Não tratar das crises quando surgem tem destas consequências.
Amstrong mentiu acerca de todo o seu projecto de vencer no ciclismo através da dopagem e da corrupção.
Pouco a pouco a sociedade não aceitou a evidência e apertou o desporto mundial, a federação de ciclismo mundial a colocar um ponto final no projecto.
A sociedade e a opinião pública estão em vias de liquidar o projecto de dopagem e de corrupção para a captação de patrocínios e publicidade de Amstrong.
Poderá agora acontecer que o ciclismo seja levado a abandonar os Jogos Olímpicos porque nunca conseguiu combater todos os Amstrongs que existiam no ciclismo.
Parece que o custo dos erros que se cometem pagam-se mais cedo ou mais tarde.
Também há quem não os pague e aproveite as oportunidades.
Essas oportunidades são ganhos momentâneos para alguns parceiros bem informados.
Os perdedores no desporto português tem sido a população e os carenciados e desprotegidos.
Contra os ganhadores momentâneos o desporto continua desprotegido.
A reforma do Modelo Português de Desporto é um projecto que deveria ter entre as suas funções modernizar as relações iníquas e ineficazes e ineficientes.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Frase bonita para quem está sentado em cima do pote há décadas
Proença: "É absurdo pensar que se faz a reforma do Estado num mês ou em seminários de dois dias"
João Proença acompanha as dificuldades nacionais tantas vezes assinando por baixo e agora sai-se com esta.
Ele terá eleições como acontece noutros sítios e eventualmente não se dá conta que não são a grande massa dos trabalhadores a eleger o presidente.
Que a reforma do Estado não se faz em dois dias é pacífico.
Não a fazendo é que dá azo ao aparecimento de pessoas capazes de tudo e coisa nenhuma.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Ginástica laboral conquista trabalhadores do lixo
ARTIGO PUBLICADO NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS SOBRE A ACTIVIDADE FÍSICA E BEM-ESTAR NO LOCAL DE TRABALHO
por Lusa, publicado por Graciosa Silva
"A motivação das pessoas mudou muito. De manhã começam o trabalho mais bem-dispostas e depois, no final, há uma descontração psicológica. Os problemas que trazem de casa ficam nesta roda", explica Filipe Nazário, supervisor da triagem da Valorlis, olhando para os funcionários que realizam os exercícios, 'desenhando' um círculo à frente do pavilhão.
Na Valorlis, empresa de Leiria que gere o tratamento de resíduos sólidos urbanos de seis municípios e que recebe em média 100 mil toneladas anuais, o aquecimento e o relaxamento são realizados, respetivamente, ao princípio e ao fim de cada turno, dentro do horário de trabalho.
"Deixou-se de ouvir falar em torcicolos e em termos produtivos nota-se que a primeira hora de trabalho, que já era boa, é de longe a mais eficaz", enfatiza o supervisor.
Quando a ginástica laboral deu os primeiros 'passos' entre os funcionários da triagem, muitos franziram a sobrancelha.
Hoje, muitos dos 21 trabalhadores que participam no projeto e que todos os dias separam embalagens - e repetem até à exaustão os mesmos movimentos - já 'exportaram' os exercícios para a privacidade das suas casas.
"Ao princípio achámos que era uma brincadeira, mas agora levamos isto mais a sério. De manhã dá para aquecer os músculos e no final do dia ficamos mais relaxados", reforça uma das trabalhadoras, Irene Saraiva, de 54 anos.
Por vezes, ao fim de semana, faz questão de repetir os exercícios, "não vá o diabo tecê-las" nas tarefas caseiras e provocar-lhe mais dores "no ombro esquerdo, à noite, e no joelho direito, que nunca mais foi o mesmo desde uma queda em 2008".
O alívio nas dores, fruto do cansaço que 'mora' nas pernas após várias horas na mesma posição, é a "mais-valia" que destaca outra das funcionárias, Vânia Costa, de 25 anos.
" 'roda' destes 'ginastas' em fim de turno, junta-se o representante dos trabalhadores na área de higiene e segurança, que opera diariamente uma empilhadora e procura dar algum sossego aos músculos lombares, ele que já foi alvo de uma operação à coluna.
"Toda a gente beneficiou da ginástica em termos de saúde e veio juntar mais o pessoal, criar outra dinâmica", conclui Nuno Macedo.
A ideia é "fornecer a cada pessoa a responsabilização da saúde no seu posto de trabalho, mas também adequar os exercícios às características individuais que causam patologias específicas", justifica a fisioterapeuta responsável pelo projeto.
Maria do Céu frisa que as tendinites, as bursites e as algias da coluna vertebral são algumas das patologias observadas neste tipo de trabalho, que podem ser ainda potenciadas por choques térmicos.
Alguns dos problemas são minorados pelo investimento da empresa em equipar o local com piso antifadiga e cabines climatizadas, ilustra a técnica de higiene e segurança no trabalho Sofia Quina.
"A ginástica laboral insere-se no esforço que temos tido para melhorar as condições de trabalho e os índices de motivação", destaca o administrador-delegado da Valorlis, Miguel Aranda,
O responsável acrescenta ainda que, "devido aos horários e à impossibilidade de constituírem grupos que assegurem a dinâmica dos exercícios, não tem sido possível alargar a ginástica laboral para outras secções".
por Lusa, publicado por Graciosa Silva
De início, os trabalhadores que separam o lixo em Leiria estranharam a novidade, mas os músculos, os tendões, os joelhos, a coluna, os ombros e sobretudo o pescoço rapidamente se renderam à ginástica laboral introduzida pela empresa.
"A motivação das pessoas mudou muito. De manhã começam o trabalho mais bem-dispostas e depois, no final, há uma descontração psicológica. Os problemas que trazem de casa ficam nesta roda", explica Filipe Nazário, supervisor da triagem da Valorlis, olhando para os funcionários que realizam os exercícios, 'desenhando' um círculo à frente do pavilhão.
