Mostrar mensagens com a etiqueta medalhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta medalhas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O choque por uma notícia esperada, ver o jornal a Bola de 15FEV2013, pg.s 20 e 21

Estando ciente das críticas que se faziam aos meus resultados estatísticos, em que eu afirmava os frágeis resultados olímpicos como equivalentes aos do resto do desporto português, cheguei a propor a um presidente de uma federação um estudo do género da agência Havas o qual agora coloca Portugal na 85ª posição mundial em 115 países.

Como de outras vezes não houve condições de trabalho, o trabalho ainda arrancou mas parou a seguir com uma pequena conclusão.

A agência Havas ao classificar Portugal em 85.º lugar na avaliação de 53 modalidades mostra que não há limites quando se cai desamparado como aqueles velhos que ficam com a cara toda marcada porque não tiveram a mínima capacidade de autoprotecção.

Portugal estava a cair há muito e em 2012 sem nervo e lucidez desce sem travões ao 85.º lugar mundial.

Outra coisa que fiz durante anos foi alertar para o abrandamento da actividade desportiva e de múltiplos indicadores regressivos do desporto nacional.

Este não é o primeiro estudo internacional outros existem, que ao longo dos anos alertaram quem quis ser alertado.

O problema hoje não é subir nos rankings mas ir às causas profundas.

Sem ir às causas profundas e vitais o desporto português até pode subir e sube manco, sem coerência, sem ética.

Há factores profundos que não são referidos e não se pensa, nem se actua, não se propõe.

Não estou a fazer caixinha porque para chegar a consensos sólidos e sérios há necessidade de mais do que uma pessoa falar sozinha no seu blogue.

Há sectores no desporto português que vivem da miséria alheia, dando a importância que não têm e nem a arte para lá chegar conseguem convencer.

Creio que não estou a ofender ninguém, não o quero fazer, mas não posso calar a situação má que afecta o país e a sua população através do desporto.

Há quem a coragem dita para ficar calado ou falar de inverosimilhanças.

Tomo nota dessas posições e tento compreender causas e outras condições de trabalho possíveis.

Como tenho repisado os desafios são tremendos para o desporto português e a notícia da Havas era esperada.

Enquanto se continuar a cometer erros e não ter a coragem para os emendar nem haver capacidade nacional de chamar a atenção para o que vai correndo mal, o desporto português vive uma mentira e não tem como sair da dificuldade em que está metido.

Ninguém acredita no desporto, por isso a mentira não tem eco, nem repúdio e não mobiliza para a correcção porque o ente não existe.

Felicito a Bola pelo trabalho de divulgação do estudo da Havas.

O estudo da Havas é uma pedrada de uma verdade que se escondeu durante décadas retirando ao desporto possíbilidades mínimas de evoluir através das suas estatísticas, através de um espelho para onde olhasse e se reconhecesse ou pretendesse melhorar.

Apesar de tudo, creio que copiar o mau passado vai ser mais difícil de sustentar no futuro do desporto português.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Vamos pensar que Portugal vai ganhar medalhas olímpicas no Rio de Janeiro!

As pessoas que decidiram tudo nas últimas décadas dizem que não há medalhas para Portugal em 2016.

Não desmerecendo da justeza das suas palavras há a alternativa de actuar de outra forma e trabalhar arduamente para ganhar medalhas.

Ganhar medalhas é um objectivo fulcral para trabalhar o desporto todo.

As sociedades mundiais salivam com medalhas olímpicas,

Devemos falar de medalhas olímpicas para podermos começar a trabalhar o desporto todo.

Estudando os projectos olímpicos de outros países europeus em profundidade há alternativas que não foram usadas, nunca, por Portugal.

Alguns projectos europeus feitos em Portugal foram mal feitos.

O investimento em infraestruturas é o paradigma em toda a sua dimensão desde a concepção, à gestão do activo edificado.

Veja-se em particular o caso do CAR do Atlletismo.

Num sector que por definição visa a perfeição e a excelência, fazer pela metade, é, tem sido, fatal.

Este paradigma de comportamento de ser e de estar no desporto urge ser profundamente corrigido.

O comboio está em andamento e é responsabilidade do desporto dizer quais são as condições para o apanhar.

