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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Sobre a violência no futebol em Braga

Na Bola de hoje, 16fev2013.

Mário Figueiredo: "Temo que haja uma desgraça num campo de futebol".

APAF: lamentou, em comunicado, a falta de policiamento nos jogos e criticou a FPF, demonstrando "estranheza perante as punições residuais atribuídas pelo Conselho de Disciplina da FPF"

São duas posições éticas bem distintas: 
  • A primeira deita as mãos à cabeça.
  • A segunda deita as mãos à obra.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O que fazer com o Estado?

A função do Estado no desporto é um conceito que mais confusão suscita no desporto português.

A matéria é ampla e justificaria um trabalho aberto.

Junto algumas ideias, sem preocupação de estar a apresentar uma teoria acabada.

Vejamos:
Caso o mercado privado tenha a capacidade de prover determinado bem desejado pela população não há razão para a intervenção do Estado.

Nestes casos existe muitas vezes uma situação identificada com mercados de concorrência perfeita e que também são eficientes não necessitando da intervenção do Estado. Atenção que estou a simplificar imenso.

Muitos dos bens com que a maior parte da população lida no seu dia-a-dia é de produção e fornecimento privado e o Estado pouco faz ou parece fazer para a sua provisão óptima.

Outros bens económicos são produzidos pelo próprio Estado e o exemplo comum é a defesa nacional e por exemplo o forte que fica junto à praia grande na Nazaré para a segurança marítima.

Muitos bens mesmo que fornecidos pelos agentes privados necessitam de uma garantia de qualidade por parte do Estado como a garantida pela ASAE em relação à segurança alimentar.

No desporto acontece que a produção privada é ineficaz e iniquo e não produz ao nível dos padrões europeus.

Ou seja, o desporto não funciona em nenhum segmento de mercado desportivo, informal, recreativo ou no alto rendimento, como um mercado de concorrência perfeita. Existem várias situações de falência do mercado do desporto.
Note-se que em todos os países europeus o Estado tem uma intervenção razoável no mercado do desporto.

Por isso, o Estado português também deveria actuar com a quantidade e a qualidade que os outros Estados europeus fazem, nem mais, nem menos.

Só muito Estado português será capaz de elevar a qualidade do desporto português ao nível da qualidade do desporto europeu.

Recordo que fui muito sintético.

Em conclusão:

O dirigentes privados associativos e as universidades incorrem em erros vários ao falar da relação entre o Estado português e o nosso desporto.

Os conceitos, quando correctamente expressos, são simples e podem ser assumidos potenciando os desejos e as palavras dos líderes associativos e das universidades.

Mas para isso há que criar plataformas de entendimento consensuais e participadas.

Até 2013 isso ainda não foi criado.

Ainda não existe.

Por isso, tudo é muito difícil e as falhas começam e existem em todo o lado, mesmo dentro de cada um de nós.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma solução inovadora 'alterar o quadro regulamentar e legal em vigor'

Segundo Joaquim Evangelista  para '"proteger a viabilidade do futebol português", sendo para isso necessário "alterar o quadro regulamentar e legal em vigor"'.

Dá a ideia que o quadro regulamentar é ineficiente.

Se calhar até é ... Enfim, tenho a certeza que é.

Deveríamos ver em primeiro lugar o que é a viabilidade.

Este critério de eficiência é que deveria ser o elemento a trabalhar.
"Alterar o quadro regulamentar e legal em vigor" é 'chover no molhado' e todos os juristas de Portugal e todos os membros do Conselho Nacional do Desporto de todos os tempos vão concordar.
Não foi isso que se fez durante os últimos 40 anos?


De uma forma estruturada Fernando Gomes fez um estudo económico quando estava na Liga de Clubes.

Não quero avançar argumentos mas a decisão fez sentido.

O desafio agora na FPF é outro e FG perde-se, porque o seu modelo de governação estará a confundir-se com o de Gilberto Madail?!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Justiça é vulnerável à corrupção

O diagnóstico é de Luís Sousa, investigador do Instituto de Ciências Sociais e politólogo e aparece na comunicação social como no Jornal de Negócios e no Expresso.


A relevância para o desporto é a qualidade da regulação e da feitura de leis que Nuno Garoupa outro investigador e professor universitário tem desenvolvido sobre Portugal.


A investigação científica é uma área insuficientemente desenvolvida no desporto e os estudos que apontam soluções face à realidade devem ser promovidos.


No desporto a corrupção não pode deixar de ser realçada como fenómeno influenciador das políticas e do seu desenvolvimento.


Não é minha preocupação trabalhar a questão da corrupção mas não posso deixar de olhar para ela como fenómeno influenciador da qualidade de cisão económica dos agentes privados e públicos que actuam no sector.