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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Começar de 'novo' em 2013

O desporto português tem uma oportunidade de começar um amanhã novo no prazo de um mês após as eleições do COP para a eleição de um novo presidente e uma nova direcção.

Até lá houve namoros vários e depois de escolhido o cavaleiro campeão e do casamento vai iniciar-se uma Lua-de-mel mais ou menos curta dependendo do Estado em que a casa for encontrada e da vontade de a remodelar.

As coisas depois do casamento vão ser diferentes.

Há federações em dificuldades como sugerem as notícias vindas a público e há coisas que ninguém fala, que existem e noutro país exigiriam um tratamento há muito tempo, o que nunca aconteceu.

Nunca aconteceu por interesse das federações que preferiram trabalhar em condições infra desportivas até à aniquilação como se observa no esmagamento olímpico de 2004 a 2012, 8 anos, e da actual queda para o 85.º lugar segundo o estudo da empresa Havas.

Materialmente, sem uma transformação corajosa, duvido absolutamente que os técnicos e os praticantes portugueses possam fazer melhor do que já fazem.

Quero dizer que não percebo nada de aspectos técnicos da prática desportiva, mas tenho as maiores reservas à performance desportiva com as condições de trabalho e a estrutura de liderança e governança actuais.

Com é que vai ser?

É um território novo, aquele onde se vai aventurar e que vai encontrar o novo líder do COP.

O aspecto determinante é a imagem que têm do candidato em quem vão votar dos líderes desportivos do colégio eleitoral do COP.

Essa imagem está condicionada por aquilo que esperam para o seu futuro e para os benefícios que a sua modalidade obtenha de aspectos mais gerais de reforma do desporto nacional.

Consoante a sua escolha o eleito vai actuar com coerência aos seus princípios e face aos desafios, aos problemas, às contrariedades, aos erros pequenos e grandes. ao sucesso momentâneo que vão naturalmente aparecer, cada um actuará de forma própria.

A escolha dos votantes é vital porque a liderança escolhida pode durar muito tempo, como duram as coisas em Portugal.

A presença do Estado numa ou noutra candidatura pode ser um elemento a considerar ou a fugir.

Por tradição o Estado envolveu-se sempre profundamente em todos os projectos desportivos com os resultados que se observam.

Votar no candidato do Estado ou fugir dele também pode ser um factor de decisão.

Outro factor de decisão é a idade.

O trabalho do COP não é para um ciclo olímpico e também não é para encher o ego do candidato como aconteceu no passado.

No passado quando o presidente quis ser líder nos cem anos do COP não olhou para o interesse dos atletas, treinadores e federações como chegamos agora a Londres e a razia de marcas e medalhas demonstra o vazio do acto.

A responsabilização que deve ser exigida ao novo presidente do COP é a criação de um projecto de vários ciclos olímpicos e sem temor, com coragem como fazem os atletas nas corridas e jogos diariamente.

Isto para dizer que não será de esperar pelo corte do melão para saber o que está dentro, o que também acontecerá com os casamentos.

Sem dúvida que existem dúvidas e imponderáveis mas existem boas e más colheitas, bons e maus agricultores e nisto as notas curriculares e as características do lugar ajudam a retirar as margens das dúvidas.

A responsabilidade é muito grande para quem vai votar, tão grande quanto a responsabilidade que vão atribuir ao responsável eleito.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

O desporto que lava mais branco

A cena da expulsão dos vendilhões do templo por parte de Jesus Cristo é o paradigma dos purismos doutrinários.

Estes paradigmas improváveis são comuns no desporto português onde se produzem assiduamente.

As portas de um debate profícuo e desempoeirado não se chegaram a abrir no combate dos chefes e agora estão de novo aferrolhadas.

Nova expulsão dos infiéis do templo acabou de acontecer sobrepondo-se a outras que acontecem com tal frequência que se tornam costumeiras.

Mantenho esperanças que o ciclo olímpico que estamos a viver 2013-2016 será diferente.

Há vários elementos centrais que darão o sentido da diferença e a evolução em direcção ao futuro.

As minhas esperanças estão em factos não surgidos e de que não gostaria de fazer futurologia superior a vagas esperanças.

As coisas poderão agudizar-se e poderão também ser indiferentes sem alma e sem vida.

Como diz o poeta tu comes-me como cogumelo mas eu estou a olhar para ti.

Isto não é pessoal porque é um acto feito por A, por B, por C...

Entre a sacralização visando a purificação doutrinária e a apropriação do valor acrescentado mantêm-se processos que são arcaicos e impedem os valores da governança europeia.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando o líder sai, deve ponderar muito bem, antes de falar à comunicação social

Fernando Mota saiu do atletismo e ninguém o ouviu falar sobre os desafios da modalidade.

Esta atitude de Fernando Mota é a todos os títulos meritória por respeitar o seu sucessor e dar-lhe o espaço e o tempo para se inteirar dos desafios e equacionar com a sua nova equipa as melhores soluções.