Com uma nova liderança há que actuar em profundidade, compreender a complexidade e a dimensão do desafio, definir bem uma estratégia nacional, definir metas porventura difíceis, definir processos de salvaguarda dos princípios definidos, definir instrumentos de alerta e de correcção do trajecto, aprender que os erros são para serem corrigidos com rapidez, assumir que a correcção de alguns erros poderá doer, assumir um diálogo com a sociedade para conseguir trilhar a par e em consenso a expectativa de sucesso olímpico no Rio de Janeiro.

Há escolhos e dificuldades de grande monta.

Para já não é preciso quantificar medalhas.

Há que pensar processos de trabalho tanto horizontais como verticais, na sociedade, na administração pública, no associativismo.

Compreender bastante melhor os três motores do desporto moderno: o associativismo, as empresas e o Estado.

Ganhar a confiança da sociedade é fulcral e dizer-lhe e convencê-la de que se trata do futuro, dos filhos e dos netos do país, da envolvência de todos os adultos, e que não há país sem desporto e sem medalhas olímpicas...

Dizer-lhes que nós somos capazes porque os outros países europeus foram capazes.

Nós temos de ser capazes de avançar e dar a mão aos países africanos de expressão portuguesa.

Os laços a ligar gerações de atletas trarão retornos sem par no futuro.

Temos de começar por dar passos correctos em Portugal.

Esta ética civilizacional tem sido esparsa e delgada quanto aos comprometimentos e quanto às realizações, tal como, o desporto português.

Assegurar à sociedade que os erros cometidos têm de ser corrigidos e que só em conjunto será possível corrigir os do passado e evitar os do futuro.

Não há que ter medo de falar de medalhas.

Há que trabalhar duramente, com coragem, criatividade e ousadia antes de falar de medalhas com terceiros, na política, na sociedade e na economia.

Portugal tem de deixar de ter medo de falar de medalhas olímpicas.

As medalhas vão quantificar-se lá mais para a frente.

O tempo de falar de tudo sobre o desporto, o olimpismo e as medalhas é hoje, é da actual geração de líderes desportivos.

A sua responsabilidade maior é o de perseguir a sociedade a envolver-se e a comungar do desígnio das medalhas olímpicas, do nosso futuro como Povo e como Nação.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

As medalhas olímpicas são para ser ponderadas, não negadas e não negociadas com ligeireza

Antes de 2004 publiquei artigos na imprensa a referir a hipótese de criar metas de medalhas olímpicas como faziam outros países.

Creio que as cinco medalhas eram o objectivo proposto.

O padrão de competição nos ciclos olímpicos de Portugal são apostar nos primeiros anos do ciclo para depois assegurar o financiamento até ao fim.

Os outros países possuem outra filosofia de actuação estruturando a capacidade de vencer a medalha final depois de uma candidatura limpa e pacífica ao alcance dos seus melhores atletas.

Há razões mais profundas que levam as federações a preferirem o comportamento de 'entradas de leão e saídas de sendeiro'. 

Vamos deixar essas razões profundas para outra ocasião.

No ciclo começado em 2005 havia uma certa euforia com as medalhas e campeões europeus e mundiais criados e avança-se formalmente com as 5 medalhas em contrato-programa.

Dizer nesta altura que não vai haver medalhas é o mesmo que defender a conquista de um determinado número de medalhas.

Mas é à definição de um número que a opinião pública e os líderes federados estão presos.

Há uma questão:
  • O desporto português necessita de uma avaliação profunda e não é o facto de alguns líderes andarem à volta de si mesmos que vai trazer o sossego, o conhecimento e a ponderação necessários para pensar o que vai ser o futuro.

Levantar 'o mal e a caramunha' nesta fase pode ser relevante para quem esteja aflito por alguma coisa que se comprometeu ou da imagem que quer manter, ou desejar apresentar trabalho, ou pretender dizer que o outro é incompetente.

Há dados que estão lançados e outros por lançar e não há que colocar o baraço ao pescoço do desporto português e do olimpismo português tratando com ligeireza uma questão de ética desportiva e olímpica como são as medalhas e as relações com os seus patrocinadores públicos e privados.

Há que saber tratar bem do olimpismo e há a história que nos diz que há pessoas que não o souberam fazer no passado ou não possuem bagagem objectiva para trabalhar essa responsabilidade.

Pode parecer arrogante o que digo, a realidade é que no desporto português nem sempre se conseguiu ser frontal. 

