A estupefacção do Colectividade Desportiva ao ler as GOP2012 para o desporto tem um ponto interessante.
Existe uma mão-cheia de nada.
Existe uma mão vazia de desporto.
Compare-se com outros sectores no texto das GOP2012 o desporto já aparece depois da juventude e a dimensão do texto é menos de metade e tem o valor da água do oceano e nem português sabe.
Todas as peripécias do périplo recente por este mundo e por esse mundo, calçados com botas de ouro, às cavalitas dos jovens com molho de ética qb e filosofias de cordel expressas publicamente são o ovo da serpente que o museu anunciado do desporto demonstra tão claramente a obsolescência quando é olimpicamente brutalizado.
Não há nada para oferecer e só se oferece depois de Londres. Já se ganha se por mero acaso da sorte houver duas medalhas e a festa é de arromba se forem três as medalhas.
Com uma medalha a culpa é laurentina, depois já é possível ao Estado investir no museu da Ajuda e viverão todos felizes para sempre.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
As GOP do desporto
Para ler o texto das GOP para o Desporto consultar o Colectividade Desportiva aqui.
Bater forte com o nariz na porta
O desporto necessita de discutir Desporto.
Quando a outra senhora tomou e geriu o poder não debateu o desporto e prometeu o Congresso.
Durante quase dois anos esperou-se o Congresso.
Queimou-se dois anos de tempo legislativo.
Tudo calado.
Houve pessoas que diziam: Que maravilha de estratégia de política desportiva!
O Congresso passou e tudo se aquietou por muitos anos.
Ouvir as pessoas, os agentes privados as suas preocupações para maximizarem os seus interesses, é uma parte da política em todos os sectores.
Ouvir as pessoas não é trabalhar os seus sectores nos factores determinantes do seu sucesso e dos seus desafios. Pode até acontecer que para fazer a boa política desportiva se tenha de convencer os agentes privados que não têm razão e deviam mudar de vida.
O acesso à informação privilegiada é um processo político que tem custos e está acessível áqueles que possuem capacidade de colocar e 'comprar e vender' informação nomeadamente aquela que mais interessa ao seu promotor ou ao seu parceiro.
A outra senhora blindou o CND onde calou os líderes desportivos nomeados enquanto o desporto soçobrava.
Tinha um conjunto de agentes pagos com dinheiros públicos que eram as claques que agiam como as do Bobby e o Tareco.
Essas claques Bobby e Tareco acusavam quem queria discutir o Desporto de não ser ético e investiam na violência verbal, na denúncia como se fazia antes de 74, e criavam o barulho e a trepidação com notável aumento de decibéis nos momentos eleitorais e de aflição política.
É também claro que o mau direito e certo envolvimento jurisdicional tem sido a base da destruição da Política Desportiva portuguesa retirando aos agentes privados a possibilidade de melhor conhecerem a sua situação.
Há uma confusão muito grande nos parceiros privados onde se fala muito das gafes olímpicas e confederadas mas que outras organizações como as corporações profissionais têm dificuldade em acompanhar a resposta qualificada aos desafios do desporto português.
O desporto irá compreender mais tarde ou mais cedo que há uma mão cheia de nada.
O medo que o leva a aquietar-se não lhe permitiu reagir ao Euro2004 desde a sua decisão em 1997 e depois as coisas deterioraram-se contraditória e lentamente e hoje não notam nada.
A iliteracia e os mecanismos de iliteracia como o discurso e o saber fazer jurisdicional são estruturas enraizadas que vão levar os parceiros do desporto que agem privadamente a 'baterem forte com o nariz na porta' e compreenderem o quão errado estiveram.
É provável que algumas federações e ginásios venham a falir.
Poderia ser diferente?
Não creio, conhecendo tudo o que se tem passado.
Por um lado, a história repete-se, por outro, apresenta inovações para o pior.
Quando a outra senhora tomou e geriu o poder não debateu o desporto e prometeu o Congresso.
Durante quase dois anos esperou-se o Congresso.
Queimou-se dois anos de tempo legislativo.
Tudo calado.
Houve pessoas que diziam: Que maravilha de estratégia de política desportiva!
O Congresso passou e tudo se aquietou por muitos anos.
Ouvir as pessoas, os agentes privados as suas preocupações para maximizarem os seus interesses, é uma parte da política em todos os sectores.
Ouvir as pessoas não é trabalhar os seus sectores nos factores determinantes do seu sucesso e dos seus desafios. Pode até acontecer que para fazer a boa política desportiva se tenha de convencer os agentes privados que não têm razão e deviam mudar de vida.
O acesso à informação privilegiada é um processo político que tem custos e está acessível áqueles que possuem capacidade de colocar e 'comprar e vender' informação nomeadamente aquela que mais interessa ao seu promotor ou ao seu parceiro.
A outra senhora blindou o CND onde calou os líderes desportivos nomeados enquanto o desporto soçobrava.
Tinha um conjunto de agentes pagos com dinheiros públicos que eram as claques que agiam como as do Bobby e o Tareco.
Essas claques Bobby e Tareco acusavam quem queria discutir o Desporto de não ser ético e investiam na violência verbal, na denúncia como se fazia antes de 74, e criavam o barulho e a trepidação com notável aumento de decibéis nos momentos eleitorais e de aflição política.
É também claro que o mau direito e certo envolvimento jurisdicional tem sido a base da destruição da Política Desportiva portuguesa retirando aos agentes privados a possibilidade de melhor conhecerem a sua situação.
Há uma confusão muito grande nos parceiros privados onde se fala muito das gafes olímpicas e confederadas mas que outras organizações como as corporações profissionais têm dificuldade em acompanhar a resposta qualificada aos desafios do desporto português.
O desporto irá compreender mais tarde ou mais cedo que há uma mão cheia de nada.
O medo que o leva a aquietar-se não lhe permitiu reagir ao Euro2004 desde a sua decisão em 1997 e depois as coisas deterioraram-se contraditória e lentamente e hoje não notam nada.
A iliteracia e os mecanismos de iliteracia como o discurso e o saber fazer jurisdicional são estruturas enraizadas que vão levar os parceiros do desporto que agem privadamente a 'baterem forte com o nariz na porta' e compreenderem o quão errado estiveram.
É provável que algumas federações e ginásios venham a falir.
Poderia ser diferente?
Não creio, conhecendo tudo o que se tem passado.
