domingo, 24 de fevereiro de 2013
O desporto está em cacos,assim nos diz o Caso Boavista
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Coisa de menos a relevância do diálogo
Entretanto a falta de diálogo e de transparência dos conteúdos e dos propósitos faz o seu caminho corroendo por vezes actos que sendo correctos não deixam de ser afectados pelo enclausuramento do modelo de comportamento.
Falo por exemplo da complexificação dos graus profissionais dos técnicos de desporto e da tentativa de acompanhamento dessa realidade europeia pelo IPDJ.
Como e onde há falta de diálogo neste caso?
Este processo de formalização da formação é feito em Portugal por pessoas ligadas à formação de técnicos de desporto os quais trabalham sozinhos e entregam o produto do seu trabalho aos juristas para fazerem as leis.
Os juristas a quem eles entregam o seu trabalho também trabalham sozinhos e as leis e outros desenvolvimentos legislativos aparecem como se feitos pelo espírito santo legislativo e há outros legisladores e juristas que se sentem afectados e protestam na comunicação social a sua indignação por estes processos de trabalho sem sequer compreenderem o que se passou em primeiro lugar.
Tendo-me apercebido como economista de alguns elementos, que seria útil acompanhar com a economia, dei conta dessas minhas preocupações tendo sido tomado como metediço, complicado e enviesado estar a meter a economia e ser pessoalmente inoportuno para uma coisa que estava absolutamente correcta na perspectiva dos deuses.
A ignorância que nos levou a uma medalha em Londres não é de hoje, nem tem um único protagonista e é feita de muitas teimosias individuais e colectivas, profissionais e de cátedra.
Aliás as pinceladas de laranja ou rosa poderão ser justificadas porque o tempo passa e passa.
Passar de 3 medalhas em Atenas para 1 medalha em Londres são 12 anos completos e não nos apercebemos e o tempo corre justificando alguma adequação que a técnica justifica e a realidade obriga.
O problema está para além das pinceladas.
Nós somos uns artistas em justificar o rodriguinho e a finta pequena capaz de sentar o Ronaldo que é o melhor do mundo e somos incapazes, profundamente incapazes de conceber o ouro e marcar o trilho até lá chegar, assumindo a responsabilidade pela sua realização e pelo seu fracasso caso este sobrevenha.
Compreende-se como o poder político no desporto usa o direito do desporto e tem medo das suas consequências.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O direito do desporto e o bem-estar
As palavras não são estas mas a ideia económica a retirar rondará a interpretação do parágrafo anterior.
Considerando que a interpretação e as sugestões são objectivas o que aqui está em causa é o uso que determinados oficiais fizeram do instrumento que é o direito do desporto.
É pouco provável que quem decide tenha entregue a elaboração de legislação a médicos, engenheiros, gestores ou psicólogos, ou ainda ao motorista do presidente ou à sua secretária.
Há todo o poder de uma classe de profissionais que no caso do desporto é o do direito, ou já terá sido por exemplo, da arquitectura, em projectar níveis de ineficácia e de ineficiência na produção desportiva portuguesa e cujos resultados 3, 2 e 1 medalhas em JJOO é patente.
Quando se valoriza a presença de profissionais do direito para além da racionalidade e do óptimo desportivo e social não é de estranhar que o 3, 2 e 1 se concretize.
Obviamente, que se o caso da sobre-utilização for de gestores de desporto isso também contribuiria para resultados negativos e nesse caso haveria de distinguir o mérito do direito e da gestão nos resultados 3, 2 e 1.
Conviria aprofundar a análise questionando se, por exemplo, o comportamento destas corporações deve-se a que tipo de fracassos de mercado ou do Estado?
A resposta fica para além da fulanização de ciências do desporto e centra-se na racionalidade do modelo do desporto português.
O poste de José Manuel Meirim no Colectividade Desportiva não chegou aqui.