Na Valorlis, empresa de Leiria que gere o tratamento de resíduos sólidos urbanos de seis municípios e que recebe em média 100 mil toneladas anuais, o aquecimento e o relaxamento são realizados, respetivamente, ao princípio e ao fim de cada turno, dentro do horário de trabalho.
"Deixou-se de ouvir falar em torcicolos e em termos produtivos nota-se que a primeira hora de trabalho, que já era boa, é de longe a mais eficaz", enfatiza o supervisor.
Quando a ginástica laboral deu os primeiros 'passos' entre os funcionários da triagem, muitos franziram a sobrancelha.
Hoje, muitos dos 21 trabalhadores que participam no projeto e que todos os dias separam embalagens - e repetem até à exaustão os mesmos movimentos - já 'exportaram' os exercícios para a privacidade das suas casas.
"Ao princípio achámos que era uma brincadeira, mas agora levamos isto mais a sério. De manhã dá para aquecer os músculos e no final do dia ficamos mais relaxados", reforça uma das trabalhadoras, Irene Saraiva, de 54 anos.
Por vezes, ao fim de semana, faz questão de repetir os exercícios, "não vá o diabo tecê-las" nas tarefas caseiras e provocar-lhe mais dores "no ombro esquerdo, à noite, e no joelho direito, que nunca mais foi o mesmo desde uma queda em 2008".
O alívio nas dores, fruto do cansaço que 'mora' nas pernas após várias horas na mesma posição, é a "mais-valia" que destaca outra das funcionárias, Vânia Costa, de 25 anos.
" 'roda' destes 'ginastas' em fim de turno, junta-se o representante dos trabalhadores na área de higiene e segurança, que opera diariamente uma empilhadora e procura dar algum sossego aos músculos lombares, ele que já foi alvo de uma operação à coluna.
"Toda a gente beneficiou da ginástica em termos de saúde e veio juntar mais o pessoal, criar outra dinâmica", conclui Nuno Macedo.
A ideia é "fornecer a cada pessoa a responsabilização da saúde no seu posto de trabalho, mas também adequar os exercícios às características individuais que causam patologias específicas", justifica a fisioterapeuta responsável pelo projeto.
Maria do Céu frisa que as tendinites, as bursites e as algias da coluna vertebral são algumas das patologias observadas neste tipo de trabalho, que podem ser ainda potenciadas por choques térmicos.
Alguns dos problemas são minorados pelo investimento da empresa em equipar o local com piso antifadiga e cabines climatizadas, ilustra a técnica de higiene e segurança no trabalho Sofia Quina.
"A ginástica laboral insere-se no esforço que temos tido para melhorar as condições de trabalho e os índices de motivação", destaca o administrador-delegado da Valorlis, Miguel Aranda,
O responsável acrescenta ainda que, "devido aos horários e à impossibilidade de constituírem grupos que assegurem a dinâmica dos exercícios, não tem sido possível alargar a ginástica laboral para outras secções".
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
O caminho faz-se caminhando, problemas eleitorais
A eleição do COP marca extraordinariamente a actualidade do desporto.
A convicção da relevância do próximo presidente do COP para o futuro do desporto português tomou corpo, assim como, outras ideias que têm surgido nas organizações como a necessidade de grupos de trabalho.
Uma das candidaturas garante que vai promover às resmas!
Se nunca fez, que aldrabice é esta que agora é que se vai fazer e que só se diz para as federações acreditarem?
A fractura operada pelo Grupo das Federações que se passaram a reunir fora dos fóruns tradicionais abanou o COP e outras instituições desportivas e a realidade parece mover-se.
A fractura deu o sinal de que era possível abrir brechas na fragilidade vigente e também esse acto incentivou a um movimento mais vasto no próprio interior de muitas federações como relato aqui.
Esses movimentos surgidos pela necessidade de dar a imagem de se fazer, o que na realidade não se faz há décadas, devem ser vistos com suspeição ou pelo menos com uma imensa cautela, nunca devendo ser assumidos como 'ovos de Colombo'.
Para os autores das maravilhas trata-se de cobrir uma oportunidade e não fazer aquilo que a modernidade obrigaria a que o desporto português já fizesse há muito tempo.
Quando por sistema não se faz o que se deve fazer e se depende da iniciativa do outro a derrota é certa.
Qualquer treinador de bancada sabe isto.
Ora na política desportiva portuguesa quem está sentado em cima do pote usa todas as formas de mexer o mínimo naquilo de que beneficia do trabalho dos agentes desportivos.
Nunca mexem mesmo suspeitando ou tendo factos que demonstram a sua incompetência ou clara negligência face ao que são as necessidades do desporto moderno.
À formação de grupos e de estudos 'tirados da cartola' surgem também os especialistas de ocus pocus políticos nomeados para liderarem isto, aquilo e aqueloutro sem que contudo as maravilhas surjam em algum momento. Estes especialistas são um problema das políticas nacionais como nota Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, que lhes chama 'economistas visitantes'.
Às tantas as palavras maravilhosas baralham e as próprias pessoas já não percebem que entraram pelo ludíbrio do outro. Há que manter as tolas das federações quietinhas e sem terem a mínima capacidade de compreenderem que os seus erros não são das federações.
Há limites para tudo e agora estas coisas da realidade desportiva parecem andar mais depressa.
Andar, andam, mas, mais depressa?
'Uma Ova'!
Não há sector da actividade económica e social em Portugal mais atrasado na resolução e no ataque aos problemas das crises nacionais sem falar da sua própria do que o desporto português!
O nível de exigência de uma nova liderança para o desporto português está a subir em cada dia que passa e isso é um reflexo dos impactos, por um lado, das crises da sociedade portuguesa e, por outro, pelo apertão que cada parceiro e cada federação sentem diariamente da ineficiência do mercado do desporto e que face ao torniquete dos dois movimentos externo e interno os parceiros desportivos vêem-se obrigados a serem mais exigentes para se assegurarem de que aquele em quem vão depositar a confiança e a esperança da sua federação nos próximos anos se concretize.
A convicção da relevância do próximo presidente do COP para o futuro do desporto português tomou corpo, assim como, outras ideias que têm surgido nas organizações como a necessidade de grupos de trabalho.