Por um lado, a história repete-se, por outro, apresenta inovações para o pior.
sábado, 12 de novembro de 2011
Artigo do Secretário de Estado do Desporto e da Juventude
Foi publicado um artigo no Expresso de hoje 12/11/2011, página 48.
Há um outro artigo do SEDJ publicado há alguns dias no Público, não sei a data nem outras referências, não foi há muitos dias.
Há um outro artigo do SEDJ publicado há alguns dias no Público, não sei a data nem outras referências, não foi há muitos dias.
Nadar com os tubarões deu-lhe cabo dos nervos
Afinal não foi falta de consideração com o desporto, nem falta dele.
Há coisas que nem o desporto consegue realizar, se não tomado com conta, peso e medida.
Ver aqui no Dinheiro Vivo a descrição do propeção de Horta Ozório.
Há coisas que nem o desporto consegue realizar, se não tomado com conta, peso e medida.
Ver aqui no Dinheiro Vivo a descrição do propeção de Horta Ozório.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Reino Unido e Portugal diferentes desporto e economia
Um óptimo poste do economista José Pinto Correia apresenta resultados do estudo britânico que está aqui.
O poste no blogue Colectividade Desportiva, aqui, levanta duas questões que procurarei responder:
Respondendo à primeira questão:
Respondendo à segunda questão:
O poste no blogue Colectividade Desportiva, aqui, levanta duas questões que procurarei responder:
- Quais são os dados do crescimento da economia do desporto português no longo prazo equivalentes aos britânicos?
- Terá o governo português trabalhado no passado sem os estudos económicos que os britânicos realizam com regularidade?
Respondendo à primeira questão:
- Duas notas cautelares
- A fim de evitar comparar vários conceitos económicos na comparação portuguesa usa-se apenas o Produto Interno Bruto a preços de mercado, PIBpm
- Os valores não foram corrigidos da inflação porque os dados comparados são influenciados da mesma forma
- Dados de 1987
- O PIBpm do desporto português em 1987 foi de 281 milhões de euros, fazendo uma conversão simples de esculos em euros à taxa de 200,482 escudos por euro
- Sendo o PIBpm nacional de 26 mil milhões de euros
- A importância do produto desportivo no nacional foi de 1,08%
- Dados de 2007
- O PIBpm em 2007 é de 1,5 mil milhões de euros
- Sendo o PIBpm nacional de 169 mil milhões de euros
- A importância do produto desportivo no nacional baixou para 0,86%
- Enquanto o desporto cresceu no período de 1987 a 2007 520%, o produto nacional cresceu 650%
Respondendo à segunda questão:
- É pouco provável que os governos nacionais tenham trabalhado sem fundamentos económicos.
- O que se poderá sugerir desde já é que os fundamentos económicos das políticas desportivas portuguesas foram insuficientes para gerarem um produto superior como aconteceu no Reino Unido.
- Apenas os governos podem indicar quais foram ou talvez um dia do Conselho Nacional do Desporto se venha a conhecer quem fez o quê.
London Sport at Heart 2012 - Londres com o Desporto no Coração em 2012
Este video tem algum tempo e a sua frescura cativa pelo entrelaçar de cultura, cinema, 'heritage' e desporto.
Isto é muito difícil de fazer porque exige uma dimensão civilizacional que raros conseguem alcançar.
Em 4,26 minutos, com o atletismo a ligar, está lá tudo: Londres, metro, parlamento, revolução industrial, amor próprio, Brittish Airways, serviços secretos, Jaguar, jardins aprazíveis, rio Tamisa, música pop, hoteis, bailado, cinema, teatro, circo, idosos activos, jovens, talentos, paralímpicos, futebol/Beckam, basquetebol, halterofilismo, marcha, fulgaridade, hipismo, remo,natação, sport for all, ballet, corrida, esgrima, hóquei, ginástica, salto com vara, estafeta, género, mistura de comunidades de todo o mundo, taxis, City, limpeza, segurança.
Os britânicos são muito bons neste tipo de projectos.
Por isso, os britânicos concebem a conquista das medalhas, discutem-nas e não receiam a avaliação do desempenho.
Pelos princípios da ética que rege os povos e o olimpismo compreendem que não podia ser de outro modo.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
São estas crianças que vão praticar desporto?
Que desporto vão praticar?
Notícia do Semanário Sol, aqui.
Notícia do Semanário Sol, aqui.
Crise: Cada vez mais crianças com fome nas escolas
6 de Novembro, 2011
Chegam sem a refeição da manhã, rondam sistematicamente o bar, mas nada compram. As escolas identificam assim cada vez mais alunos com carências alimentares, aos quais procuram dar resposta, apesar de os seus orçamentos também estarem em crise. De acordo com a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), as receitas de buffets e papelarias das escolas estão a sofrer uma quebra de 30 por cento.
“Tanto no bar dos alunos, como na papelaria há efectivamente uma quebra. Ainda não quantifiquei, mas é uma redução substancial”, confirmou à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.
Os alunos têm cada vez menos dinheiro para gastar na escola e em muitas situações chegam mal alimentados.
O professor dirige uma escola em Cinfães, onde grande parte da mão de obra masculina estava associada à construção civil, agora estagnada.
Mesmo famílias que conseguem manter o emprego, vêem reduzido o rendimento e a escola é o primeiro lugar onde as evidências não podem ser negadas.
“Reflecte-se se na quantidade de suplementos alimentares que estamos a dar aos alunos identificados pelos directores de turma”, conta o docente.
Ao perceber que há alunos mal alimentados, a escola oferece um lanche ao início da manhã e outro a meio da tarde: um pão com queijo ou fiambre e um sumo ou leite.
“Temos vários sinais para poder tomar este tipo de decisões. Um deles tem a ver com a não utilização do cartão (electrónico) por falta de dinheiro”, relata o dirigente, que conta também com o director de turma para perceber se o aluno toma o pequeno-almoço ou se “anda sistematicamente à volta do bar dos alunos e não compra nada”. A situação é facilmente identificada pelos funcionários e analisada com uma assistente social.
A escola, classificada como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), já presta este apoio há vários anos, mas nos últimos tempos teve necessidade de o reforçar.
“Estamos a falar neste momento de um universo de oito a 10 por cento dos alunos da escola”, indica o director do estabelecimento, com 650 estudantes.
Presentemente são 50 a 60 alunos que recebem o suplemento alimentar, mas estão constantemente a ser identificados “mais alunos” nestas circunstâncias.
Manuel Pereira conta receber verbas para estes apoios, mas quando não as tinha, utilizava todos os lucros do bar dos alunos e dos professores para prestar este auxílio.
