Será escusado indicar nomes, todos conhecerão os líderes que não o deveriam ser e aqueles que inquestionavelmente o são e deixam a desejar porque não produzem resultados que se vejam.
O combate à portuguesa é simulado porque baseia-se na ameaça de democracia que nunca é democracia.
Mais tarde um líder vence e o derrotado diz que não está a cumprir o que as pessoas não compreendem e são incapazes de corporizar o massacre de desporto e as consequências reais do debate simulado.
O perdedor cala-se ou fala sozinho e o desporto afunda.
O debate simulado e os resultados que falham são peças da mesma máquina.
O COP não compreende a relevância do debate sobre o desporto e os protagonistas pensam beneficiar do não-debate.
O que faz a Champions League a melhor competição é a qualidade das disputas não é o presidente Platini.
No desporto português foge-se ao debate e as competições que existem são encenadas.
Por isso não há espectadores nas competições profissionais nacionais nem a população portuguesa consome o mesmo desporto que os outros consomem.
As competições não são apenas entre atletas, são também entre os líderes para apurar os melhores.
A competição é para medir quem é o melhor.
A competição deve começar pela afirmação das matérias e da audição dos melhores que na sociedade e nas universidades têm um contributo objectivamente positivo e a partir do qual os candidatos a líder podem distinguir-se pela qualidade das sínteses e da definição de objectivos que a sociedade assume como seus para o prazo de vigência da liderança.
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O combate dos chefes é sobre o quê?
O debate é para definir a bússola que nos orientará no futuro.
Uma hipótese é nunca ter discutido o futuro e navegar conforme o vento, parecendo com isso que melhor se caminha para norte.
Este é o caminho tradicional.
A consequência deste comportamento é não ir para lado nenhum ou perder-mo-nos do norte e caminharmos para sul como tem acontecido.
O combate dos chefes é um acto reflexivo colectivo que deixará uns satisfeitos e outros preocupados mas permite discutir soluções e pensar que existem alternativas.
Há questões éticas, por exemplo.
Porém criar um projecto de ética pode ser uma nulidade se se assumir a ética como uma utilidade descartável em vez de a assumir como aferidora e exigente de rigor.
Outra menoridade da ética é deixá-la ser instrumentalizada por inocentes ou impunes.
Apenas aqueles que assumem a ética como instrumento de vida e de morte a valorizam e esse saber não é percepcionável em ambientes corrosivos e degradados da indiferença perante os resultados desportivos.
A ética podendo ser um tema do combate está para além do debate e deve elevar-se das acções que o enformam.
Mais concreto pode ser o debate sobre se o caminhar para a média europeia é um objectivo central da liderança do chefe dos chefes ou bastará liquefazer esse norte no deixa andar e no desnorte tradicional das últimas décadas.
O que fazer durante e enquanto durar a crise orçamental e económica nacional depende do norte escolhido.
Ou será que os candidatos a chefe preferirão não definir nada e deixar passar as coisas?
Várias pessoas deveriam ser chamadas a deixar algumas ideias sobre o futuro do desporto português e as consequências dessas ideias.
Sem um líder do desporto português e uma equipa capaz desportivamente os erros, alguns crassos, e as malfeitorias que actualmente se cometem fazem o seu caminho.
Uma hipótese é nunca ter discutido o futuro e navegar conforme o vento, parecendo com isso que melhor se caminha para norte.
Este é o caminho tradicional.
A consequência deste comportamento é não ir para lado nenhum ou perder-mo-nos do norte e caminharmos para sul como tem acontecido.
O combate dos chefes é um acto reflexivo colectivo que deixará uns satisfeitos e outros preocupados mas permite discutir soluções e pensar que existem alternativas.
Há questões éticas, por exemplo.
Porém criar um projecto de ética pode ser uma nulidade se se assumir a ética como uma utilidade descartável em vez de a assumir como aferidora e exigente de rigor.
Outra menoridade da ética é deixá-la ser instrumentalizada por inocentes ou impunes.
Apenas aqueles que assumem a ética como instrumento de vida e de morte a valorizam e esse saber não é percepcionável em ambientes corrosivos e degradados da indiferença perante os resultados desportivos.
A ética podendo ser um tema do combate está para além do debate e deve elevar-se das acções que o enformam.
Mais concreto pode ser o debate sobre se o caminhar para a média europeia é um objectivo central da liderança do chefe dos chefes ou bastará liquefazer esse norte no deixa andar e no desnorte tradicional das últimas décadas.
O que fazer durante e enquanto durar a crise orçamental e económica nacional depende do norte escolhido.
Ou será que os candidatos a chefe preferirão não definir nada e deixar passar as coisas?
Várias pessoas deveriam ser chamadas a deixar algumas ideias sobre o futuro do desporto português e as consequências dessas ideias.
Sem um líder do desporto português e uma equipa capaz desportivamente os erros, alguns crassos, e as malfeitorias que actualmente se cometem fazem o seu caminho.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
O poder da razão
Ontem Adriano Moreira na sua última lição e agraciado pelo Primeiro-Ministro falava de ter chegado o tempo de uzar o poder da razão mesmo que contra a razão do poder. Por estas ou por outras palavras.
Passos Coelho parecia que falava noutro país.
Ao contrário de Adriano Moreira, Maria Teresa Horta recusou receber o prémio das mãos do PM.
Terá feito mal na sua recusa por ter a oportunidade de usar a palavra que afinal é, segundo o prémio que lhe é dado, exímia em utilizar.
Perdeu a oportunidade de usar o poder da sua razão, que usou na sua escusa, e que AM incentiva o uso no actual momento.
Passos Coelho parecia que falava noutro país.
Ao contrário de Adriano Moreira, Maria Teresa Horta recusou receber o prémio das mãos do PM.
Terá feito mal na sua recusa por ter a oportunidade de usar a palavra que afinal é, segundo o prémio que lhe é dado, exímia em utilizar.
Perdeu a oportunidade de usar o poder da sua razão, que usou na sua escusa, e que AM incentiva o uso no actual momento.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O Combate dos Chefes é um processo necessariamente complexo
Uma sociedade democrática usa múltiplos canais para debater ideias.
A União Europeia é uma instituição que usa mecanismos complexos para gerar os melhores resultados para o desporto português.
A construção de estruturas de díálogo tem sido feita no desporto português e não é por resultar em produtos menores que deve ser abandonada.
Os Congressos do Desporto foram usados no passado muito distante e mais próximo. Os autores do Congresso mais recente não falam dele porque lhes faltou arte para o liderar e projectar nele o desporto português.
Os Congressos metem medo e há quem advogue que Congresso nenhum é melhor do que iniciativas incontroláveis apesar de serem os próprios condicionadores da realização a serem incapazes de os produzir bem.
Actualmente com a eleição do Presidente do COP o objecto é outro e dele vai depender a eleição do líder que coordenará o futuro do desporto português para o longo prazo do século XXI.
O Governo perdeu essa oportunidade até agora e era útil não esmagar a iniciativa privada das federações, como tantos governos fizeram à iniciativa privada das federações desportivas no passado.
Até às eleições do COP que será, creio, no fim do primeiro trimestre, há tempo para debates temáticos sobre matérias centrais das crises desportiva, social, económica, legislativa, orçamental e sobre as questões fulcrais do desenvolvimento desportivo sustentado para o século XXI.
As matérias e as perspectivas são infinitas e compreende-se o receio do debate sem fronteiras e de difícil delimitação de objectivos e metas por líderes inseguros ou sem traquejo.
Esta uma limitação brutal do modelo de governança portuguesa que é incapaz de debater bem as ideias e é indefeso perante projectos que são errados e inviáveis.
O modelo nacional é incapaz de distinguir o mau e de o desincentivar assim como incapaz de apurar o bom e o sensato.
Daí a relevância de procurar delimitar matérias e criar debates que envolvam especialistas como actualmente faz a União Europeia.
Como noutra eleição democrática os debates abertos dariam aos potenciais candidatos e aos votantes elementos para uma melhor distinção das posições possíveis e das soluções para um novo futuro.
A União Europeia é uma instituição que usa mecanismos complexos para gerar os melhores resultados para o desporto português.
A construção de estruturas de díálogo tem sido feita no desporto português e não é por resultar em produtos menores que deve ser abandonada.