Jorge Vieira tem sorte em ter tido Fernando Mota.

Haverá outros líderes que estarão a actuar com a ética e a governança de que Fernando Mota dá mostras.

Haverá ainda outros novos líderes federativos incluindo que o serão a curto prazo e que não têm tanta sorte.

Há líderes antigos que saem zangados com o mundo, e consigo próprios, e que enchem a comunicação social dos seus pensamentos, o que não lhes sendo proibido e sendo um direito democrático, não é um bom critério de governança e do ponto de vista ético é complicado. Não sei se é boa ou má ética, mas é complicado.

Estas palavras, algumas bem amargas, ditas neste momento de transição devem ser vistas com relativa benevolência.

São uma espécie de herança de coisas que existem e que não terão sido resolvidas no passado.

Não faz sentido resolvê-las a correr, porque não foram resolvidas antes e agora há que decidir bem para evitar e corrigir esse erro e evitar outros surgidos com precipitação.

Essas palavras desses ex-líderes devem ser lidas, classificadas e algumas guardadas e outras colocadas por grau crescente de complexidade e capacidade de resolução.

Responder de imediato aos pensamentos atirados por almas um pouco perdidas, poderá atabalhoar falsas soluções que continuarão a prejudicar a vida dos atletas e dos clubes, se é que não se poderão tornar também piores a emendas que os sonetos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O mais espantoso do silêncio do associativismo acerca dos actos de política desportiva

O mais espantoso é que o responsável público, qualquer que ele seja, sai por cima e entra e sai do cargo quantas vezes o seu partido chega ao poder e o reconduz, e o desporto por mão dos seus conscienciosos líderes sai por baixo.

Cada vez mais baixo, note-se!


Espero não estar a ofender ninguém.

Vou escrevendo estas coisas só para que as pessoas não digam que não sabiam, não pensavam, não leram, ninguém lhes disse...

Fica a vaga esperança de alguém ler e tirar uma cópia para enviar para quem de direito, que não sei quem seja, neste filme de que ninguém nos consegue tirar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Melhorar e qualificar o conhecimento e o debate do Modelo de Desporto Português

O Congresso do Desporto de Laurentino Dias terá procurado seguir um exemplo de vinte anos antes de Melo de Carvalho ao realizar debates ao longo do país e concentrando num nível superior de debate as conclusões produzidas.

Depois as conclusões, das conclusões, subiram à secretaria de Estado ou ao Conselho Nacional do Desporto onde permanecem.

Este Modelo de governo ou da produção de conhecimento para a regulação do desporto não funciona.

Porque é que não funciona? Porque há a necessidade de consequências políticas para os actos de política. Não havendo consequências, ou seja havendo a morte das ideias, não há resultados de política desportiva.

Provavelmente Laurentino Dias vai ser o próximo secretário de Estado, quando e se o XIX Governo cair, e aqui se deixam algumas sugestões para que o PS venha a ter uma maior eficácia na política desportiva:
  1. O desporto português tem hoje uma maior capacidade de produzir bons e maus documentos de conhecimento desportivo.
  2. Para evitar os maus há que criar mecanismos que potenciem os melhores e minimizem a possibilidade de existência dos segundos.
  3. Habitualmente a razão da força é usada pelos Governos para a sua actuação criando situações terminais e inamovíveis, do género de levar a Conselho de Ministros coisas que necessitariam de um maior debate democrático e científico.
  4. Também a oposição em Portugal prefere que os governos hajam assim, evitando envolver-se em fases anteriores, deixando o Governo a falar sozinho.
  5. Por um lado, há que usar a maior capacidade de produção de conhecimento e criar condições que incentivem a presença e o contributo tanto do Governo como da oposição.
  6. Por outro, o conhecimento são as pessoas que o investigam e aprofundam e são os seus documentos e os debates.
  7. O conhecimento e as suas componentes são um processo contínuo, entre investigadores e não investigadores, públicos e privados, a nível nacional e internacional.
  8. O respeito pela integridade das pessoas, dos produtos intelectuais e dos debates democráticos é muitas vezes desperdiçado e ultrajado no desporto português.
  9. A governança deste processo é o elemento relevante de que o desporto português tem dificuldades muito grandes em liderar no encontro de ideias e soluções entre quem está no terreno, nas suas lideranças e quem investiga.
  10. Um último aspecto relaciona-se com a rapidez do processo.
  11. Sem uma estrutura de governança do conhecimento consolidada e competente o desporto português passa a vida a deixar escorregar a pedra sem a conseguir levar ao cimo da montanha.
  12. Com uma estrutura consolidada de apuramento do conhecimento desportivo, por complexos que sejam os projectos desportivos, a rapidez dos processos passa a ser maior e o benefício político e social crescente e mais claro para a população.
Em conclusão

Face à experiência menos boa do Modelo de Desporto Português o sucesso da política desportiva do PS vai estar na sua capacidade de desde uma fase inicial potenciar a sociedade desportiva como um todo e cada parceiro no seu sítio certo.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O conceito de modelo e a sua destruição

Em várias intervenções em 2012 afirmei que o Modelo de Desporto Português estava falido.