Nos contactos que faz regularmente com directores de outras escolas, constata situações semelhantes.
Também o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) nota que os alunos já não levam “notas grandes” para a escola.
“As quebras são em tudo, como não hão-de chegar aí também”, questiona Adalmiro Botelho da Fonseca.
“Aquela época em que os alunos levavam muito dinheiro para a escola, que era uma coisa que me incomodava imenso! - de famílias às vezes com dificuldades -, o aluno que queria umas sapatilhas de marca e tinha não sei quantas, isso está a passar”, atesta.
Agora, diz, “é que toda a gente começa a aperceber-se que estamos em crise”.
Lusa / SOL
“Tanto no bar dos alunos, como na papelaria há efectivamente uma quebra. Ainda não quantifiquei, mas é uma redução substancial”, confirmou à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.
Os alunos têm cada vez menos dinheiro para gastar na escola e em muitas situações chegam mal alimentados.
O professor dirige uma escola em Cinfães, onde grande parte da mão de obra masculina estava associada à construção civil, agora estagnada.
Mesmo famílias que conseguem manter o emprego, vêem reduzido o rendimento e a escola é o primeiro lugar onde as evidências não podem ser negadas.
“Reflecte-se se na quantidade de suplementos alimentares que estamos a dar aos alunos identificados pelos directores de turma”, conta o docente.
Ao perceber que há alunos mal alimentados, a escola oferece um lanche ao início da manhã e outro a meio da tarde: um pão com queijo ou fiambre e um sumo ou leite.
“Temos vários sinais para poder tomar este tipo de decisões. Um deles tem a ver com a não utilização do cartão (electrónico) por falta de dinheiro”, relata o dirigente, que conta também com o director de turma para perceber se o aluno toma o pequeno-almoço ou se “anda sistematicamente à volta do bar dos alunos e não compra nada”. A situação é facilmente identificada pelos funcionários e analisada com uma assistente social.
A escola, classificada como Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP), já presta este apoio há vários anos, mas nos últimos tempos teve necessidade de o reforçar.
“Estamos a falar neste momento de um universo de oito a 10 por cento dos alunos da escola”, indica o director do estabelecimento, com 650 estudantes.
Presentemente são 50 a 60 alunos que recebem o suplemento alimentar, mas estão constantemente a ser identificados “mais alunos” nestas circunstâncias.
Manuel Pereira conta receber verbas para estes apoios, mas quando não as tinha, utilizava todos os lucros do bar dos alunos e dos professores para prestar este auxílio.
Nos contactos que faz regularmente com directores de outras escolas, constata situações semelhantes.
Também o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) nota que os alunos já não levam “notas grandes” para a escola.
“As quebras são em tudo, como não hão-de chegar aí também”, questiona Adalmiro Botelho da Fonseca.
“Aquela época em que os alunos levavam muito dinheiro para a escola, que era uma coisa que me incomodava imenso! - de famílias às vezes com dificuldades -, o aluno que queria umas sapatilhas de marca e tinha não sei quantas, isso está a passar”, atesta.
Agora, diz, “é que toda a gente começa a aperceber-se que estamos em crise”.
Lusa / SOL
Football Talks Portugal 2011
Decorre de 16 a 18 de Novembro em Cascais a iniciativa da Liga de Clubes.
Ver toda a informação aqui.
Ver toda a informação aqui.
sábado, 5 de novembro de 2011
Equidade para a cultura e o desporto
Artigo publicado no jornal Público de ontem 4 de Novembro de 2011.
O desporto vive da imagem das estrelas do futebol, numa dúplice imagética clubista suportada por media aguerridos.
O desporto vive da imagem das estrelas do futebol, numa dúplice imagética clubista suportada por media aguerridos.
A cultura
é mediaticamente eficaz, porém, prende-se à criação, pujança cultural e
autonomia criativa das suas estrelas e falta-lhes a base, a escola e o clube de
bairro dos últimos cidadãos urbanos e rurais. O mesmo terá feito Augusto Mateus
na sua avaliação da dimensão e viabilidade económica da cultura portuguesa. Não
se concebe que a cultura se destina a 100% da população portuguesa e que as
políticas de produção informal, recreativa e amadora são a origem e o bem
público das realizações dos maiores criadores.
Os
agentes da cultura falham a equidade, um fundamento equivalente ao desporto,
que justificaria uma orgânica diferente das soluções definidas no presente
governo. Criou-se a secretaria de Estado da cultura junto do Primeiro-Ministro
e fundiu-se o desporto e a juventude. Certo calculismo político impediu o país
de ir mais longe. No topo cultura e desporto parecem água e azeite na base
servem a população por inteiro.
O
desafio maior de Portugal é o da equidade através da criação de tecidos sociais
de produção viva e competitiva por parte de cidadãos iguais capazes de querer e
de dar os primeiros passos na produção cultural, desportiva, científica, e tudo
o mais, e que a sociedade e o Estado lhes dêem as condições para degrau a
degrau irem criando, consumindo e exigindo regras, comportamentos e resultados
cada vez mais absolutos apenas capazes pelos Josés Saramagos, Antónios
Damásios, Emanueis Nunes, Marias Joãos Pires, Josés Mourinhos e Cristianos
Ronaldos deste país.
Para
ficar rico e próspero, também através da cultura e do desporto, cada país do
norte da Europa investiu na equidade de toda a sua população. Vejamos um último
argumento: Ninguém, que não saiba o que é um fora de jogo, paga para ver um
jogo de futebol num estádio ou na televisão. Para os portugueses irem à Ópera e
consumirem o mais exigente dos autores culturais é necessário investir nas
necessidades culturais da totalidade da população portuguesa. 95% será
recreação, alguma será pimba, e 5% será sublime e viável economicamente se
relativa a 100% da população que seja consumidora de bens culturais.
Os opinion makers da cultura estão tão
presos ao seu sublime e respectivas catedrais como os do desporto ao seu Benfica,
Sporting e Porto.
A
equidade seria um objectivo de médio e longo prazo que Francisco José Viegas
não referiu na entrevista ao Público, 30/10/2011, e encontraria mais do que um complemento
no desporto através de políticas transversais à sociedade e economia.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Poderia uma prática desportiva activa ter ajudado Horta Ozório
Ver aqui um dos muitos artigos sobre a necessidade de sopas e descanso do banqueiro português.
