Estado Social no fulcro do debate sobre a crise do desporto ou será que a realidade é muito mais premente há várias décadas e nunca por nunca os líderes desportivos se preocuparam com esta matéria?

A questão é tão relevante quanto há líderes desportivos perdidos no arco do diz que disse de desporto, enquanto a realidade faz o seu caminho atropelando conceitos que outros países consideram e tratam de forma distinta.

Há pessoas de cabeça perdida desde há muitos anos e que continuam a bater contra as paredes e as portas, mesas, cadeiras e tamboretes que estão na sala do desporto, são nomeadas por quem servem acefalamente e fazem um tremendo mal ao desporto.

O combate dos chefes deveria ser uma lufada de ar fresco e está a começar a passar ao lado.

As pessoas e os grupos agem como fizeram no passado fechados nos seus modos de actuar que lhes trouxeram sucesso relativo no passado e mesmo perante o desmoronar consequente do todo onde vivem e todos vivemos não conseguem ir mais além do que diriam noutras circunstâncias ou que já disseram há 4 anos.

O combate dos chefes pelo COP parece fazer-se ainda dessa forma fechada à realidade nacional sem o golpe de asa de olhar para o país e saber olhar para o que se passa de forma incisiva e fracturante com o business as usual.

Um modelo de sociedade do Governo, executado às arrecuas, é aceite pelas pessoas que não o discutem na sua essência e principalmente nas suas consequências conhecidas há muito.

O debate pelo COP tem de ser feito pelo Desporto português.

Manuel Brito na sua entrevista de ontem na Bola não o compreende ou não se quis expor respondendo telegraficamente à jornalista Edite Dias às coisas que se podem considerar do costume.

A entrevista é boa e com respostas directas.

O que pode melhorar para todos os candidatos e para o nosso desporto?

Há tempo e há falta de tempo se o espaço comunicacional for preenchido pelos soundbytes como preservar a Vanessa, o planeamento e a ciência, a fundação, o marketing, ...

A entrevista marca posição em vários momentos como a discussão pelo COP com as federações do estudo do Governo, a autonomia das federações no seio do COP, a sua determinação em avançar apenas com um número significativo de apoiantes, as relações custo-benefício entre a Confederação e as federações em que estas pagam mais para a CDP do que pagam para a respectiva federação europeia e mundial, a valorização do curto prazo do desporto português, os cargos honorários do COP, algum detalhe na carreira do praticante.

Mas não tocou as dimensões do desporto em múltiplos vectores desportivos, económicos e sociais, e principalmente ficou-se no domínio estrito do COP lusitano faltando-lhe as asas para abraçar o desporto todo a partir do Olimpismo e da Europa. É nesta qualidade que a crise do desporto e as crises orçamental, financeira, económica e agora social se colocam com pertinência.

Isto para dizer que considero o Manuel Brito um excelente candidato e capaz de responder com gabarito a qualquer desafio que eu daqui lhe coloque.

Não sei se o Fernando Mota também já fez a entrevista para a Bola ou outro jornal e se o vir aqui deixarei a nota.

Pela minha parte irei aqui dar o máximo que puder para discutir tudo e todo o desporto neste momento e nesta oportunidade de vir a ter para o desporto português o melhor líder adequado a um tempo muito complexo em si e resultado de uma crise que todos fomos incapazes de resolver à medida que ela se construía num passado longo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Parece que altos responsáveis do país estão mal informados e mal acompanhados, como se dizia no tempo da outra senhora

Nem todos vamos sair vivos da crise.

Aqui, há miúdos a chegarem ao Hospital de Santa Maria porque têm fome!!!!

As Maria Raparigas do Futsal


A Isabel Cruz faz o seguinte apelo

É já nos dias 3 a 9 de Dezembro. Portugal recebe o III Torneio Mundial Feminino de Futsal que reúne as melhores jogadoras do Mundo em Oliveira de Azeméis.

A RTP transmitiu em directo (e várias vezes em diferido) todos os jogos da selecção nacional masculina que há 2 semanas disputou o Campeonato do Mundo, realizado na Tailândia.

A selecção nacional feminina disputa este Torneio, de importância idêntica ao CM, e tem direito ao mesmo reconhecimento público e visibilidade da selecção nacional masculina.  

A RTP está obrigada a transmitir em directo os jogos da selecção nacional feminina.

A não transmissão em directo dos jogos da equipa nacional constitui uma manifesta discriminação contra as mulheres.