Em tese é possível sustentar que são as falhas do modelo do desporto português que incentiva ao comportamento político tanto o público quanto o privado e que prejudica o bem-estar social nacional criado através do desporto.
Este é o ponto a que o debate das ideias para a modernização do desporto deveria ser colocado e deveria ter como protagonistas tanto a universidade, quanto o parlamento, como o associativismo desportivo, entre outros.
domingo, 24 de junho de 2012
A destruição da economia do desporto português: o caso da bolha do direito do desporto português
O caso da Liga de Clubes de Mário Figueiredo: Hermínio Loureiro fez um estudo económico sobre a arbitragem. Laurentino Dias na apresentação do estudo criticou o estudo implicitamente e mostrou aquilo que fez durante as legislaturas que foi não trabalhar a economia do desporto. Fernando Gomes faz um estudo económico e vem Mário Figueiredo e, para além do departamento jurídico que possui, contrata um especialista, José Manuel Meirim no caso, para demonstrar que juridicamente podia aumentar o número de clubes. O desafio da dimensão do campeonato é desportivo, de gestão, económico e social antes de ser jurídico. Os homens do direito do desporto em Portugal não o sabem, ou sabem e não querem fazer bem feito.
O sinal de investimento no direito para além do comportamento de décadas do PS vem do governo PSD/CDS que forma vários grupos de trabalho cuja liderança é de direito.
O direito não tem respostas económicas, nem sociais, nem de gestão e ainda por cima a situação é gravosa porque o desporto português não estuda, nem investiga para resolver os desafios colocados e muitos investigadores estão fechados nas suas universidades sem conhecer a realidade da produção desportiva. Os grupos de trabalho não são a solução única para os desafios como está a ser feito.
Pode afirmar-se existir uma bolha de direito do desporto que leva a que a cada parecer a decisão relativiza-se, surge novo novo parecer num processo sem limites e sem princípios de produção e de governance fundamentais do desporto. A resposta de José Manuel Meirim a outro jurista que não se identificou no comentário acerca do Tribunal Arbitral de Desporto no blogue Colectividade Desportiva é claramente a perda de sentido sobre o que é o óptimo para o bem-estar e o bem comum do desporto e da população portuguesa, no caso sobre o TAD.
Esta bolha faz mal ao desporto e aos seus protagonistas. Criar grupos de trabalho do governo nomeando líderes divorciados dos seus constituintes como é o caso do COP e da CDP menoriza a liderança desses grupos, por catedráticos que sejam, e trabalham com a matéria colectada e conhecida e são incapazes de avançar com profundidade visando a média de produção desportiva europeia.
Outro caso ainda da forma de engrandecer a bolha é usar a economia para sustentar o que se quer fazer. Esse é o caso de dizer que Lisboa se poderia candidatar a Jogos Olímpicos porque existem estudos económicos que o demonstrariam. Os economistas são almas iguais a todas as outras e a bolha financeira demonstrou como eles também erram e erram em grande, levando à ruína populações, empresas, países e mercados continentais. Esta argumentação do COP tem segundas intenções e é inaceitável. O COP defende-a há décadas e a bancarrota portuguesa e a falência dos estádios de futebol do Euro2004 deveria dizer a estas instituições que há processos e projectos que são simplesmente inaceitáveis.
Estamos portanto perante juristas do direito do desporto de altíssimo perfil que se anulam mutuamente, ocupam os mais altos lugares da magistratura desportiva e arredores, usam os gestores de desporto e outras profissões para assegurarem o cumprimento dos despachos, das leis e dos artigos da lei do desporto.
Como economista observei no último ano a evolução do PSD de Alexandre Mestre e tenho dúvidas que esteja a obter o melhor do desporto para o seu PSD. O processo sendo distinto do de Laurentino Dias do PS não terá resultados contrastantes.
