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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O inquérito à natação do olimpismo australiano

O jornal i tem um desenvolvimento das análises aos problemas da equipa de natação australiana afirmando haver um segundo estudo para além do indicado aqui, pelo Público.

No desporto português é preciso fazer o que deve ser feito.

Não tenho milagres ou propostas acabadas.

O próximo líder do desporto português deve assumir o cargo por inteiro e estruturar um objectivo de longo prazo.

A dimensão da queda mundial do desporto português estimada no 85.º lugar pelo estudo da Havas, que referi aqui, é grande e vai obrigar a começar a estruturação do desporto profundamente.

Isto no caso de um líder e uma equipa olímpica capazes de estruturar um discurso coerente a partir daquilo que disserem.

Continua a ser corrente ouvir no desporto português promessas grandiloquentes e mesmo afirmações menos ambiciosas seguidas de actos irrisórios ou pontuados por inverdades.

Já aqui o tenho referido que a questão não é ir atrás de ninguém, temos de avançar para o futuro e isso passa por saber o caminho que temos de fazer e aquele que trilhámos sem desculpas ou falsos melindres ou deixar de ouvir A ou B porque fez isto ou aquilo ou já lá não está.

O lugar de presidente do COP é singular e o trabalho 'de tricotar' relações e afectividades num horizonte de exigência é a função de um grande líder que as federações desportivas nacionais têm de eleger.

Haverá várias questões que ajudarão a observar o caminho que vão trilhar os eleitos de Março, a avaliação do nosso percurso olímpico é uma delas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A ira dos deuses do Olimpo pode abater-se sobre os atletas e as federações

Há gurus do olimpismo em Portugal e eles é que sabem destas coisas.

Qualquer afirmação mesmo a de que os deuses do Olimpo estão com um candidato e não com os outros deve ser vista como errada e fantasiosa se não for autenticada por um guru certificado.

Como dirá a história os deuses do Olimpo têm inveja dos humanos e por isso congeminam mil e um ardis para tirar esforço desse combate desigual contra os homens.

Se se observar o que o Olimpo tem dados aos portugueses, aos atletas, aos clubes e às federações começamos a temer qualquer expectativa de benefício de Portugal e dos portugueses, dos atletas, dos clubes e das federações por via de uma actuação dos deuses do Olimpo.

Afinal os deuses são reconhecidos por serem irracionais, irrascíveis e temperamentais, ignorantes e invejosos das peculiaridades que fazem a arte dos humanos e da produção de desporto moderno.

Os deuses deram migalhas ao desporto português como se essas migalhas fossem o suficiente e o bastante e o Olimpo português aceitou que esse financiamento ficasse em 11 milhões de euros entre 2000 e 2012 quando a inflação cresceu muito mais, assim como, a concorrência de todos os outros países.

Os deuses estão zangados com os resultados desportivos dos atletas, dos clubes e das federações e só apoiam alguns e algumas e para os castigar dizem que têm de trabalhar mais e melhor com muito menos porque estão a gastar muito.

Gastar muito dinheiro nos filhos dos humanos e dos atletas que são jovens é uma ofensa aos deuses e chantageiam os clubes e as federações com falsas opções de sobrevivência que tornam o clima e as condições de trabalho dentro das federações centros de divergência e de discussões difíceis de gerar bons resultados desportivos.

O que os deuses fazem não tem frutificado no desporto português.

Com as medidas de política desportiva dos deuses ganhamos cada vez menos medalhas nos Jogos Olímpicos e as condições de trabalho dos clubes e das federações é mais e mais difícil.

Os deuses não são éticos e não respeitam as regras que dizem que, por exemplo, as eleições devem ser iguais entre todos os candidatos e que quem tem determinadas funções não se deve aproveitar delas para obter benefícios desiguais face a outros candidatos.

No Olímpico aceita-se a batota porque os deuses fazem eles próprios as suas regras conforme a oportunidade.

Esta batota dos deuses do Olimpo prejudica os atletas, os clubes e as federações.