Quando vemos a intensidade com que noutros países e em particular no Reino Unido o desporto é assumido e consumido e a por vezes sobranceria com que o desporto é tratado em Portugal, as dúvidas surgem sobre se na verdade a falta de cultura desportiva e de vida activa através do desporto faz mossa ou não aos grandes líderes nacionais sejam públicos sejam privados.
Quando vemos a intensidade com que noutros países e em particular no Reino Unido o desporto é assumido e consumido e a por vezes sobranceria com que o desporto é tratado em Portugal, as dúvidas surgem sobre se na verdade a falta de cultura desportiva e de vida activa através do desporto faz mossa ou não aos grandes líderes nacionais sejam públicos sejam privados.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Fracassos estrondosos: as infra-estruturas
O arresto do Marítimo por dívidas a uma construtora, ver jornal Público, pág. 30 é evidência da catastrófica política desportiva nacional.
Nunca foi possível levar os autarcas e outros agentes a racionalizar o investimento em desporto.
A Madeira está a fazer um complexo para o Marítimo depois de fazer outro tanto para o Nacional.
Este é o exemplo da desnecessária política desportiva nacional, deixando agentes locais a realizarem investimentos perdulários dos escassos dinheiros para o desporto.
O cúmulo desta política foi o Euro2004 que se seguiu os centros de alto rendimento afastados de tudo eào desejo do freguês e dada a inexistência de políticas estruturantes.
Nunca foi possível levar os autarcas e outros agentes a racionalizar o investimento em desporto.
A Madeira está a fazer um complexo para o Marítimo depois de fazer outro tanto para o Nacional.
Este é o exemplo da desnecessária política desportiva nacional, deixando agentes locais a realizarem investimentos perdulários dos escassos dinheiros para o desporto.
O cúmulo desta política foi o Euro2004 que se seguiu os centros de alto rendimento afastados de tudo eào desejo do freguês e dada a inexistência de políticas estruturantes.
O impacto do IVA no desporto de alto rendimento e profissional
Ver artigo no Público, aqui.
O aumento do IVA dos espectáculos desportivos é uma medida que vai atingir a produção de desporto.
Os clubes e federações não possuem a capacidade de os fazer repercutir no preço pago pelos espectadores porque se aumentarem o preço e sendo a procura-preço elástica isso afastará os adeptos e espectadores.
Apenas nos grandes clubes haverá uma parte dos adeptos com uma menor elasticidade procura-preço que manterá o consumo.
Outra solução para os clubes é o de destruir a qualidade do produto adquirindo factores de produção mais baratos, a fim de ajustarem o aumento do IVA e a diminuição do rendimento disponível dos consumidores dos seus produtos desportivos.
O desporto amador possuindo custos de produção mais baixos poderá manter algum consumo caso a elasticidade procura-preço seja mantida baixa por políticas de voluntariado e de doação benévola.
No computo geral dada a fragilidade estrutural do mercado do desporto nacional o impacto do IVA será negativo para o desproto nacional.
O aumento do IVA dos espectáculos desportivos é uma medida que vai atingir a produção de desporto.
Os clubes e federações não possuem a capacidade de os fazer repercutir no preço pago pelos espectadores porque se aumentarem o preço e sendo a procura-preço elástica isso afastará os adeptos e espectadores.
Apenas nos grandes clubes haverá uma parte dos adeptos com uma menor elasticidade procura-preço que manterá o consumo.
Outra solução para os clubes é o de destruir a qualidade do produto adquirindo factores de produção mais baratos, a fim de ajustarem o aumento do IVA e a diminuição do rendimento disponível dos consumidores dos seus produtos desportivos.
O desporto amador possuindo custos de produção mais baixos poderá manter algum consumo caso a elasticidade procura-preço seja mantida baixa por políticas de voluntariado e de doação benévola.
No computo geral dada a fragilidade estrutural do mercado do desporto nacional o impacto do IVA será negativo para o desproto nacional.
Fazer melhor política desportiva
As instituições públicas como o IPDJ são instrumentos estruturais para conseguir objectivos superiores de política desportiva e devem ser concebidos para decadas.
O debate que se faz sobre o IPDJ tem uma base que convém recordar.
A fusão está a dar-se porque havia um mal-estar sobre as funções dos organismos não servindo objectivos sociais.
Este procedimento é recorrente havendo individuos que já estiveram em vários processos de criação e de renomeação. Estes processos têm sido frágeis porque repetem erros e mudam as pessoas que os concebem à sua imagem sem se conseguirem elevar acima visando o bem-comum.
Os resultados são claros pela continua degradação da imagem da administração central e pela dificuldade em projectar o produto desportivo nacional na Europa.
A orgânica do IPDJ é isso que demonstra, para quem a tenha lido com atenção.
Existem inúmeras funções comuns ao desporto e à juventude, existem 5 funções atribuídas ao desporto e existem 10 funções atribuídas à juventude.
A bondade do legislador, que segundo foi assegurado eram da mais fina estirpe, levou-o a copiar funções do velho IDP e do IPJ.
Qual foi o resultado?
A mesma instituição o IPDJ diz em termos gerais que vai conceber e acompanhar a política de juventude e, essa instituição o IPDJ, não o faz para o desporto.
Isto é uma confusão e um fracasso claro da política desportiva.
Outras críticas têm sido propostas como a de José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva, ver aqui.
O que é fundamental é que Portugal precisa de actuar diferentemente do que se fez no passado e no passado recente.
Mudar as chefias e mudar as pessoas que fazem os trabalhos pelos amigos ou pelas pessoas que melhor calam e trabalham as coisas do costume político, dá o resultada de uma orgânica que é um mau documento.
Hostilizar o debate qualificado fragiliza as propostas de política.
Seguiu-se a proposta do Orçamento 2012, não pelo facto de cortar 18,8% tanto quanto se vinha fazendo no passado, mas pela continuação de procedimentos de política.
Há por parte de todos os parceiros do desportoo interesse que o PSD tenha sucesso nas suas políticas, dado que esse resultado irá beneficiar todos os que estão no desporto.
Quando são as próprias pessoas nomeadas pelos partidos que se fecham e conversam parcelarmente e são incapazes de diálogo social aberto e competente como aconteceu no passado em sucessivas legislaturas o resultado é o que acontece em que estamos mal na Europa do desporto.
Há incompetência, desperdício de recursos, destruição de capital humano e capital social, incapacidade óbvia de passar uma mensagem social alavancadoras dos escassos recursos e vontades nacionais.
A saída é a bravata política na comunicação social a procura da destruição do 'inimigo' político como ele fez anteriormente atirando-lhe com as mesmas pedras.
