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segunda-feira, 2 de julho de 2012

O exemplo da Saúde

O desporto português tem lacunas institucionais graves, como tenho sustentado repetidamente.

No sábado passado Isabel do Carmo publicou um artigo no jornal Expresso em que apresenta resultados de intervenções políticas de três personalidades da Saúde, incluindo cargos públicos, Constantino Sakellarides, Daniel Sampaio e Paulo Mendo, todos de vários quadrantes políticos, para sustentar que existe um programa político de destruição do Sistema Nacional de Saúde.

Quando se olha para o desporto o deserto de intervenção política fora dos cargos políticos é a imagem de marca.

Os líderes de instituições como o instituto do desporto e a secretaria de Estado, o Conselho Nacional do Desporto ou a Fundação do Desporto passam pelas instituições e dão-se por satisfeitos desaparecendo e surgindo de novo saindo-lhes na rifa novo protagonismo governamental mas sendo incapazes de manter um registo de vida que os identifique com os desafios sociais e institucionais do sector. Esta é a imagem de marca e geral. Não tenho de conhecer particularidades e a questão é que os currículos de intervenção pública devem ser isso mesmo, devem ser públicos e abundantes para uma percepção evidente. Na escassez do desporto será possível destacar alguma variância de constância de protagonismo mas o protagonismo no desporto é tradicionalmente ínfimo e esse é o dado a reter como desafio para atacar as causas dessa menoridade.

Para concretizar, há que aumentar o grau de exigência na fronteira do conhecimento pela exigência de produção de documentos de política, manifestos, relatórios, estudos, etc, aos ex-dirigentes.

Para isso um factor determinante é a nomeação não de ilustres deconhecidos partidários, mas de cidadãos que curricularmente estejam dentro de um escrutínio qualificado e sério quanto às competências e quanto às capacidades de produção de pensamento e de suporte à decisão visando a maximização do bem comum desportivo e nacional.