Pintar o futuro de negro é uma defesa individual que tira às federações e aos seus líderes actuais a capacidade de olhar e conceber um futuro alternativo, tornando-o equivalente ao passado e salvando a face que parece que se quer salvar.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

Atenção ao Atletismo

Mais importante do que os resultados, quanto ao Atletismo é fundamental estar atento à estrutura de competição e de resultados.

A questão é que o atletismo está à procura de um novo modelo e a preparar o futuro.

Esta procura vai trazer outro nível competitivo.

O leque de actuação da modalidade é mais amplo e poderá assistir-se à quebra de produtividade ao nível das medalhas. Será possível que neste jogos a modalidade saia sem medalhas.

Há processos de fundo a acontecerem no Atletismo e isso ficará para falar mais tarde.

Observemos os jogos e os valores actuais do Atletismo português.

Noutras modalidades as dificuldades são anteriores à competição olímpica.

No Atletismo a conversa das medalhas coloca-se no terreno das possibilidades não das virtualidades e dos sonhos.

Tem sido assim: as outras modalidades sonham e dizem muitas coisas e o Atletismo conquista medalhas.

O futebol português não é olímpico.

domingo, 29 de julho de 2012

4-11, 3-11, 11-6, 12-14, 11-8, 11-2 e 12-10

Há modalidades em que é muito difícil observar que o aspecto psicológico é decisivo.

Os resultados da eliminação de Lei Mendes são claros. Ganhou dois jogos, perdeu o terceiro, ganhou o quarto depois de uma recuperação para não-cardíacos e perde três jogos de seguida. A descrição do Diário de Notícias descreve o que lá se passou.

As perguntas simples são: 

  • A selecção olímpica portuguesa nos últimos 4 anos trabalhou com psicólogos? 
  • Em particular, sendo a primeira vez que competia nos Jogos Olímpicos Lei Mendes que equipa de treinadores e especialistas teve?

Depois de Mamede e Vanessa parece que o programa olímpico português não conhece uma especialidade que se chama psicologia ou os especialistas contratados são maus, o que parece inverosímil, ou a estrutura de liderança faz mal a contratação e a afectação destes especialistas.

Neste primeiro dia, dos Jogos Olímpicos de Londres, o quadro de uma liderança olímpica frágil, que prevalece como sistémica, começa a delinear-se com Diogo Carvalho em duas disciplinas, Carlos Almeida e Sara Oliveira todos com resultados abaixo das expectativas e não tendo sido capazes de suplantar os seus próprios resultados anteriores.


João Costa garantiu um diploma de 7.º e confirmou que com a sua idade é um valor certo, insuficientemente acompanhado pelo Comité Olímpico, pela Federação e pelo Governo português, nos ministérios do Desporto e das Forças Armadas desde 2009 e eventualmente em Jogos Olímpicos anteriores.


Poste actualizado às 10,43 horas.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vamos assumir os nossos candidatos a Londres 2012!

Tenho-me batido pela transparência da candidatura de Portugal à conquista de medalhas olímpicas. Os frutos alcançados antes de 2008, devido ao crescimento de longo prazo dos resultados e das condições de produção do alto rendimento nacional, levaram o Estado e o associativismo desportivo a definir as 5 medalhas para Pequim.

Esta medida de política desportiva foi correcta mas inconsequente.

Um líder desportivo que se tinha afirmado à beira da reforma viu os resultados desportivos que esperava não acontecerem e em vez de sair como tinha prometido. Fez aquilo que eventualmente sempre tinha pensado e que era não se reformar, deixando para o desporto português e os seus atletas uma péssima imagem.

Os líderes desportivos privados intuíram que o momento não era de reformas profundas perante uma opinião pública crítica de todo o sucedido e pouco condescendente para com o desporto que se viu 'atirado à feras'.

A inconcequência do processo foi a do Estado incapaz de reafirmar propósitos éticos, chamar os bois pelos nomes e assumir um projecto desportivo inovador com determinação.

Com as dificuldades surgidas nas diferentes crises social, orçamental, económica e financeira para além do abrandamento do produto desportivo nacional, cujos resultados se fizeram sentir a partir de 2006, levaram em 2008 à formulação da negação de candidatura na conquista de medalhas olímpicas.

Os centros de alto rendimento cujo investimento se acentua são soluções como os estádios de futebol a que falta a definição de princípios e de objectivos de longo prazo.