Há uma questão simples que é a grandeza das lideranças.
As grandes lideranças trabalham com as oposições institucionais e os indivíduos reconhecendo a qualificação e a especialização por difíceis que sejam os processos de diálogo e a construção dos consensos de política desportiva.
A mentira e a aldrabice não podem ser moeda de liderança e tem de haver um debate democrático e aberto para que as melhores soluções sejam as encontradas para o desporto português.
Ver os partidos nacionais envolvidos em querelas sobre instrumentos de poder face a um tecido social destruído como se o que importasse fossem os seus interesses particulares e não a população e a sociedade é uma realidade de pessoas sem dimensão nacional por muito que procurem na pose da fotografia e do photoshop a projecção que o fluir do seu discurso e estar desmentem.
O debate que se faz sobre o IPDJ tem uma base que convém recordar.
A fusão está a dar-se porque havia um mal-estar sobre as funções dos organismos não servindo objectivos sociais.
Este procedimento é recorrente havendo individuos que já estiveram em vários processos de criação e de renomeação. Estes processos têm sido frágeis porque repetem erros e mudam as pessoas que os concebem à sua imagem sem se conseguirem elevar acima visando o bem-comum.
Os resultados são claros pela continua degradação da imagem da administração central e pela dificuldade em projectar o produto desportivo nacional na Europa.
A orgânica do IPDJ é isso que demonstra, para quem a tenha lido com atenção.
Existem inúmeras funções comuns ao desporto e à juventude, existem 5 funções atribuídas ao desporto e existem 10 funções atribuídas à juventude.
A bondade do legislador, que segundo foi assegurado eram da mais fina estirpe, levou-o a copiar funções do velho IDP e do IPJ.
Qual foi o resultado?
A mesma instituição o IPDJ diz em termos gerais que vai conceber e acompanhar a política de juventude e, essa instituição o IPDJ, não o faz para o desporto.
Isto é uma confusão e um fracasso claro da política desportiva.
Outras críticas têm sido propostas como a de José Manuel Constantino no Colectividade Desportiva, ver aqui.
O que é fundamental é que Portugal precisa de actuar diferentemente do que se fez no passado e no passado recente.
Mudar as chefias e mudar as pessoas que fazem os trabalhos pelos amigos ou pelas pessoas que melhor calam e trabalham as coisas do costume político, dá o resultada de uma orgânica que é um mau documento.
Hostilizar o debate qualificado fragiliza as propostas de política.
Seguiu-se a proposta do Orçamento 2012, não pelo facto de cortar 18,8% tanto quanto se vinha fazendo no passado, mas pela continuação de procedimentos de política.
Há por parte de todos os parceiros do desportoo interesse que o PSD tenha sucesso nas suas políticas, dado que esse resultado irá beneficiar todos os que estão no desporto.
Quando são as próprias pessoas nomeadas pelos partidos que se fecham e conversam parcelarmente e são incapazes de diálogo social aberto e competente como aconteceu no passado em sucessivas legislaturas o resultado é o que acontece em que estamos mal na Europa do desporto.
Há incompetência, desperdício de recursos, destruição de capital humano e capital social, incapacidade óbvia de passar uma mensagem social alavancadoras dos escassos recursos e vontades nacionais.
A saída é a bravata política na comunicação social a procura da destruição do 'inimigo' político como ele fez anteriormente atirando-lhe com as mesmas pedras.
Há uma questão simples que é a grandeza das lideranças.
As grandes lideranças trabalham com as oposições institucionais e os indivíduos reconhecendo a qualificação e a especialização por difíceis que sejam os processos de diálogo e a construção dos consensos de política desportiva.
A mentira e a aldrabice não podem ser moeda de liderança e tem de haver um debate democrático e aberto para que as melhores soluções sejam as encontradas para o desporto português.
Ver os partidos nacionais envolvidos em querelas sobre instrumentos de poder face a um tecido social destruído como se o que importasse fossem os seus interesses particulares e não a população e a sociedade é uma realidade de pessoas sem dimensão nacional por muito que procurem na pose da fotografia e do photoshop a projecção que o fluir do seu discurso e estar desmentem.
domingo, 30 de outubro de 2011
A entrevista de Francisco José Viegas ao Público
A entrevista desenrola-se nas páginas 14 a 16 do caderno principal do Público.
É um discurso marcado pela actualidade da crise e com raciocínios e frontalidade respondendo às perguntas da Alexandra Prado Coelho e da Vanessa Rato.
É um diálogo entre pessoas que conhecem o sector e procuram obter e transmitir informação.
Nota-se o capital da cultura perante a sua estrutura económica de produção.
Surge a complexidade económica alcançada pela cultura após a sua constituição em ministério.
A questão que parece não perguntada e não respondida relaciona-se com a estrutura de produção cultural de base.
Talvez a crise não permita compreender melhor outras variáveis e a sustentabilidade da produção e do consumo cultural que creio já terá sido abordada pelo secretário de Estado noutras intervenções.
Algumas questões surgem com interesse:
É um discurso marcado pela actualidade da crise e com raciocínios e frontalidade respondendo às perguntas da Alexandra Prado Coelho e da Vanessa Rato.
É um diálogo entre pessoas que conhecem o sector e procuram obter e transmitir informação.
Nota-se o capital da cultura perante a sua estrutura económica de produção.
Surge a complexidade económica alcançada pela cultura após a sua constituição em ministério.
A questão que parece não perguntada e não respondida relaciona-se com a estrutura de produção cultural de base.
Talvez a crise não permita compreender melhor outras variáveis e a sustentabilidade da produção e do consumo cultural que creio já terá sido abordada pelo secretário de Estado noutras intervenções.
Algumas questões surgem com interesse:
- um trabalho de manter as organizações em funcionamento
- a necessidade de melhores processos de gestão
- a racionalidade das organizações públicas na situação de crise
- a inexistência de meios financeiros da administração pública
- a hipótese de negociar e melhorar a proposta do orçamento para 2012
- a necessidade de Portugal modificar e aprender como vivemos, economizamos, a maneira como gastamos e como investimos naquilo que é fundamental
- vai mexer na lei do cinema até ao fim do ano
- a possibilidade de não perder fundos estruturais
- a necessidade de investimento e não de legislação
- o desejo de minimizar impactos negativos de política fiscal e ainda haver tempo para o fazer
- o apoio escrupuloso do prometido
- não usar na cultura medidas de encher o olho e de fazer festas de lançamento das medidas
- a realização de estudos económicos, financeiros e de consumo
- a justificação económica das medidas de política cultural
- a indicação de que existem aspectos na cultura que não funcionam e indicando quais
- actuar sobre essas falhas económicas com políticas baseadas em estudos
- a reavaliação do valor económico de activos problemáticos para decidir na defesa do bem público
- o agravamento de situações sociais que urge defender enquanto bem público
- valorização do capital humano das organizações desportivas públicas e privadas
- a libertação da cultura da tutela do Estado
- a afirmação de que a cultura não é um ornamento
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Sejamos sérios e frontais sobre as medalhas e os Jogos Olímpicos
Tenho encontrado com frequência crescente a afirmação da inferior relevância das medalhas como resultado desportivo aferidor da viabilidade de um sistema desportivo em particular do português.
