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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O estudo da Havas

A informação é um conceito europeu e mundial que os países mais desenvolvidos do mundo prosseguem, produzindo informação necessária ao funcionamento das organizações a custo zero para permitir decisões oportunas e boas dos agentes nos mercados.

Com informação atempadamente produzida deixa de haver sustos como o agora  sentido com o estudo da Havas.

Entre nós as estatísticas, poucas que há, estão descredibilizadas e não são usadas no discurso político desportivo.

Coloquei em muitos artigos quadros com informação e os jornais também não estão interessados em usar quadros.

Adicionalmente há o crime de não se fazerem estudos fundamentais e de deixar passar anos e décadas no desconhecimento real do que se passa.

Fico-me por aqui.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O choque por uma notícia esperada, ver o jornal a Bola de 15FEV2013, pg.s 20 e 21

Estando ciente das críticas que se faziam aos meus resultados estatísticos, em que eu afirmava os frágeis resultados olímpicos como equivalentes aos do resto do desporto português, cheguei a propor a um presidente de uma federação um estudo do género da agência Havas o qual agora coloca Portugal na 85ª posição mundial em 115 países.

Como de outras vezes não houve condições de trabalho, o trabalho ainda arrancou mas parou a seguir com uma pequena conclusão.

A agência Havas ao classificar Portugal em 85.º lugar na avaliação de 53 modalidades mostra que não há limites quando se cai desamparado como aqueles velhos que ficam com a cara toda marcada porque não tiveram a mínima capacidade de autoprotecção.

Portugal estava a cair há muito e em 2012 sem nervo e lucidez desce sem travões ao 85.º lugar mundial.

Outra coisa que fiz durante anos foi alertar para o abrandamento da actividade desportiva e de múltiplos indicadores regressivos do desporto nacional.

Este não é o primeiro estudo internacional outros existem, que ao longo dos anos alertaram quem quis ser alertado.

O problema hoje não é subir nos rankings mas ir às causas profundas.

Sem ir às causas profundas e vitais o desporto português até pode subir e sube manco, sem coerência, sem ética.

Há factores profundos que não são referidos e não se pensa, nem se actua, não se propõe.

Não estou a fazer caixinha porque para chegar a consensos sólidos e sérios há necessidade de mais do que uma pessoa falar sozinha no seu blogue.

Há sectores no desporto português que vivem da miséria alheia, dando a importância que não têm e nem a arte para lá chegar conseguem convencer.

Creio que não estou a ofender ninguém, não o quero fazer, mas não posso calar a situação má que afecta o país e a sua população através do desporto.

Há quem a coragem dita para ficar calado ou falar de inverosimilhanças.

Tomo nota dessas posições e tento compreender causas e outras condições de trabalho possíveis.

Como tenho repisado os desafios são tremendos para o desporto português e a notícia da Havas era esperada.

Enquanto se continuar a cometer erros e não ter a coragem para os emendar nem haver capacidade nacional de chamar a atenção para o que vai correndo mal, o desporto português vive uma mentira e não tem como sair da dificuldade em que está metido.

Ninguém acredita no desporto, por isso a mentira não tem eco, nem repúdio e não mobiliza para a correcção porque o ente não existe.

Felicito a Bola pelo trabalho de divulgação do estudo da Havas.

O estudo da Havas é uma pedrada de uma verdade que se escondeu durante décadas retirando ao desporto possíbilidades mínimas de evoluir através das suas estatísticas, através de um espelho para onde olhasse e se reconhecesse ou pretendesse melhorar.

Apesar de tudo, creio que copiar o mau passado vai ser mais difícil de sustentar no futuro do desporto português.