Uma das candidaturas garante que vai promover às resmas!
Se nunca fez, que aldrabice é esta que agora é que se vai fazer e que só se diz para as federações acreditarem?
A fractura operada pelo Grupo das Federações que se passaram a reunir fora dos fóruns tradicionais abanou o COP e outras instituições desportivas e a realidade parece mover-se.
A fractura deu o sinal de que era possível abrir brechas na fragilidade vigente e também esse acto incentivou a um movimento mais vasto no próprio interior de muitas federações como relato aqui.
Esses movimentos surgidos pela necessidade de dar a imagem de se fazer, o que na realidade não se faz há décadas, devem ser vistos com suspeição ou pelo menos com uma imensa cautela, nunca devendo ser assumidos como 'ovos de Colombo'.
Para os autores das maravilhas trata-se de cobrir uma oportunidade e não fazer aquilo que a modernidade obrigaria a que o desporto português já fizesse há muito tempo.
Quando por sistema não se faz o que se deve fazer e se depende da iniciativa do outro a derrota é certa.
Qualquer treinador de bancada sabe isto.
Ora na política desportiva portuguesa quem está sentado em cima do pote usa todas as formas de mexer o mínimo naquilo de que beneficia do trabalho dos agentes desportivos.
Nunca mexem mesmo suspeitando ou tendo factos que demonstram a sua incompetência ou clara negligência face ao que são as necessidades do desporto moderno.
À formação de grupos e de estudos 'tirados da cartola' surgem também os especialistas de ocus pocus políticos nomeados para liderarem isto, aquilo e aqueloutro sem que contudo as maravilhas surjam em algum momento. Estes especialistas são um problema das políticas nacionais como nota Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, que lhes chama 'economistas visitantes'.
Às tantas as palavras maravilhosas baralham e as próprias pessoas já não percebem que entraram pelo ludíbrio do outro. Há que manter as tolas das federações quietinhas e sem terem a mínima capacidade de compreenderem que os seus erros não são das federações.
Há limites para tudo e agora estas coisas da realidade desportiva parecem andar mais depressa.
Andar, andam, mas, mais depressa?
'Uma Ova'!
Não há sector da actividade económica e social em Portugal mais atrasado na resolução e no ataque aos problemas das crises nacionais sem falar da sua própria do que o desporto português!
O nível de exigência de uma nova liderança para o desporto português está a subir em cada dia que passa e isso é um reflexo dos impactos, por um lado, das crises da sociedade portuguesa e, por outro, pelo apertão que cada parceiro e cada federação sentem diariamente da ineficiência do mercado do desporto e que face ao torniquete dos dois movimentos externo e interno os parceiros desportivos vêem-se obrigados a serem mais exigentes para se assegurarem de que aquele em quem vão depositar a confiança e a esperança da sua federação nos próximos anos se concretize.
A ira dos deuses do Olimpo pode abater-se sobre os atletas e as federações
Há gurus do olimpismo em Portugal e eles é que sabem destas coisas.
Qualquer afirmação mesmo a de que os deuses do Olimpo estão com um candidato e não com os outros deve ser vista como errada e fantasiosa se não for autenticada por um guru certificado.
Como dirá a história os deuses do Olimpo têm inveja dos humanos e por isso congeminam mil e um ardis para tirar esforço desse combate desigual contra os homens.
Se se observar o que o Olimpo tem dados aos portugueses, aos atletas, aos clubes e às federações começamos a temer qualquer expectativa de benefício de Portugal e dos portugueses, dos atletas, dos clubes e das federações por via de uma actuação dos deuses do Olimpo.
Afinal os deuses são reconhecidos por serem irracionais, irrascíveis e temperamentais, ignorantes e invejosos das peculiaridades que fazem a arte dos humanos e da produção de desporto moderno.
Os deuses deram migalhas ao desporto português como se essas migalhas fossem o suficiente e o bastante e o Olimpo português aceitou que esse financiamento ficasse em 11 milhões de euros entre 2000 e 2012 quando a inflação cresceu muito mais, assim como, a concorrência de todos os outros países.
Os deuses estão zangados com os resultados desportivos dos atletas, dos clubes e das federações e só apoiam alguns e algumas e para os castigar dizem que têm de trabalhar mais e melhor com muito menos porque estão a gastar muito.
Gastar muito dinheiro nos filhos dos humanos e dos atletas que são jovens é uma ofensa aos deuses e chantageiam os clubes e as federações com falsas opções de sobrevivência que tornam o clima e as condições de trabalho dentro das federações centros de divergência e de discussões difíceis de gerar bons resultados desportivos.
O que os deuses fazem não tem frutificado no desporto português.
Com as medidas de política desportiva dos deuses ganhamos cada vez menos medalhas nos Jogos Olímpicos e as condições de trabalho dos clubes e das federações é mais e mais difícil.
Os deuses não são éticos e não respeitam as regras que dizem que, por exemplo, as eleições devem ser iguais entre todos os candidatos e que quem tem determinadas funções não se deve aproveitar delas para obter benefícios desiguais face a outros candidatos.
No Olímpico aceita-se a batota porque os deuses fazem eles próprios as suas regras conforme a oportunidade.
Esta batota dos deuses do Olimpo prejudica os atletas, os clubes e as federações.
Os deuses do Olimpo quando veem os humanos no desporto e nas federações a ficarem independentes da sua influência juntam-se, fazem alianças e arregimentam um servo para dividir os humanos, os atletas, os clubes e as federações e continuarem a prejudicar o desporto português.
Os homens, os atletas, os clubes e as federações devem lutar contra a prepotência e o desmando dos deuses elegendo o seu campeão que melhor defenda os princípios e os ideais dos atletas e das federações nacionais para conseguirem que mais população pratique desporto, que as organizações desportivas tenham viabilidade desportiva e social e possam ser geridas com racionalidade e eficiência.
Provavelmente não é possível viver sem os deuses.
A liberdade religiosa é uma solução possível se não se deixar que a sua actuação prejudique os humanos e quando isso acontecer estes devem tiverem a inteligência e a capacidade para obrigar os deuses a rever a sua actuação que prejudica os humanos.