As causas destas afirmações estão na queda intelectual e de conhecimento que acompanha a falência do desporto português.
As críticas que se fizeram a partir de 2008 relacionaram-se com a falência nacional e dada a inexistência de líderes consistentes e de visão de futuro o discurso mingua e os funcionários menores tendem a reproduzir aquilo que os seus superiores lhes transmitem e ouvem dizer.
O fracasso do desporto português levou a que desde antes de 2008, nomeadamente a partir do Euro2004 não houvesse o enaltecimento do desporto e em particular de cada um dos seus produtos.
Destruir a visibilidade das medalhas perante a opinião pública é um crime e uma desfaçatez que se deve aos níveis absolutos de iliteracia desportiva.
Os jornalistas são (?) industriados e/ou são ignorantes da matéria e perante as afirmações afoitas e negligentes não colocam o seu autor contra a evidência mundial.
Todos os países do mundo se batem por medalhas, os Comités Olímpicos e as federações de todo o mundo batem-se por medalhas havendo uma bibliografia e um historial abundante o que afinal parece não incomodar as pessoas que mentem e dizem que Portugal pode estar sozinho porque está muito bem.
Dizem que Portugal ganhas medalhas mundiais o que é verdade mas quando falam de outros sectores que o não fazem estão deliberadamente a misturar alhos e bugalhos.
As comparações fazem-se com coisas iguais.
O desporto produz medalhas mundiais e isso não é um objecto social de outros sectores, portanto não se pode comparar.
Já se deve comparar é dentro do desporto o que fazem todos os países e aí temos bibliografia científica que quando pega em Portugal o coloca no fim do mundo.
Não é ético e não é sério dizer mentiras sobre as medalhas e será compreensível para pessoas que perderam o sentido às coisas ou talvez nunca o tenham tido.
A história do COI e a literatura científica sobre mega-eventos e sobre Jogos Olímpicos diz que Portugal está em último lugar na Europa.
Este é o foco da nossa atenção para transformarmos o país rumo a outro futuro.
Sócrates condescendeu com o que não devia e isso permite actualmente aproveitamentos que continuam a ineficiência nacional.
Meus senhores, sejamos sérios e exijamos ética e seriedade à pessoas com quem debatemos o futuro do desporto português!
As causas destas afirmações estão na queda intelectual e de conhecimento que acompanha a falência do desporto português.
As críticas que se fizeram a partir de 2008 relacionaram-se com a falência nacional e dada a inexistência de líderes consistentes e de visão de futuro o discurso mingua e os funcionários menores tendem a reproduzir aquilo que os seus superiores lhes transmitem e ouvem dizer.
O fracasso do desporto português levou a que desde antes de 2008, nomeadamente a partir do Euro2004 não houvesse o enaltecimento do desporto e em particular de cada um dos seus produtos.
Destruir a visibilidade das medalhas perante a opinião pública é um crime e uma desfaçatez que se deve aos níveis absolutos de iliteracia desportiva.
Os jornalistas são (?) industriados e/ou são ignorantes da matéria e perante as afirmações afoitas e negligentes não colocam o seu autor contra a evidência mundial.
Todos os países do mundo se batem por medalhas, os Comités Olímpicos e as federações de todo o mundo batem-se por medalhas havendo uma bibliografia e um historial abundante o que afinal parece não incomodar as pessoas que mentem e dizem que Portugal pode estar sozinho porque está muito bem.
Dizem que Portugal ganhas medalhas mundiais o que é verdade mas quando falam de outros sectores que o não fazem estão deliberadamente a misturar alhos e bugalhos.
As comparações fazem-se com coisas iguais.
O desporto produz medalhas mundiais e isso não é um objecto social de outros sectores, portanto não se pode comparar.
Já se deve comparar é dentro do desporto o que fazem todos os países e aí temos bibliografia científica que quando pega em Portugal o coloca no fim do mundo.
Não é ético e não é sério dizer mentiras sobre as medalhas e será compreensível para pessoas que perderam o sentido às coisas ou talvez nunca o tenham tido.
A história do COI e a literatura científica sobre mega-eventos e sobre Jogos Olímpicos diz que Portugal está em último lugar na Europa.
Este é o foco da nossa atenção para transformarmos o país rumo a outro futuro.
Sócrates condescendeu com o que não devia e isso permite actualmente aproveitamentos que continuam a ineficiência nacional.
Meus senhores, sejamos sérios e exijamos ética e seriedade à pessoas com quem debatemos o futuro do desporto português!
Lídia Praça é a presidente do IPDJ
O processo de fusão do IPD e do IPJ decorrerá sob a responsabilidade da Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., Dra. Lídia Garcia Praça, nomeada com efeitos a 25 de Outubro de 2011, com a colaboração do Presidente do Instituto do Desporto de Portugal, I.P. Mestre Augusto Fontes Baganha, e da Presidente do Instituto Português da Juventude, I.P., Dra. Helena Alves.
As seis aplicações fundamentais da prosperidade
Uma sessão TED.
Onde se fala de convergência do bem-estar.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Na Bola o COP reuniu-se com o Ministro do Desporto
E as empresas respondem ao 'apelo olímpico' do Governo
Comité olímpico corre risco de fechar portas
Ver aqui a notícia do DN sobre a preocupação do COP para 'o país estar condignamente representado em Londres 2012'.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Cada um por si!
A queda do financiamento público justifica-se se se considerar que existem meios alternativos para suprir as falhas da fonte pública que se retira em 18,8%.
Ora, havendo uma quebra esperada da generalidade das fontes de financiamento do desporto por via do impacto dos impostos e das medidas restritivas sobre o rendimento das famílias e das empresas, a busca de alternativas parece não existir.