Os Congressos do Desporto foram usados no passado muito distante e mais próximo. Os autores do Congresso mais recente não falam dele porque lhes faltou arte para o liderar e projectar nele o desporto português.
Os Congressos metem medo e há quem advogue que Congresso nenhum é melhor do que iniciativas incontroláveis apesar de serem os próprios condicionadores da realização a serem incapazes de os produzir bem.
Actualmente com a eleição do Presidente do COP o objecto é outro e dele vai depender a eleição do líder que coordenará o futuro do desporto português para o longo prazo do século XXI.
O Governo perdeu essa oportunidade até agora e era útil não esmagar a iniciativa privada das federações, como tantos governos fizeram à iniciativa privada das federações desportivas no passado.
Até às eleições do COP que será, creio, no fim do primeiro trimestre, há tempo para debates temáticos sobre matérias centrais das crises desportiva, social, económica, legislativa, orçamental e sobre as questões fulcrais do desenvolvimento desportivo sustentado para o século XXI.
As matérias e as perspectivas são infinitas e compreende-se o receio do debate sem fronteiras e de difícil delimitação de objectivos e metas por líderes inseguros ou sem traquejo.
Esta uma limitação brutal do modelo de governança portuguesa que é incapaz de debater bem as ideias e é indefeso perante projectos que são errados e inviáveis.
O modelo nacional é incapaz de distinguir o mau e de o desincentivar assim como incapaz de apurar o bom e o sensato.
Daí a relevância de procurar delimitar matérias e criar debates que envolvam especialistas como actualmente faz a União Europeia.
Como noutra eleição democrática os debates abertos dariam aos potenciais candidatos e aos votantes elementos para uma melhor distinção das posições possíveis e das soluções para um novo futuro.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Na manifestação cantou-se o Acordai! E no desporto?
Fernando Lopes Graça : Acordai
Música: Fernando Lopes GraçaLetra: José Gomes FerreiraA. Guimarães
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
A música está aqui pelo coro Ricercare.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A DOENÇA LUSITANA DA REGULAÇÃO DOS FERIADOS - 2
Após a chamada de atenção de A Doença Lusitana da Regulação dos feriados, de pesquisa em pesquisa, é natural a correcção da periodicidade desta doença para o intervalo de um século, ou muito próximo, ora para menos, ora para mais.
Afinal os Republicanos mimetizaram a Monarquia Constitucional, encurtando para quase um século a distância, porque segundo se lê no fac-simile do
Afinal os Republicanos mimetizaram a Monarquia Constitucional, encurtando para quase um século a distância, porque segundo se lê no fac-simile do
o que demonstra a febre por coisas pequenas.
Apesar de tudo já há uma distância maior entre o republicanismo de 1910 e o neo-liberalismo de 2012 que, desejando melhorar o seu profundo trabalho de pesquisa, se irá debruçar sobre o corte nos feriados de 73 festas móveis dos municípios, já que não consegue cortar o défice, ou para esquecer a dificuldade de o fazer.
O decisivo combate dos Chefes
O combate dos chefes vai eleger o líder dos líderes das federações nacionais.
É o projecto mais relevante dos últimos 30 anos porque ele corporiza a transformação sobre o passado que esse passado não conseguiu realizar.
Também é relevante porque apenas um comportamento distinto poderá trazer novidades e esperança no futuro.
Há factores parados no tempo e não me cabe agora identificá-los.
O combate dos chefes é a nossa maior esperança.
Está nas nossas mãos contribuir para que seja eleito o melhor chefe dos chefes.
Pela minha parte tentarei discutir ideias e contribuir com propostas variadas.
Como já referi anteriormente o debate democrático é o activo mais relevante.
O COP não fará o debate se não vir utilidade.
Cabe à sociedade civil do desporto propor sugestões viáveis e de bom senso.
O debate democrático já começou com posições de clara oposição ao debate democrático.
Essa posição é tão válida democraticamente como a sua oposta.
São ambas propostas e opiniões realizadas com intenções de realizar o óptimo para o desporto. Uma posição pretende a discussão de ideias, a outra posição dirá que tudo ficará melhor se todos se calarem.
O combate dos Chefes é decisivo e se não fosse assim, porque não deixar estar quem já lá está e nada acrescentar?
Há um debate em curso com inúmeros pretendentes a posicionarem-se o que demonstra a predisposição para assumir o lugar de chefe dos chefes por mais de um protagonista.
O relevante contudo é assumir que o chefe a eleger é o chefe dos chefes.
Eleger mais um chefe para cumprir calendário é um acto vazio de sentido.
O lugar a exercer é dos mais prestigiosos que o desporto português já teve.
Em regra há modalidades que desdenham este lugar.
Essa repulsa figurada ou real não corresponde à utilidade e ao potencial que o lugar não tem tido.
Esta é a minha proposta que tenho afirmado e reafirmado: o próximo presidente do COP será o presidente de todos os presidentes do desporto português.
Um cargo que nunca existiu em Portugal e a que faltou conteúdo real e dimensão potencialmente europeia.
É o projecto mais relevante dos últimos 30 anos porque ele corporiza a transformação sobre o passado que esse passado não conseguiu realizar.
Também é relevante porque apenas um comportamento distinto poderá trazer novidades e esperança no futuro.
Há factores parados no tempo e não me cabe agora identificá-los.
O combate dos chefes é a nossa maior esperança.
Está nas nossas mãos contribuir para que seja eleito o melhor chefe dos chefes.
Pela minha parte tentarei discutir ideias e contribuir com propostas variadas.
Como já referi anteriormente o debate democrático é o activo mais relevante.
O COP não fará o debate se não vir utilidade.
Cabe à sociedade civil do desporto propor sugestões viáveis e de bom senso.
O debate democrático já começou com posições de clara oposição ao debate democrático.
Essa posição é tão válida democraticamente como a sua oposta.
São ambas propostas e opiniões realizadas com intenções de realizar o óptimo para o desporto. Uma posição pretende a discussão de ideias, a outra posição dirá que tudo ficará melhor se todos se calarem.
O combate dos Chefes é decisivo e se não fosse assim, porque não deixar estar quem já lá está e nada acrescentar?
Há um debate em curso com inúmeros pretendentes a posicionarem-se o que demonstra a predisposição para assumir o lugar de chefe dos chefes por mais de um protagonista.
O relevante contudo é assumir que o chefe a eleger é o chefe dos chefes.
Eleger mais um chefe para cumprir calendário é um acto vazio de sentido.
O lugar a exercer é dos mais prestigiosos que o desporto português já teve.
Em regra há modalidades que desdenham este lugar.
Essa repulsa figurada ou real não corresponde à utilidade e ao potencial que o lugar não tem tido.
Esta é a minha proposta que tenho afirmado e reafirmado: o próximo presidente do COP será o presidente de todos os presidentes do desporto português.
Um cargo que nunca existiu em Portugal e a que faltou conteúdo real e dimensão potencialmente europeia.
O Sporting tem razão em meter-se na vida do Benfica
E deve aceitar que todos os outros clubes amadores e profissionais, nacionais e internacionais, se metam nas suas contas. Ver aqui a notícia do Jornal i.
Nos outros sectores da economia espera-se que a empresa lucre com a falência da concorrência.
No desporto, por ser diferente, as contas devem ser transparentes e equitativas para que a capacidade desportiva obtida no terreno de jogo, nacional e internacional, seja cristalina.
O Sporting faz bem em alertar que o Benfica tem o maior défice alguma vez alcançado no desporto português e que a situação de falência técnica do Benfica se deve à gestão perdulária e irresponsável de sucessivas direcções do clube encarnado assim como ao silêncio e concordância das instituições privadas e públicas nacionais e internacionais que regulam o futebol português.
Quando a bolha do Benfica rebentar se verá que vai ser chamado a pagar e se nessa altura vai haver crédito para outros clubes nas mesmas situações chamem-se Sporting ou qualquer outro nome.
Há uma coisa que é chata à brava que é a tendência das bolhas rebentarem e também de até esse momento haver a incapacidade dos próprios agentes se autoregenerarem.
Esperemos pois pelo rebentamento da bolha do futebol profissional português.
Nos outros sectores da economia espera-se que a empresa lucre com a falência da concorrência.