Se o desporto nacional tivesse um modelo de desporto com características positivas os seus resultados seriam outros.

Há quem tenha pressa de mostrar trabalho, pesca daqui, pesca dali e oferece gato por lebre a quem não está preparado para distinguir o preto do branco e possui problemas graves para produzir o seu desporto.

A partir do momento que se paga, para ouvir falar quem não tem qualidade para falar das coisas que o vendedor acena, há um contrato desigual que prejudica quem compra e beneficia apenas quem vende.

O valor real do que é comprado é inferior ao valor real daquilo que é vendido.

Até pode acontecer que quem vai lá falar seja um grande desportista e apresente com veemência a sua argumentação e que em determinado âmbito ela seja correctíssima.

Se porém o que está a ser vendido é um modelo e a matéria é distinta do conhecimento e da realidade do Modelo, nesse caso a troca ou o contrato são desequilibrados.

Neste momento quem comprou estará ou começará a estar a dar o dinheiro que gastou por mal empregue e já jurou que não torna a discutir a matéria porque percebeu bem mensagem que lhe venderam e vai fazer o que ouviu.

Do conceito de Modelo de Desporto Português pouco se terá ouvido falar ou talvez tenham sido ditas maravilhas do que actualmente existe considerando que quem anda a dizer que existe um Modelo e que está falido, não tem razão.

O conceito de Modelo passa a ser, para as pessoas que compraram o produto, um não conceito.

Esta forma de actuação levou recentemente a sociedade portuguesa a apelidar uma pessoa que se dizia do PS e das Nações Unidas de aldrabão.

Acontece que no desporto a situação já não é nova.

Podia tornar esta barra mais pesada para realçar a gravidade da situação com alguns exemplos.

Não indicarei exemplos mas direi que a característica dos parceiros desportivos serem enganados está presente no Modelo de Desporto Português.

Porque os parceiros desportivos desportivos são enganados é que eles acabam por tomar más decisões que os prejudicam e prejudicam todo o mercado do desporto.

A característica, entre muitas outras de diferente cariz, é que é relativamente fácil os parceiros desportivos nomeadamente os associativos não conseguirem resolver e debelar os seus problemas e deixarem-se enganar muitas vezes.

Um exemplo destes aproveitamentos para conseguir dizer coisas importantes para os quais não há cabedal é o de líderes que andam anos a cavalgar a onda da crítica e depois quando chega ao fim do mandato ou a momentos de aflição é vê-los a esbracejar sem no entanto materializarem um discurso coerente e digno.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Os maiores de Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa costuma indicar os portugueses que conseguem feitos extraordinários como os jovens nas olimpíadas da matemática e da física e outros prémios de destaque empresariais ou de outra natureza.

Creio que MRS ainda não compreendeu a especificidade do desporto como sector que por definição deve criar casos extraordinários. 

Neste momento Vicente Moura fala das medalhas olímpicas da Hungria mas socialmente não se compreende o seu alcance, não havendo a actuação consequente.

Adiante.

Infelizmente a crise é tremenda e surgem casos que seriam hilariantes não significassem situações de desespero da população e outras de arrogância dos mais e muito ricos.

No primeiro caso MRS não fala do que é o primeiro prémio em pornografia de uma mulher portuguesa, nem as centenas de homens e mulheres que estão em prisões de dezenas de países do mundo por trafico de droga. São primeiros lugares mundiais de terror e que se acumulam nos meses recentes.

Quanto a afirmações dos banqueiros sobre o alcance e o seu envolvimento na crise nacional são uma tradição nos muito ricos e não só em Portugal. A crise humana e social passa-lhes ao lado e muitas outras coisas. 

É interessante como existe uma defesa de grupo e a reafirmação, por toda a comunicação social, de enormidades em camadas sobrepostas naquilo que será para as outras pessoas um ultraje.



No que respeita ao desporto português haverá de construir o conceito e a imagem popular e dá-los aos MRS's da praça para os usarem e abusarem.

O desporto é também o exemplo da criação da transformação de pessoas muito pobres em estrelas mundiais cintilantes que os mais ricos só conhecem a fase final e não o processo que a austeridade destrói massivamente entre quem não é rico e alguns se esqueceram de onde vieram e pensam que os novos tempos têm de ser iguais aos do passado, de há mais de 40 anos.

Esse é o trabalho novo a esperar de líderes desportivos novos.

O trabalho e a responsabilidade de a ombrear são imensos, como a onda da Nazaré para fazer com alcance mundial não vai ser para qualquer pessoa.

Bom fim de semana a todos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A tradição ainda é o que era

No passado por diversas vezes o desporto esteve entregue ao núcleo duro dos governos e as coisas não andavam porque o primeiro-ministro confiava num nomeado, que tudo decidia não se coibindo de afirmar que era em nome de Sua Excelência.

