domingo, 4 de novembro de 2012

Refere Henrique Monteiro sobre a captura do Estado

No Expresso refere que "é verdade que Ferreira Leite afirmou o que as notícias dizem, (...e ela e...) os outros participantes (Mota Amaral, o professor de História Amadeu Carvalho Homem e o professor de Filosofia Diogo Pires Aurélio) sublinharam: que o Estado está capturado por poderosas corporações que impedem o seu fim mais elevado: a Justiça e a Equidade."

A reter o termo capturado que dentro de pouco tempo vai ser muito falado entre nós.

Sobre a FP Atletismo

Algumas questões para procurar responder nos tempos mais próximos:

  • O que aconteceu ontem dia 3 de Novembro?
  • Quem é Jorge Vieira para conseguir vencer as eleições?
  • O que prometeu durante o período eleitoral? 
  • Qual a situação actual do Atletismo em termos gerais?
  • Quais as questões mais relevantes para o futuro da FP Atletismo?
  • Quais os desafios da nova Direcção?

sábado, 3 de novembro de 2012

A Troika e a independência nacional

Ver aqui a entrevista de João Ferreira do Amaral e aqui em papel sobre a crise orçamental e da austeridade que tem arrastado.

Ver aqui as palavras de Manuel Ferreira Leite sobre a indepência nacional e as contradições do regime democrático

Vitórias do rugby jovem

O Rugby jovem sub-18 e 19, ver aqui, anda a qualificar-se contra federações fortíssimas e isso é de enaltecer numa modalidade que faz por mostrar que em equipas o futebol pode ser alcançado ... para já

As eleições na FP de Atletismo deram a vitória à lista B de Jorge Vieira

Ver os resultados aqui no site da Federação Portuguesa de Atletismo.

Na TSF, aqui, está um artigo mais completo sobre as eleições e as primeiras afirmações do novo Presidente Jorge Vieira.

Obviamente o candidato ideal ao COP

O currículo dos líderes passa pelo acumular de capital que permite em determinados momentos aceder a lugares superiores num crescendo que gera benefícios para o seu mercado e os parceiros que lá trabalham.

Nesta perspectiva houve um erro em Pequim em que naturalmente o ciclo da presidência de então do COP se devia ter fechado e aberto o ciclo de um novo líder para o COP português.

Os resultados frágeis do ciclo olímpico e da forma como as reformas do desporto português se estão a realizar são tremendamente prejudiciais para o desporto português.

Outros países conseguem fazer eleições em poucos dias e ter um novo governo todo a trabalhar enquanto entre nós são meses.

No desporto português o fim dos Jogos de Londres foram no Verão e vão passar meses até à eleição de um novo líder.

Este fim de semana o Expresso homenageia Fernando Mota como o líder desportivo mais realizador de medalhas olímpicas do desporto português e fica-se por aí.

Este tango extremamente lento e sincopado é das piores características do desporto português.

O corpo de eleitores deveria assumir uma governança moderna e deixar-se de  rodriguinhos como se houvesse outras alternativas e o modelo fosse maduro e sustentável.

O desporto português tem um modelo falido necessitando de uma reforma corajosa muito corajosa.

Para mim Fernando Mota é o candidato natural à liderança do COP, caso dê esse passo, dado que a concorrência fica a milhas das suas realizações desportivas e na capacidade de colocar o Expresso a manifestar-lhe a justa homenagem.

Noutro país desenvolvido era naturalíssimo que o país e o desporto esperassem a sua candidatura para que execute no COP o resultado do Atletismo e ainda mais criando condições novas que até hoje o desporto português não conseguiu oferecer aos seus atletas e treinadores.

Outra candidatura ao COP com interesse é a de Manuel Brito que pelo seu lado pode afirmar que nas organizações onde esteve, Desporto Escolar, INDESP, COP, vereação na Câmara de Lisboa, sempre se guiou por princípios elevados e no interesse do desporto. Contudo, se estas são as eleições de Fernando Mota é obviamente certo que para a transformação profunda do desporto português há a necessidade de conseguir eleger para diferentes órgãos privados e públicos uma quantidade de líderes que substituirão a 'velha guarda' e deverão articular consensos múltiplos e transversais ao desporto e à sociedade.

É lamentável que as eleições do COP se estejam a passar desta forma sem conseguir chamar ao debate a maior parte das valias e do capital que o desporto acumulou e que são essenciais para o futuro.