No desporto, por ser diferente, as contas devem ser transparentes e equitativas para que a capacidade desportiva obtida no terreno de jogo, nacional e internacional, seja cristalina.
O Sporting faz bem em alertar que o Benfica tem o maior défice alguma vez alcançado no desporto português e que a situação de falência técnica do Benfica se deve à gestão perdulária e irresponsável de sucessivas direcções do clube encarnado assim como ao silêncio e concordância das instituições privadas e públicas nacionais e internacionais que regulam o futebol português.
Quando a bolha do Benfica rebentar se verá que vai ser chamado a pagar e se nessa altura vai haver crédito para outros clubes nas mesmas situações chamem-se Sporting ou qualquer outro nome.
Há uma coisa que é chata à brava que é a tendência das bolhas rebentarem e também de até esse momento haver a incapacidade dos próprios agentes se autoregenerarem.
Esperemos pois pelo rebentamento da bolha do futebol profissional português.
A DOENÇA LUSITANA DA REGULAÇÃO DOS FERIADOS
Ainda sobre a regulação dos feriados nacionais civis, patrióticos e religiosos, reduzidos a meia dúzia, trata-se indubitavelmente de uma virose epidémica exclusiva do domínio lusitano, personalizado e fechado dentro das suas fronteiras.
E para o ridículo não morrer de vergonha, além da regulação deste governo com ideias fixas, aferradas e írritas, de que da meia dúzia de feriados mandados hibernar sairíamos incólumes desta crise espalhada, disseminada e colada a todos os lusitanos, chegou-se à já vergonhosa conclusão de que, dos feriados enviados para férias, a crise afinal tem crescido paulatinamente, esquecida dos poderes mágicos da expulsão dos referidos feriados.
O Dr. Ribeiro e Castro já pode reclamar o seu 1.º de Dezembro com a alegação de que os feriados eliminados estão a lançar bruxedos para que a crise cresça, e concluir que está a ser a causa desse desenvolvimento já com aspecto cancerígeno. Ou a crise cresce porque não se podem escolher causas aleatoriamente? como este governo anda - de operação em operação, de adivinha em adivinha - a bispar onde estará a génese dela !!!???
A emigração em massa que se vem operando e diminuindo a mão-de-obra lusitana não assusta o governo, mas assustou os míseros feriados que aferravam os seus dentes nas finanças e na economia. Depois viu-se que permitiu aumentar a crise e as dívidas.
Finalmente, falta provar cientificamente (?) por que razões ou por quais fundamentos, se prova que esta virose é tipicamente lusitana. Se remontarmos aos tempos da Monarquia Constitucional, o que é que observamos ? Esta preciosa pérola lusitana 100%, e que vale a pena mostrarmos aos nossos filhos e netos, e para que também a posteridade saiba, como trabalha a brilhante elite lusitana desde o tempo do vintismo:
Decreto de 04.09.1821 - Considerando que o grande número de feriados nas
Relações causa grande embaraço na Administração da Justiça, e expedientes dos
Negócios, ficam abolidos nas Relações de Lisboa,
e Porto todos os feriados,
exceptuadas somente as férias ordinárias, os Domingos, e Dias Santos de guarda,
os Aniversários de Suas Majestades, e os faustos dias de 24 de Agosto, 15 de
Setembro, 1.º de Outubro, 26 de Janeiro, 26 de Fevereiro, e 4 de Julho, em
comemoração dos gloriosos acontecimentos que neles tiveram lugar. (DG n.º 223,
20.09.1821).
Falta saber - mas aí falham as nossas pesquisas - quais foram de facto os efeitos benéficos que resultaram do direito, se aplicado. Ou se o "embaraço na Administração da Justiça, e os expedientes dos Negócios" não terão piorado.
Previsão não científica - esta virose reaparece de dois em dois séculos. Mas se ela reaparecer em 2212, já é uma aproximação quase-cientificada.
O combate dos chefes vem aí
Um deles vai ganhar o posto de Presidente dos presidentes.
Era bom que o outro não fosse colocado na posição de humilhado.
Há muito por / para fazer e outras instituições e projectos aliciantes para demonstrar a capacidade de concretizar com eficiência no desporto português!
Era bom que o outro não fosse colocado na posição de humilhado.
Há muito por / para fazer e outras instituições e projectos aliciantes para demonstrar a capacidade de concretizar com eficiência no desporto português!
domingo, 23 de setembro de 2012
O desporto e a crise da T'ZU
A crise da T'ZU passa ao lado do desporto ou o desporto vive à margem de tudo inclusive das transformações profundas que o país passa.
Os erros são patentes com o desporto já não pela primeira vez, ou seja, pela enésima vez a andar em contra-ciclo com o todo nacional.
Queria só dizer isto.
E acrescentar mais o seguinte:
Os carros topo de gama é uma realidade que me constrange.
Pessoas que nunca pagariam do seu bolso tais objectos, mantêm a ostentação com a crise nas ruas.
Há falta de bom senso.
No 25 de Abril chamar-se-iam fascistas a pessoas com estes comportamentos, apesar de nesse tempo as viaturas terem sido instantaneamente guardadas a recato.
Haverá um relacionamento entre a ostentação de alguns e a cegueira ou estado invisual que se vive no desporto?
Os erros são patentes com o desporto já não pela primeira vez, ou seja, pela enésima vez a andar em contra-ciclo com o todo nacional.
Queria só dizer isto.
E acrescentar mais o seguinte:
Os carros topo de gama é uma realidade que me constrange.
Pessoas que nunca pagariam do seu bolso tais objectos, mantêm a ostentação com a crise nas ruas.
Há falta de bom senso.
No 25 de Abril chamar-se-iam fascistas a pessoas com estes comportamentos, apesar de nesse tempo as viaturas terem sido instantaneamente guardadas a recato.
Haverá um relacionamento entre a ostentação de alguns e a cegueira ou estado invisual que se vive no desporto?
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Palavras de Obama que se aplicarão ao desporto português
“O facto de não termos mudado o tom em Washington é decepcionante.” Obama 2012 reflectiu sobre Obama 2008: “Aprendi algumas lições. A mais importante é que não se pode mudar Washington a partir do interior. Só se pode mudar estando de fora.”
Ver público aqui
Está por demonstrar que o desporto português se reforma por dentro.
Aliás o próprio país não o faz, porque faria o desporto a reforma a partir dos seus líderes e instituições?
Ver público aqui
Está por demonstrar que o desporto português se reforma por dentro.
Aliás o próprio país não o faz, porque faria o desporto a reforma a partir dos seus líderes e instituições?
terça-feira, 18 de setembro de 2012
O Rio de Janeiro 2016 vem aí
Eis uma das formas dos brasileiros começarem a formalizarem os Seus Jogos.
Recentemente Stefan Szymanski um economista britânico referiu que era a população britânica que pagava o espectáculo dos Jogos Olímpicos para benefício da população mundial.
Esta uma visão irrepreensível do economista mas que os políticos de muitos países dirão que a sua população está disposta a pagar.
É caro e excessivo mas eles fazem-nos com gosto.
Isto acontece há mais de cem anos e no passado de 3 mil anos também o faziam.
Os Jogos Olímpicos serem excessivos é uma constante que as populações de sempre estão dispostas a pagar.
Recentemente Stefan Szymanski um economista britânico referiu que era a população britânica que pagava o espectáculo dos Jogos Olímpicos para benefício da população mundial.
Esta uma visão irrepreensível do economista mas que os políticos de muitos países dirão que a sua população está disposta a pagar.
É caro e excessivo mas eles fazem-nos com gosto.
Isto acontece há mais de cem anos e no passado de 3 mil anos também o faziam.
Os Jogos Olímpicos serem excessivos é uma constante que as populações de sempre estão dispostas a pagar.
domingo, 16 de setembro de 2012
Meio Milhão na Rua
Mais concretamente 669 mil diz o Expresso.
A dignidade anónima e a presença de pessoas que duvidosamente votariam à esquerda dá uma genuinidade às reivindicações de ontem que demonstram o que por palavras e expressões indirectas procurámos caracterizar o que se passava no Desporto.
Não estamos na estaca zero porque recuámos e divergimos do que toda a Europa faz.