Ao mesmo tempo o pessoal da pesada, ou com falta de peso, exigia esta e aquela cabeça, que com a confiança tudo continuava na mesma.

Por fim, algum dia o céu caía em cima dos portugueses, ou seja, o governo ia desta para melhor e a tal cabeça saía bem pegadinha ao corpo com as pernas a andar.

Matar fulano e beltrano serve clientelas internas, é complicado e é ineficaz porque depois de uma pessoa vem outra e outra e o fundamental que são os princípios correctos da política desportiva e os bons resultados desportivos nunca se encontram e nunca se realizam.

Talvez fosse bom não matar os fulanos...

Deixá-los estar e demonstrar por A + B = C que a situação é um berbicaxo e tem de ser mudada.

Uma característica do nosso desporto é não ter resultados palpáveis que entrem pelos olhos adentro.

Os líderes desportivos fogem destes factos e da construção destes factos.
Apenas estes resultados que entram pelos olhos adentro é que demonstram que os projectos desportivos geralmente preferidos pelos líderes desportivos são maus e muito maus.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Só quero dizer uma coisa

Poderá parecer que me dirijo a uma situação, como o COP, mas não, verdadeiramente trata-se  de mais um sinal de erros que larvam há muito, surgem com frequência, crescem como uma metástase e não há materialmente remédios para os corrigir e clareza para os iluminar.

De repente tudo está e quer estar na tendência da moda da legislatura quando essa moda é tremendamente errada, é aplicada e replicada, e os acompanhantes de sempre e de última hora não têm tempo e não é de sua predisposição prenderem-se com coisas pequenas.

O desporto português actualmente passou a fase de dar mais um passo para o precipício.

Actualmente o desporto português é uma actividade radical, deu o passo para o vácuo, cai aos trambolhões porque não sabe da arte.

A questão é se vai sentir o impacto com o chão e de que forma essa realidade se vai evidenciar.

Terá começado a cair por alturas do choque de 2008, acelerou passando pelo impacto de 2012, como uma pedra em queda livre, e os actos, mil, e as palavras, tantas, não fazem sentido face ao concreto que o cérebro se recusa a defrontar.

Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O momento do desporto português é crucial

Poste gentilmente publicado no Colectividade Desportivo a meu pedido.

O Colectividade Desportiva incentiva ao envio de postes o que aproveito para marcar o actual momento do desporto português.

O desporto que não fala e que não se manifesta é parte do problema, não é parte da solução do desenvolvimento nacional. A complexidade da realidade obriga-nos a desdobramo-nos e isso acontece com os Gaspares e os Vicentes Mouras, e até a economia do desporto que dispara em todas as direcções. Como podemos concentrar-nos e arrumar ideias? O que é que eu posso fazer?

Posso dizer com sobriedade que sou um especialista e um opinion maker. Para a especialização investigo as questões económicas no desporto, respondi a solicitações de organizações e instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, e sucessivamente tirei uma pós-graduação, um mestrado e um doutoramento. Tenho sido contactado por organizações internacionais como especialista europeu em economia do desporto. Como opinion maker escrevo artigos nos principais órgãos da comunicação social escrita há mais de vinte anos, tendo algumas das peças sido elogiadas dentro e fora do desporto. Ou seja, nos tempos que correm é necessário ser preciso nas afirmações. Eu sou um especialista e como investigador trabalho para fazer avançar o conhecimento no domínio da economia do desporto. Outros fazem-no noutras áreas e outros, ainda não são especialistas e para serem especialistas ainda deverão trabalhar (mesmo que as circunstâncias agora os coloquem em pedestrais para os quais objectivamente, quando analisada a realidade dos factos, deixam a desejar). Não estou limitado nas funções de especialista, investigador e opinion maker por questões partidárias ou corporativas. Os partidos e as profissões são muito importantes e, contudo, o PS e o PSD têm lacunas, o CDS, PCP e BE são desconhecidos desportivos. Isto apesar do desporto deles necessitar enormemente.

Dizer que ‘O Modelo Português do Desporto Faliu’ é fácil. Qualquer um o pode dizer. Como investigador preocupa-me sustentar a afirmação com princípios e dados estatísticos, testá-los em trabalhos aprofundados e em debates alargados, quer com investigadores, quer com líderes capazes de abordar com coragem e responsabilidade as questões que esmagam a actividade desportiva portuguesa. As minhas lentes são as da economia, ou procuram ser, não são de qualquer outra área do conhecimento desportivo. Agindo desta forma conto encontrar respostas do que é o Modelo Português do Desporto, o que é e como compreender a falência e quais as causas do que se passa.

Como investigador apercebo-me que ‘o céu está a cair em cima’ dos líderes desportivos portugueses. Face à complexidade da realidade desportiva e nacional, observo a dificuldade objectiva dos líderes em tomar essa realidade peculiar para a transformar, assim como, de lidarem com estruturas eficazes de governança desportiva nacional que não existem e têm funcionado mal por norma.