A questão com que o novo presidente do COP tem de lidar é a sua capacidade de ao contrário do que as lideranças desportivas fizeram no passado conseguir potenciar o capital acumulado no desporto e que diversos, espalhados no território e nas organizações, não focam o futuro e potenciam o benefício da população portuguesa.

Para isso não existem Dons Sebastiões mas haveria de haver democracia e capacidade organizativa para o debate mais elevado e decisivo do desporto português dos últimos 30 anos.

Assumir Fernando Mota como um Dom Sebastião será colocá-lo igual ao retrato do passado e da manutenção do século XX do desporto português.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dormir com o inimigo não tem consequências inocentes

Durante décadas houve líderes que foram a esperança do desporto porque produziam resultados e as vozes e actos dissonantes estavam noutro lado.

Quando Manuel Brito fala do objectivo das medalhas tem a atitude corajosa que pode contrariar aqueles que dormindo com o inimigo assumiram as medalhas como o mal menor de que se fala mas de muito difícil assumir como ponto de honra.

Obviamente há quem discorde de Manuel Brito porque as consequências do futuro presidente do COP definir medalhas é uma definição que choca com o sagrado não fazer tudo das sacrossantas federações.

O que está a falhar aqui é a estrutura do debate.

Manuel Brito não foi chamado a expor a totalidade do seu pensamento e é sentenciado por pessoas que vêm no expressar de ideias democrático um erro e uma ameaça.

Alguns pontos são importantes de realçar num debate democrático relacionados por exemplo com o que se faz quando os resultados não são alcançados.

Continua-se a eleger o mesmo presidente do COP a quem o Estado garante o dinheiro mínimo para a incapacidade de definir medalhas ou procura-se nomear outro presidente capaz de mobilizar a sociedade para projectar as federações, clubes, treinadores e atletas para o firmamento desportivo de nível europeu?

O debate do COP tem de chegar a este ponto que é central sob pena de qualquer candidato como Manuel Brito que faça uma proposta interessante seja trucidado por aqueles que têm mais decíbeis na comunicação social.

Nada está a ser feito para organizar um debate democrático.

António Borges tem uma posição semelhante no video que se pode ver aqui.

Para António Borges e parece que também para os presidentes de algumas federações tudo é legítimo para os especialistas mesmo que todo o sistema desportivo se desmorone e haja milhares de jovens que saem das escolas de desporto para o desemprego ou que existam centenas de milhares de jovens e de lmilhões de portugueses que não têm um estilo de vida activo através do desporto e disso não se pode pedir a intervenção das federações porque a sua especialidade é o alto rendimento.

Para pessoas que de alto rendimento não conseguem alcançar o mesmo dos seus pares europeus é preciso certa estrutura de raciocínio em que às tantas já não as medem.

Dormir com o inimigo tem destas coisas é que a partir de determinado momento as fronteiras esbatem-se e o futuro é o próprio umbigo como tem acontecido demasiadas vezes no desporto português.

O conceito de combate dos chefes é pertinente e relaciona-se com o de democracia e diálogo social, governança

Quando avancei com este conceito estava ciente da relevância de um debate democrático para benefício do desporto português.

Algumas características do modelo de democracia surgem agora como a da existência de coisas sagradas, que querem ser tão certas como a vida mas são-no como a morte do desporto português que se vai assistindo.

A Bola criou um programa com três presidentes de federações que são exemplos dos limites alcançados pelo desporto português de forma diferente mas que estiveram presentes em inúmeros momentos ou esquinas do tempo, que foram assim e poderiam ter sido muito mais proveitosos para hoje e para o futuro.

A Bola pelo seu lado é o mais tradicional dos órgãos de comunicação. Trata do futebol e empurrado por uma competição forte cresceu com essa forma de fazer jornalismo desportivo em Portugal sem perder a referência nacional mesmo nos tempos mais recentes.

O programa parece ser transmitido em sinal fechado, chama-se Menos Futebol, e é possível ter acesso ao que terá sido o primeiro programa aqui.

Falta contradição ao programa.

O próprio programa chamou várias pessoas para contraditar com os comentadores em causa própria e comum o que demonstra uma forma diferente de fazer estes programas em que no futebol basta chamar adeptos azuis, verdes e vermelhos para meter o contraditório para dentro do programa. Não tendo cores o programa é cinzento com múltiplas vénias, toques corporais cúmplices e beija-mãos recíprocos de supremo enlevo. Falta nervo e quando sugerido por um presente mais afoito sai artificial. Para o consumidor anónimo uma xaropada de coisas em chinês envolvido numa moral duvidosa por quem não sabe como falar de desporto para a gente simples do povo que paga a taxa. A MEO é paga não é?