Mesmo que ganhemos o Euro2012, falta desporto ao nosso desporto.
quinta-feira, 15 de março de 2012
A utilidade desportiva do direito no desporto nacional poderia ser melhorada
G. Tullock descreve nos anos sessenta do século passado que a transferência de propriedade que se opera entre um ladrão e uma vítima deixa indiferente a riqueza total. Não fazendo a economia juízos de valor sobre a transferência de propriedade entre ladrão e vítima o seu impacto na riqueza total é nula porque o valor do bem se mantém o mesmo qualquer que seja o seu proprietário. Isto não significa que a economia seja indiferente ao desrespeito do direito de propriedade generalizado de uma sociedade. A existência generalizada da apropriação da propriedade é economicamente ineficiente e constrangedora e por tal razão é considerada uma falha de mercado que impede a maximização do bem-estar. Assim, para Tullock, após o roubo o ladrão investirá para continuar a roubar com sucesso enquanto a vítima investirá para evitar ser roubada no futuro. Ora estes dois investimentos terão impactos positivos no aumento do produto económico e conclui que melhor fora para a sociedade que o investimento tivesse sido feito visando o aumento do produto económico do que para o incremento de roubos e do seu combate.
II
O direito do desporto em Portugal tem uma acepção próxima da de G. Tullock como tenho muitas vezes chamado à atenção. O direito do desporto em Portugal faz leis e regulamentos que não têm consequências para o aumento do bem-estar desportivo, económico e social como se demonstra pelo quadro geral de debilidade generalizada das competições, das transacções e das relações sociais nacionais no domínio do desporto. Contudo, os agentes que produzem desporto investem na defesa dos seus direitos jurídicos e legais e o Estado investe quer no desenvolvimento do quadro legal pré-existente quer na sua complexificação e também em actos como a nomeação de juristas, de realização de conferências de juristas e para juristas, de secretários de estado juristas, de assessores e assessores de assessores, de presidentes, de vice-presidentes, de grupos de trabalho, de gabinetes jurídicos, de publicações, e tudo o mais sendo que todo esse investimento do Estado e dos particulares é indiferente para o desenvolvimento da produção desportiva e tem um impacto de delapidação da riqueza escassa que é atribuída ao desporto.
III
A leitura económica tem-me ajudado a definir melhores instrumentos para a compreensão das limitações do desporto português. Este Direito do Desporto Nacional puro e duro que cativa e entorpece o desporto nacional tem os líderes da palavra que se mantêm ao longo das décadas dentro dos gabinetes ministeriais e fora deles, com amplo acesso à comunicação social e às conferências feitas pela mão esquerda e financiadas pela direita e sempre para engrandecimento da Grande Obra do Direito do Desporto Nacional. A leitura económica de G. Tullock deste tipo de transacções é esclarecedor da utilidade de encontrar uma solução para o Direito Desportivo Nacional que não seja trabalhar a apropriação do direito de propriedade dos parceiros privados desportivos.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
DESPORTO, CLUBES e CLAQUES de FUTEBOL: FESTA OU VIOLÊNCIA?
“Daniel Seabra é antropólogo e investigador sobre o fenómeno das claques desportivas há já vários anos. Entre várias entrevistas que tem dado sobre o tema à imprensa nacional, o Professor, em entrevista à Antena 1, considerou que o futebol português nunca foi de família. O especialista chega mesmo a lembrar que "ao contrário de uma visão cor-de-rosa que existe do futebol português, nada mudou, mas a verdade é que nunca terá sido tão seguro como hoje ir a um jogo de futebol porque nunca, como agora, houve tanta vigilância".