O estilo gémeo dos dois últimos primeiros-ministros eleitos e o modo de funcionamento dos partidos e dos seus lugares-tenente mostra-nos como quem governa vive soluções umbilicais num só sentido de benefícios para uns e prejuízo para outros que num caso e no outro têm sido sempre os mesmos.
Não tenho soluções neste sentido senão acompanhar o afundamento nacional e procurar pensar sugerindo soluções e acompanhando o que social e democraticamente se vai colocando.
Mais uma vez observei que a entrega aos detentores do poder de propostas de soluções tem resultados perversos e contrários à racionalidade e ao óptimo face ao autismo e ao 'bem da nação' peculiar que assumem, não tendo a capacidade de socialmente criarem e elegerem um modelo inovador para o país.
Os resultados materiais são claros e é por eles que nos devemos orientar para criar um futuro diferente.
A crise do desporto é sistémica e o desporto de Portugal é diferente do desporto do resto da Europa.
Ontem perdemos em hóquei o título europeu com a Espanha a 6 segundos do fim.
A transformação dos comportamentos e o poder de passar a ganhar é aquilo que temos de procurar em todas as modalidades.
Há quem diga que temos de escolher.
Talvez a questão não seja a escolha de quem recebe.
A questão estará em que cada um deverá receber segundo as suas capacidades de realização e não cheques em branco para coisas que se sabe que a estrutura criada não tem unhas para tocar.
Mas esta não é senão uma ínfima parte do que há para fazer.
A dignidade anónima e a presença de pessoas que duvidosamente votariam à esquerda dá uma genuinidade às reivindicações de ontem que demonstram o que por palavras e expressões indirectas procurámos caracterizar o que se passava no Desporto.
Não estamos na estaca zero porque recuámos e divergimos do que toda a Europa faz.
O estilo gémeo dos dois últimos primeiros-ministros eleitos e o modo de funcionamento dos partidos e dos seus lugares-tenente mostra-nos como quem governa vive soluções umbilicais num só sentido de benefícios para uns e prejuízo para outros que num caso e no outro têm sido sempre os mesmos.
Não tenho soluções neste sentido senão acompanhar o afundamento nacional e procurar pensar sugerindo soluções e acompanhando o que social e democraticamente se vai colocando.
Mais uma vez observei que a entrega aos detentores do poder de propostas de soluções tem resultados perversos e contrários à racionalidade e ao óptimo face ao autismo e ao 'bem da nação' peculiar que assumem, não tendo a capacidade de socialmente criarem e elegerem um modelo inovador para o país.
Os resultados materiais são claros e é por eles que nos devemos orientar para criar um futuro diferente.
A crise do desporto é sistémica e o desporto de Portugal é diferente do desporto do resto da Europa.
Ontem perdemos em hóquei o título europeu com a Espanha a 6 segundos do fim.
A transformação dos comportamentos e o poder de passar a ganhar é aquilo que temos de procurar em todas as modalidades.
Há quem diga que temos de escolher.
Talvez a questão não seja a escolha de quem recebe.
A questão estará em que cada um deverá receber segundo as suas capacidades de realização e não cheques em branco para coisas que se sabe que a estrutura criada não tem unhas para tocar.
Mas esta não é senão uma ínfima parte do que há para fazer.
sábado, 15 de setembro de 2012
Há complexidades que importa reter do desporto moderno
Acompanho algumas características do comportamento de instituições do desporto europeu e mundial por dentro como sócio e como consultor de fóruns de especialistas.
Não me quero gabar, sou-o há muitos anos e o renovar dos contactos e a abertura de fronteiras sugere que é possível haver coisas a correrem bem apesar de tudo.
Alguns dados mostram certezas que importa reter e vir a debater para encontrar soluções.
A procura de soluções se as coisas não correm bem é uma preocupação fundamental.
O principal líder desportivo nacional, sem ser um dos presidentes do futebol, nesta altura diz que faltou dinheiro ao projecto olímpico. Ele está ligeiramente equivocado. O dinheiro não faltou porque o dinheiro que foi dado foi o pedido. Onde estão os documentos em que foram pedidos 30 milhões de euros, sou eu a especular, e onde está a resposta ou as respostas a negarem essa pretensão? O desporto tem de ter líderes capazes de colocar no papel o que pretendem fazer e assumir as suas palavras. os 14 milhões pedidos foram dados e os resultados estão produzidos. Era bom que as instituições que convidam determinadas personalidades para falarem do desporto tivessem o mínimo de interesse em convidar pessoas que baralham o panorama do desporto português.
A falência da Escolinha do Manchester United em Portugal é um exemplo da ausência de estudos económicos mínimos que nem a AGAP, o futebol, o associativismo desportivo fazem. As autarquias avançam para estes projectos e depois ficam entaladas porque o liberalismo de querer lucrar fácil e ter benefícios de rendas públicas é um conceito que apenas existe em Portugal. A situação das escolinhas privadas está a par da colocação dos grandes clubes portugueses em bolsa, ideia que pululou nos anos 90 pelas secretarias de estado a fora e regabofe dos 'históricos' dos grandes clubes. Há outros exemplos deste tipo de comportamentos liberais e cujo resultado é a situação actual do desporto português.
A talhe de foice está a questão da 'bolha do direito do desporto'. Eu comecei por dizê-lo a algumas pessoas e a ideia era discutir, aprofundar para encontrar soluções. O desporto português para passar de 1,4 mil milhões de euros para o dobro, três mil milhões de euros, necessita de tudo e todos e o valor alcança-se com a mudança de procedimentos, a racionalização dos critérios e a inserção de competitividade e democracia. Quando sou despedido da faculdade, sem uma explicação olhos nos olhos, compreendi como há pessoas que estão encurraladas e aterrorizadas usarão métodos de trabalho anquilosados. Mas mais, não existe uma convicção social ampla e interiorizada entre os agentes do desporto de que é possível fazer mais, muito mais.
Isto são algumas notas e para dizer que há quem ande a meter água abundantemente e perdoe-se-me o desbragar faz mal ao nosso desporto, ao partido e à profissão deles, ao nosso país e à nossa população.
Nem tudo são más notícias.
Em Novembro conto ir a Loulé falar sobre a situação actual do desporto português por convite para o seminário organizado pela respectiva Câmara Municipal, onde vão estar também o Augusto Baganha, Abel Santos, Amadeu Portilha, Gastão Sousa, Joaquim Viegas, Seruca Emídio.
Uma boa sessão de trabalho em perspectiva nos mares do sul, em Novembro.
Não me quero gabar, sou-o há muitos anos e o renovar dos contactos e a abertura de fronteiras sugere que é possível haver coisas a correrem bem apesar de tudo.
Alguns dados mostram certezas que importa reter e vir a debater para encontrar soluções.
A procura de soluções se as coisas não correm bem é uma preocupação fundamental.
O principal líder desportivo nacional, sem ser um dos presidentes do futebol, nesta altura diz que faltou dinheiro ao projecto olímpico. Ele está ligeiramente equivocado. O dinheiro não faltou porque o dinheiro que foi dado foi o pedido. Onde estão os documentos em que foram pedidos 30 milhões de euros, sou eu a especular, e onde está a resposta ou as respostas a negarem essa pretensão? O desporto tem de ter líderes capazes de colocar no papel o que pretendem fazer e assumir as suas palavras. os 14 milhões pedidos foram dados e os resultados estão produzidos. Era bom que as instituições que convidam determinadas personalidades para falarem do desporto tivessem o mínimo de interesse em convidar pessoas que baralham o panorama do desporto português.
A falência da Escolinha do Manchester United em Portugal é um exemplo da ausência de estudos económicos mínimos que nem a AGAP, o futebol, o associativismo desportivo fazem. As autarquias avançam para estes projectos e depois ficam entaladas porque o liberalismo de querer lucrar fácil e ter benefícios de rendas públicas é um conceito que apenas existe em Portugal. A situação das escolinhas privadas está a par da colocação dos grandes clubes portugueses em bolsa, ideia que pululou nos anos 90 pelas secretarias de estado a fora e regabofe dos 'históricos' dos grandes clubes. Há outros exemplos deste tipo de comportamentos liberais e cujo resultado é a situação actual do desporto português.