Isto tudo que aqui avanço tem a ver com democracia e com o facto das federações terem sido incapazes durante os últimos 20 anos de chegar a um nível europeu de produção desportiva.

Muito foi feito mas não a média europeia abrangendo a maior parte do desporto e da população.

As federações não são entes sagrados e dizer que é preciso aproximar o COP das federações é uma leitura de um protagonismo serôdio quando o que se deveria discutir era qual o envolvimento mútuo, a Europa chama-lhe diálogo social, porque afinal o COP actual e do passado teve nas federações todas um envolvimento que permitiu a nulidade de produto olímpico actual.

O jornalista de serviço nunca percebeu de desporto profundamente, joga a bola do biqueiro na canela e da cotovelada que o árbitro não viu e devia ver porque ele está a ver e viu logo...

O essencial de desporto para o futuro passou ao lado e vai continuar a passar como foi prometido pelo jornalista apelando aos presidentes para trazerem histórias do seu passado...

Há coisas que parecem nascer mortas.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os erros do debate dos candidatos à presidência do COP

O debate está aberto e pode dizer-se que a ferver.

Não irei trazer para aqui as diatribes que correm por aí à rédea solta.

Esta é a forma errada de debater o futuro do desporto português.

Porque é o futuro do desporto que deveria ser discutido.

Há evidentemente questões positivas e negativas de qualquer candidato e a forma correcta de gerar esse futuro era estruturar o debate.

Tal não foi feito e obviamente alguns candidatos terão maior exposição mediática do que outros sem que o debate fundamental se venha a fazer.

Aliás esse debate nunca se terá feito, como agora se começa a saber por afirmações de uma das comadres.

Este final de mandato do COP vai ser doloroso na incapacidade de gerar condições para a criação de uma alternativa credível e forte nos domínios ético, desportivo e social.

A fraqueza está em inúmeros sectores, segmentos e protagonistas cada um fazendo pela sua vida, naturalmente.

O desporto português em 2012 continua a não ter um norte sólido e socialmente reconhecido para vingar numa perspectiva de longo prazo.

Há erros óbvios se algum órgão da comunicação social decidir apoiar um candidato sem o declarar publicamente dando um simulacro de democracia.

É aqui que uma liderança cessante acima de toda a suspeita deveria assumir uma actuação de regulação da democracia e da competitividade dos debates a partir de actos de bastidores visando esses objectivos e o benefício máximo e inquestionável do desporto português.

Alguns dirão que o idealismo marca estas palavras, talvez seja, mas os resultados materiais da produção desportiva mostram que o 'business as usual' é um erro que benefícia alguns, poucos, e o produto desportivo total é inferior ao potencial de Portugal.

domingo, 21 de outubro de 2012

Debate com senadores das outras modalidades

No Canal do Futebol existirá um debate semanal com os presidentes do Atletismo, Ciclismo e Natação, ouvi dizer e não sei a programação.

sábado, 20 de outubro de 2012

As entrevistas dos líderes desportivos

O desporto deveria criar mecanismos de promoção dos seus próprios líderes e opinion makers.

A audiência do desporto não-futebol é pequena ou inexistente.

Porém, estas modalidades representam mais do dobro do consumo federado do futebol.

A promoção do marketing destas federações deveria ser uma opção prioritária para promover o seu próprio mercado.

O Estado não tem instrumentos vocacionados para esta tarefa e olhando para o COP e a CDP nada ali acontece com este desiderato.

São coisas como estas que farão o futuro e serão assumidas por lideranças modernas.

A relevância da economia do desporto

História em três actos

I
Segundo corre por aí o Governo terá pedido a um dirigente associativo que exigisse publicamente maior orçamento público para o desporto.

Vivemos tempos extraordinários e esta situação a ser verdade demonstra que o Governo terá compreendido a importância de ter parceiros associativos competitivos no desporto.

Ou pelo menos para não ser muito ambicioso por agora quer que a rapaziada do desporto dê uns 'murros na mesa' a exigir aquilo que fazem há anos os bancos, as farmácias, os médicos, os estivadores, os enfermeiros, os professores, os sindicalizados todos, os funcionários e os técnicos do estado, o Belmiro de Azevedo, os donos das PPP, o Pinto da Costa, o Jorge Mendes, o João Lagos, etc., etc.

O Governo compreendeu que ao dar o bodo aos pobres através do Orçamento da Despesa era errado que todos os subsídio dependentes do desporto se mantivessem calados o que atrapalhava o esquema principalmente aos responsáveis directos do sector.