Passem a palavra – subscrevam a petição - http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N32712

As nossas Maria Raparigas do Futsal agradecem. 

Onde estão os porta-vozes para o desporto dos partidos do Parlamento português

Nestes momentos, ver aqui, era importante ter porta-vozes para compreender que a sociedade compreende o que se passa no desporto e tem uma atitude de posse e de querer ser ouvida.

Que fazer deste Desporto?

Deixei esta questão num Workshop organizado pela Universidade Lusíada de Lisboa esperando o lançamento do debate e sugestões e respostas dos companheiros de mesa.

Contudo, as sugestões e as respostas não surgiram. Admito que talvez seja uma perspectiva errada esta minha conclusão.

Falou-se de muita coisa sem a capacidade de focar o ponto principal de uma reflexão sobre o nosso desporto.

Este é um problema central de um desporto que não se dá bem com a modernidade.

As pessoas não estão predispostas a estruturar as situações, perseguir respostas e a debatê-las publicamente e consensual com os parceiros das diferentes áreas.

Quando está em curso o processo de eleição para presidente da principal organização desportiva o COP esta vacuidade é preenchida por egos ofendidos de um debate em decibéis de vozes alteradas na comunicação social.

Se procurarmos contribuir para a elevação do debate com elementos positivos uma pergunta relevante é saber porque é que o COP se tornou importante ao longo dos anos? O sucesso do COP ter-se-á devido às vitórias, sustentadas no tempo, do Atletismo de Fernando Mota, da loucura bem-sucedida mediaticamente do Euro 2004 de José Sócrates, e do acto de governo de desporto de José Manuel Constantino de colocar no início do ciclo olímpico de 2005-2008 o financiamento público para as actividades olímpicas no COP.

Este instrumento foi aceite por Laurentino Dias. Depois substituiu José Manuel Constantino de presidente do ex-IDP e não se apercebeu que o desporto português estava a morrer.

As vitórias de Fernando Mota conseguidas foram capitalizadas no COP o qual conseguiu reunir fundos e assim construir uma sede com dignidade que o poder político acompanhou.

São os actos que fazem a diferença que importa reter e promover como exemplares para conseguir marcar o futuro.

Repetir o passado investindo acriticamente em actos que tiveram sucesso no passado torna-se errado, embora seja relevante compreender o que se fez e as razões do seu sucesso absoluto, relativo ou não-sucesso.

Actualmente há sinais que mostram o aceleramento do processo desportivo em curso em direcção ao abismo. Definitivamente este trajecto foi definido há mais de dez anos. A diferença em cada nova legislatura é o carregar no acelerador.

Parece que as características profundas do Modelo Português de Desporto estão a levar a melhor e tarda a mais vaga luz ao fundo do túnel.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O lugar de presidente do COP não é um prémio de carreira

O lugar de presidente do COP é para suar e dar o máximo pelo país e pelos portugueses que necessitam de desporto, que se identificam com o esforço e dedicação incondicionais dos atletas de alto rendimento e é para respeitar o trabalho e o emprego daqueles que nas suas profissões necessitam de condições para fazerem valer a sua valia em conhecimentos e em experiência de vida.

Conheço minimamente o trabalho de Fernando Mota e de Manuel Brito para afirmar que sendo eleitos darão um contributo relevante para o desporto.

Ambos estão ligados aos resultados bons e menos bons do desporto português como todos aqueles que se empenham e procuram transformar cometendo erros por vezes e lutando pela coerência das suas actuações.

Concordem ou não por inteiro com esta afirmação atiro que não aceitarão o prolongamento de mandatos presidenciais e tantos outros mandatos vazios de sentido muitas vezes desde o seu momento inicial e que esbulham o desporto da produção eficiente e de resultados que nos coloquem bem dentro das metas europeias.

O desporto português necessita dos dois e o confronto em que se envolveram honra-os e o COP engrandece-se nesse combate.

O confronto deve ser transparente e objectivo nos seus inúmeros vectores e determinantes e para isso os dados e as linhas do debate devem equacionar o futuro face a um passado recheado de resultados positivos e de contradições que é relevante debater e procurar estabelecer melhores soluções para o futuro.

Nenhuma das candidaturas parece ter um blogue e nenhum candidato parece ter um site onde disponibilize os documentos com os seus princípios de actuação e as suas expectativas que apresentam à população e à sociedade.