Os homens, os atletas, os clubes e as federações devem lutar contra a prepotência e o desmando dos deuses elegendo o seu campeão que melhor defenda os princípios e os ideais dos atletas e das federações nacionais para conseguirem que mais população pratique desporto, que as organizações desportivas tenham viabilidade desportiva e social e possam ser geridas com racionalidade e eficiência.
Provavelmente não é possível viver sem os deuses.
A liberdade religiosa é uma solução possível se não se deixar que a sua actuação prejudique os humanos e quando isso acontecer estes devem tiverem a inteligência e a capacidade para obrigar os deuses a rever a sua actuação que prejudica os humanos.
domingo, 13 de janeiro de 2013
A aposta no nosso futuro desportivo aumentou a parada
Tentarei fazer uma súmula da situação do Desporto face à eleição do COP.
Ontem foi eleito António José Silva presidente na Natação o que aprofundou um movimento de renovação das lideranças federadas.
As necessidades de transformações no desporto português terão começado por via dos problemas de Pequim.
A decisão do Governo e dos presidentes das federações de manter a estrutura do COP e o funcionamento costumeiro do CND foi incorrecto porque inviabilizou a resolução dos problemas que existiam e continuaram a não ser resolvidos de forma inovadora.
O receio dos presidentes em exercício de individualmente 'fazerem ondas' com transformações que julgassem relevantes e de se isolarem caso criticassem abertamente a governança pública e privada instituída obrigou-os a manter os procedimentos federativos habituais sem conseguirem resolverem os problemas reais da sua actividade desportiva que se arrastavam vindos de anos atrás.
Os presidentes das federações em exercício em 2008 começaram a defrontar dificuldades crescentes em gerir a actividade dos seus quadros federativos e passaram a ter de sujeitar as suas modalidades às crises orçamental, financeira, económica e política que vinha do exterior do desporto prque estavam sem defesas que apenas reformas corajosas nacionais teriam evitado.
As dificuldades acumularam-se desde antes de 2008 e abriram brechas insolúveis que romperam as lideranças associativas pouco depois aguentando-se numa falsa paz até ao 'ajustar das contas' em 2012/2013.
Estruturalmente esta crise do desporto também vem desde antes de 2004 cujas soluções de modernidade nunca foram resolvidas por opções de desenvolvimento nacional que o desporto copiou.
Os problemas são vastos e complexos.
As novas lideranças são uma nova esperança e vão defrontar-se com dificuldades dos novos protagonistas.
Algumas alterações que aconteceram recentemente aceleraram um processo que vinha detrás de destruição de capital desportivo.
Neste momento não me interessa identificar este processo de destruição efectiva de capital desportivo, com um valor de milhões de euros, que está em curso e realizado por novos protagonistas os quais poderão ser novos e também desportivamente malfazejos.
As hipóteses do desporto acertar soluções correctas tornam-se mais difíceis.
As eleições do COP são indiscutivelmente a chave para o futuro do desporto nacional e nosso.
Caso a decisão de 2013 seja equivalente à de 2008 melhor será emigrar.
É o que pessoas que sabem imenso do país aconselham a população e os nossos filhos a fazer.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Democracia no desporto: Informação, estudos, líderes, organizações, estruturas
Um anónimo chamado 'homem invisível' citava no blogue Colectividade Desportiva Sir Ken Robinson, um pedagogo e um comunicador nato, fala acerca do papel da escola e como ela está desajustada dos desafios sociais.
É interessante como as sugestões que vão surgindo por si só podem valer o que valem e tomarem outro valor quando aplicadas.
As escolinhas de futebol são o tipo de formatadores que são alvo das palestras de Ken Robinson e pouco se fala da tendência de Portugal onde se replicam soluções miraculosas a que pedagogos reconhecidos internacionalmente diagnosticam lacunas.
O Relatório do FMI sobre o corte de 4000 milhões de euros de despesa pública ou o Relatório da PWC sobre o olimpismo português são instrumentos que se tornam controversos porque em Portugal não existe a governança de outros países europeus conseguindo evoluir suportando a decisão de política em informação primária e estruturada abundante.
Estive a ver o programa Menos Futebol de A Bola no canal MEO e considero que 'o caminho se faz caminhando' tendo qualquer um dos convidados apresentado ideias a reter:
Fernando Mota
- Há regras de conduta não escritas que seria bom Marques da Silva ter feito para evitar exercer influência sobre os eleitores
- O trabalho do grupo de trabalho das federações decorre há mais de um ano e teve impactos no COP e no Governo
- Há uma descontinuidade entre os Jogos Olímpicos e a actividade há muitos jogos olímçicos
- Não há reuniões actuais do COP com as federações nem com o governo
- Há que resolver os problemas actuais o momento actual não é para fazer documentos
- O desporto está com pouca informação
- Adriano Moreira fala do Estado Exíguo
- No sentido da falta de confiança das instituições
- Houve uma quebra de financiamento público para o desporto desde 1996 em que eram cerca de 120 milhões de euros para os valores actuais 40 ou 50 milhões de euros
- O Reino Unido para chegar a 3.º nas medalhas em 2012 teve de financiar significativamente o seu desporto desde Atlanta que foi 36º
- Necessidade de ter pessoas dentro dos problemas do desporto
Paulo Frischknecht
- Necessidade de um COP forte como farol das federações
- O relatório de Missão ainda não foi entregue às federações
- Uma actuação de coordenação do IPDJ para melhorar a excelência
- A atenção do Governo a certos posicionamentos das federações nomeadamente na discussão do projecto de formação
- A falta de clarificação quanto aos instrumentos de financiamento do Estado PIDDAC, QCA, QREN, Jogos Sociais
- Uma grande dúvida se o Estádio Nacional é concebido segundo a capacidade internacional e financeira das maiores federações ou se existe um programa estruturado pelo Estado
Artur Lopes
- Marques da Silva como secretário Geral deveria ter suspendido as suas funções na actual liderança de Vicente Moura, dando a imagem de se servir do cargo para tirar vantagem de eleições democráticas
- Não há um plano para Rio 2016
- Alteração constante dos instrumentos de fomento do alto rendimento por parte do Estado
- Cada novo governo muda tudo
- Necessidade de uma estrutura para gerir recursos escassos
- A necessidade de fazer mais para evitar a morte na estrada
Repito que 'o caminho se faz caminhando' e que as intervenções havidas são positivas e apontam problemas, desafios e soluções significativas.