Fonte: Escola Superior de Desporto e Lazer
Instituto Politécnico de Viana do Castelo
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
6. Análise crítica e semântica do Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de Setembro
terça-feira, 29 de novembro de 2011
5. Análise crítica e semântica do Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de Setembro
- Associações Juvenis de âmbito local, regional e nacional;
- Conselho Nacional da Juventude (CNJ);
- Federação Nacional de Associações Juvenis (FNAJ);
- Instituto Português da Juventude (IPJ, I.P.);
- Juventudes Partidárias, dos partidos políticos com assento na Assembleia da República;
- Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Superior;
- Associação Nacional de Municípios Portugueses;
- Comissão Interministerial de Juventude com todos os sectores políticos de áreas transversais à Juventude: Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), Ministério da Educação e Ciência (MEC), Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), Turismo de Portugal.»
- Secretaria de Estado do Desporto e Juventude
- Instituto Português da Juventude, I.P.
- 1 Representante do CNJ;
- 1 Representante da FNAJ;
- 1 Representante das Associações de Estudantes do Superior;
- 1 Representante das Associações de Estudantes do Secundário.
PRIMAVERA
- Março e Abril 2012 - Organização de 5 Seminários/workshops Regionais, deslocados geograficamente pelo país – em cada uma das 5 regiões-plano (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve)
- Maio 2012 - Evento Nacional de Apresentação das Conclusões dos Seminários Regionais
- Junho 2012 – Entrega de Relatório Final à Assembleia da República e ao Senhor Presidente da República, contendo as principais propostas, aberto a um processo de consulta sobretudo aos Jovens, motivando o debate e obtendo o maior número possível de informação, a apresenta.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
3. Análise crítica e semântica do Decreto-Lei n.º 98/2011, de 21 de Setembro.
A abordagem tem implicações com matéria que está contida no normativo indicado no título, e se prolonga nos artigo do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, “Pelo futuro da juventude portuguesa” (in Público, 09.11.2011), e mais recentemente, “Jovens: citius, altius, fortius” (in Expresso, 12.11.2011), pautados pela banalidade, sem a força da comunicação que é a marca da liderança.
O primeiro artigo apoia-se na metodologia da Comissão Europeia, autora de muitos Livros Brancos, e que serve de pretexto para lhe seguir as pisadas e elaborar igualmente um “Livro Branco para a Juventude” que, no quadro social actual de incerteza, deterioração política, económica e comunitária, é o que a Juventude menos necessita.
O segundo artigo reincide na força do “Livro Branco da Juventude”, e porque carece de argumentação que dê consistência à sua formulação, socorreu-se do glossário olímpico que é a marca do desporto, o velho lema “citius, altius, fortius”, criado pelo Padre Henri Martin, que sugeriu a sua incrustação numa lápide, por cima da porta de entrada do Albert Le Grand School, adoptado por Coubertin para o COI, e tornado extensivo aos profissionais olímpicos por Samaranch.
Para lhe dar a força que não tem inculca o ideário no GOP: “Governo espoletou um Livro Branco da Juventude, num processo envolvendo o contributo de todos os agentes e destinatários das políticas de juventude em Portugal.”
No Decreto-lei n.º 98/2011, de 21 de Setembro, para justificar a coligação da juventude com o desporto, o preâmbulo cola-se aos instrumentos jurídicos da União Europeia, e às Cartas do Conselho da Europa, e da UNESCO, e finalmente do Comité Internacional Olímpico que, para o efeito, não têm nem apresentam qualquer relevância justificativa para enfatizar a união ou ligação de ambos signos, porque o relevo dado a tão parca questão apaga o essencial das realizações que se desejam para o Desporto e para a Juventude, separados, juntos, acoplados ou geminados, que importa isso ?
Mas vamos à génese dos Livros Brancos e Verdes em que a Comissão Europeia é pródiga, e averiguemos das suas utilidades.
No portal da União Europeia, enquanto a Europa se vai afundando com os problemas que levantou debaixo dos pés, e não os consegue resolver, poderemos assistir, paradoxalmente, à publicação de inúmeras bíblias, desde 1985 até hoje, designadas por Livros Brancos, que se debruçam sobre todos os problemas que atormentam a humanidade e se destinam a ocupar o tempo de ócio dos eurodeputados, para os redigir, divulgar e arquivar, para memória futura.