A talhe de foice está a questão da 'bolha do direito do desporto'. Eu comecei por dizê-lo a algumas pessoas e a ideia era discutir, aprofundar para encontrar soluções. O desporto português para passar de 1,4 mil milhões de euros para o dobro, três mil milhões de euros, necessita de tudo e todos e o valor alcança-se com a mudança de procedimentos, a racionalização dos critérios e a inserção de competitividade e democracia. Quando sou despedido da faculdade, sem uma explicação olhos nos olhos, compreendi como há pessoas que estão encurraladas e aterrorizadas usarão métodos de trabalho anquilosados. Mas mais, não existe uma convicção social ampla e interiorizada entre os agentes do desporto de que é possível fazer mais, muito mais.
Isto são algumas notas e para dizer que há quem ande a meter água abundantemente e perdoe-se-me o desbragar faz mal ao nosso desporto, ao partido e à profissão deles, ao nosso país e à nossa população.
Nem tudo são más notícias.
Em Novembro conto ir a Loulé falar sobre a situação actual do desporto português por convite para o seminário organizado pela respectiva Câmara Municipal, onde vão estar também o Augusto Baganha, Abel Santos, Amadeu Portilha, Gastão Sousa, Joaquim Viegas, Seruca Emídio.
Uma boa sessão de trabalho em perspectiva nos mares do sul, em Novembro.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Ou tomamos 'o touro pelos cornos' ou continuamos de mal a pior
Não podemos actuar como se o problema real não existisse.
Mas é isso que se faz em Portugal.
Quem pega pela cauda diz que é um burro, quem percebe a tromba concebe um dinossauro, a perna sugere um hipopótamo e falta a compreensão do animal por inteiro que poderá ser um soberbo elefante.
Face a esta observação parcelar a decisão varia com o eminência sendo na sua essência legislativa parcelar e perniciosa.
Sendo um elefante não percepcionado que especialistas contratar?
Esta parece ser a impreparação absoluta dos partidos do poder ao longo das legislaturas em Portugal.
A incapacidade de eleição de um líder associativo consensualmente reconhecido facultou a permanência de inimputabilidades que destroem o todo, o futuro e garantem a genes perniciosos contaminarem novas gerações ou aniquilando estas últimas pela eternização das não valências de modernidade.
Mas é isso que se faz em Portugal.
Quem pega pela cauda diz que é um burro, quem percebe a tromba concebe um dinossauro, a perna sugere um hipopótamo e falta a compreensão do animal por inteiro que poderá ser um soberbo elefante.
Face a esta observação parcelar a decisão varia com o eminência sendo na sua essência legislativa parcelar e perniciosa.
Sendo um elefante não percepcionado que especialistas contratar?
Esta parece ser a impreparação absoluta dos partidos do poder ao longo das legislaturas em Portugal.
A incapacidade de eleição de um líder associativo consensualmente reconhecido facultou a permanência de inimputabilidades que destroem o todo, o futuro e garantem a genes perniciosos contaminarem novas gerações ou aniquilando estas últimas pela eternização das não valências de modernidade.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Fui despedido e nem sequer houve o chá de uma justificação olhos nos olhos
Isto está difícil para todos e perante situações semelhantes há um diálogo e há uma ausência de 'chá'.
Depois quando começamos a fazer contas verificamos que dissemos que havia 'uma bolha do direito do desporto' e as coisas fazem sentido.
As soluções não são consensuais e a profundidade das abordagens é curta.
Pesca-se à linha e não havendo 'cão' caça-se com uma 'gataria' abundante.
Isto são erros acumulados porque não havendo a capacidade do diálogo e da capacidade do maior investimento sobre o melhor desporto a consequência é que há agentes mais activos cujo cartão de visita está à melhor mão de semear e 'aqui vai disto' uma e outra vez.
O resultado é conhecido 3,2,1 nos olímpicos e nos paralímpicos 14,7,3 sem tugir nem mugir porque o desporto não tem uma voz.
Gustavo Pires chegou ao paradoxo do Basquetebol a mais intelectual das modalidades desportivas nacionais e que nunca se 'pôs' na Europa ou no mundo. O artigo do Gustavo Pires está no Primeiro de Janeiro de 11SET12.
O caso do Basquetebol é um, como o Andebol outro, ou a Natação, há sessenta casos, e a questão que se coloca é conseguir fazer estudos e análises perseguindo resultados.
Fiz análises no Andebol mas o problema é que não chegou a haver um diálogo com outros técnicos e eventualmente havia outras áreas para estudar paralelamente. Depois não se tiraram conclusões das análises.
A questão mais simples é que o desporto português está em queda livre e as pessoas estão sem capacidade de diálogo com excepção dos 'líderes de sempre' que já sabem tudo e não necessitam de estudos e análises.
São os primeiros a gastarem dezenas de milhares de euros numa multinacional que no dia seguinte ao receberem 'qualquer coisa' dizem-se conhecedoras do 'desporto português'.
Entretanto cada um na sua faculdadezinha mantém as coisas a funcionar e ficamos todos contentes.
A situação actual mói e as pessoas não compreendem as críticas e a necessidade de um sentido a partir do zero absoluto se necessário for.
Não tenho tido muita vontade de desabafar mas o pior não é a situação em si, mas antes a falta de capacidade de criar e construir que o passado e o presente criam.
Estamos sozinhos cada um a criar futuro nenhum.
Depois quando começamos a fazer contas verificamos que dissemos que havia 'uma bolha do direito do desporto' e as coisas fazem sentido.
As soluções não são consensuais e a profundidade das abordagens é curta.
Pesca-se à linha e não havendo 'cão' caça-se com uma 'gataria' abundante.
Isto são erros acumulados porque não havendo a capacidade do diálogo e da capacidade do maior investimento sobre o melhor desporto a consequência é que há agentes mais activos cujo cartão de visita está à melhor mão de semear e 'aqui vai disto' uma e outra vez.
O resultado é conhecido 3,2,1 nos olímpicos e nos paralímpicos 14,7,3 sem tugir nem mugir porque o desporto não tem uma voz.
Gustavo Pires chegou ao paradoxo do Basquetebol a mais intelectual das modalidades desportivas nacionais e que nunca se 'pôs' na Europa ou no mundo. O artigo do Gustavo Pires está no Primeiro de Janeiro de 11SET12.
O caso do Basquetebol é um, como o Andebol outro, ou a Natação, há sessenta casos, e a questão que se coloca é conseguir fazer estudos e análises perseguindo resultados.
Fiz análises no Andebol mas o problema é que não chegou a haver um diálogo com outros técnicos e eventualmente havia outras áreas para estudar paralelamente. Depois não se tiraram conclusões das análises.
A questão mais simples é que o desporto português está em queda livre e as pessoas estão sem capacidade de diálogo com excepção dos 'líderes de sempre' que já sabem tudo e não necessitam de estudos e análises.
São os primeiros a gastarem dezenas de milhares de euros numa multinacional que no dia seguinte ao receberem 'qualquer coisa' dizem-se conhecedoras do 'desporto português'.
Entretanto cada um na sua faculdadezinha mantém as coisas a funcionar e ficamos todos contentes.
A situação actual mói e as pessoas não compreendem as críticas e a necessidade de um sentido a partir do zero absoluto se necessário for.
Não tenho tido muita vontade de desabafar mas o pior não é a situação em si, mas antes a falta de capacidade de criar e construir que o passado e o presente criam.
Estamos sozinhos cada um a criar futuro nenhum.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Pergunta-se na comunicação social sobre o desporto
"Um retrocesso? Uma resposta a alguma forma de pressão? Um fechar de portas aos jovens que saem das escolas superiores? Porventura de tudo um pouco."
Parece haver ignorância de onde menos se espera.
Porventura o desconhecimento de como se está a mexer o mercado europeu e que condições estão verdadeiramente a falhar.
Que solução para este tipo de conflitos e lacunas?
Compreender a complexidade do desporto moderno, estabelecer comportamentos adequados, abrir as catedrais dos saberes que se pensam únicas e dar-lhes competitividade, democracia e o oxigénio das ideias que se querem livres e rigorosas para o realização da média europeia.
Coisa de menos a relevância do diálogo
Os vários actores do desporto português trabalham sozinhos e pouco ou nada dialogam.