Caladinhos e ajuizados mas não tanto, terá sugerido o Estado.

II
O dirigente recusou fazê-lo ou terá declinado a sugestão.

Aqui chegados não se sabe se elogiar a presença de espírito ou se criticar a falta sentido de responsabilidade para com as necessidades do desporto.

Talvez a realidade seja um misto de ambas as coisas a compreensão clara das respectivas limitações e o assumir claro da falta de dimensão de liderança, esperando passar por entre os pingos da chuva.

III
A economia mesmo quando tratada profundamente tem falhas como a situação do país bem demonstra assim como o acompanhamento que lhe é dado pela Troika juntando eminentes instituições mundiais.

A situação da economia no desporto português é frágil sendo que em cada legislatura que passa as coisas se aprofundam para pior.

Tomar agora um líder desportivo e pô-lo a falar de coisas que não falou durante décadas é capaz de ser complicado para o próprio.

Para o desporto a situação torna-se cada vez mais complexa porque muitas vezes os líderes falam das suas necessidades que são tomadas como factores de correcção do modelo o que contribui para que este se distorça cada vez mais.

A economia do desporto está em maus lençóis porque não tem interlocutores, trabalhos e debates que a complexidade da situação exige.

Bem pode agora o Estado pedir ao Desporto que grite por Socorro Económico na comunicação social porque ele não sabe como e não sabe o que dizer.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cem anos a bater na parede

É espantoso como havendo dificuldades enormíssimas no desporto português a realidade do modelo se comporte fechando-se e destruindo capital.

Para além do useiro discurso corte-se nisto e naquilo e na administração pública, não se houve por exemplo faça-se bem. Faça-se bem feito o que está a ser mal feito.

É uma ligeira mudança de paradigma se se considerar que fazer bem feito é mais barato.

Fazer mal feito é caro!

Pouco se fala em Portugal do que poderia ter sido feito de forma diferente.

Fazer fora de tempo também é caro!

Fazer bem feito e oportunamente é um desafio deixado à melhoria do governo do desporto nas suas diferentes instâncias.

Usar bem os recursos, não desaproveitar recursos inclusive sugerindo que poderão sair seria relevante porque há ganhos nos recursos que acumularam capital desportivo de diferente espécie e que são escorraçados. Isto acontece há décadas.

Há um espartilho de uma sociedade desportiva incapaz de diálogo a não ser quando na oposição e quando se sentam no poder tomam o diálogo das coisas concretas como ameaças ao sentido superior de não se sabe o quê porque as coisas não batem certo e o país e o seu desporto afasta-se da normal europeia.

A capacidade de actuar em parceria e pluralidade discutindo profundamente questões fulcrais é uma impossibilidade nuclear.

O desporto português tem batido nos últimos cem anos continuamente na parede.

Bate, atordoa-se, cambaleia e precipita-se para bater de novo.

Fica contente com o seu umbigo porque conseguiu o 'rodriguinho' e não tem fôlego para a média europeia.

A crise orçamental sugere que afinal o desporto é extraordinariamente igual a tudo o resto neste rectângulo pátrio.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O orçamento do desporto é uma responsabilidade dos líderes desportivos privados

A opinião pública compreende bem que a dimensão do Orçamento de Estado para o Desporto corresponde a uma responsabilidade dos líderes desportivos privados.

Indubitavelmente os líderes desportivos privados estão a fazer o seu melhor, quer em termos de conhecimentos de como lidar com orçamentos públicos anuais e a estrutura económica de produção desportiva nacional de médio e de longo prazo, quer quanto à sua experiência de dialogar com o Governo de Portugal e conseguir os melhores resultados que respondam ao interesse dos agentes privados desportivos e da população portuguesa que no mercado produzem e consomem desporto.

A dimensão deste Orçamento de Estado para o Desporto não deve e não pode materialmente ser imputado ao Estado e ao Governo de Portugal.

O Governo está a fazer o que pode para responder às solicitações e à arte política dos sectores e dos seus líderes.

Quando o país vai à bancarrota não é de esperar que o Governo de Portugal desperdice dinheiro em actividades que não remunerem o euro público investido e que não retribuam com valor acrescentado o esforço de investimento público nacional realizado.

É escusado fazer contas nem procurar a informação que não existe.

É desanimador queimar pestanas com esta pobre freguesia.