A indefinição das medalhas é incorrecta porque tem consequências gravosas para a concepçâo da política desportiva, para a sua execução e para a imagem do próprio desporto.

Há hoje atletas capazes de alcançar medalhas quer pela sorte, como aconteceu em Atenas a Sérgio Paulino no ciclismo, quer atletas que podem explodir, quer outros que acompanham de perto as marcas mundiais, quer algum dos conceituados, etc.

Todos são os nossos campeões, devem ser tratados como tal e a sua consagração começa agora e não está dependente dos seus resultados.

Obviamente o equilíbrio entre a exposição pública e a concentração para a competição olímpica tem de ser ponderada para potenciar a vitória e proteger o atleta.

Num momento em que os dinheiros para o desporto diminuem acentuadamente não promover a imagem dos nossos campeões é um incentivo para sobrecarregar os orçamentos públicos e retirar recursos para segmentos mais necessitados de uma actuação pública activa.

A preparação para os resultados que vierem de Londres é a conformidade dos programas e dos resultados.

Portugal tem capacidade humana e económica para 5 medalhas de acordo com os níveis de produção de medalhas europeia dos últimos Jogos Olímpicos.

Ganhar 4 medalhas e ganhar apenas 3 medalhas é aceitável surgindo factores de maior produtividade no terreno de competição.

É esta concepção de produto desportivo, em particular do olímpico, que não se encontra no modelo português.

Um ponto para aproximar Portugal da Europa era conseguir equacionar e promover o debate científico e tecnológico, político e social, económico e desportivo do projecto olímpico de Portugal.

A promoção dos nossos campeões desportivos para Londres deveria ser observado como um factor de exportação da imagem de Portugal e dos seus produtos transaccionáveis o que demonstra que escondendo os campeões para esconder os medalháveis prejudica afinal o país em milhões de euros e nos torna diferentes, para pior, daquilo que é o saber-fazer olímpico na Europa e no mundo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sejamos sérios e frontais sobre as medalhas e os Jogos Olímpicos

Tenho encontrado com frequência crescente a afirmação da inferior relevância das medalhas como resultado desportivo aferidor da viabilidade de um sistema desportivo em particular do português.

As causas destas afirmações estão na queda intelectual e de conhecimento que acompanha a falência do desporto português.

As críticas que se fizeram a partir de 2008 relacionaram-se com a falência nacional e dada a inexistência de líderes consistentes e de visão de futuro o discurso mingua e os funcionários menores tendem a reproduzir aquilo que os seus superiores lhes transmitem e ouvem dizer.

O fracasso do desporto português levou a que desde antes de 2008, nomeadamente a partir do Euro2004 não houvesse o enaltecimento do desporto e em particular de cada um dos seus produtos.

Destruir a visibilidade das medalhas perante a opinião pública é um crime e uma desfaçatez que se deve aos níveis absolutos de iliteracia desportiva.

Os jornalistas são (?) industriados e/ou são ignorantes da matéria e perante as afirmações afoitas e negligentes não colocam o seu autor contra a evidência mundial.

Todos os países do mundo se batem por medalhas, os Comités Olímpicos e as federações de todo o mundo batem-se por medalhas havendo uma bibliografia e um historial abundante o que afinal parece não incomodar as pessoas que mentem e dizem que Portugal pode estar sozinho porque está muito bem.

Dizem que Portugal ganhas medalhas mundiais o que é verdade mas quando falam de outros sectores que o não fazem estão deliberadamente a misturar alhos e bugalhos.

As comparações fazem-se com coisas iguais.

O desporto produz medalhas mundiais e isso não é um objecto social de outros sectores, portanto não se pode comparar.

Já se deve comparar é dentro do desporto o que fazem todos os países e aí temos bibliografia científica que quando pega em Portugal o coloca no fim do mundo.

Não é ético e não é sério dizer mentiras sobre as medalhas e será compreensível para pessoas que perderam o sentido às coisas ou talvez nunca o tenham tido.



A história do COI e a literatura científica sobre mega-eventos e sobre Jogos Olímpicos diz que Portugal está em último lugar na Europa.

Este é o foco da nossa atenção para transformarmos o país rumo a outro futuro.

Sócrates condescendeu com o que não devia e isso permite actualmente aproveitamentos que continuam a ineficiência nacional.

Meus senhores, sejamos sérios e exijamos ética e seriedade à pessoas com quem debatemos o futuro do desporto português!