Entretanto a falta de diálogo e de transparência dos conteúdos e dos propósitos faz o seu caminho corroendo por vezes actos que sendo correctos não deixam de ser afectados pelo enclausuramento do modelo de comportamento.
Falo por exemplo da complexificação dos graus profissionais dos técnicos de desporto e da tentativa de acompanhamento dessa realidade europeia pelo IPDJ.
Como e onde há falta de diálogo neste caso?
Este processo de formalização da formação é feito em Portugal por pessoas ligadas à formação de técnicos de desporto os quais trabalham sozinhos e entregam o produto do seu trabalho aos juristas para fazerem as leis.
Os juristas a quem eles entregam o seu trabalho também trabalham sozinhos e as leis e outros desenvolvimentos legislativos aparecem como se feitos pelo espírito santo legislativo e há outros legisladores e juristas que se sentem afectados e protestam na comunicação social a sua indignação por estes processos de trabalho sem sequer compreenderem o que se passou em primeiro lugar.
Tendo-me apercebido como economista de alguns elementos, que seria útil acompanhar com a economia, dei conta dessas minhas preocupações tendo sido tomado como metediço, complicado e enviesado estar a meter a economia e ser pessoalmente inoportuno para uma coisa que estava absolutamente correcta na perspectiva dos deuses.
A ignorância que nos levou a uma medalha em Londres não é de hoje, nem tem um único protagonista e é feita de muitas teimosias individuais e colectivas, profissionais e de cátedra.
Aliás as pinceladas de laranja ou rosa poderão ser justificadas porque o tempo passa e passa.
Passar de 3 medalhas em Atenas para 1 medalha em Londres são 12 anos completos e não nos apercebemos e o tempo corre justificando alguma adequação que a técnica justifica e a realidade obriga.
O problema está para além das pinceladas.
Nós somos uns artistas em justificar o rodriguinho e a finta pequena capaz de sentar o Ronaldo que é o melhor do mundo e somos incapazes, profundamente incapazes de conceber o ouro e marcar o trilho até lá chegar, assumindo a responsabilidade pela sua realização e pelo seu fracasso caso este sobrevenha.
Compreende-se como o poder político no desporto usa o direito do desporto e tem medo das suas consequências.
Entretanto a falta de diálogo e de transparência dos conteúdos e dos propósitos faz o seu caminho corroendo por vezes actos que sendo correctos não deixam de ser afectados pelo enclausuramento do modelo de comportamento.
Falo por exemplo da complexificação dos graus profissionais dos técnicos de desporto e da tentativa de acompanhamento dessa realidade europeia pelo IPDJ.
Como e onde há falta de diálogo neste caso?
Este processo de formalização da formação é feito em Portugal por pessoas ligadas à formação de técnicos de desporto os quais trabalham sozinhos e entregam o produto do seu trabalho aos juristas para fazerem as leis.
Os juristas a quem eles entregam o seu trabalho também trabalham sozinhos e as leis e outros desenvolvimentos legislativos aparecem como se feitos pelo espírito santo legislativo e há outros legisladores e juristas que se sentem afectados e protestam na comunicação social a sua indignação por estes processos de trabalho sem sequer compreenderem o que se passou em primeiro lugar.
Tendo-me apercebido como economista de alguns elementos, que seria útil acompanhar com a economia, dei conta dessas minhas preocupações tendo sido tomado como metediço, complicado e enviesado estar a meter a economia e ser pessoalmente inoportuno para uma coisa que estava absolutamente correcta na perspectiva dos deuses.
A ignorância que nos levou a uma medalha em Londres não é de hoje, nem tem um único protagonista e é feita de muitas teimosias individuais e colectivas, profissionais e de cátedra.
Aliás as pinceladas de laranja ou rosa poderão ser justificadas porque o tempo passa e passa.
Passar de 3 medalhas em Atenas para 1 medalha em Londres são 12 anos completos e não nos apercebemos e o tempo corre justificando alguma adequação que a técnica justifica e a realidade obriga.
O problema está para além das pinceladas.
Nós somos uns artistas em justificar o rodriguinho e a finta pequena capaz de sentar o Ronaldo que é o melhor do mundo e somos incapazes, profundamente incapazes de conceber o ouro e marcar o trilho até lá chegar, assumindo a responsabilidade pela sua realização e pelo seu fracasso caso este sobrevenha.
Compreende-se como o poder político no desporto usa o direito do desporto e tem medo das suas consequências.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
O direito do desporto e o bem-estar
No Colectividade Desportiva José Manuel Meirim identifica 3 actos legislativos e sugere que o uso político do direito desportivo no caso gerará resultados abaixo do óptimo social e que existirão limites éticos a esta aplicação do direito do desporto pelo poder político no desporto.
As palavras não são estas mas a ideia económica a retirar rondará a interpretação do parágrafo anterior.
Considerando que a interpretação e as sugestões são objectivas o que aqui está em causa é o uso que determinados oficiais fizeram do instrumento que é o direito do desporto.
É pouco provável que quem decide tenha entregue a elaboração de legislação a médicos, engenheiros, gestores ou psicólogos, ou ainda ao motorista do presidente ou à sua secretária.
Há todo o poder de uma classe de profissionais que no caso do desporto é o do direito, ou já terá sido por exemplo, da arquitectura, em projectar níveis de ineficácia e de ineficiência na produção desportiva portuguesa e cujos resultados 3, 2 e 1 medalhas em JJOO é patente.
Quando se valoriza a presença de profissionais do direito para além da racionalidade e do óptimo desportivo e social não é de estranhar que o 3, 2 e 1 se concretize.
Obviamente, que se o caso da sobre-utilização for de gestores de desporto isso também contribuiria para resultados negativos e nesse caso haveria de distinguir o mérito do direito e da gestão nos resultados 3, 2 e 1.
Conviria aprofundar a análise questionando se, por exemplo, o comportamento destas corporações deve-se a que tipo de fracassos de mercado ou do Estado?
A resposta fica para além da fulanização de ciências do desporto e centra-se na racionalidade do modelo do desporto português.
O poste de José Manuel Meirim no Colectividade Desportiva não chegou aqui.
Em tese é possível sustentar que são as falhas do modelo do desporto português que incentiva ao comportamento político tanto o público quanto o privado e que prejudica o bem-estar social nacional criado através do desporto.
Este é o ponto a que o debate das ideias para a modernização do desporto deveria ser colocado e deveria ter como protagonistas tanto a universidade, quanto o parlamento, como o associativismo desportivo, entre outros.
As palavras não são estas mas a ideia económica a retirar rondará a interpretação do parágrafo anterior.
Considerando que a interpretação e as sugestões são objectivas o que aqui está em causa é o uso que determinados oficiais fizeram do instrumento que é o direito do desporto.
É pouco provável que quem decide tenha entregue a elaboração de legislação a médicos, engenheiros, gestores ou psicólogos, ou ainda ao motorista do presidente ou à sua secretária.
Há todo o poder de uma classe de profissionais que no caso do desporto é o do direito, ou já terá sido por exemplo, da arquitectura, em projectar níveis de ineficácia e de ineficiência na produção desportiva portuguesa e cujos resultados 3, 2 e 1 medalhas em JJOO é patente.
Quando se valoriza a presença de profissionais do direito para além da racionalidade e do óptimo desportivo e social não é de estranhar que o 3, 2 e 1 se concretize.
Obviamente, que se o caso da sobre-utilização for de gestores de desporto isso também contribuiria para resultados negativos e nesse caso haveria de distinguir o mérito do direito e da gestão nos resultados 3, 2 e 1.
Conviria aprofundar a análise questionando se, por exemplo, o comportamento destas corporações deve-se a que tipo de fracassos de mercado ou do Estado?
A resposta fica para além da fulanização de ciências do desporto e centra-se na racionalidade do modelo do desporto português.
O poste de José Manuel Meirim no Colectividade Desportiva não chegou aqui.
Em tese é possível sustentar que são as falhas do modelo do desporto português que incentiva ao comportamento político tanto o público quanto o privado e que prejudica o bem-estar social nacional criado através do desporto.
Este é o ponto a que o debate das ideias para a modernização do desporto deveria ser colocado e deveria ter como protagonistas tanto a universidade, quanto o parlamento, como o associativismo desportivo, entre outros.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
COP SALVA MAUSOLÉU DE LÁZARO
VIDAS PARALELAS
Francisco Lázaro (Benfica, 21 de Janeiro
de 1888
- Estocolmo,
15 de Julho
de 1912)
foi um atleta
português.