Não se pretende especificar os temas abordados, porque estão aí para quem os quiser consultar, mas reavivar a memória para os produzidos em 2007:
Desta trilogia destaca-se que na saúde e na nutrição se inscreveu o ontológico cuidado “estratégico”, mas no Desporto foi omitido porque já toda a gente reconhece, ou que o estratégico faz parte do corpus desportivo, ou porque chegaram à conclusão de que afinal o Desporto vem fazendo o seu caminho, mesmo com Livros em Branco, ou sem Livros Brancos. E não será difícil entender agora como nos curricula dos programas das Faculdades do Desporto, começou a entrar a disciplina “Saúde”, sob o pretexto de combater a “Obesidade”, tema que mereceu de John Evans, da Universidade Loughborough (UK), no artigo «Physical Education and health: a polemic or ‘let them eat cake’», o seguinte resumo:
“Este artigo analisa criticamente a "pesquisa obesidade", oferece uma maneira de lê-lo e sugere que muitas das suas afirmações, no melhor dos casos, são as mais exageradas, e na pior das hipóteses infundadas e, ironicamente, se traduzidas acriticamente, possa lesar, nas escolas, os interesses educativos, e de saúde, das crianças e dos jovens.”(in European Physical Education Review, vol. 9 (1):87-81 – Sage Publications, London. 2003)
Em 2001 a EU lembrou-se do tema juventude e deu à luz o Livro Branco, titulado Um novo impulso à juventude europeia. Noutro sítio é considerado como o Livro Branco da Juventude.
Para dar um pouco de luz à génese dos Livros Brancos o próprio Glossário da CE esclarece que:
“Os Livros Brancos publicados pela Comissão são documentos que contêm propostas de acção comunitária em domínios específicos. Surgem, por vezes, na sequência de Livros Verdes, cuja finalidade consiste em lançar um processo de consulta a nível europeu. Quando o Conselho dispensa acolhimento favorável a um Livro Branco, este pode dar origem a um programa de acção da União Europeia no domínio em causa.”
Repare-se como se decide na Comissão Europeia ao referir, na última linha, que “um Livro Branco… pode dar origem a um programa de acção da União Europeia”, donde se subentende que também pode dar origem a nada, mesmo depois de”acolhimento favorável”. São os destinos dos Livros Brancos.
E, relativamente aos Livros Verdes redigidos desde 1984, informa o mesmo Glossário:
“Um Livro Verde é um documento consultivo publicado pela Comissão, consagrado a um determinado tema e que se destina a recolher as opiniões dos meios interessados sobre um determinado número de questões. O Livro Verde visa permitir à Comissão determinar melhor as orientações futuras da sua política sobre o tema em questão.”
Em Julho de 2009, aparece um Livro Verde - entre os publicados desde 1984 - que opta pela Promoção da Mobilidade dos Jovens para fins de Mobilidade, e esgota-se a Juventude.
Esta obsessão pelos Livros Brancos, ou coloridos, é manifesto na lei orgânica da Secretaria de Estado do Desporto e Juventude, e serve de talismã para calar a sociedade civil que constantemente aponta o dedo aos Governos de nada fazerem, e estes vêem-se na obrigação de abrir um Livro Branco. E depois de publicado, a sociedade civil cala-se, fica na expectativa, para ver no terreno a sua realização, mas o tempo de espera esgota-se e a sociedade civil acaba por se esquecer, e o documenta arquiva-se para que o futuro indague se aquilo teve pernas para andar ou se ficou pela impressão e divulgação.
Desperdiçamos o nosso trabalho e o nosso tempo, apesar de considerarmos que a vida é curta e que o tempo é dinheiro. Com a agravante de ter que se falar do desperdício, em obediência ao dito de Camus: "As pessoas que não gostam de futebol obrigam-me a falar dele".