Num nível institucional, mais elevado do que as lideranças particulares, as federações e o olimpismo, os governos, o parlamento, a universidade, a sociedade portuguesa continuam a falhar a compreensão do desporto moderno e de como aplica-lo bem à realidade e dinâmica da sociedade portuguesa.

Ainda mais elevado o desporto falha princípios éticos. As gerações de líderes não se respeitam mutuamente. As gerações mais velhas apropriam-se do poder que alcançam e sem respeito pelas que se seguem trucidam expectativas de renovação do desporto português. As gerações mais velhas não são respeitadas no seu saber e experiência e são aproveitadas na sua senioridade/senilidade pelos poderes instituídos para esmagarem a razão da democracia e da competitividade dos parceiros desportivos.

Face à complexidade, ao nepotismo e irracionalidade que tomou conta das nossas vidas há que fazer as pazes, assumir o diálogo com o outro e ‘dizê-lo com flores’.

É uma irresponsabilidade e uma negligência imensas exigir aos atletas portugueses condições de trabalho e de exigência que os líderes desportivos não assumem para si. Não é correcto tratar a sociedade portuguesa como incapazes de compreender o que se passa de bom e de mau no desporto português. Definitivamente a sociedade portuguesa não é estúpida!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O COP e os Governos

Este tema é fulcral goste-se ou não do que um e os outros fizeram no passado.

Vamos colocar numa frase pequena a ideia de que muito da política desportiva passa por este diálogo.

O COP tem de se preocupar com a totalidade da política desportiva sob pena de prejudicar os resultados olímpicos face a soluções menores nos segmentos de que depende o alto rendimento.

Diminuindo os resultados olímpicos há uma dificuldade maior em justificar que as federações em vez de 14 milhões de euros, querem mais porque esse é que será o valor que corresponde ao seu trabalho.

Se um sector com impacto no alto rendimento deveria produzir 100 e produz 50 então o COP que esperava 100 tem de se contentar com a gestão do outro que só produziu 50.

Como equacionar as relações entre parceiros interdependentes e do Estado na gestão das relações estabelecidas e contratualizadas?

Os membros do colégio eleitoral do COP devem perguntar aos candidatos o que farão nestes casos.

As federações devem também perguntar aos candidatos que objectivos é que apresentam e qual o envolvimento de diferentes parceiros onde as federações se poderão dirigir para se financiarem.

Estas perguntas fazem sentido para o futuro?

Não tenho a certeza que no passado estas questões tivessem sido equacionadas.

Devem sê-lo?

Dependerá do posicionamento da federação que vota, sem dúvida, mas que cuidados ter para defender melhor os seus interesses particulares?

As relações entre o COP e os Governos dependerão da posição das federações que são os agentes que delegam o poder.

sábado, 29 de dezembro de 2012

A contextualização necessária

O trabalho de modernização do desporto português será maior do que o de Sísifo.

A crítica que se faz ao trabalho da PWC por parte das federações como se observa hoje de novo na Bola pode ser justa mas parece incerta.

Existem problemas no desporto português e há que apresentar estruturadamente as causas e as soluções não de uma forma fechada mas permitindo obter consensos de posições que poderão ser contraditórias.

No outro dia um dirigente de uma federação indicou-me uma hipótese de trabalho que me parece correcta há muito e já a tenho sugerido.

Porém, logo de seguida diz que tinha de ser feita por investigadores internacionais porque em Portugal não existem pessoas capazes.

Ora, a procura de soluções internacionais foi o que Alexandre Mestre fez e contudo isso não coíbe os entrevistados da Bola de o liquidarem.

Por outro lado, também, a Troika faz aquilo que os líderes portugueses não fazem e a sugestão aqui fica, porque não contratar líderes desportivos para as federações porque os que existem não vão lá?

Tenho muitas dúvidas que haja dinheiro em Portugal para contratar quer as empresas multinacionais ou os investigadores estrangeiros para fazer os estudos necessários ao desenvolvimento desportivo nacional e da minha pobre experiência quando estes especialistas chegam a primeira coisa que dizem é: então digam lá as coisas para eu saber o que hei-de dizer a quem me paga o trabalho.

Os anos passam e estas atitudes de impotência impedem a mínima produção e acumulação de soluções através do saber-fazer nacional.

Há um problema de atitude no desporto e nos líderes nacionais que se observa que noutros sectores vão conseguindo ultrapassar as próprias limitações. Os exemplos são as universidades, a cultura, os sapatos, a indústria e alguns mais.

Os líderes desportivos portugueses deviam olhar criticamente para si próprios e serem humildes perante a sociedade e a população portuguesa que lhes mete imenso dinheiro nas mãos e também o seu bem-estar e tantas vezes a vida dos seus filhos.

Os líderes federados são igualmente os primeiros a desculparem-se de mil e uma formas pelos resultados que não produzem e são incapazes de aceitar o trabalho e as propostas dos outros.