Fez parte da primeira equipa olímpica portuguesa nos Jogos Olímpicos de 1912, em Estocolmo,
Suécia,
onde participou na prova da maratona. Lázaro desfaleceu durante a prova e
veio a morrer
poucas horas depois.
Francisco
Lázaro, foi um ilustre desconhecido nos clubes em que se inscreveu, e na
Federação Portuguesa de Atletismo, mas, no dia 15.07.2012, a Associação de
Atletismo de Lisboa, em colaboração com a Xistarca, realizou a corrida “Memorial
Francisco Lázaro”.
Em seguida, efectuou-se uma romagem até ao Cemitério de Benfica, onde,
junto do mausoléu de Francisco Lázaro (recuperado pelo Comité Olímpico
Português) se realizou uma pequena cerimónia de homenagem.
|
Francisco Amorós (Valência,
19 de Fevereiro de 1770 – Paris, 8 de Agosto de 1848), considerado o pai da
ginástica francesa, mandou gravar no seu túmulo o seguinte epitáfio:
“Fundador da ginástica em
França, morreu com o desgosto de não ter feito mais por ela, por causa dos
obstáculos que sempre lhe levantaram.”
Carl Diem, no 2.º vol. da História de los Deportes (ed. Luís de
Caralt, Barcelona, 1966), escreveu, a pp. 208:
A su muerte, acaecida a los 79 años fue enterrado en el cementerio de
Montparnasse, siendo su sepulcro cuidado hasta hoy por la federación francesa
de gimnasia.
|
Embora abandonado ao longo de um
centenário, o mausoléu de Francisco Lázaro, graças à intervenção do Comité Olímpico
Português, apareceu com as suas cores de origem, pelo que se afigura de justiça
louvar a única instituição que se disponibilizou para honrar a morte de quem
apenas tinha merecido ser homenageado em palestras e publicações de in memoriam, para esquecer o estado
miserabilista em que se encontrava o mausoléu.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
O debate sobre o futuro do desporto português é fundamental
Tenho procurado evitar os debates no Colectividade Desportiva.
As transformações necessárias ao desporto português são profundas e só se conquistarão em plenitude com alguma capacidade de diálogo.
Enquanto as questões não se esclarecerem há um inquinar de relações de difícil resolução.
O modelo de debate nos blogues desportivos está dificultado pelas estruturas e valores actuais.
Apenas uma capacidade de transformação comportamental poderá gerar resultados positivos.
Os agentes e parceiros estão a comportar-se de acordo com valores já conhecidos.
Observou-se no Colectividade Desportiva como houve aspectos e contributos positivos e que estes foram apropriados pela má moeda que sem olhar a limites avança imparável com protagonistas de que se esperaria atitudes exemplares.
O stress do todo conflitual afecta-nos e apenas a compreensão das nossas limitações pode colocar-nos em igualdade.
Londres 2012 foi na sua máxima abrangência uma lição de que a generalidade dos protagonistas nacionais não quer tirar lições.
Também não vale a pena anunciar o que quer que seja, restando apenas a realização de factos e projectos bem concebidos e com o máximo de alcance.
No almoço que tive hoje com um conjunto de pessoas o diálogo foi frutuoso, criativo e brincalhão sugerindo como é possível encontrar elos de futuro mesmo em pessoas que não se encontram há muito.
O potencial do nosso desporto está por realizar.
A sua realização deve ser o objectivo a alcançar.
As transformações necessárias ao desporto português são profundas e só se conquistarão em plenitude com alguma capacidade de diálogo.
Enquanto as questões não se esclarecerem há um inquinar de relações de difícil resolução.
O modelo de debate nos blogues desportivos está dificultado pelas estruturas e valores actuais.
Apenas uma capacidade de transformação comportamental poderá gerar resultados positivos.
Os agentes e parceiros estão a comportar-se de acordo com valores já conhecidos.
Observou-se no Colectividade Desportiva como houve aspectos e contributos positivos e que estes foram apropriados pela má moeda que sem olhar a limites avança imparável com protagonistas de que se esperaria atitudes exemplares.
O stress do todo conflitual afecta-nos e apenas a compreensão das nossas limitações pode colocar-nos em igualdade.
Londres 2012 foi na sua máxima abrangência uma lição de que a generalidade dos protagonistas nacionais não quer tirar lições.
Também não vale a pena anunciar o que quer que seja, restando apenas a realização de factos e projectos bem concebidos e com o máximo de alcance.
No almoço que tive hoje com um conjunto de pessoas o diálogo foi frutuoso, criativo e brincalhão sugerindo como é possível encontrar elos de futuro mesmo em pessoas que não se encontram há muito.
O potencial do nosso desporto está por realizar.
A sua realização deve ser o objectivo a alcançar.
Saiu o último n.º da revista "SB" da IAKS
IAKS specialist magazine “sb”: issue 4/2012 out now
Recreation
facilities
"Transformation"
is the overriding theme of "sb" 4/2012 - Recreation facilities (see index). In China
a velodrome is being built on the roof of a café, and in the Czech Republic
there's an equestrian hall that looks like an oversized stork's nest. In Austria a prison yard has become a very special
football pitch, and in Denmark
a funeral hall has been converted into a dance studio.
All these are unusual projects whose realisation is owed to the creative powers of the architects, the enterprise of the clients and the innovative capacity of the companies involved.
Obtainable as subscription or single copy: www.sb.iaks.info
IAKS members receive the specialist magazine for free
All these are unusual projects whose realisation is owed to the creative powers of the architects, the enterprise of the clients and the innovative capacity of the companies involved.
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Começam hoje os Jogos Paralímpicos mais competitivos de sempre
Segundo o Chefe de Missão, a Londres 2012, Carlos Lopes na Antena Um estes são os Jogos mais competitivos de sempre com a China, Estados Unidos, Brasil e Leste à procura de medalhas como nunca.
É questão para incentivar com um 'Vamos a eles'!
É questão para incentivar com um 'Vamos a eles'!
terça-feira, 28 de agosto de 2012
As palavras de um jovem campeão português, as certezas da juventude
Vasco Ribeiro: “É sempre um orgulho ser apontado como o sucessor do Saca”
Nascido no seio de uma família de surfistas, desde cedo Vasco Ribeiro criou laços com o mar e aos 17 anos já é uma promessa no mundo do surf.
Com o talento e a capacidade de trabalho de Vasco Ribeiro, não tardou a que o jovem da praia da Poça, S. João do Estoril, se tornasse a mais recente esperança no mundo do surf. Com um vasto currículo desportivo, Vasquinho, como é conhecido no meio, foi campeão nacional de surf e lidera, neste momento, a Liga MEO Pro Surf 2012, tendo também conquistado o 5.º lugar numa etapa realizada na África do Sul para o circuito mundial. Vasco conta ao i como foi que a sua carreira começou e revela- -nos as suas ambições para o futuro.
Como é que o surf começou?
Tudo começou mais ou menos aos seis, sete anos, aqui mesmo na praia da Poça, com o meu pai. Na altura ele fazia surf, hoje em dia ainda faz, e eu decidi experimentar. Desde aí comecei a fazer surf aqui. Ia para a escola e, quando voltava, praticava. Fui começando a gostar mais e mais. Desde aí, nunca mais parei.
Quando é que se apercebeu de que queria seguir carreira nesta modalidade?
Quando comecei a participar em alguns campeonatos e a viajar. Do que mais gostei, e ainda gosto, foi de viajar para os campeonatos, de ir lá para fora, competir e conhecer outros sítios. Acho que foi nessa altura que me apercebi de que era isso que queria fazer e fiz tudo por tudo para o conseguir.
As viagens começaram a ser feitas com a família?
Não. Apesar de ter começado a competir fora do país por volta dos 12 anos, sempre que fui para fora foram os meus treinadores que me acompanharam; aliás, é com eles que vou quase sempre. No entanto, a minha família, agora, também já começa a acompanhar-me.
O que é que os seus pais acharam da opção? Apoiaram?