Nos últimos anos o crescimento do produto desportivo cresceu menos por via do apoio público mas terá crescido por via do aumento do rendimento das famílias.
A situação é contraditória, complexa e perigosa para a estrutura de produção privada.
A destruição das federações e das suas estruturas será uma realidade a considerar quer por via do impacto da crise em termos gerais quer na ausência de fundos de origem pública qualificadores.
Se o Estado corta 18,8% esse exemplo vai repercutir-se nas autarquias e minguará condições que antes já eram exíguas.
Há longos anos sem medidas de política visando o desenvolvimento as organizações desportivas estão sem orientação qualificada e as afirmações actuais de alguns líderes privados apontam para becos sem saída e contrárias às soluções que os países mais desenvolvidos do mundo usaram para promover o seu desporto.
Ou seja, os líderes privadas falam de quimeras.
O desporto português mantém uma trajectória sem estratégia sem quantificação ou qualificação de objectivos e de resultados das políticas implementadas.
O produto desportivo nacional exige milagres que não existem e as acções são contrárias as princípios de boa política.
Há dinossauros que estão a ser ressuscitados e o silêncio é imenso comparando a situação do desporto e dos outros sectores.
É pouco provável que outros sectores aceitassem ser empurrados para a gravidade da situação do desporto.
Segundo se diz, caso ainda haja desporto espera-se que depois de 2012 haja planos para o desporto.
Será que esta realidade quer dizer que até lá é: Cada um por si?
Ora, havendo uma quebra esperada da generalidade das fontes de financiamento do desporto por via do impacto dos impostos e das medidas restritivas sobre o rendimento das famílias e das empresas, a busca de alternativas parece não existir.
Nos últimos anos o crescimento do produto desportivo cresceu menos por via do apoio público mas terá crescido por via do aumento do rendimento das famílias.
A situação é contraditória, complexa e perigosa para a estrutura de produção privada.
A destruição das federações e das suas estruturas será uma realidade a considerar quer por via do impacto da crise em termos gerais quer na ausência de fundos de origem pública qualificadores.
Se o Estado corta 18,8% esse exemplo vai repercutir-se nas autarquias e minguará condições que antes já eram exíguas.
Há longos anos sem medidas de política visando o desenvolvimento as organizações desportivas estão sem orientação qualificada e as afirmações actuais de alguns líderes privados apontam para becos sem saída e contrárias às soluções que os países mais desenvolvidos do mundo usaram para promover o seu desporto.
Ou seja, os líderes privadas falam de quimeras.
O desporto português mantém uma trajectória sem estratégia sem quantificação ou qualificação de objectivos e de resultados das políticas implementadas.
O produto desportivo nacional exige milagres que não existem e as acções são contrárias as princípios de boa política.
Há dinossauros que estão a ser ressuscitados e o silêncio é imenso comparando a situação do desporto e dos outros sectores.
É pouco provável que outros sectores aceitassem ser empurrados para a gravidade da situação do desporto.
Segundo se diz, caso ainda haja desporto espera-se que depois de 2012 haja planos para o desporto.
Será que esta realidade quer dizer que até lá é: Cada um por si?
Worten versus FNAC
Fui às duas lojas e na segunda os funcionários diziam que procurasse lá adiante nas prateleiras A e B
Na primeira os jovens perguntavam se me importava que eles me acompanhassem
Perguntavam que tipo de produto desejava e começando por indicar os de preço mais baixo acabavam no melhor produto que por acaso tinha o preço mais elevado mas que segundo diziam era mais do que justificado
Deixe-me ir e paguei mais uns cobres ao pobre do eng. belmiro
O que acontece é que há muito que não via e sentia uma actuação de venda tão bem feita e fabricada
Os agentes desportivos desportivos para ultrapassarem a crise deveriam ter em consideração a qualidade da oferta dos seus produtos
Isto é uma coisa que não pode ser espontânea e necessita de ser fabricada e concebida de acordo com o produto que se tem para oferecer e o consumidor
Na primeira os jovens perguntavam se me importava que eles me acompanhassem
Perguntavam que tipo de produto desejava e começando por indicar os de preço mais baixo acabavam no melhor produto que por acaso tinha o preço mais elevado mas que segundo diziam era mais do que justificado
Deixe-me ir e paguei mais uns cobres ao pobre do eng. belmiro
O que acontece é que há muito que não via e sentia uma actuação de venda tão bem feita e fabricada
Os agentes desportivos desportivos para ultrapassarem a crise deveriam ter em consideração a qualidade da oferta dos seus produtos
Isto é uma coisa que não pode ser espontânea e necessita de ser fabricada e concebida de acordo com o produto que se tem para oferecer e o consumidor
Para o OE2012 o Desporto é uma gordura
Andou-se durante toda a campanha eleitoral a falar do abatimento das gorduras da administração central.
Ser cortado em 18,8% da receita não aconteceu em nenhum outro ministério pelo que a hipótese do desporto ser uma gordura é a hipótese real.
Quanto à razão da baixa de receita da 'Santa Casa' para baixar a receita do desporto isso é uma treta.
Todo o sector da actividade económica e social é financiado pelo Estado de acordo com os fracassos de mercado detectados e com os objectivos de política para esse mesmo sector.
O desporto não depende da 'Santa Casa' para se financiar.
O Estado é que usa a fonte dos jogos de fortuna e azar para financiar a sua despesa de regulação de todos os mercados.
O desporto não depende pois dos humores apostadores dos consumidores de jogos de fortuna e azar para ser financiado pelo Estado.
Como oportunamente se alertou o desporto precisa de uma economia eficiente e de decisores capazes de lhe introduzirem competitividade e capacidade acrescida de trabalhar com a sociedade e não precisa de financeiros cujo único papel parece ser afinal gerir uma política que não visa o desporto mas outros objectivos não confessados.
O desafio para o Estado será afinar a máquina do desporto à mentira da baixa da receita das apostas mútuas e para isso é que precisa de financeiros.
Mais uma vez se demonstra como o desporto está dependente de uma má economia.
Obviamente os líderes privados comem desta comida porque têm muito medo de comer da outra se não estiverem calados como manda a cartilha habitual.
Há outros sectores da actividade que não se acobardam de dizer o que pensam na praça pública.
O desporto perdeu centenas de milhões de euros com este comportamento medroso e recebe em troca a brutalidade de medidas de agentes sem cultura desportiva europeia.
Calando é a população, os praticantes e a sociedade que é prejudicada já que as rendas pagas ajudam a calar e a pagar o silêncio.