Apesar de eleitos por presidentes de federações os candidatos à presidência do COP são candidatos que se apresentam perante a população, o desporto e a sociedade e esta realidade deveria levá-los a actuarem de forma diferente do acontecido no passado, fechando-se nos círculos federados.

Para este fim, o próprio COP poderia ter equacionado um espaço cibernauta de apresentação de argumentos e documentos dos candidatos.

Ambos os candidatos poderão ter criado ao longo dos seus longos percursos alguns anticorpos que agora fazem contracorrente às suas candidaturas.

Seria útil numa perspectiva de utilidade cada decisor ter bem ciente que a candidatura vencedora dependerá da resposta a dois factores, entre outros:
  1. O capital desportivo acumulado curricularmente ao longo das décadas;
  2. A garantia de comportamentos futuros face a princípios de ética, de governo da coisa olímpica, de maximização de vários produtos desportivos coincidentes e ou complementares.
Estes dois pontos explicam-se pela necessidade de escolher aquele que acumulou determinados resultados ideais e também das condições futuras que permitirão a quem elege não ficar refém de um líder déspota ou incapaz que a partir de dada altura terá impactos negativos acumulados e crescentes.

Fundamentalmente há que considerar que o lugar de Presidente do COP é o maior cargo desportivo nacional e que essa tremenda responsabilidade deve ser assumida em plenitude por todos os que directa e os que indirectamente vivem deste desporto.

Seria um desperdício muito grande que a eleição do presidente do COP fosse tolhida por factores menores como aqueles que nos têm tornado cada vez mais pequenos à medida que os outros crescem com maior velocidade e determinação.

Estas são mais algumas coisas que queria aqui deixar.

O Combate dos Chefes - pequena nota

Um amigo deu-me nota da complexidade da formação das candidaturas, esperando-se uma forte polarização depois de possíveis desistências de candidaturas que não consigam o número suficiente de federações apoiantes ou da desistência de algum candidato actual por pressão partidária.

As alterações que têm existido nalgumas federações com saída dos antigos presidentes e aparecimento de novos presidentes também é um factor de imponderabilidade dos jogos que estão a ser feitos.

Parece certo que o PSD não tem um candidato de raiz social-democrata indo apoiar algum dos candidatos já existentes.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Reflexões sobre o Desporto na Universidade Lusíada de Lisboa

Realiza-se um Workshop na 5.ª feira a começar às 9,30 horas, durando a parte da manhã.
São oradores convidados:

  1. Gustavo Pires, FMH
  2. José Manuel Constantino, OeirasViva
  3. Fernando Tenreiro, Universidade Lusíada
  4. Alcides Vieira, Universidade Lusíada
Preside ao Workshop Pedro Sarmento,  Universidade Lusíada

A entrada é gratuita e não há necessidade de inscrição prévia

O Combate dos Chefes

O Público noticia aqui a candidatura de Fernando Mota por indicação do grupo de 17 federações.

O Expresso noticia aqui.

Dado que cada candidatura deve ter o apoio de um quarto das 30 federações do COP as candidaturas por agora estarão fechadas.

O combate dos chefes entra numa nova fase onde se espera se comecem a conhecer os argumentos dos candidatos.

A lista de cada candidato deverá ser apresentada até Fevereiro.

Segundo os jornais a actual lista de candidatos será:

  1. Marques da Silva
  2. Carlos Cardoso
  3. Manuel Brito
  4. Fernando Mota

domingo, 25 de novembro de 2012

O xadrez da liderança desportiva

Quando Luís Santos saiu da Confederação do Desporto de Portugal, José Manuel Constantino foi eleito presidente da CDP e fez então um trabalho digno de louvor o que terá contribuído para a sua nomeação para Presidente do ex-IDP pelo PSD.

Hoje pode considerar-se que tal foi um erro por parte das instituições desportivas porque se perdeu um bom presidente da CDP que deixou a instituição e todo o desporto à deriva até hoje havendo uma sangria de soluções de política e de despesas que deviam há muito ter tido outro tipo de soluções de eficiência económica. Perde-se dinheiro desportivo sem valor acrescentado.

Actualmente parece que o PS está a cair num caso semelhante com a nomeação para o COP.

Tendo o PS um excelente nome para ministro ou secretário de Estado para o desporto está a encaminhá-lo para presidente do COP o que parece um erro com possibilidades de ser agravado caso o PS venha a tomar o poder e nomeia o 'seu' presidente do COP para cargos públicos.