A crítica que agora se faz com o estudo da PWC podendo ser legítima, peca pela incapacidade de debater os resultados e colocar alternativas consensuais o que já o desporto português fez e faz com outros estudos e análises nacionais fechado em si mesmo.

O exemplo enfadonho do programa da Bola tem a virtude de demonstrar à opinião pública o que será o debate no seio do Conselho Nacional do Desporto e noutros fóruns de decisão da política desportiva nacional.

A Bola está de parabéns pelo programa por destapar a imagem que se suponha existir mas que os protagonistas calavam publicamente.

Parece óbvio por este exemplo que o debate sobre a política desportiva tem de se fazer com outros instrumentos e não estou a falar de outros protagonistas.

Quem está na corrida do programa da Bola são os corredores actuais assim como quem está no CND é quem lá está e a inovação a introduzir relaciona-se com as regras do jogo.

Ninguém gosta de assistir a uma competição com batota ou a um jogo de corredores sem nervo e que como aquele jogador há anos voltava-se para o colega e piscava o olho da falta que tinha tirado ao árbitro sobre o adversário e era desportivamente inexistente.

Tanto mais quanto este debate descontextualizado dos desafios reais do desporto português no todo europeu afecta sobremaneira a população portuguesa e os carenciados e os mais pobres.


Bom ano para todos.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pois, Vicente Moura por ele próprio

Na Bola de hoje diz que o estudo da PWC encomendado pelo Governo tem problemas.

O que é que no desporto português de hoje não os tem?

Seria útil que o COP apresentasse os estudos feitos pelo menos para mostrar que fez alguma coisa porque de resultados olímpicos ninguém os vê.

Para quem está há tanto tempo no poder continuar a dizer que o desporto português está obsoleto é não compreender que talvez haja uma relação de causalidade entre utilidade da sua permanência e os resultados produzidos.

Oxalá haja quem aprenda alguma coisa das afirmações deste género e que as lições permitam distinguir o preto do branco.

O debate que não se faz no processo eleitoral do COP

O desporto devia estar a discutir as condições do futuro por parte dos investigadores e opinion makers mas infelizmente há um silêncio.

Eu devia estar a discutir questões características do desporto trocando ideias e posições com outros elementos na busca de um esclarecimento sobre múltiplas questões criando condições para uma melhor liderança.

Falta estratégia ao desporto.

Não é que o desporto não actue com inteligência por sistema.

Há sinais positivos quando estrategicamente o governo decide atribuir subsídios quadrienais às federações olímpicas ou quando decide contratar uma empresa para analisar os 3 últimos ciclos olímpicos e a partir daí estabelecer um plano de outros 3 ciclos olímpicos. A junção da juventude e do desporto envolvendo a obtenção de economias de curto prazo tem consequências que se devem compreender estrategicamente sob pena de não se apreenderem situações limite que surgem a prazo.

O associativismo desportivo também actua estrategicamente mesmo não o reconhecendo quando decide eleger o candidato A em vez do candidato B. As federações defrontam-se com situações no longo prazo que tinham como adquirido e depois afinal diminuem muito. Foi isso que aconteceu à Canoagem quando ganhou muitas medalhas mundiais no início do ciclo de 2009 a 2012 e depois as vitórias foram diminuindo até chegar a uma. Todo o desporto pensava qualquer coisa de Londres mas a Canoagem é o elemento de referência o que demonstra que houve falhas estratégicas que eram conhecidas como podendo acontecer. Por sistema Portugal ganha medalhas europeias e mundiais e acumula-as no início dos ciclos olímpicos e depois esse pecúlio dá para sustentar o ciclo. O Râguebi estará avisado do que o espera e terá de manter a fasquia tão elevada quanto a dos seus adversários para não lhe acontecer como habitualmente acontece no desporto português.

Estes comportamentos com perspectivas e resultados estratégicos mostram como a matéria é mais do que sensível é vital para o desporto português.

Uma última nota, a estratégia e a sua concepção ou planeamento tem virtualidades e limites.

Estes últimos estando presentes não retiram a validade do instrumento.

Quando o Governo decidiu atribuir um subsídio a quatro anos às federações olímpicas essa era uma velha aspiração do desporto e das federações.

Hoje sabe-se que os resultados que se esperavam falharam em 2008 e depois ainda mais em 2012.

Uma hipótese é a de passar de novo aos subsídios anuais.

Outra hipótese é o de seguir o planeamento estratégico a 3 ciclos olímpicos.

Naturalmente que a experiência recente do subsídio de 1 ciclo olímpico sugere uma melhoria em alguns momentos e situações o que não destruirá o conceito de estratégia envolvendo um período longo de actuação das federações nacionais.

Para a política de uma federação, conhecer as linhas de política desportiva com que se vai orientar no longo prazo é tão importante como conhecer e lidar com leis e regulamentos que lhe permitem emendar possíveis erros, limitações ou imprevistos.

