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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Sobre a Canoagem

Agora toda a gente elogia a Canoagem e a medalha conquistada em Londres em 2012.

Olhando para a história do desporto português isso já aconteceu com outras modalidades e os meses seguintes à conquista das medalhas são uma maravilha.

O que acontece é que depois tudo volta ao mesmo e o esmagamento das condições ideiais de trabalho escorrem como areia pelo intervalo dos dedos até chegar ao dia em que nada se obtem.

A própria Canoagem levou 20 anos a recuperar da performance de Barcelona.

20 anos são muitas vidas em que o desporto português não conseguiu gerar resultados para a modalidade recuperar.

Agora a Canoagem está na mó de cima.

Não me cabe fazer o que outros fazem muito melhor do que eu que é o de elogiar ficando bem na fotografia e com quem cumpre o seu dever naquele momento.

É muito bonito quando este é esmagado pela realidade desportiva nacional e vilipendiado e se cavalga o sucesso seguinte.

A Canoagem teve um trabalho extraordinário em Londres mas o que me cabe fazer é ir mais longe e compreender outros aspectos que não sendo compreendidos impossibilitarão a sobrevivência de atletas, clubes e federações.

Espero duas coisas:
  • Que Mário Santos mais que duplique as medalhas e outros resultados da modalidade no futuro.
  • Que o próximo presidente do COP crie outro elã ao longo dos seus mandatos para chegar a eleições futuras com propostas estruturas e profundas para além de um ou outro recorte de jornal que seja relevante usar.

A audiência na AR pareceu uma vacuidade parlamentar

Os deputados entravam e saiam marcando o ponto, com a intervenção de 3 minutos,  e não debatendo a política desportiva o que foi reconhecido pelo presidente da audiência José Ribeiro e Castro quando refere que o Grupo de Trabalho do Desporto deveria aprofundar e continuar o debate, presume-se sem o COP, e tratando de questões como o desporto escolar, o financiamento e a apresentação de contas pelas federações e a relevância do Rio de Janeiro como os primeiros Jogos Olímpicos da Lusofonia.

Vicente Moura apresenta ideias interessantes nas muitas coisas que disse mas principalmente o que fica é a sua crítica ao estudo da PWC encomendado ao Governo, quando ele nunca fez em dezenas de anos de presidência no COP um estudo que possa agora apresentar e em segundo lugar por deixar no ar um pedido de trabalho eventualmente a alguém presente na sala porque ia sair do COP mas ia ficar por aqui por ter ainda muito para dar, o que não concretizou.

O seu pedido para ser ouvido com outro estatuto pela PWC esbarra no facto do COP não ter estudos ou investigações para a matéria que distribuiu dinheiros durante décadas e que quando foi ouvido nada apresentou de estudos e investigações a corroborar as suas posições.

Nesta audiência referiu muito a informação que tinha e ao concretizar parece que são os recortes de jornal que iam saindo ao longo de todo o tempo o que face aos resultados materiais actuais é decisivamente insuficiente.

Os deputados estavam apressados queriam estar fora dali, apresentavam questões bonitas mas não tinham tempo para ouvir ou discutir as respostas. Deveria ser mais clara a sua responsabilidade como deputados da Nação e seria interessante que do ponto de vista do desporto essa prerrogativa fosse respeitada e claramente evidenciada.

O que fica do debate é uma apresentação que pode ser considerada interessante por parte de Vicente Moura e Mário Santos e a ausência de conceitos ou de uma Visão do desporto e do olimpismo por parte dos parlamentares.

Os conceitos estão ultrapassados pela parte dos líderes desportivos se bem que estejam a evoluir rapidamente mas a que falta profundidade e estruturação face aos desafios que se acumulam.

O Parlamento também não vai deixar de cavalgar a medalha olímpica da Canoagem em Londres, segundo promessa feita, e assim vão as iniciativas para desenvolver o desporto português.

Audição ao presidente do COP no Parlamento

O link está aqui.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A análise económica de Londres 2012

Stefan Szymanski é um dos melhores economistas europeus de desporto e faz aqui com Mogens Kirkeby uma análise económica rápida à problemática dos Jogos Olímpicos e de Londres e da política britânica em particular.

Participei em sessões de trabalho e conferências com Stefan Szymanski ao longo dos últimos 20 anos e é patente o seu posicionamento crítico dos Jogos Olímpicos mesmo para um país como o Reino Unido.

Se uma questão se pode dizer sobre o seu posicionamento é que Szymanski se coloca do lado do mercado privado, da iniciativa dos parceiros privados e tem uma enorme relutância na aceitação da intervenção do Estado.

Estamos portanto com um economista acima de qualquer suspeita de fazer uma crítica 'de esquerda' aos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Aqui fica o texto e o link, que mão amiga me fez chegar, para consideração de tantas pessoas que em Portugal promovem eventos e mega-eventos com motivos equivalentes àqueles que foram dados aos governantes britânicos para a realização dos seus Jogos.

domingo, 8 de julho de 2012

Em Memória de Francisco Lázaro Centenário da sua morte – Jogos Olímpicos de Estocolmo 1912


Programa 19 de julho de 2012 – 19:00h 


19:00h- Filme sobre a Maratona de Estocolmo 1912;

19:10h- A Maratona fatídica de Estocolmo 1912 - subsídios da história, por António Simões, Jornalista de “A Bola”, vencedor do prémio Norberto Lopes;

19:25h- A Maratona de 1912: da preparação de Francisco Lázaro ao Treino dos 42,195 Km na atualidade, por João Campos, licenciado em Desporto e Educação Física, Treinador Olímpico de Atletismo;

19:40h- Francisco Lázaro e a Maratona dos Jogos Olímpicos de Estocolmo em 1912 – a dimensão Psicológica, por Jorge Silvério, Docente da Universidade do Minho, consultor e psicólogo de treinadores e atletas olímpicos;

19:55h- 14 de julho de 1912, uma corrida fatal, por Pedro Branco, Médico da Federação Portuguesa de Atletismo;

20:10h- Debate, moderado por Cecília Carmo, Jornalista da RTP;

20:30h- Palavras finais, pelo Exmo. Sr. Presidente do Comité Olímpico de Portugal, Comandante José Vicente de Moura e S. Exa. o Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Mestre Alexandre Miguel Mestre.

Auditório do Centro de Medicina Desportiva, Av. Professor Egas Moniz (Estádio Universitário) 1600-190 Lisboa

Novo livro de Gustavo Pires


Gustavo Pires lança novo livro intitulado “Francisco Lázaro - O Homem da Maratona”.

O evento ocorrerá na Faculdade de Motricidade Humana no próximo dia 12 pelas 18.00 horas.



Portugueses nos Jogos Olímpicos na Visão História, n.º 16

A Visão de Junho de 2012 apresenta um exemplar dedicado ao Portugueses que estiveram nos Jogos Olímpicos no século XX e XXI

Heróis olímpicos

Está a decorrer ao longo de dia de hoje na RTP 1 um programa de homenagem aos atletas olímpicos que se estenderá ao longo da noite.

Durante o dia as acções decorrem na Sagres com convidados e à noite o Pavilhão Atlantico abre-se a todos os que quiserem participar na homenagem.