O PS deveria estabelecer uma estratégia clara nomeando o seu melhor homem para porta-voz do partido, não necessariamente expondo-o exageradamente, mas quanto baste para marcar a actualidade da luta partidária com intervenções superlativas e criação de uma imagem nacional para o desporto e para o partido.

Não parece que o PS esteja a fazer isto. Parece ainda haver a excessiva presença de políticos que estiveram em legislaturas anteriores e que quando o partido ganha, se sentam na cadeira do desporto e são quase que 'sobas' cujo trabalho acaba por se ver ser inferior ao ideal e servir de exemplo para quem faz o mesmo no partido da cadeira do lado. A reforma dos antigos governantes certamente 'ficar-lhes-ia' muito bem.

Este deixar fazer das partidos políticos entre si apenas acontece no desporto e os seus resultados são medíocres.

Noutros sectores económicos há uma oposição efectiva e um delinear de políticas muito mais amplo e socialmente útil.

Uma geração esmagada pelos mais velhos que têm o cartão no partido

A recente nomeação do presidente da Fundação do Desporto é um contrassenso pelo impedimento que constitui a continuada nomeação para cargos públicos de pessoas dos partidos que retiram o lugar a gerações de líderes desportivos mais novos.

Estamos a falar de pessoas que em geral têm cartão partidário efectivo, que terão marcado determinado do passado mas que pela situação de fracasso do desporto português se demonstra que estão desactualizadas porque a crise actual tem a sua origem nos fracassos do passado em que essas pessoas estavam activas e tantas não saíam apesar da clareza das suas limitações.

A escolha destas pessoas deve-se a critérios de interesse partidário não apresentado publicamente, não contestável e contestado pela oposição desportiva, política ou parlamentar.

Em si esta nomeação é mais um elemento a demonstrar a falência do Modelo Português de Desporto que está inalterado e se vão aprofundando as limitações.

Há toda uma geração de líderes entre os cinquenta e tais e os sessenta e tais que poderiam estar em lugares de liderança e que estão afastados por personalidades partidários que actuam com protecção aos actos de ineficiência e ineficácia que impõem ao desporto.

Falta uma melhor definição de funções, de perfis de liderança e de missões públicas e privadas no desporto português.

Depois aparecem os especialistas contratados quer pelo Estado, quer por outras instituições desportivas que são especialistas de coisa pouca no âmbito do desporto e que distorcem no âmbito do seu conhecimento não-desportivo as possibilidades de modernização do modelo.

As universidades e faculdades de desporto aceitam o desiderato e face a esta impossibilidade das universidades e das faculdades afirmam-se quer os especialistas quer a contratação de empresas que podendo acertar pontualmente algumas ideias, no geral dos seus contributos são caras e os resultados são mínimos.

Assisti a inúmeras intervenções ultimamente que contêm erros de teoria económica que necessitam de um diálogo continuado para no médio prazo se resolverem e ir melhorando o conteúdo e a qualidade das intervenções.

Trata-se de um processo complexo e de muito longo prazo que se forma e necessita de condições de funcionamento modernas.

O padrão do actual Governo PSD/CDS é claro e o PS, o PCP e o BE aceita-o com o respectivo silêncio mediático e no Parlamento.

A medalha e prémios a empresários do desporto, assim como, a contratação de empresários para a apresentação de soluções como do olimpismo, para além da nomeação sistemática de pessoas dos partidos com perto de oitenta anos, acompanhados da destruição institucional e dos favores cirurgicamente colocados, é um erro que cava as limitações do desporto português resolver com sucesso as inúmeras crises que defronta.

Não tenho nenhuma posição contra as pessoas mais velhas e com algumas delas desenvolvi projectos. As pessoas que são objecto deste texto não estão na miséria se não forem nomeadas. Muitas falam habitualmente do carinho pelos netos e respectiva família e do sacrifício dos lugares que ocupam e altamente remunerados, nunca a título benévolo. Alguns são embaixadores da ética ou tem afirmações sobre princípios de ética e de comportamento éticos.

Há que definir bem o que se quer deste desporto e mobilizar para ele as forças máximas sob pena de pessoas que estão confundidas manterem a contaminação de todo o modelo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Duas notas e outros pontos sobre o que se passa com o COP e com o desporto todo

Por um lado, a eleição é para o líder desportivo que vai ter a maior visibilidade no futuro do desporto.