Há erros graves noutras áreas do conhecimento e nalguns protagonistas mas isso são dados da realidade que o domínio de uma visão estratégia tanto quanto possível clara permite singrar melhor por entre esses escolhos e imprevistos.


Tratei aqui de dois temas: a necessidade de um debate científico e técnico, antes de ser político ou de políticas, e do conceito de estratégia. Economicamente sem tolher a necessidade de outros instrumentos a estratégia é dos elementos estimulantes que a política desportiva pode beneficiar.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

As 5 medalhas que Portugal e o cheiro do balneário

Há catedráticos e altos dirigentes federativos que recusam a média europeia de 5 medalhas olímpicas para Portugal.

A sua posição é mais simples apesar da sua argumentação poder sugerir a impossibilidade da realização por inúmeras razões como o facto de Portugal nunca ter conseguido ganhar 5 medalhas.

A razão da sua posição negativa e de recusa sequer de um debate sério sobre a matéria, recorde-se que falamos das pessoas que à partida são das mais inteligentes do desporto e os que possuem poder para organizar debates sobre matérias polémicas e contribuir para o esclarecimento das situações, é que possuem em geral uma lacuna técnica ou científica ou simplesmente pessoal para compreenderem o outro seja a outra ciência ou o outro com quem se dialoga e se constrói o desporto novo.

A fina camada de capacidade de diálogo e de conhecimento levou a aceitar em 2005 inscrever no contrato-programa olímpico 5 medalhas mas a rotura desse comprometimento surge com a impossibilidade de manter um diálogo científico e técnico consistente e prolongado no tempo com consequências nos comportamentos e na construção das novas estruturas.

Em consequência o enxerto das 5 medalhas apodrece num tecido associativo e de governança que resiste à pressão de introdução de pontuais como ao uso de um indicador de performance.

A média de produção olímpica europeia faz-se com novas estruturas que Portugal nunca teve de forma integrada e também nunca conseguiu caminhar determinadamente num sentido europeu.

Obviamente o estudo encomendado a uma multinacional vai ser contestado e quem de direito vai ouvir o direito de quem sabe o cheiro do balneário como foi recentemente demonstrado ser uma preocupação e gastaram-se mais uns dinheiros para chegar a lado nenhum e tudo permanecer na mesma.

É neste caldo de cultura reactivo por natureza, de líderes insuspeitos por função e nível de responsabilidade que está entregue o futuro do desporto português.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Estive numa tomada de posse e confirmei dados estruturais

À sua margem felicitei o presidente cessante pelo bom trabalho realizado.

Há um trabalho digno de nota em múltiplas instituições e organizações desportivas nacionais.

As exigências do futuro justificam um trabalho diverso do passado a fim de construir sobre terreno firme o que apenas se alcança com um bom trabalho de diálogo e consenso sobre princípios e sobre boa ciência e técnica.

Estou convicto pela realidade observada que os conteúdos correntes se alicerçam em procedimentos passados por formais que sejam ou por retóricas com que se coloquem.

A dignidade do passado devendo ser respeitada e enaltecida não deve sufocar o nascimento do novo para o futuro.

Este futuro que é o nosso e principalmente para os nossos filhos deve fazer-se de mais futuro e de menos passado.

O passado falhou em múltiplos aspectos que são hoje patentes mesmo quando se evita falar dele nos discursos e se dê nota da atenção para o business as usual mesmo que por protagonismos recentes.

Respeito a geração e os líderes que saem tanto quanto as novas e procuro estruturar as características do seu comportamento no seio de um modelo abstracto o Modelo Português de Desporto de que ninguém fala ou reconhece a existência.

O não reconhecer a existência do Modelo Português de Desporto é tão-só uma das características nucleares do comportamento dos líderes de opinião e dos de organizações e instituições desportivas nacionais.

Há um mundo de coisas novas para fazer e afinal desde há alguns meses a esta parte que a mudança de protagonistas não gera política desportiva nacional inovadora e com capacidade de trazer futuro e essa limitação tende a prolongar-se no tempo.

Começo a ter para mim que a nova geração tendo nascido e crescido num caldo de cultura de características que reduzem o desporto cada vez mais a zero vai dar-se mal.

Ouvi num sítio dizer que foi graças a uma reunião que determinado documento foi melhorado.

Essa pode ser a confissão da fragilidade das condições de trabalho ou então quem liderava tinha-se rodeado de competências capazes de suportar qualquer pequena reunião. Ponho isto como hipótese e não o dou como adquirido.

Ao processo de rotação geracional falta diálogo, democracia, capacidade de liderança, ciência, técnica e, numa palavra, futuro.

A realidade do desporto português está a transformar-se profundamente em condições distintas do passado e esses graus de liberdade e condicionalismo estão em aberto.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Objectivamente o presidente do COP é relevante?

Ontem 5 de Dezembro terá sido a data final de entrega de pareceres das federações acerca do estudo de uma multinacional sobre o olimpismo.