CULTURA MANTÉM INALTERADO ORÇAMENTO PARA 2013


O Gabinete do Secretário de Estado da Cultura anunciou que o Orçamento do setor para 2013, no valor de 190,2 milhões de euros, se mantém inalterado em termos globais face ao ano de 2012: 

«Este Orçamento reflete a aposta política do Governo, e em particular do Primeiro-Ministro, de assegurar que os recursos alocados à área da Cultura são os mais adequados, tendo em conta os objetivos traçados nas Grandes Opções do Plano para a Cultura e as atuais circunstâncias de grande contenção orçamental».


No que respeita aos organismos tutelados, destacam-se os seguintes pontos:
  • Aumento de 93% do Orçamento do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) para 21,9 milhões de euros, refletindo o efeito da nova Lei do Cinema e do Audiovisual, estrutural para o futuro do sector.
  • Aumento de 7% do Orçamento da Direção Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas para 13,8 milhões de euros, acompanhando as necessidades do novo organismo resultante do PREMAC.
  • Aumento do Orçamento das Direções Regionais de Cultura em 26%, ao qual corresponde uma diminuição de 23% da Direção Geral do Património Cultural. Estes números correspondem à passagem de diversos museus anteriormente na órbita do IMC para a tutela direta das Direções Regionais.
  • Aumento em 11% do Orçamento da Direção Geral das Artes para 18 milhões de euros.
  • Redução de 21% do Orçamento do GEPAC, em consequência da extinção da secretaria-geral do anterior Ministério da Cultura e passagem das respectivas competências para a Presidência do Conselho de Ministros.
  • Manutenção do valor das Indemnizações Compensatórias de forma inalterada para a Entidades Empresariais do Estado na área da Cultura (Teatros Nacionais e Companhia Nacional de Bailado).

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mourinho baixa expectativas?

Referir que os madridistas de rua estão com ele será o mesmo que garantir que os aficionados da porta porta 10A de Alvalade ou da estátua do Eusébio acreditam no treinador é baixar a fasquia ou talvez não?

A resposta aos expertos!

DESPORTO E MUNICÍPIOS: políticas, práticas e programas


Novo livro editado por Jorge Olímpio Bento e José Manuel Constantino, a sair em breve.
Com os contributos de:
·         Hermínio Loureiro - Prefácio
·         José Manuel Constantino - O estado da arte
·         Antonio Carlos Bramante - Tendências em instalações desportivas e recreativas na vivência do lazer
·         António Serôdio - O desporto e a interioridade
·         Carlos Januário - Políticas Públicas Desportivas: discurso e acção dos municípios na área Metropolitana do Porto.
·         Eduardo Borges Pereira - O financiamento do desporto municipal e os apoios públicos ao associativismo
·         Go Tani, Sérgio Roberto Silveira, Luciano Basso e Umberto Cesar Corrêa - Desporto, município e escola: relato de duas experiências integrativas em São Paulo – Brasil
·         Humberto Ricardo e Jordi Viñas - A planificação estratégica no desporto municipal
·         Leonor Gallardo e  Juan Carlos Cubeiro - Las 6 de la buena gestión deportiva empresarial
·         João Paulo de Almeida - Planeamento e programação de instalações desportivas municipais.
·         Jorge Bento - Acerca do corpo: um ensaio com incidência na política autárquica
·         José Manuel Constantino - Empresas municipais: solução ou problema?
·         José Manuel Meirim , Maria José Carvalho - A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto. De uma leitura na generalidade à localização dos municípios
·         Luís Miguel Cunha - Planeamento urbano e espaços para a prática do desporto
·         Manuel Contreras Zambrana (Espanha) - História de LA GESTION DEL DEPORTE EN ESPAÑA. Breve repaso histórico, desde las primeras asociaciones locales hasta los modelos de gestión ante la crisis
·         Margarida Duarte - Interioridade e politicas desportivas
·         Maria José Carvalho, Carlos Resende, Maria Josefa Garcia Cirac, José Costa -Desporto, Política e Direito: do passado e da atualidade, Enfoque nas Autarquias locais
·         Pedro Mortágua - Sistemas Integrados na Gestão do Desporto: Qualidade, Excelência, Ambiente, Responsabilidade Social e Segurança e Saúde no Trabalho
·         Walter Roberto Correia - Formação continuada de recursos humanos para o desporto: um relato de experiência.

sábado, 13 de outubro de 2012

Há um sector da actividade económica que não se intimida

É a Cultura que desde há anos afirma os seus objectivos, debate os seus propósitos e chama a população e a sociedade a afirmarem a preocupação pelo seu produto cultural e as políticas que a atingem e impedem a maximização dos seus benefícios.