Apoiaram-me. Eles apoiam-me em todas as decisões. Os meus pais percebem porque sempre fizeram surf. Embora a minha mãe tenha deixado, continua a adorar. Por isso, sempre tive o apoio da família.
Estuda?
Não, parei no 11.º ano.
Os estudos são para continuar?
Por agora, não. Vou parar dois ou três anos para pensar no que posso fazer, porque se for para seguir carreira no surf tem de ser agora. Claro que a escola é uma prioridade e quero acabar.
Gostaria de ingressar no ensino superior?
Sim, não sei bem como, mas quando acabar o liceu vou querer ir para a universidade. Gostaria de ir para Desporto.
Acha que vai dar para conciliar a exigência da sua carreira com o curso universitário?
Não sei, mas sei que não vai ser fácil. Quem sabe se não vou deixar de surfar. Oxalá que não (risos).
Como vê a carreira de surfista profissional face à crise, uma vez que as marcas também foram afectadas? É algo que o preocupa?
As marcas, de facto, começaram a sentir isso, claro. Mas a Quiksilver está bem no meio desta crise toda. Sou patrocinado pela Quiksilver Portugal e tenho o seu apoio, mas grande parte vem lá de fora, o que acaba por ser mais fácil. Mesmo assim, acho que as marcas de surf até estão a conseguir superar bem. As pessoas continuam a comprar fatos e acessórios de surf e, pelo que sei – que também gosto de manter informado –, acho que está a correr bem.
Quais são as características que um surfista profissional deve ter para alcançar o sucesso?
Deve treinar muito, surfar, ter cuidado com a alimentação, não sair à noite… e muita força de vontade.
Não sair à noite?
Sim, uma saída à noite pode estragar uma semana inteira de treinos.
Por falar em treino, como se prepara?
Depende. Nesta altura que tenho muitos campeonatos, é só mais mar, mas sempre que tenho intervalos entre as competições faço natação, ginásio, corrida. No início do ano faço mais ginásio.
Há alguma manobra favorita?
Tubos.
E onda?
Onda… não sei. Ondas há bastantes. Já surfei ondas bastantes boas, mas acho que a minha preferida continua ser aqui [praia da Poça], porque é onde me sinto melhor, estou com a minha família e com os meus amigos. Pode não ser a melhor onda, mas é o sítio mais giro.
Qual foi a sensação de fazer um 10 no Billabong J-Bay numa etapa que ainda no ano passado fazia parte do World Tour?
Foi muito bom. Já lá tinha surfado naquela onda e o campeonato teve seis dias de ondas perfeitas. É muito difícil apanhar ondas boas porque têm sempre imensa gente. Foi, sem dúvida, o melhor campeonato da minha vida. Quando apanhei aquela onda – naquela altura não houve tempo para pensar –, surfei e as coisas correram bem. Não sabia que ia ser 10, mas sabia que ia ter uma nota muito alta.
Foi a primeira vez que recebeu um 10 directamente?
Não, já tinha recebido alguns 10, mas num campeonato assim foi a primeira vez.
O que é que o inspira?
Ver os outros a surfar… ver os que surfam melhor do que eu, ir lá para dentro e tentar superar o meu nível, dar o meu melhor e fazer coisas novas.
Como é estar dentro de água?
Sinto que me esqueço de tudo, das coisas todas cá de fora. É como se estivesse só em harmonia com o mar.
Alcança o que se chama paz de espírito…
Exactamente.
E tubarões?
É sempre uma coisa complicada. Na África do Sul há imensos, também na Austrália. Uma pessoa tenta não pensar.
O que aconteceria se aparecesse um?
Já vi duas vezes. Uma pessoa não tem reacção. Estamos dentro de água e tudo pode acontecer. É preciso manter a calma e tentar surfar. Mas às vezes é complicado, certos sítios são complicados, mas não vou deixar de surfar por isso.
Como é surfar entre os melhores do mundo?
É muito bom, uma pessoa está sempre a aprender. Vejo o que eles fazem, tento fazer como eles e tento evoluir.
Há algum surfista que admire em particular?
Não sei… Se calhar acabo por admirar mais o Kelly Slater por ser mais velho, consegue habituar-se a todas as gerações. Considero que é o surfista mais completo e acaba por surpreender tudo e todos. Mas a nível dos mais novos, tenho vários: Julian Wilson, o Medina. São surfistas que olho para eles e penso fazer como eles, porque são os melhores.
Houve algum adversário que foi o mais difícil ou são todos difíceis à sua maneira?
São todos difíceis à sua maneira. Uns numas condições mais do que outros.
Como é a relação com o Frederico Morais?
Somos os melhores amigos. Sempre que viajo para fora acabo por viajar com ele, moramos quase um ao lado do outro, portanto é uma boa relação.
Como é competir directamente contra ele?
Às vezes é complicado, é com quem gosto menos de competir. Não gosto de competir com amigos, mas é o nosso trabalho e conseguimos separar bem isso.
No ano passado esteve quase a alcançar o título europeu Pro Júnior e este ano foi vice-campeão. O que faltou para alcançar o título?
Acho que foi ter faltado àquela etapa durante o Billabong J-Bay, mas sinceramente não me arrependo nada de não ter ganho. Prefiro de longe ter ido a J-Bay e ter feito aquele 10 e fazer aquele campeonato do que propriamente ganhar o título de campeão europeu.
E isso agora é uma coisa que o preocupa ou está mais concentrado em renovar o título de campeão nacional?
Não. Agora acho que é para continuar a treinar e começar a fazer o WQS (World Qualifying Series). O título nacional é sempre uma coisa boa, gostaria de revalidar, mas neste momento ficou para segundo plano.
Os meios de comunicação já o consideram o sucessor do Saca. É algo que o preocupa?
Não. Claro que é sempre uma pressão, mais nos campeonatos nacionais, mas consigo viver bem com isso. É sempre um orgulho ser apontado como o sucessor do Saca, já que é o melhor surfista nacional. Tento dar o meu melhor.
Gostava de competir com ele no World Tour?
Claro que era sempre bom competir contra o melhor surfista português, um grande orgulho e uma oportunidade. Há-de chegar esse dia.
Gostaria de receber um wildcard (convite) para competir no Rip Curl Pro Peniche?
Era, sem dúvida, quase um sonho realizado. Seria muito bom fazer uma etapa de WCT (World Championship Tour) em Portugal, era óptimo. Mas é muito difícil porque é um campeonato da Rip Curl, por isso tenho de refazer os trials (provas de acesso), tentar ganhar e ter oportunidade de entrar.
Há uns anos, o surfista era identificado como aquela pessoa que vestia roupas de marca de surf, usava cabelo louro, etc. Identifica-se com este estereótipo?
Não, porque a roupa de marca que uso tem de ser da Quiksilver. Se for nesse aspecto, até me identifico, porque é quase uma obrigação. Mas, de resto, acho que já passou um bocado a moda. Hoje até é mais normal usar o cabelo mais curto para não fazer tanta confusão.
Ainda existe a moda do parecer surfista ou isso já deixou de existir? Quem é surfista é porque realmente gosta?
Temos as duas coisas. Há sempre aquelas pessoas que querem mesmo ser surfistas e dão o seu melhor. E depois também há aquelas pessoas que levam a prancha para a praia só para mostrar às miúdas e acham que é giro ser surfista. Acho que vai sempre continuar a haver, mas dá para diferenciar bem.
O reggae está muito associado ao surf. Concorda?
Concordo. Pessoalmente não gosto, mas acho que está bastante ligado. Há cantores de reggae que são bons surfistas.
Sobre a polémica do Ericeira Surf Camp (espaço expropriado pela autarquia), qual é a sua posição sobre o assunto?
Acho que é uma pena, porque adoro aquele espaço. É um espaço que faz parte da Ribeira D’Ilhas. Sinceramente não sei muito bem o que se está a passar. As pizas são óptimas, o bar bom, e as pessoas adoram aquele espaço que faz parte da Ribeira D’Ilhas.
Muitos surfistas fazem outras actividades. O Kelly Slater, por exemplo, joga golfe. Como se entretém nos tempos livres?
Nada de especial. Costumo ler, principalmente em viagem, corro de vez em quando (risos), estou com os meus amigos, vou ao cinema.
Qual é a próxima paragem?
Vou para Espanha, depois sigo para os Açores, depois França, Bali, etc.
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