OLIMPISMO, ESTATISMO, DEISMO, ISOLACIONISMO
Das novidades olímpicas de que o COP nunca falou festejou-se no corrente
mês o sesquicentenário do nascimento de Pierre de Coubertin, e sobre o qual
ainda não se esgotou o seu pensamento, que acaba por ser o pensamento de cada
intérprete.
Mas, a verdade seja dita, o CIO, tal como o Estado, e tal como Deus,
nunca mostraram a sua face. Isto à lembrança de que, querendo Moisés ver a face
de Deus, quando por Ele convidado a ir ao cimo do Monte Sinai, o convidou a
revelar-se, Deus limitou-se a dizer-lhe que nunca ninguém poderia ver a sua
face. Moisés insistiu porque quando chegasse à planície o povo indagar-lhe-ia
sobre como ou quem seria Ele, ao que Deus o aconselhou: “ Se alguém perguntar
quem sou responderás que te respondi «sou eu».
Assim, o Estado, assim o CIO. Ambos são «sou eu» fechados no seu limbo,
cada um em seu castelo hermético, impenetrável, falando enigmaticamente, mas dando
- tal como Deus deu a Moisés, as Tábuas da Lei com os dez mandamentos – o CIO, a
Carta Olímpica, e o Estado o Programa do Governo. Não sei se se entendem estes pilares
documentos lapidares, incontestados e bem direccionados, para que desportistas
e sociedade civil ficassem a saber como era a casa do Presidente do CIO e a
casa do Primeiro Ministro.
Apesar da impenetrabilidade de comunicação ainda se consegue chegar ao
Primeiro Ministro, raras vezes directamente, mas muitas vezes indirectamente
através de canais intermédios que permitem o jogo do cochicho, onde o primeiro
cochichador cochicha, ao ouvido do segundo, uma determinada frase; depois o
segundo, ao terceiro; o terceiro ao quarto; e quando chega ao último, o teste
indica que a frase inicia era afirmativa, chegou ao último cochichador como
negativa, ou vice-versa.
É assim que temos muitas lojas: a ADF, o COP, a Fundação do Desporto, o
Conselho Nacional do Desporto, o IPDJ, cada uma com a sua semântica, cada uma
congregando aderentes como se cada loja pudesse ser intérprete uníssono dos
seus representantes, entes qualificados, cada um em sua área dominante.
Apesar de tudo é um movimento dinâmico, permissivo ao diálogo, aos
consensos, aos entendimentos, às convenções, ou aos conflitos, desse dinamismo
resultantes.
O que não pode ocorrer no CIO,
fechado e bem guardado pelos CONs, pela ACNO, pelos Comités Continentais Olímpicos,
difundindo as quatro dimensões do CIO, a saber:
Dar vida aos Jogos Olímpicos
Dar vida aos valores olímpicos
Promover o desporto no mundo
Dirigir o Movimento Olímpico
Isto é, esperar que Cada País, interessado nos Jogos ou nas medalhas, dê
vida aos Jogos, realizando-os; dê vida aos valores olímpicos; promova o
desporto no seu país; porque ao CIO cabe a 4.ª dimensão, a melhor, que é
dirigir as três anteriores.
A cada país cabe a responsabilidade de concorrer para organizar os
Jogos Olímpicos, e criar as infra-estruturas e a logística, se um obtiver o
favor de os organizar, ficando o CIO com 10% do lucro dos Jogos, revertendo os
restantes 90% aos:
1. Comités Nacionais Olímpicos para treinarem os seus atletas
2. Comités de Organização dos Jogos Olímpicos (COJO)
3. Federações Internacionais dos Jogos Olímpicos (de Verão e de
Inverno)
Apesar de tudo o CIO faz o favor de, dos seus 10%, contemplar com uma
parte o Comité Internacional Paralímpico, outra parte, os Comités de Organização
dos Jogos Paralímpicos, e outra ainda, a Agência Mundial Antidopagem.
A partir daqui confesso a minha ignorância sobre os destinos dos
dinheiros que o CIO destina às Federações Internacionais Olímpicas, porque se
afiguraria lícita e legitimamente serem as Federações Nacionais Olímpicas,
porque a elas coube todo o trabalho de base para apresentar os atletas aos
Jogos.
E sobre os dinheiros destinados ao COP parece que foram sempre
insuficientes dadas as constantes petições ao Estado.
Sobre esta matéria nunca COP se pronunciou, nem se lastimou sobre o
dividendo, como se tem lastimado do dividendo do Estado.