Os deuses do Olimpo quando veem os humanos no desporto e nas federações a ficarem independentes da sua influência juntam-se, fazem alianças e arregimentam um servo para dividir os humanos, os atletas, os clubes e as federações e continuarem a prejudicar o desporto português.

Os homens, os atletas, os clubes e as federações devem lutar contra a prepotência e o desmando dos deuses elegendo o seu campeão que melhor defenda os princípios e os ideais dos atletas e das federações nacionais para conseguirem que mais população pratique desporto, que as organizações desportivas tenham viabilidade desportiva e social e possam ser geridas com racionalidade e eficiência.

Provavelmente não é possível viver sem os deuses.

A liberdade religiosa é uma solução possível se não se deixar que a sua actuação prejudique os humanos e quando isso acontecer estes devem tiverem a inteligência e a capacidade para obrigar os deuses a rever a sua actuação que prejudica os humanos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

A discussão das medalhas olímpicas no blogue Colectividade Desportiva


Luís Leite apresenta dois comentários a um poste de O previsto e o realizado de José Manuel Constantino.

Os factos são correctos a conclusão parece-me insuficiente e tem de ser incisiva sob pena de se tornar errada.

Os valores das medalhas dos pequenos países tem sido por mim apresentado em vários encontros nacionais e os factos são semelhantes aos agora apresentados por Luís Leite no primeiro comentário que aqui apresento.

Diz Luís Leite:
MÉDIA DE MEDALHAS POR PRESENÇA, OBTIDAS EM JOGOS OLÍMPICOS DE VERÃO, POR PAÍSES EUROPEUS COM POPULAÇÃO SEMELHANTE OU INFERIOR À DE PORTUGAL:
  • HUNGRIA (10,1 milhões): 19 medalhas
  • SUÉCIA (9,2 milhões): 18,6 medalhas
  • BIELORRÚSSIA (9,7 milhões): 15,2 medalhas
  • FINLÂNDIA (5,3 milhões): 12,6 medalhas
  • BULGÁRIA (7,5 milhões): 11,3 medalhas
  • REPÚBLICA CHECA (10,3 milhões): 8,6 medalhas
  • DINAMARCA (5,5 milhões): 6,9 medalhas
  • SUÍÇA (7,8 milhões): 6,9 medalhas
  • NORUEGA (4,8 milhões): 6,2 medalhas
  • BÉLGICA (10,4 milhões): 5,4 medalhas
  • AZERBAIJÃO (8,9 milhões): 5,2 medalhas
  • GEÓRGIA: (4,4 milhões): 5 medalhas
  • ESLOVÁQUIA (5,4 milhões): 4,8 medalhas
  • GRÉCIA (11,2 milhões): 4,1 medalhas
  • CROÁCIA: (4,4 milhões): 3,8 medalhas
  • ÁUSTRIA: (8,3 milhões): 3,3 medalhas
  • ESLOVÉNIA: (2 milhões): 3,2 medalhas
  • ESTÓNIA: (1,3 milhões): 3 medalhas
  • LITUÂNIA: (3,4 milhões); 2,6 medalhas
  • ARMÉNIA (3,2 milhões): 2,4 medalhas
  • SÉRVIA: (9,8 milhões): 2,3 medalhas
  • SÉRVIA E MONTENEGRO (10,8 milhões): 2 medalhas
  • LETÓNIA: (2,2 milhões): 1,9 medalhas
  • MOLDOVA (3,5 milhões): 1,4 medalhas
  • IRLANDA (4,3 milhões): 1,4 medalhas
  • PORTUGAL (10,6 milhões): 1 medalha

9 de Janeiro de 2013 19:12
Blogger 
Depois Laís Leite acrescenta outro comentário com a tal conclusão que me parece insuficiente e que é:
Luís Leite disse...
A prova de que o PIB per capita pouco ou nada tem a ver com o nível desportivo global e a conquista de medalhas olímpicas:
PIB per capita:
HUNGRIA: $20.700 USD (39º mundial);
PORTUGAL: $21.558 USD (32º mundial).
Média de medalhas olímpicas por participação nos Jogos Olímpicos:
HUNGRIA: 19 medalhas em 25 participações;
PORTUGAL: 1 medalha em 23 participações.
Total de medalhas olímpicas:
HUNGRIA: 476;
PORTUGAL: 23.
11 de Janeiro de 2013 11:41
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A questão é que se o PIB per capita pouco ou nada tem a ver então toda a argumentação é escusada.