Por outro, é natural o posicionalmento estratégico de tanta gente que trabalhando no desporto português compreende como é decisivo nesse futuro a eleição de A e não de B.

Quando aqui falei do 'combate dos chefes' para as eleições do presidente do COP e das condições que esse acto acarretaria referi a necessidade de reformas profundas que naturalmente esse líder deverá ser o primeiro dos protagonistas.

A eleição do gestor do ano demonstrou como é possível, mesmo que inadvertidamente, agir sem ética ou fazer fretes por quem por natureza tem prejudicado o desporto português de forma continuada.

Ou seja, a eleição do gestor do ano foi contaminada de uma forma indelével prejudicando a imagem de terceiros e dando a jovens gestores de desporto uma imagem mentirosa.

As eleições são um risco e não é por isso que elas deixarão de ser um instrumento de democracia e de melhoria do nosso futuro.

O estudo da PWC sugere que é possível encomendar estudos e obter resultados que podem ser intuitivamente úteis ou de maior complexidade e suscitando um maior debate público.

O estudo da PWC também não é a última palavra necessitando de um debate cuidadoso para não 'sair o tiro pela culatra'.

O estudo tem aspectos interessantes e é de lamentar que se esteja a fazer a eleição do líder no meio de múltiplos debates e actos legislativos quando as datas dos diferentes actos da legislatura e da governança das federações são conhecidos há muito tempo.

O 'meu' candidato ao COP com condições

I
Gustavo Pires face às personalidades que se candidatarão ao COP e do G-17, o grupo de federações que se reúne há alguns meses a esta parte, propõe hoje no Jornal de Notícias outra personalidade que até agora não se tinha falado.

Para além do mérito relativo de cada personalidade face ao passado e às suas perspectivas de futuro é relevante identificar critérios de decisão que melhor sirvam face a realidade desportiva concreta.

Podemos estar a discutir perfis de presidentes que se desenquadrem da realidade.

Aliás isso acaba de acontecer mais uma vez e que é recorrente no desporto português a eleição de dignas personalidades, apontadas pelos mais insignes príncipes deste país, que se revelam demasiado longe da expectativa gerada e da utilidade material do lugar que passam a ocupar.

O debate tem de ser feito a partir da governança corrente.

Há resultados desportivos no passado e há a necessidade de um outro quadro institucional cuja fulanização precoce pode ser contraditória:
  1. o desporto português é mediocre porque produziu 25 medalhas em 116 anos de olimpismo, o mesmo da Irlanda outro país periférico e católico e um quarto do país europeu mais próximo
  2. seria útil identificar a personalidade que liderou equipas e ganhou mais medalhas de ouro, prata e bronze
  3. é possível encontrar outros indicadores desportivos e eles poderão entrar na discussão do objecto do combate dos chefes
  4. há que relativizar resultados desportivos que sejam pontuais e não tenham a substância que o tempo acumula
  5. uma das limitações do desporto português é a rotação geracional em que há líderes que se eternizam enquanto as novas gerações não têm a oportunidade de cometer erros, experimentarem soluções novas e velhas com alguma diferença, e fazer o desporto beneficiar de quadros estruturais inovadores
  6. a articulação do ponto 2 deve relacionar-se com o ponto 4 no sentido de que a eleição da personalidade que em determinado momento surge como mais experiente, seja acompanhada de uma nova estrutura institucional que logo que essa personalidade falhe haja a possibilidade de discutir o que se passou, incluindo na melhor solução a substituição oportuna do substituto de Vicente Moura
  7. o compromisso pessoal do candidato e o modelo de princípios e de actuação que propõe é um instrumento público que deve ser superior a outros factores que existiram no passado e têm valorizado o 'business as usual'.
A definição de critérios surge como elemento diferenciador e que seria importante fazer neste combate dos chefes.


II
Continuo a considerar que os partidos políticos, todos e particularmente os que estão fora do arco governamental, deveriam ter um porta-voz para o desporto.

A vantagem deste porta-voz é a experimentação de políticas, programas, ideias de desporto, pessoas e equipas.

No passado os secretários de Estado acabaram por ser pessoas sem relevância social para a população sendo especialistas da máquina partidária e parlamentar mas incapazes de uma actuação social aberta e competitiva com outros agentes e outros sectores. Esta frase pode parecer forte mas a realidade desportiva demonstra que a relevância de tantas personalidades foi relativa face ao poder que tiveram de deixar uma marca no desporto e no país.