Importa agora resumidamente falar das parcas funções da ACNO e da EOC,
manifestamente interiorizadas às suas necessidades e às necessidades do CIO,
esquecendo deliberadamente o trabalho maior desenvolvido pelas Federações
Nacionais de todo o mundo para poderem viver e sobreviver, provavelmente a
pensarem que os generosos 90% a esse problema se destinam… mas não destinam
O
que compete à
ASSOCIATION
DES COMITES NATIONAUX OLYMPIQUES (ACNO)
- desenvolver, promover e proteger o
Movimento Olímpico através dos seus membros, e defender a sua plena autonomia
- formular recomendações ao CIO sobre a
utilização dos fundos
provenientes dos direitos de
difusão que se destinam aos CNO para
os programas de Solidariedade Olímpica
A ACNO dispõe de:
- 10 Comissões de Trabalho
- Grupo de Trabalho Técnico
De 2 a 4 de Outubro realizou-se uma
reunião sobre o rescaldo dos Jogos Olímpicos de Londres, e elaboraram-se recomendações
e sugestões para apresentar na próxima reunião a realizar no Rio de Janeiro, de
17 a 20 de Outubro do corrente ano, para melhorar os Jogos Olímpico do Rio
----
O que compete ao
THE
EUROPEAN OLYMPIC COMMITTEES (EOC):
- promover e difundir o ideal olímpico
-
“ a educação da juventude
através do desporto num espírito de
melhor compreensão, amizade e respeito pelo
meio ambiente,
contribuindo assim para um melhor e pacífica paz mundial
- desenvolver na Europa os programas do
CIO da Solidariedade
Olímpica
Aí deixo algumas deixas como preocupações futuras, ou não, aos
pretendentes ao COP
CONCURSO DE BLOGUES NO «AVENTAR»
No ano de 2011
Total de votos apurados por categoria:
DESPORTO
|
4.540
|
Diários de Bordo /
diários íntimos e pessoais
|
2.412
|
Actualidade
Política (colectivos)
|
2.391
|
Moda
|
1.884
|
Autor / blogger do
ano
|
1.883
|
Blogue revelação
(nascidos em 2011)
|
1.865
|
Actualidade
Política (individuais)
|
1.783
|
Culinária /
Gastronomia
|
1.739
|
Locais / Regionais
|
1.714
|
Livros / Literatura
/ Poesia
|
1.585
|
Humor
|
1.578
|
Educação
|
1.366
|
Fotografia e
Fotoblogs pessoais
|
1.087
|
Etc.
Resultado na categoria Desporto
DESPORTO
|
N.º
|
%
|
|
1
|
O Cacifo do
Paulinho
|
756
|
17%
|
2
|
Gordo Vai à Baliza
|
564
|
12%
|
3
|
A Mão de Vata
|
457
|
10%
|
4
|
Visão de Mercado
|
369
|
8%
|
5
|
Tertúlia
Benfiquista
|
340
|
7%
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Relativamente ao ano de 2012 está ainda a decorrer a votação no
AVENTAR
A discussão das medalhas olímpicas no blogue Colectividade Desportiva
Os factos são correctos a conclusão parece-me insuficiente e tem de ser incisiva sob pena de se tornar errada.
Os valores das medalhas dos pequenos países tem sido por mim apresentado em vários encontros nacionais e os factos são semelhantes aos agora apresentados por Luís Leite no primeiro comentário que aqui apresento.
Diz Luís Leite:
MÉDIA DE MEDALHAS POR PRESENÇA, OBTIDAS EM JOGOS OLÍMPICOS DE VERÃO, POR PAÍSES EUROPEUS COM POPULAÇÃO SEMELHANTE OU INFERIOR À DE PORTUGAL:
- HUNGRIA (10,1 milhões): 19 medalhas
- SUÉCIA (9,2 milhões): 18,6 medalhas
- BIELORRÚSSIA (9,7 milhões): 15,2 medalhas
- FINLÂNDIA (5,3 milhões): 12,6 medalhas
- BULGÁRIA (7,5 milhões): 11,3 medalhas
- REPÚBLICA CHECA (10,3 milhões): 8,6 medalhas
- DINAMARCA (5,5 milhões): 6,9 medalhas
- SUÍÇA (7,8 milhões): 6,9 medalhas
- NORUEGA (4,8 milhões): 6,2 medalhas
- BÉLGICA (10,4 milhões): 5,4 medalhas
- AZERBAIJÃO (8,9 milhões): 5,2 medalhas
- GEÓRGIA: (4,4 milhões): 5 medalhas
- ESLOVÁQUIA (5,4 milhões): 4,8 medalhas
- GRÉCIA (11,2 milhões): 4,1 medalhas
- CROÁCIA: (4,4 milhões): 3,8 medalhas
- ÁUSTRIA: (8,3 milhões): 3,3 medalhas
- ESLOVÉNIA: (2 milhões): 3,2 medalhas
- ESTÓNIA: (1,3 milhões): 3 medalhas
- LITUÂNIA: (3,4 milhões); 2,6 medalhas
- ARMÉNIA (3,2 milhões): 2,4 medalhas
- SÉRVIA: (9,8 milhões): 2,3 medalhas
- SÉRVIA E MONTENEGRO (10,8 milhões): 2 medalhas
- LETÓNIA: (2,2 milhões): 1,9 medalhas
- MOLDOVA (3,5 milhões): 1,4 medalhas
- IRLANDA (4,3 milhões): 1,4 medalhas
- PORTUGAL (10,6 milhões): 1 medalha
9 de Janeiro de 2013 19:12
Depois Laís Leite acrescenta outro comentário com a tal conclusão que me parece insuficiente e que é:
Luís
Leite disse...
PIB per capita:
HUNGRIA: $20.700 USD (39º mundial);
PORTUGAL: $21.558 USD (32º mundial).
Média de medalhas olímpicas por participação nos Jogos Olímpicos:
HUNGRIA: 19 medalhas em 25 participações;
PORTUGAL: 1 medalha em 23 participações.
Total de medalhas olímpicas:
HUNGRIA: 476;
PORTUGAL: 23.
11 de Janeiro de 2013 11:41
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A questão é que se o PIB per capita pouco ou nada tem a ver então toda a argumentação é escusada.
Luís Leite usando a Hungria deveria ter concluído que a produtividade olímpica de Portugal é cerca de 20 vezes inferior e que isso é inaceitável.
O PIB pc é semelhante à população e os dois países são equivalentes no indicador demográfico e no económico mas não é no olímpico.
Este indicador de resultados olímpicos pela demografia e pela economia é um instrumento de ineficiência muito claro.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
The European Olympic Committees Activities
A propósito do futuro trabalho do COP, apresenta-se o calendário dos próximos trabalhos de
The European Olympic Committees
no corrente ano de 2013
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
José Manuel Constantino dá hoje uma entrevista ao Record
Comparando as versões do jornal Record e do Facebook notam-se diferenças no que respeita a aspectos de política que são relevantes, razão para a publicação da entrevista na íntegra.
1 - Foi o último
candidato a anunciar a intenção de se candidatar ao COP. Só entrou na corrida
depois de ter sido empurrado ou de início não queria mesmo avançar?