É apenas uma questão de ética de uns e de outros.
Não a ética contra a violência, dopagem e corrupção.
É a ética da governance e da liderança visando o bem-estar da média europeia.
Enquanto não chegamos lá o Desporto é uma gordura, nos factos o desporto é a gordura para salvar o país das medidas da Troika.
Ser cortado em 18,8% da receita não aconteceu em nenhum outro ministério pelo que a hipótese do desporto ser uma gordura é a hipótese real.
Quanto à razão da baixa de receita da 'Santa Casa' para baixar a receita do desporto isso é uma treta.
Todo o sector da actividade económica e social é financiado pelo Estado de acordo com os fracassos de mercado detectados e com os objectivos de política para esse mesmo sector.
O desporto não depende da 'Santa Casa' para se financiar.
O Estado é que usa a fonte dos jogos de fortuna e azar para financiar a sua despesa de regulação de todos os mercados.
O desporto não depende pois dos humores apostadores dos consumidores de jogos de fortuna e azar para ser financiado pelo Estado.
Como oportunamente se alertou o desporto precisa de uma economia eficiente e de decisores capazes de lhe introduzirem competitividade e capacidade acrescida de trabalhar com a sociedade e não precisa de financeiros cujo único papel parece ser afinal gerir uma política que não visa o desporto mas outros objectivos não confessados.
O desafio para o Estado será afinar a máquina do desporto à mentira da baixa da receita das apostas mútuas e para isso é que precisa de financeiros.
Mais uma vez se demonstra como o desporto está dependente de uma má economia.
Obviamente os líderes privados comem desta comida porque têm muito medo de comer da outra se não estiverem calados como manda a cartilha habitual.
Há outros sectores da actividade que não se acobardam de dizer o que pensam na praça pública.
O desporto perdeu centenas de milhões de euros com este comportamento medroso e recebe em troca a brutalidade de medidas de agentes sem cultura desportiva europeia.
Calando é a população, os praticantes e a sociedade que é prejudicada já que as rendas pagas ajudam a calar e a pagar o silêncio.
É apenas uma questão de ética de uns e de outros.
Não a ética contra a violência, dopagem e corrupção.
É a ética da governance e da liderança visando o bem-estar da média europeia.
Enquanto não chegamos lá o Desporto é uma gordura, nos factos o desporto é a gordura para salvar o país das medidas da Troika.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Prémio Professor Albino Maria
Para os interessados está aberto o concurso ao Prémio de Investigação e Desenvolvimento em Gestão do Desporto professor Albino Maria.
O prazo de entrega das candidaturas termina a 15 de Novembro de 2011.
Ver aqui.
O prémio é uma iniciativa conjunta da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM)/ Instituto Politécnico de Santarém, Câmara Municipal de Rio Maior (CMRM) e Câmara Municipal de Santarém (CMS) e da família do professor Albino Maria.
O prazo de entrega das candidaturas termina a 15 de Novembro de 2011.
Ver aqui.
O prémio é uma iniciativa conjunta da Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM)/ Instituto Politécnico de Santarém, Câmara Municipal de Rio Maior (CMRM) e Câmara Municipal de Santarém (CMS) e da família do professor Albino Maria.
Desporto e Economia
Estas duas frases são para concordar em discordar do poste de José Pinto Correia no Colectividade Desportiva de 21 de Outubro:
O que diz a teoria económica:
Discussão:
Catedrais no deserto:
A realidade económica é mais complexa do que a mera afirmação de que não existe economia deixa antever:
A culpa dos economistas e dos engenheiros:
- Durante as legislaturas passadas houve estudos e análises económicas e houve pensamentos económicos por parte dos decisores de política desportiva.
- Há e houve actos económicos mas faltou o qualificativo da eficiência económica.
O que diz a teoria económica:
- A economia aceita e propõe que o agente é soberano na sua actuação no mercado actuando com eficiência o que beneficia o seu próprio interesse, desde Adam Smith.
- Mas a economia também diz que os agentes privados que actuam no mercado falham decisões e são irracionais e que para isso devem existir políticas públicas para as corrigir, segundo Pigou.
- Num terceiro momento, Coase refere que os decisores e as políticas públicas também falham e que há possibilidades de racionalidade que o Estado deve deixar ao mercado resolver, definindo bem os direitos de propriedade.
Discussão:
- A afirmação de José Pinto Correia de que não existe uma economia do desporto compreende-se mas o que efectivamente acontece é que a economia sempre existiu no desporto português apesar dos seus erros e fracassos.
- São estes erros e fracassos privados e públicos em que se fundamenta José Pinto Correia para a sua afirmação.
Catedrais no deserto:
- O caso particular do atletismo comentado por anónimos no mesmo poste é um caso típico da teoria económica tipificado pelo investimento em "catedrais no deserto" as quais após o momento inicial geram impactos nulos no desenvolvimento das regiões e das populações.
- O decisor de política desportiva português aceita enterrar milhões de euros em infra-estruturas cuja fundamentação é o curto prazo e o benefício eleitoral de decisores públicos centrais e locais.
A realidade económica é mais complexa do que a mera afirmação de que não existe economia deixa antever:
- Muitos investimentos em desporto são sustentados por estudos económicos que nem sempre acertam bem nas propostas de eficiência que fazem.
- As causas podem ser muitas, desde a carência de estudos e informação anterior com qualidade, as quais podem induzir em erros de decisão pública e privada.
- Outros problemas relacionam-se com a captura dos economistas que se predispõem a satisfazer o interesse do decisor, não lhes sendo garantida a independência para realizar um estudo ou análise competente.
- Estes problemas sugerem que no passado os erros poderão ter existido por parte dos decisores e também por parte dos economistas, eles próprios capazes de cometer erros.
- Estas dificuldades são patentes na situação do país.
- Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa falava da culpa dos economistas e dos engenheiros.
- Tudo bem se não se pensar que entre a profissão e o exercício da função de político vai uma distância grande que, por exemplo, os exemplos de inúmeros juristas com grandes contas na Justiça ou de incompetência nos cargos assumidos lança a dúvida sobre os princípios que regem a profissão.
- Estamos no último lugar desportivo europeu porque a economia e o direito e outras matérias do conhecimento que se fazem no desporto são de fraca qualidade.
- E todas essas matérias existem no desporto português mesmo que os seus melhores profissionais sejam afastados da decisão de política desportiva.
A West Coast of Europe é aqui tão perto
O sucesso dos supertudos de Peniche no artigo de Pedro Bidarra aqui.
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