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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O inquérito à natação do olimpismo australiano

O jornal i tem um desenvolvimento das análises aos problemas da equipa de natação australiana afirmando haver um segundo estudo para além do indicado aqui, pelo Público.

No desporto português é preciso fazer o que deve ser feito.

Não tenho milagres ou propostas acabadas.

O próximo líder do desporto português deve assumir o cargo por inteiro e estruturar um objectivo de longo prazo.

A dimensão da queda mundial do desporto português estimada no 85.º lugar pelo estudo da Havas, que referi aqui, é grande e vai obrigar a começar a estruturação do desporto profundamente.

Isto no caso de um líder e uma equipa olímpica capazes de estruturar um discurso coerente a partir daquilo que disserem.

Continua a ser corrente ouvir no desporto português promessas grandiloquentes e mesmo afirmações menos ambiciosas seguidas de actos irrisórios ou pontuados por inverdades.

Já aqui o tenho referido que a questão não é ir atrás de ninguém, temos de avançar para o futuro e isso passa por saber o caminho que temos de fazer e aquele que trilhámos sem desculpas ou falsos melindres ou deixar de ouvir A ou B porque fez isto ou aquilo ou já lá não está.

O lugar de presidente do COP é singular e o trabalho 'de tricotar' relações e afectividades num horizonte de exigência é a função de um grande líder que as federações desportivas nacionais têm de eleger.

Haverá várias questões que ajudarão a observar o caminho que vão trilhar os eleitos de Março, a avaliação do nosso percurso olímpico é uma delas.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Isabel Jonet, Pacheco Pereira e o desporto têm muito a ver

Desde que iniciei a tese de doutoramento os seus caminhos levaram-me para os limites da economia e das possibilidades abertas e fechadas que a teoria económica feita na Europa e no mundo beneficiavam um Modelo de Desporto com as características do português.

Agora o artigo de Pacheco Pereira, que se pode ver no Abrupto, sobre a caridade de Isabel Jonet tem dimensões que me preocupam no Modelo Português de Desporto e que elucidam margens por onde o nosso desporto se perde.

De momento não tenho disposição, ..., como ligar estas coisas mas deixo a nota da possibilidade da sua existência. É uma matéria estrutural, preocupante pelas suas limitações e cujas respostas têm de ser aprofundadas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os combates dos chefes ou a concepção do futuro

Ao longo das décadas observou-se como a estratégia de longo prazo no desporto passou por decisões com sucesso na definição e na realização. Outras falharam no segundo nível ou seja depois de eleitos fazem coisas mal.

Em particular o PSD teve decisões primeiro acertadas há alguns anos e actualmente há quem tenha suspirado por melhores opções.

No caso do PS, parece que o PS profundo tem levado a melhor, não se compreendendo porque é que o melhor do PS profundo não produz medalhas e melhor produto desportivo.

Leis e ilustres incompetentes têm todos em grande número.

Nesta altura de auto canibalismo do parceiro do governo seria útil que o parceiro da oposição analisasse atentamente as suas munições para observar se vale a pena uma luta 'fraticida' para o COP e se não seria melhor guardar munições para a secretaria de Estado ou para o ministério.

Fazer no COP como no passado fez o PSD tirando um presidente da CDP para o colocar num lugar que lhe cortou cerce o futuro dele e do desporto é um erro a não repetir.

O desporto tem inúmeros combates de Chefes e necessita de uma estratégia com os pés bem assentes no chão e a cabeça plena de bom-senso. Apenas isso.

Os disparates que são conhecidos dos últimos anos são materialmente e sem ofensa claras malfeitorias que toca a todos no respeitante ao fomento do sector e quando não e também no futuro dos nossos filhos.

Corrigir tudo isso não surge sem princípios e sem príncipes no sentido daquilo que um líder de eleição acaba por ser no futuro que o julga.

Os príncipes são escassos e não havendo processo de governança boa apurados acontece que trucidar um líder é possível por pessoas que se regem por objectivos de curto e muito curto prazo como é por exemplo defender que Lisboa pode ser candidata à organização dos Jogos Olímpicos e que até há estudos económicos que defendem tais hipóteses.

Este presente envenenado porque de um veneno se trata é corrente na mente e na escrita de pessoas que valorizam a captura das rendas do desporto sem a mínima preocupação com o futuro do desporto nacional num contexto competitivo como o europeu.


Chegado aqui seria útil que os dois ou três príncipes de maior potencial no desporto português estabelecessem uma estratégia de longo prazo.

Apenas a perspectiva de longo prazo irá permitir criar o valor acrescentado de desporto raro que Portugal não tem conseguido.

No outro dia um articulista do futebol, pedia no Expresso 'não mexam no futebol'.

O actual 3.º lugar de Portugal no ranking da FIFA é parte da crise do desporto e do futebol em particular. Pedir para não mexer é o erro comum porque quem conhece o futebol sabe que os problemas são mais que muitos. Aliás eles são mais que muitos como é reconhecido sem excepção pelos Governos de Portugal e que ao longo das décadas definem medidas atrás de medidas direccionadas para o futebol e não têm alento para outras modalidades.

Assim, tirando o futebol que não se deve mexer, que os governos não acreditam nestas palavras, era importante que alguém olhasse para o longo prazo do desporto e para os melhores líderes, sem atropelos e sensibilidade apurada.

Creio que me fico por aqui...