Há muito tempo que pessoas ligadas ao
desporto e às federações desportivas insistiam para que apresentasse uma
candidatura á liderança do COP. Nos últimos meses esses apelos reforçaram-se. A
todos respondi que se entendiam que podia ajudar à construção de uma solução
para o COP estava disponível para conversar com as federações desportiva. Não
obstante entendia que mais importante do que discutir a liderança seria discutira
os objetivos , a estratégia e os critérios de constituição da equipa. A todos que
me contactaram disso isto e incluo nestes todos um representante do grupo de
federações agrupadas na Grua ou G17.Como
é publico um grupo de federações decidiu convidar todas as entidades que fazem
parte do universo eleitoral do COP e a quem expus o que pensava da situação
desportiva nacional e das prioridades que entendia para a ação do COP. Após
essa reunião várias federações decidiram manifestar o respetivo apoio à minha
candidatura. Avaliei com cada uma delas as soluções possíveis. Preenchidos os
requisitos formais da candidatura anunciei a minha decisão não sem antes ter
dado prévio conhecimento ao presidente do COP, Comandante Vicente Moura
2 - Acha que há
espaço para 3 candidaturas?
Se não houvesse
espaço não teriam sido anunciadas. Uma candidatura requer apresentação de um
programa, de um equipa e ser subscrita por um determinado numero de federações
desportivas de modalidades que constam do programa olímpico. Se anunciaram
candidaturas é porque estão seguros de que reúnem as condições necessárias para
o efeito.
3 - Se for
eleito para suceder a Vicente Moura, considera que tem uma missão difícil?
Sim.
4 - Quais são as
linhas programáticas mais fortes da sua candidatura?
O olimpismo e a
ação de um comité olímpico nacional requerem um pensamento, uma doutrina e uma
ação que ultrapassam em muito do domínio das questões desportivas em sentido
estrito. Em breve irei apresentar o meu manifesto de candidatura onde exporei o
entendimento sobre as questões que ma parecem essenciais quer à situação
desportiva nacional, quer ao contexto desportivo internacional. Mais tarde será
divulgado o Programa e o respetivo Plano de Ação.
O mote
fundamental será o de ajudar a elevar o nível desportivo num contexto de
afirmação desportiva País e no sentido de aumentar a sua competitividade
externa e potenciar o trabalho das federações desportivas quer as que têm
modalidades contantes do programa olímpico, quer as restantes.
5 - Considera
que o facto de ter sido presidente do IDP lhe confere vantagem por conhecer a
realidade das federações?
Antes de ser
Presidente do IDP fui Presidente da Confederação do Desporto de Portugal e já
tinha trabalhado alguns anos numa federação desportiva. Se a minha passagem
pelo IDP algum conhecimento me acrescentou foi do lado da administração pública,
desportiva e não só, e dos valores e modos de relacionamento que cultiva com as
federações desportivas
6 - Como vai ser
o relacionamento com as federações?
Normal. A base
de sustentação do COP são as federações desportivas. Em certa medida é nelas
que reside a soberania da sua missão e ação. O COP é um sintetizador das suas
vontades, expectativas e necessidades e não uma entidade que sobreponha a sua vontade
aqueles que representa.
7 - Como acha
que é possível potenciar as capacidades das federações quando elas vão receber
menos dinheiro?
Só há um modo. Contribuir para que
agenda política de financiamento ao desporto seja modificada. Não faz muito
sentido que em cada 100 euros que o Estado transfira para apoio ao
desenvolvimento do Desporto quase 45% regressem ao Estado sob a forma de
impostos diretos e indiretos resultantes da atividade das organizações
desportivas. Mais preocupante é que em cada 100 euros de apoio o Estado gaste
com a estrutura de suporte administrativo cerca de 60 euros. É incompreensível,
a não ser à luz de um certo fundamentalismo fiscal que a elevação da taxa
máxima do Iva no golfe, nos tarifários dos ginásios ou nos espetáculos
desportivas se traduza não no aumento da receita fiscal do Estado, o que se
compreenderia, mas na sua redução, na precarização do mercado de trabalho desse
setores, com o aumento a jusante de prestações sociais, e na redução da
competitividade desses setores.
8 - Acha que
cada vez há uma maior intervenção do Estado na definição da política
desportiva?
Uma política desportiva não é apenas uma
política pública para o desporto. É mais do que isso. É uma política onde
convirjam políticas públicas, é certo (de juventude, de educação, de cultura,
de saúde, de ambiente, de turismo, de ordenamento do território), mas também
politicas desportivas e associativas. A obsessão normativista que tem modelado
o sistema desportivo nacional criou mecanismos de relacionamento entre o Estado
e os entes privados e associativos que bloqueiam muita iniciativa. A cultura do
Estado no modo como monitoriza os apoios que concede estrangula e complica. E a
necessária sinergia entre o governo, o poder local e o movimento associativo no
sentido de uma atuação estratégica e concertada em matéria de políticas de
promoção e desenvolvimento desportivo está longe de ser devidamente
aproveitada. A atuação sinérgica, ou melhor a sua ausência, é um dos males
crónicos do sistema desportivo português. Com recursos escassos, os ganhos só
podem vir do lado das poupanças. Limitando o que sendo oneroso não acrescenta
valor. E maximizando as economias de escala que a colaboração sinérgica permite
obter. O Estado através da administração pública centrada obsessivamente na
legalidade dos procedimentos descura o essencial: saber qual é a produção de
resultados desportivos e o grau de competitividade do financiamento que
assegura. Foca-se no processo e ignora o produto.
9 - Acha que
Vicente Moura disse a verdade quando afirmou que se está a navegar à vista ou,
por outro lado, houve algum exagero nas suas palavras?
Disse a verdade
é não foi a primeira vez que o disse.
10 - Os Jogos
Olímpicos de Londres terminaram há 5 meses. Já se perdeu esse tempo na
preparação para o Rio de Janeiro 2016?