Algumas escolas de música classificaram-se no topo do ranking das escolas do secundário.

A Cultura portuguesa tem menos mil milhões de euros de produto económico, tem uma forma de se comportar bem diferente e que não é preciso ser adivinho para compreender que irão mais longe e mais depressa no bem-estar e no produto económico.

Os debates Do Tempo que Passa

No dia 9 de Novembro haverá um debate em Loulé de iniciativa da autarquia local e agora surge o debate de iniciativa da APOGESD.

Os dois debates são complementares porque o primeiro destina-se à realidade nacional e os desafios autárquicos enquanto o segundo tem igualmente em vista a realidade nacional mas sob a perspectiva privada.

Fui convidado para ambos os eventos e irei caracterizar no primeiro debate a racionalidade do comportamento público local e no segundo a racionalidade privado lucrativo.

Desta abordagem surgem duas dimensões: na primeira os desafios colocados aos parceiros desportivos analisados, causas e falhas fundamentais, na segunda as soluções que do ponto de vista económico são portadoras de maior racionalidade, benefício para a sociedade e lucro para o mercado de finalidade lucrativa.

No seu todo estas duas iniciativas da Câmara de Loulé e da APOGESD poderão ser um contributo, mesmo que indirecto, para o Combate dos Chefes que decorrerá no COP durante o primeiro trimestre de 2013.



Eppur si muove
Galileu Galilei

XIII Congresso Nacional da Apogesd

Terá lugar em Coimbra a 16 e 17 de Novembro em Coimbra.

Ver aqui.



O tema é 'A gestão de grandes eventos desportivos'.

Eu intervirei no dia 17 num painel temático com a presença de Luís Silva da Porto Estádio / UEFA e de um representante da Lagos Sport.

Coimbra vai ser a capital do Desporto dentro de um mês.

O call for papers está aberto aos interessados até ao dia 25 de Outubro.

O tempo escasseia mas se bem usado será o suficiente para o providencial resumo de ideias.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O fim do ciclo

Ultimam-se coisas que não se fizeram quando o tempo parecia correr devagar.

O mesmo tempo como que acelerou e mesmo sem nexo há que vomitar a pátria como sugeriu Paula Rego que Salazar fez.



Actualmente é um partido que se pensava democrático que implodiu por malfeitorias autoinfligidas.

Já outro anteriormente mostrara ser possível isso acontecer e com ele levara a nação e a pátria.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Messi e Ronaldo

Os dois são um produto extraordinário do futebol mundial que os soube criar.

O problema do José Mourinho é não se querer deixar envolver embora considere que o seu deveria / poderia vencer.

Ao referir os dois e a impossibilidade de dizer o vencedor é uma aceitação da excelência dos dois, ou seja do Ronaldo e do Outro.

O desporto português tem dificuldade em aceitar esta competição e em instrumentalizá-la em seu benefício.

Afinal a competição é o motor e a democracia de potenciação do óptimo.

O que aqui escrevo é uma competição comigo próprio que me ajuda a melhorar um diálogo comigo mesmo e cujo único interlocutor é o metrónomo que vai contando as visitas.

Eliminando a competição e outros processos de democratização, desenvolvimento e avaliação da performance a governança portuguesa deixa o seu desporto sem um espelho onde olhar e saber que aquele é o seu output ou que ele é positivo ou negativo.

Messi e Ronaldo com este jogo ao terem empatado conquistaram o consenso da sua indiscutível e inacessível mestria.

sábado, 6 de outubro de 2012

"Eu decido e está decidido!"

Este é um pensamento comum aos políticos portugueses.

O resultado está à vista e é uma colossal confusão para não lhe chamar outro nome.

Tem estado a piorar de há um ano a esta parte uma derrapagem de desmazelo, imprevidência e amiguismo que estoira com o pouco desporto que possuíamos.

A capacidade de leitura e de estabelecer normas no desporto português é infra-europeia.

É sobre este panorama que quem está no terreno do desporto e sofre na carne a imprevidência do Estado português e dos Governos de Portugal deveria criar uma governança que contrastasse com toda a gritante indiferença e canibalismo do ser e do estar sobre o desporto oferecido à nossa população.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

António Capucho (dixit in Expresso, de hoje)

"(O PSD) está completamente descaracterizado pouco de social-democrata e muito de neo-liberal, muita ingenuidade e incompetência."

E o que 'dixit' o desporto?