Luís Leite usando a Hungria deveria ter concluído que a produtividade olímpica de Portugal é cerca de 20 vezes inferior e que isso é inaceitável.

O PIB pc é semelhante à população e os dois países são equivalentes no indicador demográfico e no económico mas não é no olímpico.

Este indicador de resultados olímpicos pela demografia e pela economia é um instrumento de ineficiência muito claro.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2. A TRADIÇÃO INGLESA NAS TENTATIVAS FALHADAS DOS JOGOS OLÍMPICOS ?

 Quando Henrique VIII assumiu o poder em 1509, rompeu com a Igreja Católica Romana e fundou a Igreja de Inglaterra ou Igreja Anglicana, em 1534, esta simples mudança de fé teve fortes repercussões nas universidades, e em especial nos professores de grego, de Oxford e Cambridge, a partir de 1540, e cujas traduções dos clássicos gregos terão aguçado o interesse pela história dos antigos Jogos Olímpicos.
Tem-se posto a hipótese de que teria havido um elo de influência da Universidade de Cambridge nos “Cotswold Olimpicks”, considerando os seguintes factores:

1. O criador dos “Cotswold Olimpicks”, Robert Dover, ter ingressado na Universidade de Cambridge, em 1595, e sido induzido a introduzir o signo “Olimpicks”, por o termo ser usual, dado constituir o centro de interesse de então, mas pouco preciso, transformando um arremedo de jogos olímpicos num jogo rural tradicional, ou festival anual, ou, mais precisamente, como se vê na capa amarelada do livro, ínsita no anterior post, denominando-os de “Robert Dover’s Cotswold Olimpicks”, ou seja, “Olímpicos de Cotswold de Robert Dover”, para não haver dúvidas quanto ao seu criador que aparece, na parte inferior, montado a cavalo a dirigir os jogos;
2. A localização geográfica, tanto dos jogos como da Universidade de Cambridge, em Gloucestershire;
3. A abertura ao conhecimento histórico dos jogos olímpicos da antiguidade se terem iniciado em 1540, na Universidade de Cambridge, e os primeiros “Cotswold Olimpicks”, iniciado em 1612, uma separação temporal de 72 anos;
4. A prática do futebol a partir de 1570, entre os estudantes do Trinity College e os da Cambridge Town, constituiria uma base para despertar interesse pelo conhecimento do mundo lúdico-agonístico grego.

Outro aluno da Universidade de Cambridge, Symonds D’Ewes, teria escrito, no seu diário, em 1620, sobre “Mog Magog Olympic Games”, mas desconhecem-se pormenores, e é provável que tenha sido fruto de uma imaginação fértil, sem qualquer ligação com a realidade. Matéria similar vamos encontrar nos falados Jogos Olímpicos de Hampton Court, que teriam sido realizados em 1679, mas as fontes são desconhecidas.

A difusão da palavra Olímpico insinua-se, sem o conhecimento preciso da matéria, porque na Universidade de Oxford, em 1681, os estudantes interpretavam os desportos folclóricos como sendo “Olympic”, e porque a realização de jogos se processava em Cowley , em 1712,  o evento foi baptizado de “Olympiad of the country”. A própria imprensa da época já se entusiasmava de tal maneira com os Olímpicos, julgando-os próximos, que considerou a realização de qualquer jogo de cricket como qualquer dos jogos da antiguidade grega: ou Ístmico, ou Pítico, ou Olímpico. Mal comparado, relembra o aparecimento da bicicleta que levou o médico francês Tissié a considerar que ela era “um bom instrumento de ginástica”, o que equivaleria a considerar todas as modalidades desportivas como bons instrumentos de ginástica. Com o senão de Tissié nunca ter concordado com os Jogos Olímpicos, nem com as ideias de Coubertin.