Em bom rigor não existe uma preparação
olímpica. Existe uma preparação para o alto rendimento de que os Jogos são um
momento, de resto com uma desigual atenção das diferentes modalidades
desportivas. Os atletas e os seus treinadores não deixaram de trabalhar. Mas é
natural que num contexto de indefinição de regras e de procedimentos de apoio a
segurança e a tranquilidade com que o fazem seja afetada por esse facto.
11 - Defende que
seja o COP a coordenar a preparação olímpica ou que seja o IDPJ a assumir a
gestão?
Obviamente. Quando em 2005 propus ao
governo de então uma alteração do modelo de apoio é porque entendo o COP não
deve ser apenas um entreposto financeiro entre o Estado e as federações na
gestão do processo olímpico mas deve assumir a coordenação e supervisão,
técnica e estratégica, de todo o projeto olímpico em estreita ligação com as
federações. O Estado deve contratualizar os objetivos e monitorizar o modo como
os apoios que concede são aplicados. Só isso.
12 - A
existência da Confederação do Desporto tem estado envolvida nalguma polémica. É
favorável à sua continuidade?
Fui Presidente da Confederação do
Desporto e sempre me obriguei a um exercício de contenção pública quanto à avaliação
do seu trabalho. Mantenho essa discrição. Penso no entanto que a existência de
uma estrutura dual na representação desportiva federada deve merecer da parte
das federações desportivas uma reavaliação no sentido de saber se solução atual
deve ser mantida ou se é preferível um outo modelo de representação
13 - É tido como
um grande amigo de Fernando Mota e no passado partilharam as mesmas ideias. Não
estarão a pescar nas mesmas águas eleitorais?
O universo eleitoral é só um. Todos os
candidatos pescam nas mesmas águas.
O momento do desporto português é crucial
Poste gentilmente publicado no Colectividade Desportivo a meu pedido.
É uma irresponsabilidade e uma negligência imensas exigir aos atletas portugueses condições de trabalho e de exigência que os líderes desportivos não assumem para si. Não é correcto tratar a sociedade portuguesa como incapazes de compreender o que se passa de bom e de mau no desporto português. Definitivamente a sociedade portuguesa não é estúpida!
O Colectividade Desportiva incentiva ao envio de postes o que aproveito para marcar o actual momento do desporto português.
O desporto que não fala e que não se manifesta é parte do problema, não é parte da solução do desenvolvimento nacional. A complexidade da realidade obriga-nos a desdobramo-nos e isso acontece com os Gaspares e os Vicentes Mouras, e até a economia do desporto que dispara em todas as direcções. Como podemos concentrar-nos e arrumar ideias? O que é que eu posso fazer?
Posso dizer com sobriedade que sou um especialista e um opinion maker. Para a especialização investigo as questões económicas no desporto, respondi a solicitações de organizações e instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, e sucessivamente tirei uma pós-graduação, um mestrado e um doutoramento. Tenho sido contactado por organizações internacionais como especialista europeu em economia do desporto. Como opinion maker escrevo artigos nos principais órgãos da comunicação social escrita há mais de vinte anos, tendo algumas das peças sido elogiadas dentro e fora do desporto. Ou seja, nos tempos que correm é necessário ser preciso nas afirmações. Eu sou um especialista e como investigador trabalho para fazer avançar o conhecimento no domínio da economia do desporto. Outros fazem-no noutras áreas e outros, ainda não são especialistas e para serem especialistas ainda deverão trabalhar (mesmo que as circunstâncias agora os coloquem em pedestrais para os quais objectivamente, quando analisada a realidade dos factos, deixam a desejar). Não estou limitado nas funções de especialista, investigador e opinion maker por questões partidárias ou corporativas. Os partidos e as profissões são muito importantes e, contudo, o PS e o PSD têm lacunas, o CDS, PCP e BE são desconhecidos desportivos. Isto apesar do desporto deles necessitar enormemente.
Dizer que ‘O Modelo Português do Desporto Faliu’ é fácil. Qualquer um o pode dizer. Como investigador preocupa-me sustentar a afirmação com princípios e dados estatísticos, testá-los em trabalhos aprofundados e em debates alargados, quer com investigadores, quer com líderes capazes de abordar com coragem e responsabilidade as questões que esmagam a actividade desportiva portuguesa. As minhas lentes são as da economia, ou procuram ser, não são de qualquer outra área do conhecimento desportivo. Agindo desta forma conto encontrar respostas do que é o Modelo Português do Desporto, o que é e como compreender a falência e quais as causas do que se passa.
Como investigador apercebo-me que ‘o céu está a cair em cima’ dos líderes desportivos portugueses. Face à complexidade da realidade desportiva e nacional, observo a dificuldade objectiva dos líderes em tomar essa realidade peculiar para a transformar, assim como, de lidarem com estruturas eficazes de governança desportiva nacional que não existem e têm funcionado mal por norma.
Num nível institucional, mais elevado do que as lideranças particulares, as federações e o olimpismo, os governos, o parlamento, a universidade, a sociedade portuguesa continuam a falhar a compreensão do desporto moderno e de como aplica-lo bem à realidade e dinâmica da sociedade portuguesa.
Ainda mais elevado o desporto falha princípios éticos. As gerações de líderes não se respeitam mutuamente. As gerações mais velhas apropriam-se do poder que alcançam e sem respeito pelas que se seguem trucidam expectativas de renovação do desporto português. As gerações mais velhas não são respeitadas no seu saber e experiência e são aproveitadas na sua senioridade/senilidade pelos poderes instituídos para esmagarem a razão da democracia e da competitividade dos parceiros desportivos.
Face à complexidade, ao nepotismo e irracionalidade que tomou conta das nossas vidas há que fazer as pazes, assumir o diálogo com o outro e ‘dizê-lo com flores’.
É uma irresponsabilidade e uma negligência imensas exigir aos atletas portugueses condições de trabalho e de exigência que os líderes desportivos não assumem para si. Não é correcto tratar a sociedade portuguesa como incapazes de compreender o que se passa de bom e de mau no desporto português. Definitivamente a sociedade portuguesa não é estúpida!
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