A tremenda crise nacional é relevante

Parece que as únicas coisas que importam ao desporto são o futebol, a venda dos direitos televisivos para conseguir margens superiores ao monopólio da Olivedesportos os quais são recebidos pelo Parlamento e têm grupos de trabalho exclusivos desde a criação do governo.

A crise mostra que o desporto necessita de um comportamento orgânico, não um falar esgaçado aqui e ali, por razões que a razão não entende e que mais tarde se encontra em motivos pueris e sem  norte.

O debate que se faz em Portugal tem este sentido vago, perdido e individual de pequenos grupos esmagados no seu ser em combate mortal com elementos afins pelos mesmos poisos e coisas sem conseguir constituir o todo desportivo uno e socialmente reconhecido dentro e fora de fronteiras.

É isto que está em causa no combate dos chefes.

O próprio PS tem sub-grupos que se auto digladiam e excluem quando um toma o poder, parece-me.

O outro tem barões trabalhando cada um por si ganhando as rendas ou raros jackpots.

O BE, PC e CDS aceitam galhardamente a agenda do "futebol é desporto" colocando os seus nas direcções das organizações para dar cor à coisa e 'fazer desporto'.

O desporto português precisa de substância, de saber estar e de saber fazer o seu caminho.

Essa substância passa por um objectivo, uma governança de comportamentos visando a racionalidade e a competitividade de cada um e de todos, indicadores comuns que apontem tendências e sentidos hoje ocultos pela ignorância da realidade toda.

A crise actual mostra como o caminho que se trilha é obscurantista e cheio de falsos profetas.

O caminho é outro e devíamos estugar o passo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

NÃO CONFUNDIR IMSA COM IMSA

Para que dúvidas não suscitem ficam esclarecidas as diferenças entre:


IMSA

e

IMSA 





MAIS UMA DEFINIÇÃO DE DESPORTO

Definition of sport

The SportAccord Council has developed a definition of “sport” to help them determine whether an applicant federation qualifies as an international sports federation.
  • The aim is not to have a general, scientifically sound or static definition, but rather to have a clear and pragmatic description of activities that could be considered as sports.
Elements of a Definition

Many dictionaries and encyclopaedias refer to sport as a physical or athletic activity, which often includes an element of competition.
Other sources make specific mention of mind sports and motorised sports where physical activity is less dominant. In addition, the relationship between sport and art is particularly interesting for sports that rely on judges.
The current SportAccord Membership shows the full breadth of the above. 

The sports within SportAccord can be categorised as follows:
  • Primarily physical
  • Primarily mind
  • Primarily motorised
  • Primarily coordination
  • Primarily animal-supported
Some sports have been classified in multiple categories, mostly due to the different activities that make up their sports.

The SportAccord Definition of Sport

For all new membership applications, SportAccord uses the following definition of a sport:
  • The sport proposed should include an element of competition.
  • The sport should not rely on any element of “luck” specifically integrated into the sport.
  • The sport should not be judged to pose an undue risk to the health and safety of its athletes or participants.
  • The sport proposed should in no way be harmful to any living creature.
  • The sport should not rely on equipment that is provided by a single supplier.
Furthermore,
  • Applications from martial arts and combat sports will be considered with the greatest care due to the complex nature and relatively minor differences between their activities.
  • Applications from mind games will only be considered after consultation with the International Mind Sports Association (IMSA).
  • Applications from sports with limited physical or athletic activity will be carefully considered.
  •  

  • Para quem estiver interessado apresenta-se a literatura para saber o que é a SPORTACCORD

Uma estratégia para os chefes do desporto

Volto ao tema da minha intervenção anterior acerca da perspectiva de longo prazo para o desporto português.

O que está em jogo para o futuro é um líder no COP mas igualmente outro no Governo capaz de agilizar a regulação pública.

Por si só o principal líder privado do desporto terá maiores dificuldades em actuar se o líder público do desporto pretender protagonismos próprios ou do seu partido.

Têm-se falado em desforra e vingança, o que parece uma patetice e de facto é-o.

O desporto português, se há coisas que prescinde e passa bem é de desforras e de vinganças de pessoas que sempre se sentam nas mesmas cadeiras.

Volto a insistir a relevância do líder privado e insisto na premência simultânea de um líder público capaz de equacionar estratégias fundadas no conhecimento e no bom-senso compreensíveis para toda a sociedade e para a economia.