As eleições do COP contraditoriamente avançam a toda a velocidade a passo de caracol negando a sua modernidade, adequação à globalização e à necessidade de equacionar soluções boas para o desemprego estrutural do desporto nacional.

Estaremos a meio da legislatura, só a falta de debate e de democracia e a placidez pacata e bonacheirona de quem vive acomodado ao dinheiro dos contribuintes pode sugerir que haja coisas bem ou a correr bem.

Vai alguém reunir-se neste deserto olímpico com cada um dos candidatos que já se propuseram e já são para aí uma meia dúzia, o que parece não assustar mesmo que não haja apoiantes para tanto candidato.

Os falsos candidatos contaminam, os candidatos objectivamente sólidos e neste ínterim quem com poder ou não fala com nenhum candidato ou fala apenas com os do seu interesse o que falseia a democracia e a ética do acto eleitoral e a olímpica, afinal de contas.

Pensa-se o curto prazo diz o não-candidato Manuel Brito. (Nos meus postes vou falando do Manuel Brito pelo seu mérito inequívoco de ter dado a cara à candidatura pública com um diálogo na Bola)

A outra hipótese é que apesar de se pensar muito há muito erro, falsas questões e empecilhos como o do porteiro da instituição que até pertence a uma empresa de segurança especializada e por causa disso não deixa entrar quem quer tratar de assuntos urgentes porque as instruções que cumpre assim o instruem. A instituição ou a organização existe para uma missão social mas quem tem um problema concreto não entra!

No desporto português, no seu modelo, não se tratam as questões nem com objectividade, nem atempadamente, nem segundo boas leis e regulamentos.São desafios que impedem todo o futuro de curto, médio e longo prazo.

É neste espúrio que está o novo presidente do COP, quem quer que seja, de ter um regulamento que nenhum dos candidatos ou o antigo/actual presidente fala ou propõe a alteração e de ser relegado para um momento quando a sua opinião sobre o que se vai liderar já não faz sentido e vai ter de governar com as decisões de outros.

Esta é a realidade desportiva em que o passado sistematicamente contamina negativamente o futuro e os poderes, candidatos e a comunicação social são reverenciais e obrigados.

Deixo à consideração do Presidente do COP a hipótese da realidade do cargo, que actualmente ocupa, para nada servir e todos os parceiros públicos e privados no desporto concordarem e participarem nessa ópera e que os candidatos apesar de cheios de convicções se enquadram num contexto em que materialmente são nulidades ou peças de corpo presente.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Não é eticamente correcto se não for cumprido estritamente

Manuel Brito disse que o lugar de presidente do COP é benévolo.

Há duas hipóteses éticas:

  1. cumprir o princípio do cargo benévolo e sem leituras parciais
  2. rever o conceito
Este é um tema para a campanha: Devem os presidentes do COP ser remunerados ou não?

Como se fará com um presidente eleito que não tenha meios de subsistência?

O cargo é só para aqueles que têm posses?

E mesmo esses a partir de determinada altura, sabe-se lá o que poderia acontecer.

A coisa é nebulosa e justifica-se que os candidatos tenham contributos antes da eleição, com os princípios que gostariam de ver aprovados para todo o ciclo olímpico.

Eleições segundo o Modelo Português de Desporto

Cada novo ciclo olímpico começa no dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos que o antecedem.

Oa ingleses são exímios em fazer eleições gerais num curto espaço de tempo e de dar posse de imediato ao novo governo saído das eleições.

As eleições para o COP vão fazer-se cerca de 9 meses depois dos JO o que parece uma inutilidade e um prejuízo para quem vai tomar posse de coisas que deveria ser ele a assumir e não a gerência anterior.

Está tudo em aberto desde deixar tudo como está considerando-a óptima, até encontrar uma melhor solução.

Esta a proposta de um tema para debate entre os chefes candidatos às eleições do COP no longínquo mês de Março de 2013.

Poderá haver consenso entre os candidatos para o que parece ser uma pequena questão de governança olímpica?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Objectivos e Estratégias do Combate dos Chefes

Segundo José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva "O futuro desportivo do país precisa efetivamente de referências e de objetivos e de um conceito estratégico claro. E essa deve ser função do Estado. Mas tem de ter uma doutrina que o suporte e um consenso com os parceiros desportivos."

Segundo a teoria económica a intervenção do Estado faz sentido face aos fracassos do mercado e ao comportamento dos agentes privados.

A actuação privada e a actuação pública são duas mãos uma invisível e outra visível para alcançar o óptimo de resultados através da produção do mercado.

Acontece que por vezes o Estado deixa-se levar pelos agentes privados e vice-versa estes últimos aceitam o comportamento do Estado face a benefícios alternativos que são afinal inferiores ao óptimo social.

Estes conceitos suscitados pelo poste de José Manuel Constantino não tem sido tratado pelos outros candidatos à liderança do COP.

Seria interessante desenvolver-se algum debate sobre estes pontos que afinal não são abordados nem pelos líderes desportivos, privados ou públicos ou pelos professores universitários da área do desporto.