Esta estratégia deveria ter como objectivo a definição de um programa de longo prazo, alicessar-se na estrutura de relações competitivas e dinâmicas entre os parceiros e em debates transparentes entre agentes conhecedores das matérias e também daqueles que capazes de produzir valor-acrescentado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os combates dos chefes ou a concepção do futuro

Ao longo das décadas observou-se como a estratégia de longo prazo no desporto passou por decisões com sucesso na definição e na realização. Outras falharam no segundo nível ou seja depois de eleitos fazem coisas mal.

Em particular o PSD teve decisões primeiro acertadas há alguns anos e actualmente há quem tenha suspirado por melhores opções.

No caso do PS, parece que o PS profundo tem levado a melhor, não se compreendendo porque é que o melhor do PS profundo não produz medalhas e melhor produto desportivo.

Leis e ilustres incompetentes têm todos em grande número.

Nesta altura de auto canibalismo do parceiro do governo seria útil que o parceiro da oposição analisasse atentamente as suas munições para observar se vale a pena uma luta 'fraticida' para o COP e se não seria melhor guardar munições para a secretaria de Estado ou para o ministério.

Fazer no COP como no passado fez o PSD tirando um presidente da CDP para o colocar num lugar que lhe cortou cerce o futuro dele e do desporto é um erro a não repetir.

O desporto tem inúmeros combates de Chefes e necessita de uma estratégia com os pés bem assentes no chão e a cabeça plena de bom-senso. Apenas isso.

Os disparates que são conhecidos dos últimos anos são materialmente e sem ofensa claras malfeitorias que toca a todos no respeitante ao fomento do sector e quando não e também no futuro dos nossos filhos.

Corrigir tudo isso não surge sem princípios e sem príncipes no sentido daquilo que um líder de eleição acaba por ser no futuro que o julga.

Os príncipes são escassos e não havendo processo de governança boa apurados acontece que trucidar um líder é possível por pessoas que se regem por objectivos de curto e muito curto prazo como é por exemplo defender que Lisboa pode ser candidata à organização dos Jogos Olímpicos e que até há estudos económicos que defendem tais hipóteses.

Este presente envenenado porque de um veneno se trata é corrente na mente e na escrita de pessoas que valorizam a captura das rendas do desporto sem a mínima preocupação com o futuro do desporto nacional num contexto competitivo como o europeu.


Chegado aqui seria útil que os dois ou três príncipes de maior potencial no desporto português estabelecessem uma estratégia de longo prazo.

Apenas a perspectiva de longo prazo irá permitir criar o valor acrescentado de desporto raro que Portugal não tem conseguido.

No outro dia um articulista do futebol, pedia no Expresso 'não mexam no futebol'.

O actual 3.º lugar de Portugal no ranking da FIFA é parte da crise do desporto e do futebol em particular. Pedir para não mexer é o erro comum porque quem conhece o futebol sabe que os problemas são mais que muitos. Aliás eles são mais que muitos como é reconhecido sem excepção pelos Governos de Portugal e que ao longo das décadas definem medidas atrás de medidas direccionadas para o futebol e não têm alento para outras modalidades.

Assim, tirando o futebol que não se deve mexer, que os governos não acreditam nestas palavras, era importante que alguém olhasse para o longo prazo do desporto e para os melhores líderes, sem atropelos e sensibilidade apurada.

Creio que me fico por aqui...

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Debates simples para salvar o desporto

A cultura é um sector económico intelectualmente activo e nos últimos anos tem afirmado regularmente as suas crenças e a utilidade que oferece à sociedade para que aposte no sector.

Isso não evitou que por exemplo a Fundação Paula Rego não tivesse a morte anunciada pelo governo o mesmo que manteve a Fundação do Desporto.

Há coisas extraordinárias.

O que sugiro é que o desporto faça como a cultura e se possível ainda mais mesmo correndo o risco de vir a ser encerrado pelo governo.

O desporto pode fazer debates simples como o debate acerca do seu futuro e da sua utilidade para a sociedade portuguesa.

Há um material imenso e conhecimento por parte das universidades capazes de fazer um debate frutuoso e útil para a sociedade e a economia.

Esta explanação de ideias permitiria a candidatos à liderança do COP sorver novas ideias e soluções antes do debates entre pares.

O centro da vida desportiva é actualmente o COP e também pode ser de outras instituições que queiram apoiar algum candidato.

O Record anunciou que o Manuel Brito está a experimentar e a aquecer os motores e essa é uma oportunidade de abrir o debate à sociedade garantindo activos fora do desporto para fortalecer uma candidatura aberta ao futuro e à sensibilização exterior para as possibilidades do desporto e também para as suas necessidades.